(77) 98804-3994
BLOG DO PAULO NUNES BLOG DO PAULO NUNES
  • Início
  • Sobre Paulo Nunes
  • Editorial
  • Últimas Notícias
    • Vitória da Conquista
    • Geral
    • Política Conquistense
    • Bahia
    • Brasil
    • Ciência e Tecnologia
    • Coronavírus
    • Cultura
    • Economia
    • Educação
    • Eleições 2022
    • Gastronomia
    • Governo da Bahia
    • Infraestrutura
    • Mineração
    • Mobilidade Urbana
    • Municípios da Bahia
    • Nordeste
    • Norte
    • Política
    • Polícia
    • Saneamento
    • Sudeste
    • Sul
    • Saúde
    • Segurança Nacional
    • Segurança Pública
    • Urbanismo
  • Colunas
    • Paulo Nunes
    • Jeremias Macário
    • Paulo Pires
    • Ruy Medeiros
  • Artigos
    • Opinião
    • História
    • História de Vitória da Conquista
  • Vídeos
  • Contatos

Últimas notícias

Governo Lula entrega 4 ambulâncias zero KM- (SAMU-192) ao governo de Vitória da Conquista

Além de Guanambi, Vitória da Conquista também terá apenas voos em avião de nove lugares para Salvador

Motta afirma que fará tramitação ‘sem atropelo’ de PEC 6×1 e deixa de lado projeto do governo

Deputado Zé  Raimundo pede empenho do Governo para viabilizar mais vôos entre Conquista e Salvador

BC aprovou, na gestão Campos Neto, compra de banco por Vorcaro após rejeição oito meses antes

  1. Home
  2. lesa-pátria
  3. Relatório do governo do DF falava em “sitiar Brasília” dois dias antes do 8 de Janeiro



lesa-pátria xDestaque1

Relatório do governo do DF falava em “sitiar Brasília” dois dias antes do 8 de Janeiro

31/12/2024 11 min read

AA

 Relatório do governo do DF falava em “sitiar Brasília” dois dias antes do 8 de Janeiro
Apoiadores de Bolsonaro nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Créditos: Joédson Alves/Agencia Brasil

Relatório de 6 de janeiro da Subsecretaria de Inteligência do Distrito Federal, subordinada a Anderson Torres, antecipava o cenário de terror que aconteceu dois dias depois. Documento, no entanto, não foi repassado ao governo Lula

Um relatório produzido pela Subsecretaria de Inteligência do Distrito Federal no dia 6 de janeiro de 2023 e que circulou apenas internamente no governo Ibaneis Rocha (MDB) previu os atos golpistas de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) que aconteceriam dois dias depois e destruiu as sedes do Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto.

O órgão, então comandado por Marília Ferreira de Alencar, é subordinado à Secretaria de Segurança Pública (SSP) do DF, para onde havia sido alçado o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Anderson Torres

O documento a que a Fórum teve acesso consta no relatório feito pela Polícia Federal (PF) sobre a participação das autoridades do DF sobre o golpe e fala claramente da intenção dos bolsonaristas em “sitiar Brasília” para desencadeamento do golpe.

“Importa destacar que em transmissão realizada ao vivo, em rede social, houve destaque para manifestações a partir do dia 07JAN23, com participação de milhares de pessoas e vinda de caravanas”, diz o texto, que não foi repassado aos órgãos de segurança do governo Lula.

“Assinala-se ainda grupo de mensagem, no qual os integrantes seriam pessoas conhecidas por CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores) e com postagens sobre ‘sitiar Brasília e que denotam a intenção da prática de atos de violência no dia 08JAN23”, segue o relatório, prevendo o que aconteceria dois dias depois na Praça dos Três Poderes.

Segundo o documento, a convocação distribuída entre os bolsonaristas era intitulada como “Tomada de Poder pelo povo” e “ocorreria, principalmente com a invasão ao Congresso Nacional”.

“Entre os organizadores da manifestação estariam integrantes de grupos autodenominados de patriotas, além dos segmentos do agronegócio e caminhoneiros”, diz o texto.

Veja

Torres não leu

Segundo o relatório, antecipado pelo colunista Cleber Lourenço, “o ponto central das falhas da gestão da segurança pública durante os eventos de 05/01/2023 é a existência do Relatório de Inteligência nº 06/2023, elaborado pela Subsecretaria de Inteligência da SSP/DF”.

“Tal documento, que foi entregue a Anderson Gustavo Torres em 06 de janeiro informava quanto ao risco de manifestações violentas e a possibilidade de invasões a prédios públicos. Referido documento, aparentemente, não foi considerado por Anderson Torres, que apesar das advertências, prosseguiu sua viagem ao exterior sem tomar as providências necessárias. Adicionalmente, a subsecretaria de Inteligência não difundiu de forma eficaz o conteúdo do relatório para os demais órgãos de segurança”, diz a PF.

Mais adiante, a PF afirma que, em depoimento à CPI da Câmara Legislativa do DF, Torres afirmou não ter sequer lido o documento antes de viajar aos EUA, onde teria se encontrado com Bolsonaro. Aos investigadores, no entanto, ele negou que tenha se encontrado com o ex-chefe.

“Ao ser confrontado pela CPI da Câmara Legislativa do Distrito Federal, ANDERSON TORRES admitiu que o Relatório nº 06/2023 havia sido entregue a ele por sua Subsecretária, tendo reconhecido que recebeu o documento antes de sua viagem, mas afirmou que não o leu antes de partir”, diz o texto.

Inteligência ignorada e coordenação falha

A PF enfatiza que a Subsecretaria de Inteligência (SI) da SSP/DF produziu o Relatório de Inteligência em 6 de janeiro com informações detalhadas sobre os riscos associados às manifestações. Entre os alertas estavam a convocação para a “Tomada de Poder pelo Povo”, a chegada de grupos organizados, incluindo Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs), e a possibilidade de atos violentos, com participantes armados e portando instrumentos perigosos, como pés-de-cabra e rojões.

No entanto, o relatório foi compartilhado apenas internamente, sem alcançar órgãos-chave, como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). Segundo o documento, “não houve articulação efetiva com outros órgãos de inteligência integrantes do SISBIN”, o que violou os princípios da oportunidade e necessidade?.

A ausência de convites formais ao GSI para a reunião que discutiu o Protocolo de Ações Integradas (PAI) nº 02/2023, realizado em 6 de janeiro, foi particularmente crítica. Como destacou o relatório: “Não há nos autos comprovação formal de que o GSI foi convidado para a reunião ou que tenha recebido o PAI”.

Mobilização insuficiente e respostas atrasadas

A falta de informações e a retenção de relatórios importantes de inteligência culminou no despreparo do efetivo de segurança mobilizado para conter as manifestações. O relatório aponta que o número de policiais militares alocados na Esplanada dos Ministérios era insuficiente, e a ausência de tropas especializadas, como o BOPE e o Batalhão de Cães, prejudicou a resposta.

“Houve um intervalo de aproximadamente duas horas entre o início da manifestação e a tomada de providências operacionais de reforço”, afirma o documento, destacando a demora no acionamento de contingentes adicionais, como os policiais que estavam de prontidão.

Outro ponto crítico foi a instalação de barreiras físicas inadequadas, com gradis frágeis e espaçamento superior ao padrão. Isso permitiu que os manifestantes, munidos de objetos perigosos, rompessem as linhas de contenção e avançassem em direção aos prédios dos Três Poderes.

Omissões deliberadas e contexto político

O relatório também aponta possíveis omissões deliberadas que contribuíram para o agravamento da situação. Segundo o texto, o acampamento na Praça dos Cristais, em frente ao Quartel-General do Exército, foi identificado como ponto estratégico para a concentração de manifestantes. No entanto, ações de desmobilização planejadas ainda em 2022 foram interrompidas “por orientação do Exército Brasileiro”, o que deixou a área disponível para coordenação dos atos de vandalismo.

Além disso, a criação da Célula Integrada de Inteligência (CIISP), no dia 7 de janeiro, foi considerada tardia e limitada em sua capacidade de responder aos eventos iminentes. A Polícia Federal destaca que, embora os alertas de inteligência tenham identificado o deslocamento de grupos violentos, as medidas preventivas foram ineficazes.

Considerações do relatório

Nas páginas finais, a Polícia Federal conclui que a SSP/DF falhou em sua missão de coordenar as ações de segurança pública e prevenir os atos de 8 de janeiro. A ausência de articulação eficaz, a subutilização de informações críticas e a mobilização insuficiente de recursos contribuíram diretamente para a vulnerabilidade das instituições democráticas.

O documento recomenda:

  1. Revisão dos protocolos de inteligência e operação, com ênfase na integração entre os órgãos do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN).
  2. Fortalecimento estrutural e estratégico da segurança pública no Distrito Federal?.
  3. Responsabilização dos agentes públicos envolvidos, incluindo lideranças da SSP/DF pela condução inadequada das ações de segurança relacionadas aos atos de 8 de janeiro.

As figuras principais apontadas incluem:

  • Anderson Torres – À época, Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. Foi destacado como o responsável pela coordenação geral das ações de segurança pública. O relatório indica que ele não teria garantido uma articulação eficiente entre os órgãos envolvidos e que o Protocolo de Ações Integradas (PAI) nº 02/2023 não foi implementado de forma adequada, contribuindo para a falha na resposta aos eventos.
  • Fernando de Sousa Oliveira – Secretário Executivo que assumiu as funções de liderança na ausência de Anderson Torres. Ele também é apontado por ter conhecimento das informações críticas sobre as manifestações, mas não ter implementado medidas preventivas eficazes. Sua coordenação das ações foi descrita como insuficiente diante do risco iminente.
  • Cíntia Queiroz de Castro – Subsecretária de Operações Integradas da SSP/DF. Responsável pela coordenação das ações no âmbito operacional, é mencionada no relatório por falhas no planejamento e execução do PAI, incluindo problemas no uso do efetivo policial e na organização das barreiras físicas que não impediram os avanços dos manifestantes.
  • Marília Ferreira Alencar – Subsecretária de Inteligência da SSP/DF. O relatório aponta que informações de inteligência cruciais não foram compartilhadas de maneira eficaz, e que a produção do Relatório de Inteligência nº 06/2023 foi limitada e mal difundida. Essa deficiência comprometeu a preparação e integração dos esforços de segurança.
Compartilhe:
  
Previous post
Next post

Leave a Reply Cancel reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Enquete
Buscar no Site




Editorias
https://www.youtube.com/watch?v=AwKXGnZPhes






Busca por Data
dezembro 2024
D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  
« nov   jan »



Colunistas


Versões Antigas



Leia também:
Vídeos xDestaque1

VÍDEO — Deputado ataca garota de programa em Brasília e vai parar na delegacia

27/03/2026

As cenas, que viralizaram nas redes sociais, mostram o parlamentar alterado e disparando impropérios contra a trabalhadora sexual Vídeo que

Opinião xDestaque3

8 de janeiro não foi um ato isolado: foi uma tentativa de golpe, sim!

10/01/2026

Muito antes de darmos conta de que vivemos em tempos de rápidas e profundas transformações, a política já era marcada

Golpe de Estado xDestaque1

Trama golpista Coronel que denunciou Filipe Martins foi demitido por Bolsonaro

03/01/2026

Ricardo Wagner Roquetti, integrante do MEC durante o governo Bolsonaro, alertou Alexandre de Moraes sobre violação judicial atribuída a Martins.

Facebook Twitter Instagram Whatsapp

Web Analytics
Whatsapp: (77) 98804-3994

©2009-2025 . Blog do Paulo Nunes . Direitos reservados.