Zé Raimundo representa ALBA em debate sobre cultura e democracia na Academia de Letras da Bahia
“O BONDOSO” Olha a cara de pau! Bolsonaro reage à fala do governador da Bahia
Símbolo máximo do ódio na história da política brasileira, a reação do ex-presidente à expressão “levar pra vala” é de um cinismo inacreditável
Quando você acha que todo o estoque de cara de pau de Jair Bolsonaro (PL) chegou ao fim, vem uma nova manifestação inacreditável por parte do líder da extrema direita brasileira. Desta vez, o absurdo surgiu após uma fala do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que durante um ato político usou o termo “levar pra vala” quando se referia ao ex-presidente e seus seguidores fanáticos. Pela gravação, que circula pelas redes, é óbvio e notório que o chefe do Executivo baiano não usou a expressão com o sentido normalmente dado a ela, que seria o de “matar”.
“Tivemos um presidente que sorria daqueles que estavam na pandemia sentindo falta de ar. Ele vai pagar essa conta dele e quem votou nele podia pagar também a conta. Fazia no pacote. Bota uma ‘enchedeira’. Sabe o que é uma ‘enchedeira’? Uma retroescavadeira, bota e leva tudo pra vala”, falou o governador petista no ato, com a clara conotação metafórica de “jogar no lixo”.
Como não poderia deixar de ser, o homem que se converteu no símbolo máximo do ódio em toda a história da política brasileira resolveu reagir, naturalmente com um discurso cínico e surreal para quem defende o extermínio de opositores, a tortura, a violência policial e “matar uns 30 mil”, como disse anos antes de se tornar presidente.
“Um discurso carregado de ódio, que em qualquer cenário civilizado deveria gerar repúdio imediato e ações institucionais firmes. Mas nada aconteceu. Não houve abertura de inquérito, nem busca e apreensão, tampouco convocação da Polícia Federal para apurar incitação à violência. Nenhuma nota de repúdio do STF, nenhuma indignação de ministros que se dizem interessados no assunto, nenhuma capa de jornal tratando o caso como ameaça à democracia”, disse o extremista.
Como se não fosse suficiente, Bolsonaro ainda completou criticando o que seria “normalizar o ódio”, algo justamente colocando em marcha por ele, uma figura publicamente reconhecida no mundo como violenta, autoritária e dada a práticas de inspiração fascista.
“Agora imagine se um apoiador de Bolsonaro dissesse algo remotamente parecido, ou usasse a palavra ‘vala’ em qualquer contexto. Seria manchete, prisão, processo por ‘discurso golpista’ e ‘incitação ao ódio’. O padrão é claro: só há crime quando convém ao sistema, só há repressão quando o alvo é a oposição. Esse tipo de discurso, vindo de uma autoridade de Estado, não apenas normaliza o ódio como incentiva o pior: a violência política, o assassinato moral e até físico de quem pensa diferente”, completou.
“Um discurso carregado de ódio, que em qualquer cenário civilizado deveria gerar repúdio imediato e ações institucionais firmes. Mas nada aconteceu. Não houve abertura de inquérito, nem busca e apreensão, tampouco convocação da Polícia Federal para apurar incitação à violência. Nenhuma nota de repúdio do STF, nenhuma indignação de ministros que se dizem interessados no assunto, nenhuma capa de jornal tratando o caso como ameaça à democracia”, disse o extremista.
Como se não fosse suficiente, Bolsonaro ainda completou criticando o que seria “normalizar o ódio”, algo justamente colocando em marcha por ele, uma figura publicamente reconhecida no mundo como violenta, autoritária e dada a práticas de inspiração fascista.
“Agora imagine se um apoiador de Bolsonaro dissesse algo remotamente parecido, ou usasse a palavra ‘vala’ em qualquer contexto. Seria manchete, prisão, processo por ‘discurso golpista’ e ‘incitação ao ódio’. O padrão é claro: só há crime quando convém ao sistema, só há repressão quando o alvo é a oposição. Esse tipo de discurso, vindo de uma autoridade de Estado, não apenas normaliza o ódio como incentiva o pior: a violência política, o assassinato moral e até físico de quem pensa diferente”, completou.
