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A vacina do Butantan contra a dengue caiu mal na repercussão

11/06/2026 3 min read

AA

 A vacina do Butantan contra a dengue caiu mal na repercussão
Jornalista Jeremias Macário

Se já existe no país aquele mundaréu de negativistas da ciência com o registro do baixo índice de vacinação no Brasil nos últimos anos, a constatação de mortes e os graves problemas de saúde com pessoas (mais de 40) que tomaram as doses do Butantan contra a dengue, repercutiram mal na população, principalmente a menos esclarecida.
Sabemos que a atitude do Instituto de São Paulo e do Ministério da Saúde em dar uma parada para averiguações dos casos, se foram em decorrência da vacina, ou não, é a mais correta, mas o estrago já está feito. O fato em si constitui prato feito para as críticas dos negativistas, sobretudo aqueles que combateram a vacina da Covid-19 lá atrás, nos anos 2020/22.
A questão não é o baixo índice de casos, de 0,0008 por cento. Aqueles que rejeitam a vacinação, e não são poucos, não querem saber disso, se o número foi insignificante ou não. O lançamento de uma medicação ou vacina passa por uma bateria rigorosa de exames, testes de comprovação em laboratórios e voluntários e entendo que nada pode dar errado porque trata-se de vidas humanas.
Não sou cientista, mas acho que qualquer leigo assim entende. Os negativistas aproveitam dessa situação, que pode ocorrer, para induzir e incitar mais ainda com fake news de que vacina mata e até provoca infartos do coração, como argumentou um primo meu com relação à Covid-19.
Em sua cabeça, baseado em pronunciamentos de “falsos” médicos e até verdadeiros com ideologias negativistas, cresceram muito as ocorrências de infartos naqueles que tomaram a vacina durante a pandemia. Não adianta tentar contrariar sua afirmativa e convicção com argumentos baseados na ciência.
O Instituto Butantan, fundado em 23 de fevereiro de 1901, nome originário do tupi que significa “terra dura, dura”, é um dos mais conceituados e importantes centros de pesquisas biomédica do país, formado por um parque, museus, diversos laboratórios e fábricas, além de um serpentário.
Justamente por ser um renomado instituto de pesquisa, essa incidência de mortes e sintomas pós vacinação, criaram repercussão negativa entre milhões de brasileiros. Essa imagem, quer queira ou não, só vai ser reparada depois de um certo tempo.
Milhares de negativistas já devem estar dizendo por aí, inclusive em redes sociais e outros veículos de comunicação, para as pessoas não tomarem vacinas e produtos do Butantan, o que é um absurdo, mas, infelizmente, é assim que a banda toca.
Quando uma instituição, empresa ou qualquer entidade séria comete uma falha, mesmo que depois tudo seja explicado cientificamente, caso do Butantan, fica bem difícil recuperar a reputação, especialmente neste nosso país de hoje tão polarizado ideologicamente, com um bando de extremistas de direita terraplanistas.
De qualquer forma, a transparência foi a melhor “vacina” para tranquilizar os brasileiros e até frear o ímpeto dos negativistas e fundamentalistas que não acreditam na eficácia da ciência e envenenam a cabeça da população inculta com ideias tacanhas, sem nenhum fundamento.

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