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Estadão ataca valorização do salário mínimo e gera revolta nas redes

26/12/2025 3 min read

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 Estadão ataca valorização do salário mínimo e gera revolta nas redes
Estadão ataca valorização do salário mínimo e gera revolta nas redes (Foto: Marcello Casal Jr/Agencia Brasil)

Editorial do jornal critica política de reajuste real
O editorial publicado pelo jornal Estado de S.Paulo nessa quinta-feira (25) provocou forte reação nas redes sociais ao atacar a política de valorização do salário mínimo adotada pelo governo Lula. No texto, intitulado “A aposta leviana no salário mínimo”, o jornal afirma que o presidente estaria, “obcecado pela busca de votos na campanha à reeleição”, e que, por insistir em reajustes acima da inflação, “empurra o País para o abismo ao insistir numa política que a economia é incapaz de suportar”.

A crítica do periódico gerou resposta imediata nas redes. As postagens classificaram o editorial como um ataque direto à população trabalhadora e às políticas de redistribuição de renda.

Reações

Um dos primeiros a se manifestar foi Wallace Moreira, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Em uma série de publicações, Moreira questionou a argumentação do jornal: “Salário mínimo digno é uma política leviana? Ou leviano é um editorial criticando a política de defesa do trabalhador?”

Para o secretário, o reajuste real do mínimo está longe de ser um risco fiscal e, ao contrário, representa um instrumento de inclusão. “Uma política de reajuste do salário mínimo acima da inflação é um instrumento de dignidade humana, de oferecer mínimas condições de vida aos trabalhadores”, escreveu.

Ele também ressaltou que a valorização do piso nacional reduz desigualdades, fortalece o mercado interno e estimula um crescimento econômico mais inclusivo, em contraposição ao argumento do Estadão de que tal política seria insustentável.

Moreira ainda questionou por que o jornal não dirige críticas semelhantes à política de juros altos conduzida pelo Banco Central. “Por que o Estadão não faz um editorial sobre a política de juros altos, que onera as contas públicas e beneficia uma minoria do país?”, afirmou. O secretário lembrou que “cada 1% na taxa Selic são mais de R$ 50 bilhões no orçamento público, desestimulando investimento produtivo, onerando as contas públicas e dificultando o equilíbrio fiscal.”

O influenciador Lázaro Rosa também se posicionou e ironizou o teor do editorial. Em publicação nas redes sociais, afirmou: “Enquanto o povo comemora comida na mesa, o Estadão começa a manhã de Natal atacando os trabalhadores e o governo Lula, reclamando do reajuste do salário mínimo acima da inflação. Próximo editorial do Estadão: ‘Precisamos debater a volta da escravidão’.”

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