Flávio Bolsonaro reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias
Flávio Bolsonaro reage ao vazamento de seu plano de governo que prevê congelar aposentadorias
Suposto programa econômico do senador, que é pré-candidato à presidência, acabaria com reajuste de aposentadorias e despesas com saúde e educação acima da inflação
Um plano econômico atribuído à equipe do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, prevê o congelamento, na prática, de aposentadorias e de investimentos em áreas sociais. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a proposta é fazer com que esses gastos passem a ser corrigidos apenas pela inflação, sem aumento real.
Hoje, aposentadorias, salário mínimo e pisos de saúde e educação podem crescer acima da inflação. A mudança estudada eliminaria esse ganho real.
O que muda
De acordo com a reportagem, três frentes principais estão em discussão:
- Aposentadorias e benefícios sociais: passariam a ter reajuste apenas pela inflação. Isso inclui benefícios do INSS e o BPC (Benefício de Prestação Continuada). Na prática, haveria congelamento do poder de crescimento desses rendimentos ao longo do tempo.
- Salário mínimo: a proposta prevê separar o reajuste do mínimo pago aos trabalhadores dos benefícios previdenciários. Ou seja, mesmo que o salário mínimo suba acima da inflação, aposentadorias poderiam ficar limitadas à reposição inflacionária.
- Saúde e educação: os pisos constitucionais — hoje vinculados a percentuais da arrecadação — deixariam de acompanhar o crescimento da receita. Na prática, os investimentos nessas áreas também ficariam congelados em termos reais.
Ajuste fiscal
O objetivo do pacote seria reduzir despesas públicas em cerca de 2% do PIB. A avaliação dentro da equipe ligada ao senador, segundo a Folha, é de que isso ajudaria a sinalizar controle das contas públicas e melhorar a confiança do mercado.
Impacto
Na prática, as medidas atingem diretamente aposentados e o financiamento de políticas públicas. Sem aumentos reais, benefícios e investimentos deixam de crescer junto com a economia, o que tende a reduzir renda e capacidade de atendimento ao longo dos anos.
As mudanças exigiriam alterações na Constituição e dependem de aprovação do Congresso.
Negativa
Após a publicação, Flávio Bolsonaro negou o conteúdo e classificou a informação como falsa:
“O dia já começa com combate às FAKE NEWS!
Fonte furada, nunca tratei do tema internamente!”
A Folha de S.Paulo afirmou que mantém a reportagem, baseada em relatos de integrantes da equipe e interlocutores da pré-campanha.
