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A história do voo de passageiros do Irã derrubado por mísseis dos EUA

16/09/2023 12 min read

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 A história do voo de passageiros do Irã derrubado por mísseis dos EUA

Em 1988, um avião de passageiros do Irã foi derrubado por mísseis disparados a partir de um navio de guerra norte-americano. Todos a bordo morreram.

Alexandre Saconi

Colunista do UOL

Voo Iran Air 655

O voo 655 era realizado pela companhia aérea Iran Air. Ele havia decolado no dia 3 de julho de 1988 da capital Teerã rumo a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. No caminho, seria feita uma escala em Bandar Abbas, também no Irã.

O avião que realizava o voo era um Airbus A300. Ele havia decolado no meio da manhã daquele dia com um atraso de quase meia hora rumo a Dubai.

Ao todo, havia 290 pessoas a bordo. Desse total, 16 eram tripulantes e 274 eram passageiros. A maioria era de nacionalidade iraniana.

Um navio norte-americano disparou dois mísseis que derrubaram o voo. Ninguém sobreviveu.

Guerra entre Irã e Iraque

Irã e Iraque travavam disputa territorial. A guerra ocorria desde o início daquela década. A tragédia com o voo aconteceu quando a guerra entre os dois países se aproximava do fim.

Revolução de 1979 pôs fim à monarquia no Irã. Realeza local era, até então, próxima aos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, Saddam Hussein ascendia ao poder no Iraque

Os governos iraniano e o iraquiano travavam uma guerra que colocava em risco a extração e distribuição de petróleo. O conflito envolvia ataques a petroleiros das duas nações na região do Golfo Pérsico.

Estados Unidos estavam em alerta. Embarcações militares norte-americanas marcavam presença no território para garantir o transporte do petróleo em segurança, atendendo aos seus interesses.

Fim do conflito ocorrreu pouco tempo depois. No mês seguinte ao ataque, o conflito entre os dois países do Oriente Médio terminava. O Irã poderia ter levado em consideração para o cessar-fogo o receio de que os EUA estariam somando forças com o Iraque para realizar um ataque.

Governo pagou compensação. Na década seguinte, EUA e Irã fecharam um acordo após um longo processo na Corte Internacional de Justiça. Os norte-americanos aceitaram pagar um montante de US$ 61,8 milhões à época aos familiares das vítimas e expressaram “profundo pesar” pelo ocorrido.

Confusão provocou a tragédia do voo 655

Navio norte-americanos, USS Vincennes perseguia embarcações iranianas no dia do acidente. Um helicóptero de reconhecimento teria sido atingido por tiros disparados de um bote iraniano. O capitão, William C. Rogers III ignorou as ordens para mudar sua rota e manteve a busca aos autores do ataque, entrando em águas iranianas.

Decolagem do avião ocorria simultaneamente. Ao mesmo tempo em que o navio norte-americano perseguia o barco iraniano, o avião que realizava o voo Iran Air 655 decolava de Bandar Abbas. O local era uma das escalas da rota feita entre a capital Teerã e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Aeródromo também era de uso militar. O aeroporto de Bandar Abbas era usado tanto para voos comerciais quanto por aeronaves militares. Com a suspeita que poderia ser um avião de ataque, os norte-americanos a bordo do USS Vincennes começaram a rastrear o voo.

Avião foi identificado como F-14 por engano. Durante o rastreamento do A300 da Iran Air, os militares confundiram qual avião ele seria, e o identificaram como sendo um caça do Irã. O código de identificação do avião estava correto, seguindo as normas estabelecidas pelo controle de tráfego aéreo, mas isso não evitou que os norte-americanos errassem.

Tentativas de contato foram realizadas sem sucesso. Durante cinco minutos, foram feitas 11 tentativas de contato com o avião via rádio. Sete em uma frequência usada por aviões militares e quatro em uma frequência específica da aviação civil. Aviões civis não transportavam rádios capazes de operar em frequências militares. Por isso, essas sete tentativas de contato específicas não seriam reconhecidas.

O A300 ainda se encontrava em fase de subida para a altitude de cruzeiro, rota que coincidia com o plano de voo. Das quatro tentativas de contato na frequência da aviação civil, em apenas uma os tripulantes de um navio dos EUA falaram especificamente o código do Iran Air 665. Sem saber para qual avião o aviso seria direcionado, os pilotos não teriam como responder adequadamente.

7 minutos entre a decolagem e a queda

O abate foi feito por navio dos EUA. Diante da falta de resposta, os norte-americanos dispararam dois mísseis contra o avião. Ele estava voando na rota correta e com os códigos de transmissão de informações exigidos.

Ninguém a bordo sobreviveu. O avião se partiu ao meio imediatamente em pleno ar. O voo levou cerca de sete minutos entre a decolagem e a queda. Sua duração estimada era de cerca de meia hora. As caixas pretas nunca foram recuperadas.

Conclusões da investigação

Apuração apontou erros. Um relatório independente apontou que os pilotos do voo abatido não teriam entendido que as tentativas de contato seriam com eles ou que não estavam monitorando a frequência específica na qual os contatos foram realizados. O documento foi confeccionado pela OACI (Organização da Aviação Civil Internacional), órgão ligado à ONU (Organização das Nações Unidas). O mesmo relatório ainda apontou que os navios de guerra dos EUA não tinham equipamentos a bordo para monitorar as frequências civis de controle de tráfego aéreo, mas, apenas aquela que foi usada para tentar o contato.

Segundo o relatório independente, os militares a bordo do USS Vincennes dispararam motivados pelas seguintes informações que tinham no momento:

  • O voo havia decolado de um aeródromo usado para fins militares e civis.
  • Informações de serviços de inteligência apontavam que um F-14 poderia voar a partir do mesmo aeroporto.
  • Problemas em assimilar os códigos da aeronave.
  • Surgimento de um avião não identificado no radar em um momento onde não havia um voo programado (a decolagem havia atrasado).

O mesmo relatório apontou as falhas que levou os militares a identificarem o avião de maneira errada:

  • O radar já havia identificado o avião como sendo um caça F-14.
  • A falta de resposta a partir das tentativas de contato.
  • A falta de detecção de sinais de equipamentos utilizados em aviões civis a partir do contato feito no radar.
  • Informação de alguém a bordo de que o avião estaria descendo e acelerando, o que poderia ser interpretado como uma manobra de ataque.
  • O avião foi rastreado como se estivesse indo em direção às embarcações militares, quando, na verdade, a sua rota era diferente.

Reportagem

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

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