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Na cidade de Glauber Rocha a arte a cultura ainda resistem apesar do profundo vazio instutucional

27/04/2026 15 min read

AA

 Na cidade de Glauber Rocha a arte a cultura ainda resistem apesar do profundo vazio instutucional
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    (Prof. Dirlei A Bonfim).*   

Há mais que uma percepção profunda, há mesmo uma Constatação de que o Processo Cultural do município de Vitória da Conquista Bahia., vem sendo desprezado, ignorado, sucateado pelas ações negligenciais, do poder público municipal, através da omissão da Secretaria Municipal de Cultura, que vem sendo conduzida a cerca de 10 (dez anos), por um grupo político que interpreta a CULTURA, apenas como custo e na maioria das vezes como entretenimento. Assim, algumas análises de Artistas, Professores, Intelectuais toca em feridas profundas e compartilhadas por boa parte da Classe artística e Cultural de Vitória da Conquista. Para entender um pouco sobre a Cultura enquanto negócio da chamada Indústria Cultural. Segundo Theodor Adorno, Max Horkheimer, e Herbert Marcuse (2020), acerca das imposições e malefícios da chamada Indústria Cultural, para os Artistas e todo o processo Cultural, em quaisquer lugares do planeta. Vão descrever também a indústria cultural, de como a arte e a cultura foram transformadas em mercadorias padronizadas pelo sistema capitalista, servindo como ferramenta de dominação e alienação, o que eles denominaram de “falso entretenimento”. As grandes festas de largo, sejam nas praças públicas, ou nos espaços privados, não importa, o chamado entretenimento oferecido pela indústria cultural é considerado “falso” porque não visa o prazer genuíno ou a emancipação, mas sim o conformismo social e a alienação. A Arte como Mercadoria: Diferente da arte autêntica, que deveria provocar desconforto e questionamento, o “falso entretenimento” é produzido em série como em uma fábrica, visando exclusivamente o lucro e a reprodução da ideologia dominante. Os Expoentes da Escola de Frankfurt, a arte autêntica é o oposto do entretenimento produzido pela Indústria Cultural. Enquanto o entretenimento busca a passividade e a manutenção do status quo, a arte verdadeira possui uma função crítica e emancipatória. Alguns dos temas importantes dessa discussão sobre a Indústria Cultural: A Arte como “Verdade” vs. Mercadoria (Adorno): Adorno diferencia a Indústria Cultural (que produz cultura como mercadoria para as massas) da Arte Autônoma. Crítica à Padronização: Para Adorno, o entretenimento é “mastigado”: ele impede o pensamento porque já entrega a resposta e a diversão pronta. O Valor do Difícil: A arte verdadeira (como a música atonal de Schoenberg ou a literatura de Beckett) deve ser “difícil” e até “feia”. Ela não serve para relaxar, mas para causar estranhamento e denunciar o sofrimento de uma sociedade administrada. Negatividade: A arte é um “não” ao mundo como ele é. Ela preserva a promessa de felicidade ao mostrar o quanto o presente é miserável. A Dimensão Estética e a Libertação (Marcuse): Marcuse foca no potencial revolucionário da sensibilidade estética. Grande Recusa: A arte representa a “Grande Recusa” — a negação da lógica do desempenho, da produtividade e da repressão sexual/social. Sublimação vs. Dessublimação Repressiva:  e a arte para esvaziar a tensão crítica das pessoas, tornando-as satisfeitas em sua falta de liberdade. A Outra Realidade: A arte cria uma “realidade paralela” que mostra que a vida poderia ser organizada de forma erótica (no sentido de prazer e vida) e não apenas técnica. O que há ” para além do entretenimento”? Para ambos, a cultura que importa é aquela que preserva a qualidade a individualidade e a consciência crítica: Ao contrário do entretenimento, que transforma todos em “consumidores” iguais. Mantém a tensão: Ela não oferece consolo fácil; ela mantém a ferida aberta para que não esqueçamos que o mundo precisa mudar. Desnaturaliza a realidade: Ela mostra que as leis da economia e da sociedade não são naturais, mas construções que podem ser derrubadas. Numa síntese acerca da Indústria Cultural, para Adorno e Marcuse, se a arte serve para “passar o tempo” ou “relaxar após o trabalho”, ela já foi derrotada pelo sistema. A arte real é aquela que desperta a consciência para a alienação. Segundo Charles Chaplin (1979), “… A Arte como uma ferramenta universal de humanização, capaz de superar barreiras linguísticas e sociais, unindo humor e tragédia para provocar reflexão e empatia. Para ele, a arte não era apenas entretenimento, mas uma forma de expressão emocional, um “tônico” contra a dor, a pobreza, a hipocrisia e o desdém dos políticos, gestores e detentores do poder”. O que está em análise, debate e discussão é de como  o “profundo vazio” pode ser analisado através de alguns pontos críticos que explicam essa sensação de desconexão, desinteresse dos detentores do poder sobre às realidades (artísticas e culturais) do município. 1. Crise de Diálogo e Representatividade: Uma das principais queixas recorrente da Classe Artística é a dificuldade de interlocução direta entre os fazedores de cultura e a Secretaria Municipal de Cultura (SECULT). Quando os conselhos de cultura não têm voz ativa ou quando as decisões são tomadas de forma autoritária, verticalizada, isolada, sem a participação dos Artistas e da comunidade cultural do município, cria-se esse “vazio de gestão” que é mencionado por todos os Atores Culturais constantemente.  2. A “Festa” versus a “Cultura”: É bom deixar bem claro e de forma inequívoca, que “A realização de Festa”, não é Cultura, é classificada como entretenimento e cai dentro da análise dos pensadores sobre os malefícios da indústria cultural, segundo os expoentes da Escola de Frankfurt.

Há uma crítica constante de que o investimento público foca excessivamente em grandes eventos de calendário (como o Arraiá da Conquista ou o Natal), que são importantes, mas não sustentam a cadeia produtiva local durante o ano. E tratam os Artistas em geral, com desdém e falta de respeito, na medida em que os Projetos Culturais, não são avaliados adequadamente, na maioria das vezes são ignorados. O que está claro e nítido é que não há interesse pelo poder público municipal, em contemplar os Projetos Culturais dos Artistas da periferia, bem como, do centro e geral. Sem falar que não há políticas públicas para à cultura, com a discussão aberta, livre e democrática, tão importante e necessária com toda a classe Artística e Cultural do município, além da permanente falta de recursos, para à cultura, assim a falta de promoção e realização de editais públicos municipais permanentes e de fomento aos pequenos projetos culturais e aos produtores, centros culturais independentes e artistas periféricos, tudo isso, vão contribuindo para a desmotivação, apatia e indignação da classe artística. Segundo o Cineasta Walter Carvalho (2025),“A Arte, sempre foi, é e será fundamentalmente, uma ferramenta de transformação e mudança da sociedade humana e os Artistas de verdade, serão os protagonistas das mudanças e transformações propostas para uma sociedade mais consciente, justa e humana”. 3. Equipamentos Culturais fechados subutilizados e ou Depreciados: A falta de interesse, boa vontade e de manutenção aos equipamentos culturais, por parte do poder público municipal, levaram os mesmos ao fechamento e ao processo de depreciação acelerada. Criando assim, uma necessidade de uso dado as volumosas demandas por espaços culturais, sobrecarregando o Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, que não consegue dar conta e atender ao volume de solicitações. Portanto, os equipamentos como o Teatro Carlos Jehovah, o Cine Madrigal, a Casa Glauber e a própria Casa Régis Pacheco, são equipamentos mais do que necessários está em pleno funcionamento para suprir as necessidades e demandas da classe Artística e Cultural.  4. A indignação da Classe Artística: pelo vazio cultural, pela falta de diálogo do poder público/Secretaria de Cultura com os Artistas, pela falta de atenção, pela arrogância, prepotência, pela falta de respeito, com que os agentes públicos da Secretaria Municipal de Cultura tratam os Artistas. 5. Aplicação de Recursos: Recentemente, a implementação de leis federais (como a Paulo Gustavo e Aldir Blanc) trouxeram recursos, mas também expôs a fragilidade técnica da prefeitura em gerir esses processos de forma ágil e transparente, gerando frustração nos artistas que dependem dessas verbas, através de Editais, para que possam participar. 6. O Êxodo de Talentos: sem editais locais, com recursos do município e os poucos editais que são realizados com recursos do governo federal, sem diálogo e atenção, Vitória da Conquista — que historicamente é um celeiro de talentos na música, cinema, teatro, dança, artes plásticas, literatura — acaba “exportando” seus Artistas. Eles buscam Salvador, São Paulo ou o Rio de Janeiro porque o município não oferece condições de profissionalização. O cenário é desolador, mas o caminho para mudar costuma passar pela união dos coletivos dos Artistas, dos Fazedores (as) de Cultura, para pressionar por mudanças estruturais nos órgãos gestores, bem como a ocupação do Conselho Municipal de Cultura, promovendo as mudanças e transformações necessárias, para que atenda a toda Classe Artística. Acredita-se também que a solução passaria por mudanças mais profundas na gestão pública, nas políticas ou por uma mobilização mais agressiva da classe Artística e Cultural para retomar esses espaços? Na verdade, é válido salientar, que não é por falta de Projetos e Propostas Culturais apresentadas pelas Instituições culturais, ou pelos Artistas e Fazedores (as) de Cultura. O que acontece é que a Secretaria Municipal de Cultura, não ouve, não dar atenção os Artistas e os diversos segmentos das Artes e da Cultura, tratando-os na maioria das vezes, como adversários ou oponentes aos atuais gestores. É necessário registrar que os Artistas, tem se manifestado com Ofícios, Requerimentos, Relatórios e Documentos, para além dos Editais públicos, solicitando a realização de Projetos Culturais permanentes, que possam contemplar, os Músicos, Poetas, Artistas Plásticos, Cineastas, Atores, enfim artífices de todas as áreas das Artes e da Cultura, mas não são atendidos. Segundo Glauber Rocha (2015), figura central do Cinema Novo brasileiro, defendia “a Arte como uma ferramenta de insubmissão radical, agitação revolucionária e ruptura com as formas tradicionais de poder e narrativa. Para ele, a arte não é entretenimento, mas sim uma “arma” necessária para enfrentar o autoritarismo e a opressão”. “A Arte, sempre foi, é e será fundamental para mostrar, denunciar, apresentar e propor novos cenários, além 

de um “instrumento” ou “dispositivo” para alertar sobre o que está errado na sociedade, servindo como resistência contra a opressão política, econômica e social dos detentores do poder”.  Assim seguindo os ensinamentos e considerações dos Artistas, Intelectuais e Fazedores (as) de Arte e Cultura, tais como (Glauber Rocha), entre outros, espera-se que o poder público seja sensível, rápido e dinâmico na apresentação de propostas viáveis, bem como, no resgate e restauração dos equipamentos culturais que se encontram fechados se depreciando. Não basta recuperar os equipamentos culturais; o “resgate” precisa chegar às periferias, onde a produção cultural é pulsante, mas os recursos são escassos. Se faz imprescindível, que os gestores públicos municipais da cultural, possam ouvir, dialogar e participar democraticamente dos debates e das discussões que enaltecem e potencializam o processo cultural de Vitória da Conquista.  

**contribuição do Professor DsC Dirlei A Bonfim, Doutor em Desenvolvimento Econômico e Ambiental, Professor da Rede Estadual da Bahia, Professor Formador IAT/SEC/BA.*04/2026.1.**

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