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Flávio Bolsonaro homenageou ex-PM condenado por assassinato de Marielle: “importantes serviços prestados ao RJ”
Envolvido com grilagem de terras, construção, venda e locação de imóveis na região, o major Ronald também é acusado de fazer parte do Escritório do Crime, braço armado de milícia que era comandada por Adriano da Nóbrega.
Condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 56 anos de prisão por duplo homicídio e homicídio tentado no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves, conhecido como Major Ronald, foi homenageado por Flávio Bolsonaro (PL) em 2004 quando o agora pré-candidato à Presidência era deputado estadual no Rio de Janeiro.
Na moção de louvor apresentada pelo filho “01” de Jair Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o ex-PM é homenageado pelos “importantes serviços prestados ao Rio de Janeiro”.
À época, o gabinete de Flávio Bolsonaro tinha como funcionário Fabrício Queiroz, pivô do esquema de corrupção das “rachadinhas”, que incluía ex-esposa e mãe do miliciano Adriano da Nóbrega, que comandava o braço de extermínio da milícia que atuava em Rio das Pedras, conhecido como Escritório do Crime.
Em 2019, em prisão preventiva, Ronald e o subtenente reformado Mauricio Silva da Costa, o Maurição, tiveram que ser transferidos para um presídio federal de segurança máxima fora do estado.
Segundo informações do Ministério Público do Rio, os milicianos estariam ameaçando moradores da comunidade de Rio das Pedras que estão colaborando com as investigações.
Envolvido com grilagem de terras, construção, venda e locação de imóveis na região, o major Ronald também é acusado de fazer parte do Escritório do Crime, organização criminosa especializada em praticar assassinatos por encomenda.
