(77) 98804-3994
BLOG DO PAULO NUNES BLOG DO PAULO NUNES
  • Início
  • Sobre Paulo Nunes
  • Editorial
  • Últimas Notícias
    • Vitória da Conquista
    • Geral
    • Política Conquistense
    • Bahia
    • Brasil
    • Ciência e Tecnologia
    • Coronavírus
    • Cultura
    • Economia
    • Educação
    • Eleições 2022
    • Gastronomia
    • Governo da Bahia
    • Infraestrutura
    • Mineração
    • Mobilidade Urbana
    • Municípios da Bahia
    • Nordeste
    • Norte
    • Política
    • Polícia
    • Saneamento
    • Sudeste
    • Sul
    • Saúde
    • Segurança Nacional
    • Segurança Pública
    • Urbanismo
  • Colunas
    • Paulo Nunes
    • Jeremias Macário
    • Paulo Pires
    • Ruy Medeiros
  • Artigos
    • Opinião
    • História
    • História de Vitória da Conquista
  • Vídeos
  • Contatos

Últimas notícias

Vereador do PL diz que “estudar não deveria ser para todo mundo”

Ferran Torres decide, e Espanha é bicampeã mundial

Convenções partidárias começam nesta segunda; veja o que muda

Edir Macedo injeta R$ 1,5 bilhão para tentar viabilizar venda do Digimais

O moralismo seletivo e a falência da ética como discurso político na Bahia

  1. Home
  2. Opinião
  3. Resgates de brasileiros na Ásia 
Opinião xDestaque2

Resgates de brasileiros na Ásia 

18/10/2023 6 min read

AA

 Resgates de brasileiros na Ásia 
Carlos González- jornalista

Carlos González – jornalista

O jornalista e escritor Elio Gaspari comparou em sua coluna no jornal “A Folha de S. Paulo” o comportamento dos governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva em duas crises humanitárias, com motivações diferentes, mas com finalidade única: o resgate de brasileiros, moradores ou a passeio, em países distantes. Em 1920, as 34 pessoas que se encontravam na China, berço do coronavírus, clamaram por ajuda; nos últimos dias, milhares de nossos compatriotas foram retirados de Israel assim que irrompeu o conflito que mancha de sangue as terras por onde Jesus Cristo percorreu.

Gaspari lembra que, num primeiro momento, Bolsonaro, obstinado pela cloroquina e outros medicamentos ineficazes na cura da Covid 19, descartou a ida de uma aeronave da FAB a China para trazer brasileiros ameaçados por uma “gripezinha”. “É preciso antes resolver os entraves diplomáticos, jurídicos e financeiros”, questionou o presidente ao comentar a carta aberta escrita pelos 34 brasileiros que estavam confinados na província chinesa de Wuhan

Diante dos argumentos apresentados por Luiz Henrique Mandetta, então ministro da Saúde, o presidente negacionista concordou em montar, numa encenação teatral, a operação “Regresso à Pátria Amada Brasil”. Quatro aviões e 120 militares, além de funcionários do Itamaraty e uma equipe de filmagem, foram enviados à China. “Um exagero”, comentou Mandetta. A montagem da peça custou R$ 4,6 milhões aos cofres públicos.

Dos quatro médicos que ocuparam a pasta da Saúde, Mandetta foi o único que não dizia “amém” aos “conselhos” do chefe. Pagou caro pelo seu profissionalismo, exonerado após passar 15 meses no cargo. Pelo menos, não testemunhou a revogação de 23 decretos relacionados com a pandemia que matou 660 mil brasileiros, o segundo maior número de vítimas do vírus no mundo.

Não poderíamos deixar de registrar uma outra – foram várias – omissão de Bolsonaro, relacionada com a covid-19: em janeiro de 2021, o sistema de saúde do Amazonas entrou em colapso com a falta de oxigênio nos hospitais, insumo necessário para os pacientes internados em UTIs. Mais de 50 contaminados pelo vírus morreram por asfixia e mais de 500 tiveram que ser transferidos para hospitais em 15 estados. O socorro veio da Venezuela, o vizinho “comunista” que na época não mantinha relações com o governo do acusado de genocida.

Longe das cenas de pânico observadas em Manaus e no interior do estado, Bolsonaro provocou revolta, mostrando em público como se morre com falta de ar. Sobre a crise sanitária no Norte do País, afirmou que “não é competência e nem atribuição” do governo federal levar oxigênio para o Amazonas, e que enviou recursos financeiros para o Estado enfrentar a pandemia.

O presidente aproveitou para elogiar o trabalho do seu ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, que dias antes tinha enviado para o Amazonas 120 mil unidades de hidroxicloquina. A omissão de Pazuello foi alvo de pedido de investigação da Polícia Federal.

Uma nova conjuntura

Na sua “viagem” pelo continente asiático, Gaspari chegou à Terra Santa, onde a maioria dos brasileiros que lá estavam – três deles foram assassinados pelo grupo terrorista Hamas – temiam permanecer na região em conflito desde o último dia 7.

Sem lances teatrais, a FAB e o Itamaraty organizaram em poucas horas os procedimentos de resgate. Vários voos vêm sendo realizados, inclusive com utilização do avião da Presidência da República, entre o Brasil e Israel. Até o momento, 1.100 brasileiros e 24 animais de estimação desembarcaram no Rio e São Paulo. Os governos da Argentina, Paraguai, Chile e Uruguai têm aproveitado esses voos para repatriar seus cidadãos.

A maioria dos repatriados, moradores de Tel Aviv e de outras cidades israelenses, votou em Bolsonaro – 53,4% contra 46% para Lula – no segundo turno das eleições passadas. Em Ramallah, capital da Autoridade Palestina, foi o contrário – 90,5% contra 9,5%.

Em qualquer lugar do mundo o judeu tem duas pátrias, sendo que uma delas é Israel. Ao atingir a maioridade ele tem o direito de ir viver em Israel para servir ao exército (obrigação de todos os homens e mulheres aos 18 anos), estudar ou morar num kibutz, optando por um trabalho que normalmente rejeitaria em seu país. O judaísmo, com relação ao casamento, chega a ser inflexível quando se trata da união conjugal entre um judeu e uma não-judia. Quem violar esse mandamento é considerado morto.

A missão desempenhada pelas administrações Bolsonaro e Lula na questão dos regates de brasileiros na China e em Israel não convenceu alguns raros oposicionistas de que há diferenças entre o Brasil de ontem e o de hoje. Liderados por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), meia-dúzia de saudosos do bolsonarismo insiste em associar Lula ao Hamas. Nos últimos dias, o gabinete do ódio usou as redes sociais para divulgar fake news (publicações já desacreditadas pelo povo), transformando o velho e cansado presidente num terrorista.

O bolsonarismo nasceu na sombra do nazismo e do fascismo – Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, colecionava fotos dos ditadores Adolf Hitler e Benito Mussolini -, ideologias que tentaram exterminar com o povo judeu. O antissemitismo era uma das bandeiras da extrema direita brasileira. Tudo indica que, depois que o pastor Everaldo Pereira (preso em agosto de 2020, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro) deu três “caldos” em Bolsonaro no Rio Jordão, a direita brasileira passou a fazer peregrinações a Jerusalém, colocando o Muro das Lamentações como prioridade no roteiro de viagem.

Compartilhe:
  
Previous post
Next post

Leave a Reply Cancel reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Enquete
Buscar no Site




Editorias
https://www.youtube.com/watch?v=AwKXGnZPhes






Busca por Data
outubro 2023
D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  
« set   nov »



Colunistas


Versões Antigas



Leia também:
Segurança Pública xDestaque2

PF localiza e apreende arma de Bolsonaro no Rio Grande do Sul

09/07/2026

Apreensão ocorreu no mesmo dia em que casa de Bolsonaro em Brasília foi alvo de operação da PF  A Polícia

Política xDestaque1

Aliado de Flávio rebate Michelle: “Bolsonaro avalizou apoio a Ciro”

28/06/2026

Pré-candidato ao Senado diz que ex-primeira-dama demonstra “ignorância” sobre realidade política do Ceará e chama vídeo de “infeliz”. A crise entre

Saúde xDestaque1

Projeto cria limite de espera para atendimento infantil de urgência

25/06/2026

Proposta da deputada Heloísa Helena define limites de espera para consultas, exames e cirurgias e prevê maior transparência nas filas

Facebook Twitter Instagram Whatsapp

Web Analytics
Whatsapp: (77) 98804-3994

©2009-2025 . Blog do Paulo Nunes . Direitos reservados.