Lula lidera em todos os cenários e venceria Flávio Bolsonaro com ampla vantagem, diz Datafolha
Novo levantamento mostra que presidente derrotaria qualquer um de seus eventuais adversários nas próximas eleições
Uma nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (6) confirma a ampla liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pela reeleição em 2026. Lula venceria todos os adversários testados, com destaque para a vantagem de 15 pontos sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ), recém-lançado como candidato à presidência pelo seu pai, Jair Bolsonaro, que está preso e inelegível.
No principal cenário de segundo turno, Lula marca 51% contra 36% de Flávio. Apesar de ter sido medido antes da oficialização da pré-candidatura, o resultado reforça a dificuldade do bolsonarismo em recuperar competitividade nacional. A indicação do senador desagradou setores do centrão e partidos como MDB e PSD, que veem na escolha mais uma insistência da família em controlar a direita, mesmo em queda.
Outros nomes da oposição tampouco conseguem superar o presidente. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) aparece com 42% contra 47% de Lula; Ratinho Jr. (PSD-PR) marca 41%, também abaixo dos 47% do petista. Michelle Bolsonaro tem 39% no confronto direto, enquanto Eduardo Bolsonaro (PL-SP), hoje no exterior, registra apenas 35% diante de 52% de Lula.
A rejeição evidencia ainda mais o desgaste do campo bolsonarista: Jair Bolsonaro lidera com 45%, seguido por Flávio (38%), Eduardo (37%) e Michelle (35%). Já governadores como Tarcísio, Ratinho Jr., Zema e Caiado apresentam rejeições menores, mas ainda insuficientes para ameaçar a dianteira de Lula.
Liderança também no primeiro turno
No primeiro turno, Lula mantém 41% em todos os cenários testados. Flávio e Eduardo aparecem com 18% cada. Michelle chega a 24%, e Tarcísio a 23%. Nenhuma dessas candidaturas consegue romper a fragmentação da direita.
A pesquisa Datafolha contou com 2.002 entrevistas com pessoas de 16 anos ou mais em 113 municípios pelo Brasil, realizadas entre os dias 2 a 4 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

