(77) 98804-3994
BLOG DO PAULO NUNES BLOG DO PAULO NUNES
  • Início
  • Sobre Paulo Nunes
  • Editorial
  • Últimas Notícias
    • Vitória da Conquista
    • Geral
    • Política Conquistense
    • Bahia
    • Brasil
    • Ciência e Tecnologia
    • Coronavírus
    • Cultura
    • Economia
    • Educação
    • Eleições 2022
    • Gastronomia
    • Governo da Bahia
    • Infraestrutura
    • Mineração
    • Mobilidade Urbana
    • Municípios da Bahia
    • Nordeste
    • Norte
    • Política
    • Polícia
    • Saneamento
    • Sudeste
    • Sul
    • Saúde
    • Segurança Nacional
    • Segurança Pública
    • Urbanismo
  • Colunas
    • Paulo Nunes
    • Jeremias Macário
    • Paulo Pires
    • Ruy Medeiros
  • Artigos
    • Opinião
    • História
    • História de Vitória da Conquista
  • Vídeos
  • Contatos

Últimas notícias

Vitória da Conquista ganhou um “Teco-Teco”

Daniel Vorcaro bancou R$ 11,9 milhões em festas com políticos em NY: da “Noite das Astronautas” à degustações de whiskys e charutos

Relator, Zé Raimundo destaca fortalecimento da Justiça baiana com ampliação do número de desembargadores

Governo da Bahia realiza obras de Infraestrutura em mais de 8 mil km de rodovias

Corpus Christi 2026: Rodovias baianas devem receber cerca de 600 mil veículos no feriado prolongado

  1. Home
  2. Artigos
  3. Três anos de privatização da Refinaria Mataripe – a Bahia paga o preço
Artigos xDestaque1

Três anos de privatização da Refinaria Mataripe – a Bahia paga o preço

18/12/2024 5 min read

AA

 Três anos de privatização da Refinaria Mataripe – a Bahia paga o preço

Por Elizabete de Jesus Sacramento e Deyvid Bacelar

Em 1º/12, a Refinaria Mataripe completou três anos sob gestão privada da Acelen, marcando a saída definitiva da Petrobras do setor de refino na Bahia. A data simboliza o início de uma realidade marcada por preços altos e precarização das relações de trabalho, com impactos diretos sobre a economia local e a vida dos baianos.

A saída da Petrobras do refino baiano foi denunciada pelo movimento sindical como um retrocesso estratégico para a soberania energética do Brasil e um golpe no desenvolvimento regional. Na época, o SindipetroBA, junto à FUP e demais entidades alertaram que a privatização, além de ter sido negociada cerca de 50% abaixo ao seu valor de mercado, corria sério risco de criar um monopólio privado na produção de combustíveis no estado, levando ao aumento de preços e à perda de emprego e renda. Três anos depois, os números confirmam essas previsões, evidenciando que os interesses da população foram subjugados aos lucros do capital estrangeiro.

Desde que a Refinaria deixou o Sistema Petrobras, a Bahia vem enfrentando um aumento no preço dos combustíveis. Antes, os valores praticados no estado seguiam próximos à média nacional. Em novembro de 2021, por exemplo, a gasolina na Bahia custava R$ 6,75, enquanto a média nacional era de R$ 6,74. Com a venda da RLAM, esse equilíbrio foi rompido. Segundo levantamento do INEEP, com base nos dados da ANP, entre 2021 e 2024, enquanto o preço médio da gasolina no Brasil ficou em R$ 5,81 por litro, na Bahia o preço saltou para R$ 6,05, uma diferença de 4,1%. O diesel seguiu a mesma tendência: enquanto o preço médio nacional foi de R$ 5,78 por litro no período, na Bahia o valor subiu para R$ 5,84.

Mas o caso mais alarmante é do gás de cozinha, essencial para o consumo das famílias. Sob administração da Petrobras, o preço médio do GLP na Bahia era mais baixo que a média nacional. Após a privatização, a situação se inverteu. Atualmente, a Bahia ostenta o botijão de gás mais caro do Nordeste, com um preço médio de R$ 115,13 em outubro (em algumas regiões, o botijão está sendo vendido a R$ 135,00) contra R$ 106,57 da média nacional.

Além do impacto nos preços, a privatização também tem um efeito na arrecadação de impostos. O Fator de Utilização (FUT) da refinaria, que durante a gestão da Petrobras já esteve próximo de 90%, caiu para apenas 63% sob administração privada. Essa redução tem impacto direto na arrecadação de ICMS, que diminuiu cerca de R$ 500 milhões por mês. A Refinaria, que era responsável por 27% do ICMS arrecadado no estado, agora gera uma contribuição muito inferior, comprometendo investimentos nos serviços públicos do Estado.

O impacto também é sentido no mercado de trabalho. Desde 2021, o setor de petróleo e gás no estado perdeu centenas de empregos diretos e indiretos. O desmonte causado pela privatização não é apenas econômico, mas também social, com a retirada de oportunidades locais e a transferência dos benefícios gerados pela atividade para fora do estado.

A justificativa de que a privatização traria maior eficiência e preços competitivos não se concretizou. Pelo contrário, o que vemos é a ampliação das margens de lucro para a Acelen à custa do consumidor final, sobretudo em um estado que já enfrenta desafios estruturais significativos.

A privatização da Refinaria Mataripe deve servir de alerta para todo o país. A experiência da Bahia mostra que, longe de promover a competitividade, que equilibra mercados e diminui preços, a entrega de ativos estratégicos a empresas privadas pode aprofundar desigualdades regionais e onerar ainda mais a população local. Três anos depois, é necessário perguntar: quem realmente saiu ganhando com essa transação?

Enquanto o mercado celebra o suposto sucesso da privatização, os baianos seguem pagando a conta – com empregos perdidos e o combustível mais caro do Nordeste. A história da Refinaria Mataripe é um lembrete de que o desmonte de empresas estratégicas têm consequências reais e profundas para o povo baiano. É preciso reverter essa realidade.

 

Compartilhe:
  
Previous post
Next post

Leave a Reply Cancel reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Enquete
Buscar no Site




Editorias
https://www.youtube.com/watch?v=AwKXGnZPhes






Busca por Data
dezembro 2024
D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  
« nov   jan »



Colunistas


Versões Antigas



Leia também:
Governo da Bahia xDestaque1

Bahia é reconhecida como líder no combate às desigualdades

28/05/2026

O estado da Bahia foi reconhecido como líder em crescimento com redução de desigualdades através do Prêmio Nacional de Inclusão

Economia xDestaque2

Bahia registra menor taxa de desemprego da série histórica

29/04/2026

A Bahia encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada

Saúde Pública xDestaque1

Bahia e Pará reforçam ações contra a doença de Chagas após aumento de casos

26/04/2026

Estados ampliam vigilância, orientações sanitárias e fiscalização do processamento de alimentos como o açaí Dados preliminares de 2025 indicam 627 casos

Facebook Twitter Instagram Whatsapp

Web Analytics
Whatsapp: (77) 98804-3994

©2009-2025 . Blog do Paulo Nunes . Direitos reservados.