Mais de 4 mil seções eleitorais tiveram locais de votação alterados
Caminhar não é (PRECISO) viver também não
Artigo escrito originalmente em 2013
As leis de trânsito dão prioridade ao pedestre, mas não se desenvolvem políticas públicas para que essa prioridade seja efetiva. Os direitos e deveres dos pedestres ganharam destaque nos debates políticos da última campanha eleitoral em todo o país, e com o advento da COPA DO MUNDO vários segmentos sociais discutem o tema, alguns meios de comunicação estão dedicando matérias sobre as deficientes estruturas que a administração pública oferece aos cidadãos que precisam se deslocar a pé, fazendo uso do seu direito de ir e vir.
No nosso município, Vitória da Conquista, várias obras de estrutura de trânsito estão sendo desenvolvidas, não obstante as dificuldades que a Prefeitura Municipal enfrenta para adequar o trânsito da cidade, à quantidade cada vez maior de veículos, temos também que chamar atenção para o segmento social que, precisa andar e quer, andar pela cidade e necessita da garantia de seu espaço, via de regra as calçadas em Vitória da Conquista são estreitas e mal conservadas, além do mais, a utilização das calçadas é uma tônica em na cidade, seja para se colocar cadeiras de barzinhos; para estender espaços de lojas, para se colocar barracas ou trailers de venda de sanduíches e a Prefeitura aceita esse desordenamento da cidade.
A sociedade não pode aceitar que o poder público determine áreas para que as pessoas façam caminhadas, como aqui há na Olívia Flores, ou na Lagoa das Bateias, na verdade as pessoas têm o direito de andar por por mais que duas ruas e avenidas da cidade, sabemos que a força do capital obriga as prefeituras a priorizar os espaços para veículo, mas dessa forma onde está a lei que protege o pedestre? Não nos parece que a percepção da mesma seja fácil em nosso município.
Entendemos que não seja uma questão de comodidade, saúde ou lazer para as pessoas e em algumas vezes trata-se de questão de vida ou morte, pois as inaugurações, quase nunca são de semáforos, faixas de segurança para pedestre, alargamento de passeios, ou passarelas. Muito pelo contrário as inaugurações festivas são das avenidas, das estradas e as construções de passarelas, redutores de velocidade, sinalizações horizontais e verticais, avisando os pedestres de possíveis pontos cegos nas avenidas, só chegam após ocorrência de acidentes com vítimas fatais.
Enfim, a economia trabalha para aumentar o número de carros, pois esses geram impostos e em tese promovem o desenvolvimento do país e assim cabe a Prefeitura adaptar as ruas para que os carros caibam nelas, mesmo que isso cause derrubadas indiscriminadas de árvores ou aproveitamento de serras e encostas, um preço de um progresso que tira a qualidade de vida de seus cidadãos.