(77) 98804-3994
BLOG DO PAULO NUNES BLOG DO PAULO NUNES
  • Início
  • Sobre Paulo Nunes
  • Editorial
  • Últimas Notícias
    • Vitória da Conquista
    • Geral
    • Política Conquistense
    • Bahia
    • Brasil
    • Ciência e Tecnologia
    • Coronavírus
    • Cultura
    • Economia
    • Educação
    • Eleições 2022
    • Gastronomia
    • Governo da Bahia
    • Infraestrutura
    • Mineração
    • Mobilidade Urbana
    • Municípios da Bahia
    • Nordeste
    • Norte
    • Política
    • Polícia
    • Saneamento
    • Sudeste
    • Sul
    • Saúde
    • Segurança Nacional
    • Segurança Pública
    • Urbanismo
  • Colunas
    • Paulo Nunes
    • Jeremias Macário
    • Paulo Pires
    • Ruy Medeiros
  • Artigos
    • Opinião
    • História
    • História de Vitória da Conquista
  • Vídeos
  • Contatos

Últimas notícias

Em carta, Marco Rubio confirma que Flávio Bolsonaro age contra os interesses do Brasil

Bahia transfere capital para Cachoeira e inicia celebrações do 2 de Julho

Em Barreiras, Jerônimo debate obras estruturantes com representantes do setor produtivo do Oeste baiano

Sócio de empresa ligada à produtora de filme de Bolsonaro é integrante do PCC, diz MP

Três brasileiras centenárias entram no livro de recordes e desafiam o que se sabe sobre longevidade

sufotur bahia
  1. Home
  2. Comportamento humano
  3. Famílias comprometem 29% da renda com dívidas
Comportamento humano xDestaque1

Famílias comprometem 29% da renda com dívidas

22/03/2026 6 min read

AA

 Famílias comprometem 29% da renda com dívidas

Dados do Banco Central mostram maior comprometimento da renda em 20 anos

 O avanço do endividamento das famílias brasileiras passou a acender um sinal de alerta em diferentes setores da economia. Mesmo com o desemprego em níveis historicamente baixos e a inflação sob controle até o momento, o peso das dívidas sobre a renda dos consumidores cresce de forma consistente.

De acordo com a Folha de São Paulo, dados do Banco Central apontam que as famílias passaram a comprometer 29% de sua renda com o pagamento de dívidas desde outubro do ano passado — o maior patamar registrado em pelo menos duas décadas.

Endividamento elevado e avanço da inadimplência

Do total comprometido, 10,38% correspondem apenas aos juros, enquanto 18,81% são destinados ao pagamento do principal. O cenário tem levado a um aumento nos atrasos: a inadimplência chegou a 6,9% entre o fim de 2025 e janeiro deste ano, acima dos 5,6% observados no mesmo período anterior.

Especialistas apontam que o crescimento de modalidades de crédito mais arriscadas tem sido um dos principais fatores por trás desse movimento, especialmente entre consumidores de baixa renda.

Crédito caro impulsiona dívidas

Entre as linhas mais problemáticas estão o rotativo do cartão de crédito, com inadimplência de 63,5%, o cheque especial (16,5%) e o parcelamento da fatura (13%). Essas modalidades também apresentam juros elevados, chegando a 14,81% ao mês no caso do rotativo.

O volume de crédito nessas categorias segue em expansão. O saldo do rotativo cresceu 31,2% em um ano, enquanto o parcelado avançou 18,3% e o cheque especial, 13,8%. No geral, o crédito com recursos livres teve alta de 12,4%.

Segundo Everton Gonçalves, diretor da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), a mudança no perfil das operações contribui para o aumento dos atrasos. “Há um crescimento maior do que a média nas operações de crédito de maior risco. Com isso, se nota uma mudança na composição da carteira de crédito total, o que pesa na inadimplência”, afirmou.

Impacto maior sobre a baixa renda

O avanço da inadimplência é mais intenso entre as famílias de menor renda. Levantamento da Febraban indica que consumidores que recebem até três salários mínimos registraram taxa de atrasos acima de 90 dias de 7,5%.

Para Luiz Fernando Castelli, gerente de economia da entidade, a vulnerabilidade financeira desse grupo é maior diante de imprevistos. “O orçamento é mais apertado. Qualquer imprevisto financeiro coloca a pessoa em dificuldades com as quais não consegue lidar”, disse.

O professor da FGV Rafael Schiozer destaca que o acesso ampliado ao crédito trouxe benefícios, mas também riscos. “É positivo que pessoas com mais necessidade de crédito tenham acesso a ele. Mas também há riscos no endividamento excessivo da baixa renda, que pode ter impacto sobre o consumo no longo prazo”, afirmou.

Mudanças regulatórias e transparência

Parte da alta recente da inadimplência também está associada a mudanças nas regras do Banco Central. Desde janeiro de 2025, os bancos passaram a manter por mais tempo em seus balanços créditos inadimplentes antes de reconhecer prejuízos.

Para Isabela Tavares, economista da consultoria Tendências, a medida melhora a leitura do cenário financeiro. “Essa resolução veio para dar maior clareza sobre as finanças dos brasileiros. Antes a inadimplência saía mais rápido das estatísticas, mas agora temos noção do quanto as pessoas estão em situação financeira delicada”, explicou.

Reflexos no varejo e na economia

O nível elevado de endividamento já impacta o comércio. Empresas do varejo têm adotado postura mais cautelosa na concessão de crédito. O presidente da Casas Bahia, Renato Franklin, afirmou que a companhia está mais rigorosa nas vendas parceladas. “É muito fácil você se empolgar com o cenário de desemprego em queda e aumento da renda real, querer acelerar demais e se endividar de novo”, declarou.

Dados da Associação Brasileira de Shopping Centers mostram que o setor cresceu apenas 1,2% em termos nominais em 2025, somando R$ 200,9 bilhões — desempenho inferior à inflação.

Efeitos no cenário político

O aumento do endividamento também influencia a percepção econômica da população em um ano eleitoral. Pesquisa Datafolha indica piora na avaliação do cenário: 46% dos brasileiros consideram que a situação econômica do país se deteriorou, ante 41% em dezembro.

Além disso, 33% afirmam que a própria condição financeira piorou nos últimos meses, frente a 26% anteriormente. Para o cientista político Rafael Cortez, o fenômeno revela um descompasso entre indicadores econômicos e percepção social.

“Vemos a renda crescendo e a menor taxa de desemprego da história, mas isso não se traduz em popularidade para o governo. Como se transforma renda em bem estar? Se a renda está direcionada ao consumo é uma coisa, mas, se for para quitar dívidas, é outro cenário”, analisou.

Compartilhe:
  
Previous post
Next post

Leave a Reply Cancel reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Enquete
Buscar no Site




Editorias
https://www.youtube.com/watch?v=AwKXGnZPhes






Busca por Data
março 2026
D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  
« fev   abr »



Colunistas


Versões Antigas



Leia também:
Educação xDestaque3

Analfabetismo no Brasil cai para menos de 5%, mas ainda atinge 8,4 milhões de pessoas em 2025

19/06/2026

Dados do IBGE mostram avanço histórico na alfabetização, mas revelam desigualdades regionais, raciais e etárias persistentes. O Brasil registrou em

Economia xDestaque1

Pobreza atinge menor nível da série histórica nas metrópoles brasileiras, mas desigualdade cresce

11/06/2026

Estudo da PUCRS e Observatório das Metrópoles mostra queda da pobreza em 2025, enquanto renda dos mais ricos avançou mais

Desenvolvimento Social xDestaque1

O Bolsa Família e sua contribuição para o avanço do IDH no Brasil

10/06/2026

Crítica de ‘acomodação’ de seus beneficiários ignora não apenas evidência empírica, mas a própria lógica de funcionamento do programa. A

Facebook Twitter Instagram Whatsapp

Web Analytics
Whatsapp: (77) 98804-3994

©2009-2025 . Blog do Paulo Nunes . Direitos reservados.