Artigo ensaio: os autocratas, a banalidade do mal e a necropolitica do século XXI: crise hegemônica, neoliberalismo canibal, e a erosão das democracias globais
(Prof. DsC. Dirlei A. Bonfim).*
RESUMO
O presente ensaio crítico-reflexivo investiga a convergência entre a crise estrutural do capitalismo contemporâneo, a ascensão do neofascismo e as transformações nos mecanismos de dominação e aniquilação social no século XXI. A partir do diálogo interdisciplinar entre a teoria política, a filosofia moral e a sociologia crítica, articulam-se os conceitos seminais de banalidade do mal (Hannah Arendt), racionalidade instrumental e barbárie (Zygmunt Bauman), biopolítica e necropolítica (Michel Foucault; Achille Mbembe), capitalismo canibal (Nancy Fraser) e psicopolítica digital (Byung-Chul Han; Shoshana Zuboff). Analisa-se como o esgotamento do pacto liberal e a intensificação da concentração de renda produzem uma subjetividade reativa e ressentida, catalisada por líderes autocratas e oligarquias financeiras. Conclui-se que o enfrentamento dessa tragédia civilizatória exige a recomposição do tecido democrático substantivo, a regulação da infraestrutura algorítmica e a superação das dinâmicas predatórias do neoliberalismo. Além do adensamento do processo ético, educacional e da consciência crítica da sociedade humana, sobre si mesma e para além dos processos alienatórios cotidianos.
Palavras-chave: Banalidade do Mal. Neofascismo. Necropolítica. Capitalismo Canibal. Autocracia. Democracia.
- INTRODUÇÃO: A TRAGÉDIA ANUNCIADA E A FRATURA DA ORDEM LIBERAL
O alvorecer da terceira década do século XXI não consagra o fim da história proclamado pelo triunfalismo liberal do pós-Guerra Fria; ao contrário, desvela uma era de convulsões sistêmicas, marcada pela exacerbação de impulsos autocráticos, pelo colapso das mediações democráticas institucionais e pela reemergência virulenta de retóricas neofascistas e neonazistas em escala planetária. Longe de constituir um desvio acidental ou um anacronismo passageiro, a ascensão da extrema-direita global opera como sintoma manifesto de uma fratura orgânica nas estruturas do capitalismo financeirizado e globalizado.
Nesse cenário de policrise — que entrelaça desregulação econômica predatória, emergência climática, precarização do mundo do trabalho e esfacelamento dos laços de solidariedade social —, testemunha-se a normalização de discursos de ódio, a erosão de garantias constitucionais basilares e a difusão generalizada de uma postura de indiferença ética. O que se desenha não é apenas uma crise de governabilidade conjuntural, mas uma encruzilhada civilizatória em que as conquistas democráticas e os direitos fundamentais são subordinados à acumulação desmedida e à gestão sacrificial da vida.
Para decifrar a anatomia dessa tragédia anunciada, faz-se indispensável mobilizar um referencial teórico capaz de articular a microfísica das atitudes cotidianas às engrenagens macroeconômicas e geopolíticas. O presente ensaio debruça-se sobre essa problemática articulando as formulações clássicas e contemporâneas sobre o totalitarismo, a burocratização da violência, a necropolítica de Estado, a espoliação socioecológica e a mediação psicopolítica digital, delineando caminhos críticos para a resistência ético-política.
- A ARQUITETURA CONCEITUAL DO MAL MODERNO: DE ARENDT E BAUMAN À NECROPOLÍTICA DE MBEMBE
A elucidação dos mecanismos pelos quais regimes e lideranças autocráticas conquistam adesão social repousa, primordialmente, na desconstrução da natureza do mal na modernidade. Ao cobrir o julgamento de Adolf Eichmann em Jerusalém, Hannah Arendt (1999) subverteu a concepção teológica e metafísica do mal demoníaco ao formular a tese da banalidade do mal. Arendt demonstrou que as maiores atrocidades da história humana não demandam, necessariamente, monstros sádicos ou psicopatas fanáticos em sua execução cotidiana; exigem, sim, burocratas zelosos e cidadãos comuns que abdicaram da faculdade do pensamento crítico (thinking), limitando-se a cumprir ordens, reproduzir clichês e ignorar as consequências morais e humanas de suas ações:
O problema com Eichmann era exatamente que muitos eram como ele, e muitos não eram nem pervertidos nem sádicos, mas eram, e continuam a ser, terrível e assustadoramente normais. Do ponto de vista de nossas instituições jurídicas e de nossos padrões de julgamento moral, essa normalidade era muito mais aterrorizante que todas as atrocidades postas juntas, pois implicava […] que esse novo tipo de criminoso […] comete seus crimes em circunstâncias que tornam quase impossível para ele saber ou sentir que está agindo de maneira errada (ARENDT, 1999, p. 299). Essa incapacidade de pensar a partir da perspectiva do Outro encontra terreno fértil na racionalidade burocrática moderna. Conforme demonstrou Zygmunt Bauman (1998) em Modernidade e Holocausto, o extermínio sistemático não representou uma ruptura irracional com a civilização ocidental, mas o ápice da racionalidade instrumental e da divisão técnica do trabalho, que despersonalizam a vítima e isolam o executor de qualquer responsabilidade ética. A tecnologia e a fragmentação administrativa operam como blindagens morais, convertendo vidas humanas em dados estatísticos descartáveis.
No século XXI, essa dinâmica de descarte biológico atinge sua formulação mais contundente no conceito de necropolítica, cunhado pelo filósofo camaronês Achille Mbembe (2018). Desdobrando as investigações de Michel Foucault (2005) sobre a biopolítica — o poder soberano exercido como regulação da vida (“fazer viver e deixar morrer”) —, Mbembe evidencia que a soberania contemporânea reside fundamentalmente no “poder de ditar quem pode viver e quem deve morrer” (MBEMBE, 2018, p. 123). Nas periferias do Sul Global, nas fronteiras militarizadas e nas zonas de exceção urbana, o Estado e forças paramilitares operam sob a lógica da eliminação material e simbólica de corpos racializados e empobrecidos, tratados como “excedente populacional” sem valor de mercado. A banalidade do mal contemporânea transmuda-se em necropolítica institucionalizada.
- O CAPITALISMO CANIBAL E A HIPERCONCENTRAÇÃO DE RENDA: O NEOLIBERALISMO EM GUERRA CONTRA A VIDA
A normalização da barbárie não ocorre no vácuo ideológico; ela é a expressão necessária de um arranjo econômico que atenta contra a própria base reprodutiva da existência humana e não humana. A teórica crítica Nancy Fraser (2024), ao cunhar o conceito de Capitalismo Canibal, diagnostica que a acumulação de capital no estágio neoliberal tornou-se predatória de suas próprias condições de possibilidade:
CAPITALISMO CANIBAL
(Nancy Fraser)
Canibalização do Capital Neoliberal
REPRODUÇÃO ECOLOGIA & SOBERANIA
SOCIAL & NATUREZA NÃO POLÍTICA &
CUIDADO HUMANA DEMOCRACIA
(Trabalho) (Extrativismo) (Subordinação)
(Invisibilizado) (predatório) (aos mercados)
Fraser (2024) argumenta que o capital não se limita a explorar o trabalho assalariado fabril (como na leitura marxiana clássica), mas “devora” vorazmente:
- A Reprodução Social:A mercantilização precariza as redes de cuidado, educação, saúde e assistência familiar;
- A Ecologia Planetária:O extrativismo fóssil e predatório rompe os equilíbrios metabólicos da biosfera;
- O Poder Público Democrático:As instituições estatais são esvaziadas e subordinadas aos ditames do capital financeiro internacional.
O resultado empírico desse modelo é uma assimetria socioeconômica sem precedentes históricos. Como evidenciam sucessivos relatórios globais de distribuição de riqueza (OXFAM, 2024; PIKETTY, 2014), a riqueza detida pelo restrito grupo dos maiores bilionários supera o patrimônio somado de mais da metade da população global — cerca de 5 bilhões de seres humanos expostos à vulnerabilidade extrema. Nem mesmo Karl Marx (2013), em suas formulações sobre a lei geral da acumulação capitalista, anteviu uma taxa de extração e polarização tão desmedida em escala planetária. No coração do império norte-americano e nas potências do Atlântico Norte, essa engrenagem de espoliação interna e externa — exacerbada por políticas tarifárias protecionistas agressivas, guerra comercial e unilateralismo coercitivo de lideranças reacionárias — desmontou a rede de bem-estar social, endividou a classe trabalhadora e empurrou as classes médias precarizadas para o desespero existencial e para o niilismo político.
- A MORTE DA DEMOCRACIA E O RESURGIMENTO DA ESTÚPIDA EXTREMA-DIREITA GLOBAL
A desagregação das bases materiais de subsistência preparou o solo sociológico para a erosão das democracias liberais representativas. Como diagnosticam Steven Levitsky e Daniel Ziblatt (2018) em Como as Democracias Morrem, as rupturas democráticas contemporâneas não decorrem precipuamente de pronunciamentos militares clássicos com tanques nas ruas, mas de um processo paulatino de degeneração por vias institucionais e eleitorais.
Líderes autocráticos são eleitos pelas urnas e, progressivamente, utilizam as próprias prerrogativas da legalidade para desmantelar os freios e contrapesos do Estado de Direito (institutional forbearance), aparelhando cortes judiciais, deslegitimando o sistema eleitoral, atacando a imprensa profissional e demonizando adversários políticos como traidores da pátria:
RUPTURA CLÁSSICA (Século XX) EROSÃO CONTEMPORÂNEA (Século XXI)
Golpe de Estado / Tanques nas ruas ➔ Eleição formal de autocratas
Fechamento do Parlamento ➔ Destruição paulatina de freios institucionais
Censura direta aos jornais ➔ Guerra de desinformação e perseguição judicial
No entanto, essa autocratização só se sustenta pela mobilização e canalização do ressentimento social. Conforme adverte o historiador Yuval Noah Harari (2016, 2018), a revolução das tecnologias de inteligência artificial e a automação do trabalho geram o risco de constituir uma vasta “classe de inúteis” sob a ótica da valorização do capital. Quando amplos contingentes populacionais percebem que o sistema político tradicional não oferece respostas substantivas às suas aflições materiais, a extrema-direita global mobiliza a gramática do neofascismo e do nacionalismo xenófobo: elegem-se bodes expiatórios convenientes — imigrantes, minorias étnicas, movimentos feministas, populações LGBTQIA+ e povos originários — para desviar o foco da concentração oligárquica de renda. Na esteira de Chantal Mouffe (2015), o consenso tecnocrático neoliberal esvaziou a política de seu conflito legítimo distributivo, transformando eleições em alternâncias gerenciais sem alternativa de modelo econômico. Esse vácuo da soberania popular abriu caminho para o “populismo de extrema-direita”, que substitui o agonismo democrático por um antagonismo moral belicista e excludente.
- A INFRAESTRUTURA DIGITAL DO ÓDIO: PSICOPOLÍTICA E CAPITALISMO DE VIGILÂNCIA
A aceleração e eficácia dessa autocracia contemporânea seriam inviáveis sem a mutação das tecnologias da informação e da comunicação. A transição da mídia tradicional analógica para as redes de mediação algorítmica transformou radicalmente a esfera pública, degradando os critérios de reflexão e veridição. Shoshana Zuboff (2020), em A Era do Capitalismo de Vigilância, revela como as grandes corporações de tecnologia operam a captura massiva da experiência humana cotidiana como matéria-prima para a predição e modificação deliberada de comportamentos. A atenção e as emoções humanas tornaram-se commodities transacionadas em mercados de futuros comportamentais. Paralelamente, o filósofo Byung-Chul Han (2018, 2022) formula o conceito de Psicopolítica para explicar a superação da sociedade disciplinar descrita por Foucault. Se a biopolítica dominava o corpo pela repressão externa, a psicopolítica opera no interior da mente por meio da sedução, do estímulo à autoexposição voluntária e da mercantilização da intimidade. Nas redes sociais, a cidadania e a capacidade reflexiva dissolvem-se na dinâmica do “enxame digital”: O enxame digital não é uma massa porque não lhe é inerente uma alma, um espírito de massa. A massa é estruturada por um padrão comum de sentimentos e ações. […] O enxame digital, ao contrário, é composto de indivíduos isolados. Falta-lhe o Nós (HAN, 2018, p. 25). Nessa arquitetura informacional, os algoritmos são desenhados para maximizar o engajamento econômico priorizando conteúdos polarizadores, indutores de fúria, medo e desinformação deliberada. As fake news e as teorias conspiratórias deixam de ser anomalias informacionais e passam a constituir o modelo de negócio central das plataformas. Nesse ambiente hiperconectado, porém cognitivamente empobrecido, a complexidade sociológica é reduzida a slogans rasos, operando como o motor primário da banalidade do mal na era digital.
- CONSIDERAÇÕES FINAIS, LONGE DA CONCLUSÃO: HORIZONTES DE RESISTÊNCIA E O IMPERATIVO ÉTICO DO PENSAR E AGIR A PRÁTICA DA EMANCIPAÇÃO SOCIAL
O panorama delineado neste nosso ensaio comprova que a ascensão da extrema-direita autocrática, a banalização do sofrimento e a expansão da necropolítica no século XXI não representam eventos isolados ou desvios morais passageiros. Trata-se da expressão terminal de uma crise civilizatória e hegemônica, na qual o capitalismo neoliberal — transformado em sua vertente canibal e predadora — mostra-se incompatível com a manutenção de democracias substanciais, direitos humanos incondicionais e com a própria homeostase ecológica do planeta. Para conjurar a tragédia que se afigura no horizonte histórico do século XXI, a reflexão Ética, sociológica e filosófica crítica aponta para a inadiabilidade de três tarefas históricas estruturantes:
- Reconstrução das Bases Materiais da Cidadania:A recomposição democrática não se dará pela via do formalismo jurídico vazio ou do mero apelo retórico às instituições liberais que naufragaram. É imperativo articular a democracia ao enfrentamento radical da desigualdade econômica, mediante tributação progressiva das grandes fortunas, soberania distributiva e proteção universal dos bens comuns;
- Regulação Democrática da Esfera Digital:A infraestrutura de comunicação algorítmica não pode permanecer como propriedade de monopólios privados que lucram com o ódio social, a desinformação e a corrosão da esfera pública. Faz-se indispensável a soberania de dados, a auditoria algorítmica e o letramento midiático emancipatório nas escolas e comunidades;
- Ética da Solidariedade e Epistemologias do Cuidado:É urgente opor à necropolítica de descarte uma bioética afirmativa e decolonial (articulando as lições de pensadores indígenas e afro-diaspóricos), que reafirme a interdependência entre todos os seres vivos e a centralidade da reprodução da vida sobre a lógica sacrificial do capital.
Ao percorrer a cartografia da barbárie contemporânea, desvela-se com clareza cristalina que a ascensão da extrema-direita autocrática, o avanço do neofascismo e a gestão necropolítica de populações vulneráveis não constituem meros acidentes conjunturais ou disfunções morais passageiras. Trata-se do esgotamento terminal de um modelo civilizatório erigido sobre o neoliberalismo canibal, cuja voracidade espoliativa canibaliza os ecossistemas, degrada as redes de reprodução social da vida e destrói os alicerces institucionais da democracia substantiva em prol de uma concentração de capital obscena e ecocida. Neste crepúsculo institucional, a advertência filosófica de Hannah Arendt em Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal (1999) impõe-se não apenas como diagnóstico histórico de um século pretérito, mas como imperativo ético urgente para o tempo presente. Arendt desvelou que a condição prévia para a emergência do totalitarismo e a perpetração do extermínio em escala industrial não foi a maldade satânica excepcional de poucos, mas a conformação dócil, a cumplicidade silenciosa e a recusa voluntária de milhões em exercer a atividade do pensamento reflexionante. Em suas páginas finais, a filósofa sintetiza a natureza aterradora dessa ausência de pensamento (thoughtlessness). Portanto, conjurar a tragédia que se afigura no horizonte histórico do século XXI exige muito mais do que a restauração melancólica dos consensos da democracia liberal formal — a qual gerou as próprias condições de sua falência ao submeter a soberania popular à tirania dos mercados financeiros. Exige uma refundação ético-política e emancipatória articulada em quatro frentes estratégicas inadiáveis:
- O Resgate do Juízo Crítico e do Pensamento Desobediente:Recuperar a faculdade do pensar arendtiano como ato de interrupção moral, capaz de distinguir o justo do injusto para além das normas positivas ou dos imperativos de eficiência econômica. O ensino de Sociologia, Filosofia e das humanidades nas escolas e universidades deixa de ser mera transmissão curricular para configurar-se como trincheira de resistência democrática e defesa ontológica da dignidade humana;
- Reconstrução das Bases Materiais da Democracia:A democracia só subsiste se for substantiva e materialmente perceptível no cotidiano das maiorias sociais. Isso impõe enfrentar radicalmente a fratura da desigualdade mediante a tributação internacional progressiva sobre super-ricos e heranças bilionárias, a garantia de direitos sociais universais incondicionais e a desmercantilização de bens essenciais como saúde, educação, moradia, saneamento e cultura;
- Descolonização e Regulação Pública da Esfera Digital:A ágora pública e as ferramentas de inteligência artificial não podem continuar sob a custódia monopolista de bilionários do Vale do Silício que lucram com o cultivo do ódio, a desinformação e a militarização da psicopolítica. Urge estabelecer a soberania digital popular, auditorias algorítmicas transparentes, desarticulação de monopólios corporativos e rigorosa responsabilização jurídica das plataformas;
- Aliança Biocêntrica e Justiça Socioambiental:Em oposição à necropolítica de Estado e à ontologia predatória do Antropoceno, é imperativo incorporar as epistemologias originárias, afro-diaspóricas e ecossociais que colocam o cuidado com a Terra, os rios e a reprodução da vida no ápice da hierarquia política, repudiando o sacrifício de comunidades e biomas em nome do crescimento econômico extrativista.
Somente ao reatar o pensamento crítico com a ação coletiva encarnada nos territórios, nas periferias e nos movimentos sociais organizados será possível retirar a sociedade da apatia conformista, desmantelar as ilusões sedutoras do neofascismo, do neoliberalismo desvairado e resgatar o futuro como um horizonte compartilhado de emancipação, à construção de pontes e não de muros, justiça e dignidade para toda a humanidade.
ALGUMAS REFERÊNCIAS:
- ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém:um relato sobre a banalidade do mal. Tradução de José Rubens Siqueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
- ARENDT, Hannah. Origens do totalitarismo:antissemitismo, imperialismo, totalitarismo. Tradução de Roberto Raposo. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
- BAUMAN, Zygmunt. Modernidade e Holocausto. Tradução de Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998.
- FOUCAULT, Michel. Em defesa da sociedade:curso no Collège de France (1975-1976). Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
- FRASER, Nancy. Capitalismo canibal:como nosso sistema está devorando a democracia, o cuidado e o planeta — e o que podemos fazer a respeito. Tradução de Cecília Camargo Bartalotti. São Paulo: Autonomia Literária, 2024.
- HAN, Byung-Chul. No enxame:perspectivas do digital. Tradução de Lucas Machado. Petrópolis: Vozes, 2018.
- HAN, Byung-Chul. Infocracia:digitalização e a crise da democracia. Tradução de Gabriel Salvi Philipson. Petrópolis: Vozes, 2022.
- HARARI, Yuval Noah. Homo Deus:uma breve história do amanhã. Tradução de Paulo Geiger. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
- HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. Tradução de Paulo Geiger. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
- LEVITSKY, Steven; ZIBLATT, Daniel. Como as democracias morrem. Tradução de Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Zahar, 2018.
- MARX, Karl. O capital:crítica da economia política. Livro I: O processo de produção do capital. Tradução de Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo, 2013.
- MBEMBE, Achille. Necropolítica:biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. Tradução de Renata Santini. São Paulo: n-1 edições, 2018.
- MOUFFE, Chantal. Sobre o político. Tradução de Fernando Santos. São Paulo: Martins Fontes, 2015.
- Desigualdade S.A.:Como o poder corporativo divide o nosso mundo e a necessidade de uma nova era de ação pública. Oxford: Oxfam International, 2024.
- PIKETTY, Thomas. O capital no século XXI. Tradução de Monica Baumgarten de Bolle. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014.
- ZUBOFF, Shoshana. A era do capitalismo de vigilância:a luta por um futuro humano na nova fronteira do poder. Tradução de George Schlesinger. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2020.