Master, filme, PIX e mais: as mentiras que Flávio Bolsonaro já contou
Oliver Stone desmente Lauro Jardim e diz que filme sobre Lula não recebeu dinheiro de Vorcaro
Matéria publicada no jornal O Globo e disseminada por grupos bolsonaristas afirma que documentário estadunidense sobre o presidente brasileiro recebeu verba do dono do Banco Master.
Matéria veiculada no jornal O Globo e assinada pelo colunista Lauro Jardim afirma que o documentário sobre o presidente Lula, dirigido pelo renomado diretor estadunidense Oliver Stone, recebeu verba de Daniel Vorcaro. Tal publicação foi disseminada por grupos bolsonaristas como forma de “blindar” o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que pediu R$ 134 milhões ao dono do Banco Master para investir no longa “Dark Horse”, biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No entanto, Oliver Stone, em nota enviada à jornalista Mônica Bergamo, desmente a informação veiculada no jornal O Globo:
“Não houve quaisquer recebimentos de recursos, investimentos, patrocínios ou contribuições de qualquer natureza originados a partir de negociações com Daniel Vorcaro, com o Banco Master ou com qualquer empresa ou fundo a eles associados. Reservamo-nos ainda o direito de adotar as medidas judiciais cabíveis contra falsas alegações e informações inverídicas noticiadas e publicadas.”
O documentário “Lula” (2022), dirigido por Oliver Stone e Rob Wilson, foi lançado no Festival de Cannes de 2022, traça o perfil político do presidente Lula e aborda a sua ascensão no movimento sindical, os seus primeiros governos, sua prisão e sua volta ao Palácio do Planalto em 2022.
Flávio Bolsonaro negociou R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atualmente pré-candidato à Presidência da República, teria tratado diretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, sobre um aporte de US$ 24 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 134 milhões à época, para financiar a produção de “Dark Horse”, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.
As informações foram reveladas pelo Intercept Brasil, que afirma ter tido acesso a mensagens, áudios, documentos e comprovantes bancários relacionados às tratativas.
De acordo com a reportagem, pelo menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, considerando a cotação dos períodos em que os valores teriam sido transferidos, foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, por meio de seis operações. O dinheiro teria sido enviado ao Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos, e ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.
