Vereador do PL diz que “estudar não deveria ser para todo mundo”
Irmão de Marcelo Arruda, simpatizante de Bolsonaro, diz que crime “foi um ato político”
Luiz Donizete conversou por telefone com Bolsonaro na semana passada e cobrou apoio e empatia do presidente
Em evento neste domingo (17) para cobrar justiça pelo assassinato do guarda municipal e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu (PR) Marcelo Arruda, o irmão do petista, Luiz Donizete, simpatizante de Jair Bolsonaro (PL), afirmou categoricamente que o episódio de setratou sim de “um ato político”, ao contrário do que diz a Polícia Civil.
Arruda foi morto pelo policial penal Jorge Guaranho, que invadiu a festa de aniversário de 50 anos do guarda, que tinha como tema o PT e o ex-presidente Lula (PT), gritando “aqui é Bolsonaro”, segundo testemunha.
“Aquele camarada [Guaranho] chegou lá e só teve aquela reação maldita porque viu um movimento [político] diferente do dele. E qual é o problema de o Marcelo ter um movimento diferente de qualquer outra pessoa?”, questionou Donizete.
A fala de todos os familiares de Arruda no evento foram no sentido de pedir paz e o fim da violência política. “A gente tem que ter um Brasil único, de brasileiros, que queiramos viver em paz. (…) Independentemente de lado A ou B, [temos que] condenar todo e qualquer ato de violência, seja ele de qual lado for. Isso a gente não pode abrir mão. Não é proibido você ter uma opção política, o que é proibido, é inaceitável é a agressão do ser humano ao ser humano, como meu irmão recebeu naquele momento. Isso tem que ser condenado”, afirmou o irmão do petista.
Luiz Donizete foi um dos irmãos que conversou com Jair Bolsonaro por telefone sobre o crime e cobrou por apoio do presidente. Na ocasião, cobrou o presidente por falta de empatia e apoio. “Todo mundo sabe que sou favorável à sua causa. No enterro do meu irmão tinham 35 coroas de flores e a minha empresa (Itaipu), à qual eu me doei 35 anos, não mandou uma coroa de flores”, lamentou.
O irmão de Marcelo disse estar falando com o presidente como “um camarada” que “quer a continuação do governo”. “Nós temos vários diretores aqui nomeados pelo senhor e ninguém me ligou, mesmo sabendo que eu sou simpatizante do nosso lado. Isso me dói em particular”, prosseguiu.
A esposa de Marcelo, Pâmella Silva, falou sobre a dor de perder o marido e se mostrou preocupada com o futuro dos filhos. O mais novo nasceu há apenas 45 dias.