(77) 98804-3994
BLOG DO PAULO NUNES BLOG DO PAULO NUNES
  • Início
  • Sobre Paulo Nunes
  • Editorial
  • Últimas Notícias
    • Vitória da Conquista
    • Geral
    • Política Conquistense
    • Bahia
    • Brasil
    • Ciência e Tecnologia
    • Coronavírus
    • Cultura
    • Economia
    • Educação
    • Eleições 2022
    • Gastronomia
    • Governo da Bahia
    • Infraestrutura
    • Mineração
    • Mobilidade Urbana
    • Municípios da Bahia
    • Nordeste
    • Norte
    • Política
    • Polícia
    • Saneamento
    • Sudeste
    • Sul
    • Saúde
    • Segurança Nacional
    • Segurança Pública
    • Urbanismo
  • Colunas
    • Paulo Nunes
    • Jeremias Macário
    • Paulo Pires
    • Ruy Medeiros
  • Artigos
    • Opinião
    • História
    • História de Vitória da Conquista
  • Vídeos
  • Contatos

Últimas notícias

“Irmão”: Vorcaro trata Cláudio Castro de forma íntima como Flávio Bolsonaro em novas mensagens obtidas pela PF

“Prometeu e cumpriu”: prefeitos de Mairi e Filadélfia citam obras e defendem continuidade de Jerônimo

Plenária de Waldenor e Zé Raimundo reúne mais de 600 lideranças, celebra 2 mil aguadas e entrega equipamentos

Morre aos 102 anos ex-prefeito de Salvador Virgildásio de Senna, deposto pelo golpe militar de 1964

O capital da submissão: Soberania não se negocia, o vassalismo como sistema de apropriação do Estado Brasileiro

  1. Home
  2. Artigos
  3. Democracia, comunicação e a ilusão do visível
Artigos xDestaque2

Democracia, comunicação e a ilusão do visível

05/07/2025 4 min read

AA

 Democracia, comunicação e a ilusão do visível

*Por Guto Araújo

A democracia, em sua essência, é um sistema no qual partidos perdem eleições. Essa simples constatação revela sua natureza dinâmica, aberta e, por isso mesmo, conflituosa. Entretanto, o ambiente político contemporâneo, profundamente moldado pela lógica dos algoritmos, transformou esse conflito saudável em uma batalha de paixões inflamadas.

Em vez de promover a união por meio de ideias comuns, o novo ecossistema comunicacional estimula engajamento por meio do medo, do ressentimento e da repulsa. Nesse cenário, as disputas políticas deixaram de ser apenas debates de propostas para se tornar confrontos identitários. Cada lado se enclausura em sua própria bolha digital, reproduzindo narrativas que reforçam suas certezas e demonizam o outro. A informação deixou de ser um instrumento de esclarecimento e passou a servir de espelho, refletindo apenas o que se quer ver — e reforçando o que se quer sentir.

O resultado é uma perigosa transformação afetiva da política. A identificação pessoal com o grupo de pertencimento se intensifica, e o adversário político é elevado à condição de inimigo. Não se trata mais de discordância legítima, mas da percepção de que o outro representa uma ameaça à própria existência do grupo. Quando a polarização atinge esse grau de afeto e hostilidade, o diálogo cede lugar à destruição simbólica, e o espaço democrático se estreita.

Ao mesmo tempo, o espaço digital passou a exigir algo que nem sempre a política tradicional soube oferecer: autenticidade. Já não basta parecer jovem, moderno ou antenado. Na internet, imposturas são rapidamente desmascaradas e ridicularizadas. O público percebe a artificialidade, e os eleitores buscam, ainda que inconscientemente, coerência entre discurso e prática. A comunicação, portanto, não pode mais ser episódica, reativa ou pautada por modismos. Ela deve ser contínua, aberta ao diálogo e atenta ao que está além do imediatismo das tendências.

Diante desse quadro, torna-se indispensável relativizar. Relativizar importâncias e desimportâncias, discursos e silêncios, ganhos e perdas, ataques e defesas. É preciso manter a lucidez em meio ao ruído. A comunicação eficaz em uma eleição não é aquela que mais grita ou mais viraliza, mas a que mais compreende — a que enxerga além da espuma visível da disputa.

A metáfora do iceberg é precisa: nas eleições, 10% do que importa está acima da linha d’água — são os analistas, jornalistas, especialistas, influenciadores, dirigentes partidários e magos da comunicação que dominam o debate público. Mas os 90% que realmente importam estão submersos. Invisíveis, silenciosos, mas determinantes. São os eleitores, as pessoas comuns, que não protagonizam o espetáculo, mas que têm nas mãos o destino de qualquer candidatura.

No fim das contas, a vitória ou a derrota em uma eleição não se decide no ruído das redes ou na performance dos debates. Decide-se no olhar atento e respeitoso àqueles que não gritam, mas votam. Numa democracia verdadeira, são eles que afundam ou sustentam um projeto político. E esquecê-los é, inevitavelmente, naufragar.

 

*Guto Araújo é publicitário e estrategista de comunicação e marketing político

Compartilhe:
  
Previous post
Next post

Leave a Reply Cancel reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Enquete
Buscar no Site




Editorias
https://www.youtube.com/watch?v=AwKXGnZPhes






Busca por Data
julho 2025
D S T Q Q S S
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  
« jun   ago »



Colunistas


Versões Antigas



Leia também:
Política xDestaque1

Ex-ministro de Lula é deportado do Panamá após pergunta sobre ditadura

09/03/2026

Franklin Martins tinha conexão no país e estava a caminho de seminário na Guatemala. Viagem foi interrompida após interrogatório Ex-ministro

Artigos xDestaque2

Democracia no lar ou estratégia política?

18/01/2026

O cenário político de Vitória da Conquista observa, com curiosidade, a candidatura da vereadora Dra. Lara à Assembleia Legislativa da

História do Brasil opinativo xDestaque1

Da Monarquia à República: o fio que liga 1889 a 2025

15/11/2025

Um percurso de 136 anos revela como a República brasileira evoluiu entre rupturas, disputas políticas e avanços democráticos. A Proclamação

Facebook Twitter Instagram Whatsapp

Web Analytics
Whatsapp: (77) 98804-3994

©2009-2025 . Blog do Paulo Nunes . Direitos reservados.