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Lula, Dilma e ex-presidente equatoriano foram alvo de espionagem da CIA em 2018
Dono de empresa de segurança espanhola chegou a grampear celulares das filhas de Rafael Correa
Ao analisar o computador do empresário e ex-militar David Morales, proprietário da empresa de segurança espanhola UC Global, SL, a Justiça do país europeu apontou indícios de que ele espionou líderes latinoamericanos e forneceu as informações para o serviço secreto dos Estados Unidos, a CIA.
Segundo informações do El País, o episódio de espionagem mirou reuniões ocorridas em 2018 entre autoridades como o ex-presidente equatoriano Rafael Correa e os brasileiros Dilma Rousseff (PT) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além da argentina Cristina Kirchner e do uruguaio José Mujica.
Ainda conforme o jornal espanhol, o computador de Morales foi confiscado pela polícia após a prisão do empresário, em 2019, e avaliados por peritos nomeados pela defesa de Julian Assange, ativista australiano fundador da WikiLeaks.
Segundo a publicação, o dono da empresa de segurança espanhola é suspeito de ter ordenado espionagem contra Assange e encaminhado informações à CIA, para que ele pudesse ser extraditado e preso pelo vazamento de documentos sigilosos dos Estados Unidos.
Conforme o El País, o nome “CIA” foi encontrado diversas vezes em um HD externo do empresário, junto com relatórios sobre compromissos e encontros de Rafael Correa. A polícia encontrou ainda imagens íntimas de um diplomata em um cofre da sede da UC Global. Tal material teria sido usado para chantagear autoridades equatorianas.
De acordo com o jornal, Morales havia sido contratado pelo governo de Correa para fazer a segurança da Embaixada do Equador em Londres, onde Assange havia conseguido asilo diplomático, mas acabou sendo preso em 2019, após o país sul-americano suspender a proteção.
As investigações dão conta de que o empresário determinou que seus funcionários espionagem reuniões do fundador da WikiLeaks com seus advogados e também passassem a monitorar Rafael Correa, sobretudo após o fim do mandato, para que tais informações fossem repassadas ao sucessor e adversário, Lenín Moreno.
Segundo o jornal, até os iPhones das filhas do ex-presidente do Equador foram invadidos por meio da instalação de Trojans, em 2014, ainda no mandato de Correa. Através destes sistemas, a empresa tinha acesso a mensagens das jovens que estudavam na França.
