(77) 98804-3994
BLOG DO PAULO NUNES BLOG DO PAULO NUNES
  • Início
  • Sobre Paulo Nunes
  • Editorial
  • Últimas Notícias
    • Vitória da Conquista
    • Geral
    • Política Conquistense
    • Bahia
    • Brasil
    • Ciência e Tecnologia
    • Coronavírus
    • Cultura
    • Economia
    • Educação
    • Eleições 2022
    • Gastronomia
    • Governo da Bahia
    • Infraestrutura
    • Mineração
    • Mobilidade Urbana
    • Municípios da Bahia
    • Nordeste
    • Norte
    • Política
    • Polícia
    • Saneamento
    • Sudeste
    • Sul
    • Saúde
    • Segurança Nacional
    • Segurança Pública
    • Urbanismo
  • Colunas
    • Paulo Nunes
    • Jeremias Macário
    • Paulo Pires
    • Ruy Medeiros
  • Artigos
    • Opinião
    • História
    • História de Vitória da Conquista
  • Vídeos
  • Contatos

Últimas notícias

a A independência que não aconteceu no Ipiranga: a luta do Maranhão para se separar de Portugal

IFBA abre seleção de estudantes com 380 vagas no Campus Vitória da Conquista

China descobre e batiza novo mineral de germânio com 72% de teor do metal raro

Após mudar de advogado, Vorcaro prepara terceira tentativa de delação premiada

Presença maciça do governo Lula na habitação popular em Vitória da Conquista

  1. Home
  2. Saúde
  3. Três brasileiras centenárias entram no livro de recordes e desafiam o que se sabe sobre longevidade
Saúde xDestaque1

Três brasileiras centenárias entram no livro de recordes e desafiam o que se sabe sobre longevidade

26/06/2026 6 min read

AA

 Três brasileiras centenárias entram no livro de recordes e desafiam o que se sabe sobre longevidade
As três irmãs centenárias Levita de Deus Nunes, de 109 anos, Zoraide de Deus Mota, de 104, e Zulina de Deus Nunes, de 103. Créditos: Reuters/ reprodução

As três irmãs, todas com mais de 100 anos de idade, nasceram em Sergipe, entre 1917 e 1923, e agora são estudadas por sua longevidade.

Três irmãs centenárias chamam a atenção da ciência por sua longevidade acima da média: Levita de Deus Nunes, de 109 anos, Zoraide de Deus Mota, de 104, e Zulina de Deus Nunes, de 103, foram reconhecidas pelo Guinness World Records como o trio de irmãs vivas mais velho do mundo e agora são alvo de uma pesquisa para descobrir os motivos de sua longevidade.

O Projeto DNA Longevo, coordenado pela geneticista Mayana Zatz, professora da Universidade de São Paulo (USP), tem estudado as três irmãs, moradoras do Rio de Janeiro e naturais de Sergipe, para entender quais são os fatores genéticos capazes de conferir ao organismo maior resiliência contra os efeitos do envelhecimento.

As três nasceram em Sergipe, entre 1917 e 1923, em uma família grande, composta por oito irmãos.

Ao longo da vida, além dos fatores hereditários, outros aspectos devem ter influenciado sua predisposição a atingir a marca dos cem anos, e é isso que os pesquisadores pretendem entender.

Um desses aspectos pode ser o estreito laço familiar, que favorece a integração social e o senso de comunidade, fatores diretamente associados a um envelhecimento saudável.

O Projeto DNA Longevo quer entender, acima de tudo, o que é capaz de manter idosos fisicamente ativos e cognitivamente saudáveis mesmo nas idades mais avançadas, entre os 90 e os 100 anos, assim como as variantes genéticas associadas a essa condição.

Os genes protetores, aqueles que ajudam o organismo a resistir a doenças ligadas ao envelhecimento, são muito importantes para a equipe, que pretende investigá-los em mais de 500 centenários a fim de chegar a conclusões estatísticas robustas.

Um fator importante a ser levado em conta é que a genética familiar importa: estudos com famílias de centenários mostram que filhos e irmãos dessas pessoas apresentam maior probabilidade de envelhecer com menos doenças cardiovasculares, menor fragilidade física e menor incidência de algumas enfermidades associadas ao envelhecimento.

Segundo a ciência, indivíduos longevos costumam combinar características genéticas ligadas à redução de processos inflamatórios e à boa função imunológica, principalmente na proteção do sistema cardiovascular.

Os genes protetores são aqueles que evitam o desgaste celular acelerado. As três irmãs recordistas relembram uma vida marcada por atividades ao ar livre, consumo de produtos frescos produzidos localmente e trabalhos manuais.

Zoraide, a irmã do meio, foi professora e enfermeira, mãe de cinco filhos, enquanto Zulina, a mais nova, teve seis filhos e trabalhou com bordado.

Outras atividades também são mentalmente estimulantes, como a conversa constante entre familiares e o hobby de jogar caça-palavras. Segundo as irmãs, a mãe também viveu até os 100 anos.

Segundo dados do IBGE, a população centenária no Brasil registrou um aumento expressivo ao longo da última década, de cerca de 66,7%. Hoje, são cerca de 37,8 mil pessoas com 100 anos de idade ou mais. A maioria é composta por mulheres (72% do total, o equivalente a 27.244 pessoas).

Apesar de indicadores sociais inferiores aos do Sudeste, são os estados das regiões Norte e Nordeste que lideram as estatísticas de longevidade quando considerados proporcionalmente ao número de habitantes.

Em números absolutos, a Bahia aparece em primeiro lugar, com 5.336 centenários; em seguida vêm São Paulo (5.095) e Minas Gerais (4.104).

Embora o número de centenários tenha aumentado, eles ainda representam apenas 0,018% da população brasileira, cuja expectativa de vida se aproxima de 73,3 anos para os homens e de 79,9 anos para as mulheres.

O projeto da USP, intitulado “Longevidade Saudável: quais são os segredos?”, quer caracterizar “os perfis genômicos, moleculares e celulares de idosos brasileiros que envelheceram de forma saudável até os 90, 100 anos ou mais” a fim de compará-los aos de indivíduos na mesma faixa etária ou mais jovens com declínio cognitivo, doenças crônicas e outras fragilidades de saúde.

A intenção é identificar as diferenças entre eles para “desvendar como funciona a sua resiliência contra as adversidades do tempo”.

“A expectativa é identificar variantes genéticas e epigenéticas raras ou mecanismos biológicos que conferem resiliência, impulsionando a medicina de precisão e o desenvolvimento de estratégias que promovam uma vida mais longa e com melhor qualidade para todos”, afirma o projeto, ligado ao Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da Universidade de São Paulo, com apoio da FAPESP.

 

Compartilhe:
  
Previous post
Next post

Leave a Reply Cancel reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Enquete
Buscar no Site




Editorias
https://www.youtube.com/watch?v=AwKXGnZPhes






Busca por Data
junho 2026
D S T Q Q S S
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930  
« maio   jul »



Colunistas


Versões Antigas



Leia também:
Ciência e Tecnologia xDestaque1

Nova espécie descoberta por cientistas brasileiras em missão na Antártida desafia limites conhecidos da sobrevivência

07/06/2026

Cientistas brasileiras ligadas ao Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP) reconstruíram o genoma a partir de amostras coletadas

Facebook Twitter Instagram Whatsapp

Web Analytics
Whatsapp: (77) 98804-3994

©2009-2025 . Blog do Paulo Nunes . Direitos reservados.