Após Ramagem ser preso nos EUA, governistas defendem deportação de ex-deputado
Senador em vídeos íntimos no celular de Vorcaro parece trama da série Um Contra Todos; entenda
Imagens íntimas de um senador encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro lembram cenários da série da Netflix que retrata os bastidores de Brasília.
As informações de que há imagens de vídeos íntimos de um senador com papel de destaque no governo de Jair Bolsonaro em poses sensuais encontrados no celular do empresário Daniel Vorcaro esquentaram os bastidores da política e as redes neste início de semana.
O ministro do STF André Mendonça decretou novo sigilo do material, que se encontra na sala-cofre da CPMI. No programa Roda Viva, da TV Cultura, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) confirmou que no conteúdo do aparelho do dono do Banco Master “existem vários vídeos íntimos, particulares, de pessoas que enviavam, possivelmente garotas de programa que eram contratadas para as festas”.
Cena de senador em vídeos íntimos lembra série da Netflix
As cenas do senador em vídeos íntimos imitam a arte ou o contrário? Na série da Netflix Um Contra Todos, Cadu (Julio Andrade), um advogado honesto do interior de São Paulo, está prestes a ser pai pela segunda vez quando sua vida muda drasticamente: ele é posto em uma armadilha e a polícia encontra uma grande quantidade de substâncias ilícitas escondidas em sua casa.
Revoltado com a injustiça, ele passa a assumir a postura de líder de uma organização criminosa dentro do presídio, justamente o papel do qual foi acusado, para sobreviver entre criminosos perigosos.
Na segunda temporada de Um Contra Todos, Cadu deixa a prisão, mas encontra dificuldades para reconstruir a própria vida. Após ganhar visibilidade, ele é incentivado a entrar para a política e se candidata a deputado federal, mudando-se para Brasília.
Lá, ele descobre que o ambiente político pode ser tão ou mais hostil que o sistema prisional. A nova fase revela um universo marcado por corrupção, disputas de poder e relações perigosas, onde Cadu precisa continuar sustentando uma imagem construída para sobreviver.
Ao longo da temporada, ele enfrenta rivais como Demóstenes, ex-diretor do presídio, agora inserido no cenário político, e se envolve em esquemas para financiar sua campanha, mantendo conexões com o crime organizado.
A narrativa também expõe os bastidores desse universo: festas privadas com garotas de programa, encontros marcados por excessos, uso de substâncias ilícitas e negociações conduzidas em ambientes reservados, como casas noturnas frequentadas por figuras influentes. Com tom crítico, a série traça um paralelo entre crime e política, mostrando como diferentes esferas de poder podem operar sob lógicas semelhantes.
Bolsomaster
Vídeos íntimos de festas e orgias patrocinadas por Daniel Vorcaro, que estão na sala-cofre da CMPI do INSS, colocaram em pânico figuras proeminentes do Centrão e do bolsonarismo flagradas em poses e situações pouco republicanas com garotas de programa que eram contratadas pelo banqueiro, que teria feito uma espécie de arquivo bomba para ser usado contra políticos e autoridades que ousassem sair de sua órbita.
Informações obtidas pela Fórum com pessoas que tiveram acesso ao vasto material, com dezenas de vídeos e fotos, revelam que um ex-ministro do ex-governo Jair Bolsonaro (PL) teria entrado em pânico e ligado para colegas da comissão pedindo ajuda.
O ex-ministro, que também, atuou no Congresso Nacional teria dito que está muito preocupado, “que ama muito a mulher e fez coisas que se arrepende”.
Diretor de Redação da Fórum, Renato Rovai também revelou em seu blog que “um dos senadores que teve um papel de destaque no governo Bolsonaro aparece de sunga, em poses sensuais, por trás de uma modelo loira” em um dos vídeos.
Segundo fontes que tiveram acesso ao material, ouvidas de forma reservada pela Fórum, a divulgação sobre a chegada do novo lote de dados de Vorcaro, entregue pela Polícia Federal à CPMI do INSS na noite de sexta-feira (13), fez com que figuras proeminentes do Centrão e do ex-governo Bolsonaro disparassem telefonemas a membros da comissão pedindo para que não dessem atenção a conteúdos íntimos que constavam no celular do banqueiro.
O pânico fez com que esses políticos e autoridades que teriam participado das festas fizessem pressão para que fosse levantado sigilo sobre a nova leva de dados.
Sigilo
Nesta segunda-feira (16), o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), impediu parlamentares da própria comissão a terem acesso ao material alegando que a decisão tem por objetivo “preservar a vida privada dos investigados”.
No entanto, assessores de parlamentares da comissão já haviam vasculhado parte dos arquivos que teriam “coisas assombrosas”, segundo fontes ouvidas pela Fórum.
Mendonça tomou a decisão horas após a divulgação de que os números de celulares de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Nikolas Ferreira (PL-MG) forma localizados na lista de contatos de Vorcaro.
“O número do meu telefone não é propriamente um segredo”, justificou Flávio Bolsonaro.
Já o deputado Nikolas Ferreira admitiu a possibilidade de o contato ter existido, embora afirme não se recordar de conversas ou encontros. Nikolas apontou uma conexão comum: o pastor André Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha.
O parlamentar reconheceu que já viajou em um avião pertencente a Vorcaro, mas alegou que, na ocasião, desconhecia quem era o proprietário da aeronave. “Tenho certeza de que nenhuma eventual mensagem ou conversa era sobre lista de pagamentos ou contratos”, assegurou o deputado mineiro.
Viana confirma
Presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) confirmou em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que o conteúdo do aparelho celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, inclui vídeos “íntimos” que possíveis garotas de programa enviavam sobre as festas e orgias patrocinadas pelo banqueiro com a presença de políticos e autoridades.
“Existem vários vídeos lá que são vídeos íntimos, particulares, de pessoas que enviavam, possivelmente garotas de programa que eram contratadas para as festas. Agora isso não tem nada a ver com a investigação, isso não é um problema nosso. O vazamento desse tipo de dado, só prejudica a credibilidade desse trabalho”, afirmou o senador, que faz parte da tropa bolsonarista.
