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Os desafios para ampliar a prática da literatura entre crianças e jovens no Brasil: como superar os obstáculos e gargalos

29/03/2026 24 min read

AA

 Os desafios para ampliar a prática da literatura entre crianças e jovens no Brasil: como superar os obstáculos e gargalos
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(Prof. Dirlêi A Bonfim).*

Ampliar a leitura no Brasil enfrenta desafios e muitos obstáculos como a falta de hábito familiar, acesso limitado a livros e a competição com telas. Livros caros, falta de programas dos governos, para baratear os Livros e incentivar as crianças, jovens e adultos, ao processo da Leitura em todas as suas etapas. Para reverter isso, é crucial transformar a leitura em prazer, não obrigação, através de clubes do livro, ambientes literários na escola, exemplos dos pais, gamificação e valorização de novos formatos (digitais, quadrinhos). Desafios Principais: Falta de Hábito Familiar: Muitos lares brasileiros não possuem uma cultura de leitura, dificultando o interesse precoce das crianças. A participação da família dos pais, no incentivo às Leituras diversas, acadêmicas, científicas, também a Literatura, será de fundamental importância, até porque o hábito da Leitura, deve-se adquirir muito cedo e portanto, os pais e a família terão uma influência determinante, para avançar e disciplinar o interesse dos filhos. Acesso Limitado: Escassez de bibliotecas públicas, escolares e livrarias em diversas regiões. Competição com Telas: A superficialidade da leitura digital inibe a concentração necessária para textos longos e análises críticas. Leitura como Obrigação: Transformar o livro em punição ou tarefa escolar excessiva afasta os jovens. O Que Fazer (Estratégias Práticas): Ambiente Acolhedor: Criar espaços de leitura na escola com acervos variados, onde a leitura é livre e prazerosa. Exemplo e Conversa: Pais devem ler também e conversar com os filhos sobre livros, ouvindo suas opiniões. Variar Formatos: Incentivar a leitura de gibis, mangás, e-books e audiobooks, respeitando o gosto do jovem. Segundo o nobre Professor Paulo FREIRE(2003),“A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele.” O valor e a importância do ato de ler”. Clubes do Livro e Escolas: Criar grupos para troca de experiências e discussão de obras. Para BORGES(2001), “O valor inestimável das leituras e (re)leituras, um deus concedeu ao ódio humano essa curiosa chave. Eu sou o eco, o esquecimento, o nada… Não tenho a certeza de que eu exista, sou todos os escritores que li, todas as pessoas que conheci, todas as mulheres que amei, todas as cidades que visitei… “A Gamificação: Para despertar o interesse de jovens e crianças pela leitura no Brasil, o desafio vai além do acesso ao livro; trata-se de  transformar o ato de ler em uma experiência social, tecnológica e afetiva.  Alguns dos caminhos principais para enfrentar esses desafios: Diversificação de Formatos e Linguagens: O conceito de “leitura” precisa se expandir. Para um jovem digital, ler não é apenas folhear papel. Transmídia: Incentivar a leitura de Graphic Novels, mangás e livros que se conectam com filmes, jogos ou séries. Plataformas Digitais: Explorar fanfics (como no Wattpad) e audiobooks, que removem a barreira da “obrigação escolar” e tornam o consumo mais dinâmico. Para o Mestre Machado de Assis (1999), “Ler é uma necessidade, mais do que necessidade, que se torna um prazer.” O Papel do Exemplo e do Afeto dos pais e da família : A participação dos pais e da família, sempre foi e será de fundamental importância para motivar, estimular e incentivar para o valor das Leituras. Portanto, as crianças e jovens, devem ter o apoio constante dos pais e da família para encaminhar nas Leituras, Livros, Bibliotecas. Ninguém ama o que não conhece por prazer. Mediação de Leitura: Em vez de cobrar resumos, os adultos devem ler com a criança, discutindo a história sem tom de prova. Para o Mestre Antonio Cândido(2007), vai dizer: “A literatura é o sonho acordado das civilizações. Portanto, assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. “Exemplo em Casa: O maior preditor de um jovem leitor é ver os pais lendo. O livro precisa ser um objeto comum no cotidiano, não um item de luxo ou castigo. As Comunidades e Redes Sociais : A leitura hoje é um ato de pertencimento, mais do que isso, a certeza da busca incessante pelo conhecimento. Booktok e Bookstagram: Jovens seguem influenciadores literários. Criar clubes de leitura na escola que imitem essa dinâmica — com vídeos, debates e memes sobre os personagens — gera engajamento. Identificação: É fundamental oferecer livros com representatividade, onde o jovem brasileiro se enxergue (raça, classe social, gírias e cenários locais). Para Clarice Lispector (2011),  “Quem escreve lê, e quem lê escreve, descobre sonhos, realidades e novas visões.”. Políticas Públicas e Acesso :O Brasil enfrenta o desafio físico da leitura. Falta de programas de incentivo nas Escolas, do ensino fundamental e médio, bem como, uma campanha em todos os veículos de comunicação de motivação dos estudantes, crianças e jovens, a conhecer as bibliotecas públicas. Segundo o Professor Darcy Ribeiro(1995),  “A educação é a prioridade das prioridades. “Contexto: Darcy defendia que, sem a educação e a leitura, o Brasil continuaria sendo uma nação excluída e explorada. Bibliotecas Vivas: Bibliotecas não podem ser depósitos de livros em silêncio. Precisam ser centros culturais com Wi-Fi, eventos e acervos atualizados. A frase “quem não lê, não escreve” resume uma verdade fundamental: a leitura é o combustível da escrita. Sem o repertório que os livros oferecem, a escrita torna-se pobre, limitada e sem estrutura. 

Para todos, mas especialmente para os jovens, a importância do ato de ler se divide em três pilares essenciais: Ampliação do Repertório Literário e Vocabulário: A escrita é uma técnica de montagem. Quem lê entra em contato com diferentes estruturas gramaticais, sinônimos e estilos. Para Cecília Meireles (2010), “A leitura não é só entretenimento. Ela alimenta a alma, fortalece o pensamento e expande o olhar.” Apropriação: O jovem que lê “rouba” inconscientemente as ferramentas do autor. Ele aprende a pontuar, a criar ritmo e a organizar ideias apenas por observação. Combate ao “vazio”: A maior dificuldade de quem não lê é a folha em branco. Sem referências, faltam palavras para expressar sentimentos ou argumentos complexos.  Desenvolvimento do Pensamento Crítico e Argumentativo: Ler não é apenas decifrar letras, é interpretar o mundo.  Empatia e Perspectiva: Ao ler, o jovem vive vidas que não são as dele. Isso expande a capacidade de entender o “outro”, o que reflete em textos mais humanos e bem fundamentados. Conexão de Ideias: A leitura treina o cérebro para identificar causas e consequências. Na hora de escrever uma redação ou um projeto, esse raciocínio lógico o que separa um texto confuso de um texto brilhante.  Para o Mestre Mário Quintana(2015), “Ler é viajar sem sair do lugar, é se divertir, entreter e se embriagar pelo conhecimento”. A Escrita como Ferramenta de Poder Social/educacional e cultural, que deveriam contar com o incentivo e a motivação permanente dos órgãos governamentais, além de todos os veículos de comunicação de massa, bem como, através de aplicativos e em plataformas virtuais e digitais. No Brasil, a escrita é uma forma de ascensão e defesa. Mas, muito carente ainda de incentivo por todos os veículos de comunicação especialmente as redes de Tvs e rádio difusão, também na internet, plataformas dedicadas ao incentivo e motivação às boas leituras, com a indicação de bons Livros, obras e Autores. Autonomia: Quem escreve bem consegue reivindicar direitos, produzir um bom currículo, passar em vestibulares e não ser manipulado por informações falsas. Para o Educador Anísio Teixeira(2002),“A educação é um processo social, é desenvolvimento, é vida.” (Contexto de leitura e aprendizado contínuo e permanente base para toda a vida”. Voz Própria: A leitura dá ao jovem a base para que ele pare de repetir o que os outros dizem e comece a formular suas próprias opiniões. Como dizia Paulo Freire, a “leitura do mundo precede a leitura da palavra”. O Desafio da Escrita Digital: Hoje, o jovem escreve muito (em chats e redes sociais), mas de forma fragmentada. O desafio é transformar essa comunicação rápida em capacidade expressiva. Ler livros em todos os formatos, digitais, virtuais e impressos, quanto mais melhor e também a boa qualidade dos Livros, para uma boa análise, interpretação e futuras discussões sobre os diversos temas, literários e científicos. Democratização do Preço: O livro ainda é caro no Brasil. Para o Mestre  Drummond de Andrade(2017),  “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.”. Programas de circulação de acervos e feiras de troca são essenciais para ampliar o alcance. Desconstrução do “Cânone” como Barreira: Incentivar, estimular e motivar a Leitura dos clássicos complexos (como Machado de Assis) cedo demais, sem a devida contextualização, pode criar traumas literários. O caminho deve ser: ler o que se gosta primeiro, para desenvolver o hábito, e só então evoluir para obras mais densas, mais complexas, autores/obras, mais eruditas e sofisticadas, (ad-infinitum).

Algumas referências :

Anísio Teixeira (2002): A Educação é um direito (coletânea de ensaios). Edição citada: Teixeira, Anísio. Educação é um direito. Brasília: Editora UNB/Inep, 2002.

Assis, Machado de (1999): “Ler é uma necessidade, mais do que necessidade, que se torna um prazer”.Reflexão presente em sua produção crítica e crônicas. Exemplo: 

Borges, Jorge Luis (2001): O Labirinto. In: O Ouro dos Tigres. (Muitas edições brasileiras, frequentemente publicado entre 1970-2001).

Cândido, Antonio (2007): “A literatura é o sonho acordado das civilizações”.O direito à literatura. Em: Cândido, Antonio. Vários escritos. 5ª ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul; São Paulo: Duas Cidades, 2007.

Drummond, de Andrade C. (2017): A frase “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede” reflete seu amor pelos livros.C. A leitura é uma fonte inesgotável de prazer (Antologia), 2017.                                                                                                                                           Freire, Paulo(2003). A importância do ato de ler: artigos que se completam. 42.ed.São Paulo, Cortez,2003.  Lispector, Clarice (2011): “Quem escreve lê, e quem lê escreve, descobre sonhos, realidades e novas visões”. permeia suas crônicas. Edição: Lispector, Clarice. A Descoberta do Mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.                Meireles, Cecília (2010): “A leitura não é só entretenimento. Ela alimenta a alma, fortalece o pensamento e expande o olhar”. As crônicas. Cecília Meireles: Obra em Prosa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010.                                               Quintana, Mário (2015): “Ler é viajar sem sair do lugar, é se divertir, entreter e se embriagar pelo conhecimento”. Poética. Edição: Quintana, Mário. Poesia Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2015.                                                Ribeiro, Darcy (1995): O Povo Brasileiro: A Formação e o Sentido do Brasil. RJ. Ed. Vozes(1995).

**contribuição do Professor DsC Dirlei A Bonfim, Doutor em Desenvolvimento Econômico e Ambiental, Professor da Rede Estadual da Bahia, Professor Formador IAT/SEC/BA.*03/2026.1.*

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