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Carnaval também é cultura

16/02/2024 6 min read

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 Carnaval também é cultura
Carlos González- Jornalista

Evidente que essa afirmativa não se cinge ao Carnaval de Salvador, rotulado pela turma da imprensa, que “maceta” e chora com Ivete Sangalo, de “maior do mundo”. Refiro-me aos enredos das escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo, e às apresentações de frevo, ciranda e maracatu nas ruas e praças do Recife e nas ladeiras de Olinda. Seria injustiça deixar de fazer menção aos blocos afros da capital baiana, em especial ao Ilê Ayê, que há 50 anos vem preservando a cultura dos povos africanos.

O anúncio do bicampeonato da escola Mocidade Alegre no Carnaval de São Paulo, com o tema “Brasileia Desvairada – a busca de Mário de Andrade por um país”, significa um incentivo à cultura nacional, especialmente à literatura.. Fundada em 1967, originária do bairro do Bom Retiro, a escola já ganhou 12 troféus como participante do Grupo Especial paulistano.

Certamente, muitos curiosos devem ter procurado saber quem foi Mário de Andrade (1893-1945). O autor de “Macunaíma” e um dos fundadores do modernismo no país, dedicou-se na juventude aos estudos no Conservatório de Música de São Paulo. Com a publicação em 1922 de “Pauliceia Desvairada”, uma coletânea de poemas, ele passou a ser considerado como a força motriz que revolucionou a literatura e artes visuais no país, a partir da Semana de Arte Moderna de 22.

Além de poeta, contista, musicólogo, cronista, historiador de arte, a fotografia faz parte da biografia de Mário de Andrade. Sua maior produção fotográfica foi feita durante as viagens que fez ao Norte e Nordeste do país. Em vez de documentar um Brasil falsamente europeizado, ele documentou a história, a cultura, o povo e o folclore do interior. Seus ensaios publicados por jornais paulistas eram ilustrados com suas fotografias.

Procurei relevar a arte fotográfica na pessoa de um dos maiores expoentes da cultura brasileira para dar suporte à minha crítica e assombro com a indicação dos beneficiados pela Lei Paulo Gustavo em Vitória da Conquista. Entre os 101 trabalhos selecionados por 12 “analistas técnicos”, cujos nomes não foram divulgados, não constatei em nenhum deles a história desta cidade contada através da fotografia.

Sem a tecnologia dos equipamentos de hoje – os mais velhos devem ter posado para os lambe-lambe -, excelentes profissionais, amadores e profissionais, documentaram nos últimos 100 anos o crescimento do antigo Arraial da Conquista, fundado em 1783. Os gestores municipais dizem que a lei determina que 20% da verba se destina aos negros e pardos. Segundo o Censo de 2022, a maioria da população de Conquista se declara parda – exatos 56,8% e 10,1% negros.

“Eu aprendi o português a língua do opressor/pra lhe provar que meu penar também é sua dor”. São versos do samba-enredo do Salgueiro, que levou para a Sapucaí, no Rio, a história do povo yanomami. Mitos e tradições de nações indígenas e africanas são temas de aulas de cultura transmitidas no Carnaval a milhares de pessoas que lotam as arquibancadas e camarotes dos Sambódromos do Rio e São Paulo. Carros alegóricos, alegorias, fantasias, baterias e as tradicionais “baianas”, elucidam esse alegre aprendizado.

Nas passarelas do samba desfilam também o turismo e o meio ambiente. Este ano, a Escola Acadêmicos de Tatuapé, originária da zona leste de São Paulo, presenteou os brasileiros, principalmente os baianos, com o enredo “Mata de São João – uma joia da Bahia”. Situado a 80 km de Salvador, o município vive economicamente em função do turismo, que pulsa no distrito de Praia do Forte, distante da pacata sede do governo local.

Além dos hotéis, pousadas e restaurantes para todos os bolsos, Praia do Forte, no começo da Linha Verde (acesso a Sergipe), tem como suas principais atrações, em qualquer época do ano, praias de águas tépidas e calmas, locais de preservação de tartarugas marinhas e baleias Jubarte; a Reserva de Sapiranga, apropriada para passeios ecológicos; e as ruínas do Forte de Garcia d’ Ávila, construído em estilo medieval entre 1551 e 1624.

Volto a Salvador e dou um pulo até o Circuito Dodô (Barra-Ondina), o preferido pelos ricos, famosos e celebridades, que não se arriscam a ir para o meio dos blocos, onde a plebe, oriunda dos bairros periféricos, e casais homoafetivos se espremem. A imprensa não divulga os fatos de natureza policial, como os dois estupros coletivos e mais de 600 denúncias de abusos sexuais, ocorridos no circuito vip.

Divulgadas incessantemente por uma parte da mídia, as “músicas” do Carnaval 2024 – um primor de talento e sensibilidade – receberam milhões de votos. “Macetando”, de Ivete Sangalo, virou o placar no último minuto, derrotando “Perna Bamba”, de Leo Santana. Os dois “compositores” já acertaram voltar à Barra em março. Prefeito Bruno Reis anunciou 10 horas com Bell Marques no aniversário de Salvador, nos mesmos 7 kms entre o Farol e a Praça Eliana Kertesz.

Na condição de ex-morador da Barra posso avaliar o sofrimento dos meus ex-vizinhos. O clima insuportável começa dois meses antes do Carnaval e não termina com o Arrastão de Carlinhos Brown e Ivete. Ao ouvir a palavra arrastão, a jornalista Mônica Waldvogel, da GloboNews, imaginou que grupos de menores assaltantes estavam invadindo as praias da cidade. Na realidade, a péssima iniciativa de Brown, acompanhada por outros artistas, não deixa de ser um crime, classificado de intolerância religiosa, uma grave ofensa aos católicos que celebram a Quaresma.

Em 2019, o então prefeito de Salvador ACM Neto vetou o projeto de lei de autoria do vereador Henrique Carbalall (PV), que acabava com o Arrastão, alegando que se baseou numa análise técnica e jurídica dos órgãos competentes. Confessou sua condição de católico e afirmou que o prolongamento do Carnaval na Quarta-Feira de Cinzas não afetava o funcionamento dos serviços públicos. A Igreja Católica nunca se manifestou a respeito.

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