ACM Neto e Jerônimo empatam tecnicamente na Bahia
Levantamento mostra ex-prefeito numericamente à frente, mas dentro da margem de erro; maioria quer governador aliado de Lula e Rui Costa lidera disputa ao Senado
A pesquisa Genial/ Quaest na Bahia divulgada nesta quarta-feira (29) mostra ACM Neto (União) numericamente à frente de Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa pelo governo da Bahia em 2026, mas em empate técnico. No principal cenário de 1º turno, o ex-prefeito de Salvador tem 41%, contra 37% do atual governador. A margem de erro é de três pontos percentuais.
A Quaest ouviu 1.200 eleitores na Bahia entre os dias 23 e 27 de abril. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral.
No primeiro cenário testado para o governo da Bahia, ACM Neto aparece com 41% das intenções de voto. Jerônimo Rodrigues soma 37%. Ronaldo Mansur (PSOL) tem 1% e José Estevão (DC) marca 0%.
Os indecisos são 11%. Outros 10% dizem que votariam em branco, anulariam ou não iriam votar.
No segundo cenário, sem José Estevão, ACM Neto mantém 41%. Jerônimo Rodrigues aparece com 36%, enquanto Ronaldo Mansur segue com 1%. Nesse cenário, os indecisos sobem para 14%, e branco, nulo ou não voto somam 8%.
A Quaest também simulou um eventual 2º turno entre ACM Neto e Jerônimo. O ex-prefeito aparece com 41%, e o governador tem 38%. Como a diferença está dentro da margem de erro, a disputa também é de empate técnico no 2º turno. Indecisos são 12%, e branco, nulo ou não voto chegam a 9%.
Resultado muda temperatura da disputa na Bahia
O novo levantamento muda a temperatura da corrida baiana. Em fevereiro, a Fórum mostrou que Jerônimo Rodrigues aparecia com vantagem ampla e poderia vencer no 1º turno em pesquisa do Instituto TML.
Agora, a Quaest indica um cenário mais apertado, com ACM Neto numericamente à frente, mas sem vantagem estatística sobre o governador petista.
Jerônimo tem voto mais consolidado; ACM Neto tem menor rejeição
A pesquisa mostra que o voto em Jerônimo Rodrigues aparece um pouco mais consolidado. Entre os eleitores do governador, 58% dizem que a escolha é definitiva. Outros 40% afirmam que podem mudar caso algo aconteça.
Entre os eleitores de ACM Neto, 55% dizem que o voto é definitivo. Outros 44% afirmam que podem mudar de opinião.
No potencial de voto, ACM Neto tem vantagem. O ex-prefeito é conhecido e teria voto de 52% dos entrevistados. Outros 32% dizem que o conhecem, mas não votariam nele. A taxa de desconhecimento é de 16%.
Jerônimo Rodrigues é conhecido e teria voto de 45%. A rejeição do governador é de 42%, enquanto 13% dizem não conhecê-lo.
Ronaldo Mansur tem 3% de potencial de voto, 16% de rejeição e 81% de desconhecimento. José Estevão também tem 3% de potencial, com 11% de rejeição e 86% de desconhecimento.
Lula pesa na eleição de acordo com Quaest na Bahia
A Quaest mostra que o presidente Lula segue como principal força nacional na eleição baiana. Para 47% dos entrevistados, o próximo governador da Bahia deveria ser aliado de Lula.
Outros 32% preferem um governador independente. Apenas 16% dizem querer um aliado de Jair Bolsonaro no comando do estado. Não sabem ou não responderam somam 5%.
O dado ajuda a explicar a força do campo governista no estado, mesmo em um cenário de empate técnico entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto.
Governo Jerônimo tem 56% de aprovação
A aprovação do governo Jerônimo Rodrigues é de 56%, segundo a Quaest. A desaprovação é de 33%. Outros 11% não sabem ou não responderam.
A série mostrada pelo instituto indica que a aprovação do governador era de 63% em janeiro de 2024, caiu para 54% em dezembro de 2024, subiu para 61% em fevereiro de 2025, ficou em 59% em agosto de 2025 e chegou agora a 56%.
Apesar da aprovação majoritária, a pesquisa mostra desejo de mudança no estado. Para 34%, o próximo governador deve mudar totalmente os rumos do governo. Outros 40% defendem mudar apenas o que não está bom. Só 22% querem continuar o trabalho que vem sendo feito. Não sabem ou não responderam são 4%.
Rui Costa e Jaques Wagner lideram para o Senado
Na disputa ao Senado, o campo lulista aparece em vantagem. Rui Costa (PT) lidera com 24% dos votos totais, considerando a combinação entre primeiro e segundo voto. Jaques Wagner (PT) vem em seguida, com 22%.
João Roma (PL) aparece com 9%, seguido por Angelo Coronel (Republicanos), com 6%. Delliana Ricelli (PSOL) tem 1%, e Marcelo Santana (DC) aparece com 0%. Indecisos são 16%. Branco, nulo ou não voto somam 22%.
No primeiro voto para o Senado, Rui Costa tem 31%. Jaques Wagner aparece com 20%, João Roma tem 10% e Angelo Coronel soma 4%. Delliana Ricelli tem 1%, Marcelo Santana marca 0%, indecisos são 15% e branco, nulo ou não voto chegam a 19%.
No segundo voto, Jaques Wagner lidera com 24%. Rui Costa tem 16%, João Roma aparece com 7% e Angelo Coronel também tem 7%. Delliana Ricelli e Marcelo Santana marcam 1% cada. Indecisos são 18%, e branco, nulo ou não voto somam 26%.
O resultado reforça levantamentos anteriores acompanhados pela Fórum. Em fevereiro, a Fórum mostrou que Jaques Wagner e Rui Costa lideravam a disputa pelas vagas baianas no Senado. Em março, novo levantamento voltou a colocar os nomes petistas na dianteira.
Lulismo também lidera no perfil desejado para o Senado
A força do campo lulista também aparece quando os eleitores são perguntados sobre o perfil desejado para os próximos senadores da Bahia.
Para 47%, os senadores deveriam ser aliados de Lula. Outros 33% preferem nomes independentes. Apenas 15% dizem querer aliados de Bolsonaro. Não sabem ou não responderam somam 5%.
A formação da chapa ao Senado é uma das principais articulações do PT na Bahia. Em janeiro, a Fórum mostrou como o PT tenta viabilizar uma chapa puro-sangue no estado, com Rui Costa e Jaques Wagner como principais nomes para a disputa.
Roma e Coronel enfrentam alto desconhecimento
Rui Costa também lidera no potencial de voto para o Senado. Ele é conhecido e teria voto de 47% dos entrevistados. Sua rejeição é de 38%, e o desconhecimento é de 15%.
Jaques Wagner tem 39% de potencial de voto, 39% de rejeição e 22% de desconhecimento.
João Roma é desconhecido por 64% dos eleitores, tem 11% de potencial de voto e 25% de rejeição. Angelo Coronel é desconhecido por 68%, tem 8% de potencial e 24% de rejeição.
Delliana Ricelli é desconhecida por 88% dos entrevistados. Marcelo Santana tem desconhecimento de 89%.
Os dados mostram uma eleição baiana altamente polarizada para o governo, com ACM Neto e Jerônimo Rodrigues tecnicamente empatados, mas com vantagem do campo lulista na preferência política do eleitorado e na disputa pelas duas vagas ao Senado.
