Além de Guanambi, Vitória da Conquista também terá apenas voos em avião de nove lugares para Salvador
A Azul Linhas Aéreas vai reduzir o porte da aeronave utilizada na rota entre Vitória da Conquista e Salvador a partir de 2 de junho. Segundo a programação informada, a companhia deixará de operar o trecho com o ATR-72, modelo com capacidade para cerca de 70 passageiros, e passará a utilizar o Cessna Caravan, avião com apenas nove assentos.
A mudança ocorre no momento em que Guanambi também terá a ligação com a capital baiana feita pelo mesmo tipo de aeronave, embora com aumento no número de frequências.
No caso de Vitória da Conquista, os voos sairão de Salvador às 15h25, com chegada prevista às 17h10. No sentido inverso, a decolagem está programada para 17h35, com pouso em Salvador às 19h10. Atualmente, a ligação entre as duas cidades é operada apenas três vezes por semana, às segundas, quartas e sextas-feiras, com aeronaves ATR.
Em consulta ao sistema de vendas da companhia, no entanto, as passagens para os voos entre Vitória da Conquista e Salvador em junho apareciam com apenas quatro frequências semanais disponíveis: domingos, terças, quintas e sábados. Os bilhetes para o trecho em aeronave Caravan estavam sendo vendidos a partir de R$ 670 por assento.
A empresa informou que os clientes impactados pelas mudanças receberão assistência conforme as diretrizes da Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), norma que trata dos direitos dos passageiros em casos de alteração de voos.
Além da operação para Salvador, a Azul também mantém a rota entre Vitória da Conquista e Belo Horizonte. Hoje, a companhia oferece voos com aeronaves Embraer 195-E2, com 136 assentos, e a previsão é de que essa ligação com a capital mineira continue sendo operada diariamente a partir de junho.
Já a Gol e a Latam operam voos diários ligando o Aeroporto Glauber Rocha ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
Prefeita reclama da mudança
A mudança provocou reação da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos. Em manifestação pública, ela classificou a alteração como inaceitável e afirmou que a substituição da aeronave praticamente inviabiliza a ligação aérea entre a cidade e Salvador. Segundo a gestora, a redução da oferta pode prejudicar o comércio, comprometer o desenvolvimento regional e ampliar o isolamento do sudoeste baiano em relação à capital do estado.
Sheila também cobrou mobilização política contra a medida e questionou a atuação de representantes da região e do governo estadual diante da alteração anunciada pela companhia aérea. Na avaliação da prefeita, Vitória da Conquista, por ser a segunda maior cidade do interior baiano, não deveria perder capacidade de conexão com Salvador.
Mudança em Guanambi
A situação se soma ao que já havia sido anunciado para Guanambi. A partir de 1º de junho, a Azul também deixará de usar o ATR-72 na rota entre o município e Salvador e passará a operar com o Caravan Cessna, de nove lugares. A diferença é que, em Guanambi, a empresa ampliará as frequências, que deixarão de ser três por semana e passarão a ser diárias.
Conforme a programação disponível para junho, os voos entre Salvador e Guanambi sairão da capital às 9h50, com chegada prevista às 11h55. No sentido contrário, a partida será às 12h25, com pouso estimado às 14h30. As passagens para essa rota estavam sendo comercializadas a partir de R$ 679 por assento, segundo consulta ao sistema de vendas.
Apesar da mudança na operação para Salvador, a ligação entre Guanambi e o Aeroporto Internacional de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, seguirá sem alterações. De acordo com a programação da companhia, a rota continuará com quatro frequências semanais, às segundas, terças, quartas e sextas-feiras.
Com isso, duas importantes cidades do interior baiano passarão a ter a ponte aérea com Salvador operada apenas por aeronaves de pequeno porte. Em Vitória da Conquista, a troca ocorre em meio a críticas pela redução da oferta efetiva de assentos. Em Guanambi, a ampliação do número de voos semanais não impede a diminuição da capacidade por operação, já que o novo modelo comporta pouco mais de um décimo dos passageiros transportados atualmente pelo ATR.
