Deputado bolsonarista Vinicius Gurgel é alvo de busca e apreensão da PF no Amapá
Aliado de Alcolumbre e do partido de Bolsonaro é alvo de inquérito que apura lavagem de dinheiro e corrupção
Policiais federais cumpriram nesta sexta-feira (13) mandados de busca e apreensão no Amapá em uma investigação que tem como alvo o deputado federal Vinicius Gurgel (PL-AP). As diligências foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com informações apuradas, equipes estiveram na residência do parlamentar, localizada na região central de Macapá, e também na sede do Partido Liberal (PL) na capital. Ao todo, oito mandados foram expedidos e estão sendo cumpridos no estado.
Um dos mandados também teve como alvo um depósito de materiais vinculado à prefeitura de Macapá, situado no bairro Santa Rita. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre os objetivos específicos das buscas nem forneceu informações adicionais sobre o andamento da operação.
A investigação tramita no STF e apura a aplicação de recursos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e de obras públicas executadas em Macapá. O inquérito envolve suspeitas relacionadas ao período entre 2015 e 2019.
Quem é Vinicius Gurgel?
Vinicius de Azevedo Gurgel, nascido em 1978, é empresário e contador, formado em Ciências Contábeis. Ele exerce mandato de deputado federal pelo Amapá desde 2011, tendo sido reeleito em 2014, 2018 e 2022.
O parlamentar é filiado ao Partido Liberal e é casado com a secretária de assistência social de Macapá e ex-deputada estadual Luciana Gurgel (PL-AP), além de ser considerado um dos homens do prefeito de Macapá, dr. Furlan (MDB-AP) e também ligado a Davi Alcolumbre (UB-AP), presidente do Senado Federal.
Desde 2021, Gurgel é investigado no Inquérito 4.889, que apura suspeitas de corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo contratos do DNIT no estado.
Em 2023, a Procuradoria-Geral da República solicitou a quebra de sigilos no âmbito da investigação. Em janeiro de 2026, o STF encaminhou o caso à PGR após a realização de oitivas e delação que mencionou o nome do parlamentar.
Até o momento, a Polícia Federal e a defesa do deputado federal não se pronunciaram.
