Após expansão de cisternas, 30% deixam Bolsa Família, aponta estudo
Pesquisa indica que programa reduziu internações por doenças hídricas, aumentou empregos formais e elevou renda em áreas atendidas no Nordeste
A instalação de cisternas no semiárido nordestino tem contribuído não apenas para garantir acesso regular à água, mas também para reduzir a dependência de programas sociais e melhorar indicadores econômicos e de saúde pública. Um estudo divulgado pelo Instituto da Economia do Trabalho (IZA) aponta que a chegada das cisternas provocou uma queda expressiva no número de famílias beneficiárias do Bolsa Família nas regiões contempladas. As informações são do Valor Econômico.
A pesquisa analisou dados de mais de 600 mil indivíduos atendidos entre 2003 e 2017 e concluiu que a proporção de famílias inscritas no Bolsa Família diminuiu 30,4% após a implementação das estruturas. Antes do início do programa, 56% dos pesquisados recebiam o benefício; após a chegada das cisternas, esse percentual caiu para 35%.

