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Hospital Regional de Jacobina em estado de calamidade pública

27/03/2026 6 min read

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 Hospital Regional de Jacobina em estado de calamidade pública

 É correto dizer que a saúde pública no Brasil é uma calamidade pelo total descaso dos governantes com o setor. Os pobres morrem à mingua antes do tempo nas UTIs, nas enfermarias e nos corredores das unidades por total falta de estrutura.

   Enquanto isso, os governos municipal, estadual e federal fazem propagandas falsas de que tudo é uma maravilha, e povo, por total falta de esclarecimento, engole as demagogias. A nossa mídia tem muita culpa nisso porque, em parte, deixou de denunciar os descalabros e os absurdos.

  Quanto ao Hospital Regional de Jacobina (“Cidade do Ouro”) Vicentina Goulart, um prédio antigo localizado no centro, se houvesse seriedade dos órgãos sanitários na Bahia e no Brasil, aquela unidade já deveria ter sido interditada pela total falta de higienização, a começar pelos banheiros entupidos, bebedouros sujos e velhos equipamentos. O Hospital de Jacobina pede socorro.

   Minha irmã Margarida Macário de Oliveira Fernandes foi intubada na UTI coletiva de sete ou oito pessoas há uns 15 dias e fui lá visita-la. Só a entrada meu deu uma péssima impressão, mas fiquei horrorizado com o que vi lá dentro, uma verdadeira desumanidade com as pessoas. Muitos estão morrendo lentamente. 

   Depois transferiram ela para a enfermaria, um local ainda pior, que mais parece um matadouro de gente. Na noite de sábado para domingo, de 21 para 22 de março, foi um terror, segundo relatou minha sobrinha que estava acompanhando a mãe. O que ela me contou é de cortar o coração de qualquer humano.

  Em estado grave, minha irmã entrou em crise na enfermaria de sete pessoas, com 500 de glicemia e não havia uma enfermeira para aplicar uma insulina para baixar o nível, isto entre 22 a 23 horas.  Minha sobrinha apelou para uma técnica que que respondeu não ter capacidade para fazer o procedimento. 

  Esse tormento perdurou até por volta das três horas da manhã de domingo quando, finalmente, apareceu uma enfermeira e lhe aplicou a insulina e outros medicamentos, baixando a glicemia para 300 e, mesmo assim, a paciente continuou sofrendo e só se normalizou tempos depois, por volta das sete horas do domingo.

   Minha irmã, com os pés em carne viva, está morrendo aos poucos naquele hospital, que considero um matadouro, e não é somente ela. Um médico na enfermaria é coisa rara e quando aparece é para dizer ao parente que seu paciente tem que sair de qualquer forma para não pegar mais infecção, mesmo a família não tendo a mínima condição de receber em casa porque não tem como dar tratamento domiciliar.

     De acordo com uma de minhas sobrinhas, só faltaram tirar minha irmã da enfermaria e deixar exposta na frente do hospital. Nessa hora, a ausência do Estado é total para auxiliar nessa passagem da enfermaria para o sistema home care (assistência domiciliar).

   O governo, qualquer que seja, tem a obrigação de oferecer o suporte multiprofissional (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas) e equipamentos ideais para doenças crônicas, caso específico da minha irmã. Para tanto, pagamos anos e anos de impostos, trabalho ao país e INSS. 

O pobre só serve para votar e quando vai a um “mutirão de saúde” (nunca deveria existir), o coitado miserável ainda fala que é tudo uma beleza. Mutirão é mais uma prova de que a saúde pública é precária e deficitária nos postos e hospitais.

  É necessário que o governador Jerônimo e o secretário de Saúde do Estado tomem conhecimento sobre o que está ocorrendo com o Hospital Regional de Jacobina, um município de cerca de 90 mil habitantes, com mais de 500 mil em torno da sua região. 

   Sabemos que este estado grave em que vive a saúde pública não ocorre apenas em Jacobina, mas o que presenciei ali passa dos limites e bate um recorde, sem contar umas regras que não entendi. Por que, por exemplo, o paciente que está numa enfermaria não pode receber a visita de um familiar ou amigo?

   Entrei porque a senhora que estava na portaria teve compaixão de mim e liberou minha passagem, fazendo recomendações para que ninguém percebesse. Isso é mais que desumano. Essa norma é para que ninguém veja o que passa lá dentro e não saia relatando?  Procurei por uma assistente social, mas havia saída.

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