(77) 98804-3994
BLOG DO PAULO NUNES BLOG DO PAULO NUNES
  • Início
  • Sobre Paulo Nunes
  • Editorial
  • Últimas Notícias
    • Vitória da Conquista
    • Geral
    • Política Conquistense
    • Bahia
    • Brasil
    • Ciência e Tecnologia
    • Coronavírus
    • Cultura
    • Economia
    • Educação
    • Eleições 2022
    • Gastronomia
    • Governo da Bahia
    • Infraestrutura
    • Mineração
    • Mobilidade Urbana
    • Municípios da Bahia
    • Nordeste
    • Norte
    • Política
    • Polícia
    • Saneamento
    • Sudeste
    • Sul
    • Saúde
    • Segurança Nacional
    • Segurança Pública
    • Urbanismo
  • Colunas
    • Paulo Nunes
    • Jeremias Macário
    • Paulo Pires
    • Ruy Medeiros
  • Artigos
    • Opinião
    • História
    • História de Vitória da Conquista
  • Vídeos
  • Contatos

Últimas notícias

Os números de Lula e Flávio nos estados, segundo a Quaest

TSE manda suspender propaganda de Lula contra Flávio Bolsonaro sobre “currículo” do candidato

Cerimedo: como ação no STF pode conectar live do golpe, em 2022, à suposta “granja de bots” para Flávio Bolsonaro

Morre Carlos Monforte, um dos pioneiros do telejornalismo brasileiro

Congresso acelera votação de pautas de Lula antes do recesso eleitoral

  1. Home
  2. Cultura
  3. Brasil tem menos mulheres no parlamento, mas população é das mais progressistas entre países lusófonos
Cultura xDestaque1

Brasil tem menos mulheres no parlamento, mas população é das mais progressistas entre países lusófonos

24/03/2026 6 min read

AA

 Brasil tem menos mulheres no parlamento, mas população é das mais progressistas entre países lusófonos

Barometro da Lusofonia aponta sociedade brasileira como uma das que mais apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o ensino da história negra nas escolas.

O Brasil aparece como o país com menor presença de mulheres no parlamento entre as nações de língua portuguesa, mas simultaneamente está entre os mais progressistas quando o assunto é opinião pública. Os dados são da primeira edição do Barômetro da Lusofonia, pesquisa realizada pelo IPESPE – Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas – com mais de 5 mil entrevistados em oito países (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste).

O levantamento mostra que a sociedade reconhece e debate essas desigualdades: 55% dos brasileiros consideram que as condições entre homens e mulheres são desiguais ou muito desiguais. Entre os países lusófonos, é o terceiro na lista daqueles que mais detectam essa desigualdade de gênero. Os dois primeiros países dessa lista são africanos: Guiné-Bissau (76%) e Cabo Verde (62%).

Após o Brasil, na sequência, mais duas nações da África: Angola (53%) e Moçambique (52%). Em Portugal, houve empate técnico entre os que consideram as condições entre homens e mulheres muito desiguais ou desiguais (49%) e aqueles que consideram que há pouca ou nenhuma diferença entre eles (50%).

Completam a lista São Tomé e Príncipe (44%) e Timor-Leste, o país que menos detectou diferença entre gêneros: 43% disseram que as condições entre homens e mulheres são desiguais ou muito desiguais.

A pesquisa também aponta, a partir de dados internacionais, um déficit na representação feminina no parlamento brasileiro, colocando o país na penúltima posição entre os lusófonos analisados.

Pela ordem, os países com mais representação política feminina são Cabo Verde (44,4%), Moçambique (42,4%) e Timor-Leste (38,5%). Eles superam  inclusive Portugal (36,1%), cujo percentual é bastante próximo ao de Angola (36,8%). A lista é completada por São Tomé e Príncipe (20,0%), Brasil (17,7%) e Guiné-Bissau (14,9%). o pior no ranking de representação feminina.

Comportamento progressista

O Brasil aparece entre os países com maior apoio a pautas como o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o ensino da história negra nas escolas, sinalizando uma população mais aberta a temas ligados a direitos civis e inclusão. É o segundo na lista de apoio ao casamento homoafetivo, com 48% de respostas favoráveis, superado apenas por Portugal (70%). Na sequência vêm Cabo Verde (38%), bem à frente de Angola e Moçambique (ambos 10%), Timor-Leste (7%) e São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau (ambos com 3%).

A percepção sobre desigualdade racial também se destaca. Para 35% dos entrevistados, a herança da escravidão ainda impacta fortemente a sociedade brasileira — índice superior à média dos países lusófonos. Além da área social, o brasileiro considera que o legado da escravidão afeta também a cultura (18%), a política (17%) e a economia (9%); outros 12% dos entrevistados afirmaram que a escravidão afeta todas essas áreas.

Para efeito de comparação, em Portugal 35% dos entrevistados também apontam o social como o setor em que a herança da escravidão possui mais impacto. Economia (16%), cultura (13%) e política (7%) foram citados na sequência, enquanto 13% das pessoas disseram que os efeitos da escravidão perpassam todas essas áreas.

No campo dos valores, o Brasil ocupa posição intermediária na aceitação de imigrantes, com 69% favoráveis à entrada de estrangeiros, indicando uma sociedade relativamente aberta, mas ainda atravessada por desigualdades estruturais.

Portugal é o país com menor percepção favorável à imigração, com 43%. Lá, 52% dos entrevistados disseram ser desfavoráveis aos imigrantes.

Os países lusófonos mais favoráveis à imigração estão na África: São Tomé e Príncipe (90%), Guiné-Bissau (75%) e Cabo Verde (70%). Angola e Moçambique (68%) e Timor-Leste (59%) completam a lista.

 

Sobre o Barometro da Lusofonia

“O Barometro da Lusofonia é uma iniciativa inédita de pesquisa comparada, com o propósito central de compreender como vivem, pensam e avaliam o seu mundo os cidadãos que integram um espaço plural e diverso mas que têm em comum a língua portuguesa”, afirma Antonio Lavareda, presidente do IPESPE.

O objetivo do estudo é o fortalecimento da integração entre os países de lusófonos, aprofundando a compreensão sobre percepções, valores e expectativas compartilhadas e destacando o papel estratégico do português – que possui cerca de 300 milhões de falantes, constituindo-se como uma das línguas mais faladas do mundo em número de falantes nativos.

Lançado inicialmente no começo do ano em Portugal, o Barometro da Lusofonia é um dos marcos dos 30 anos de existência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Compartilhe:
  
Previous post
Next post

Leave a Reply Cancel reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Enquete
Buscar no Site




Editorias
https://www.youtube.com/watch?v=AwKXGnZPhes






Busca por Data
março 2026
D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  
« fev   abr »



Colunistas


Versões Antigas



Leia também:
Saúde xDestaque1

Indústria farmacêutica movimenta R$ 230 bilhões e projeta crescimento de até 14% no Brasil

26/08/2026

Setor aposta em expansão puxada pelo envelhecimento da população e por novos medicamentos, mas cobra juros menores, segurança jurídica e

Economia xDestaque1

Governo Lula anuncia salário mínimo de R$ 1.741 para 2027, com aumento de 7,4% acima da inflação

25/08/2026

Reajuste previsto pelo Ministério da Fazenda representa um incremento de R$ 120 no salário mínimo e mantém política de valorização

História xDestaque3

24 de agosto de 1954: o suicídio de Getúlio Vargas e a ferida que nunca se fechou na história brasileira

24/08/2026

Há 72 anos, acuado por uma crise política e militar, Getúlio Vargas deu um tiro no coração e transformou sua

Facebook Twitter Instagram Whatsapp

Web Analytics
Whatsapp: (77) 98804-3994

©2009-2025 . Blog do Paulo Nunes . Direitos reservados.