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Desemprego atinge mínima histórica em 19 estados e DF em 2025

20/02/2026 7 min read

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 Desemprego atinge mínima histórica em 19 estados e DF em 2025
Carteira de trabalho (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Taxa média anual cai para 5,6%, menor nível da série histórica

A taxa média anual de desocupação no Brasil recuou para 5,6% em 2025, uma queda de 1 ponto percentual em relação a 2024, quando o índice estava em 6,6%. No quarto trimestre de 2025, o indicador caiu para 5,1%, 1,1 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que destacou que vinte unidades da federação alcançaram a menor taxa anual de desocupação desde o início da série histórica da pesquisa.

Entre os estados com maiores índices médios de desemprego em 2025 estão Piauí (9,3%), Bahia (8,7%) e Pernambuco (8,7%). Na outra ponta, Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%) apresentaram os menores percentuais.

Ao longo do ano, atingiram o menor patamar histórico de desocupação os seguintes estados: Bahia (8,7%), Amazonas (8,4%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amapá (7,9%), Sergipe (7,9%), Distrito Federal (7,5%), Pará (6,8%), Maranhão (6,8%), Ceará (6,5%), Paraíba (6,0%), São Paulo (5,0%), Tocantins (4,7%), Minas Gerais (4,6%), Goiás (4,6%), Rio Grande do Sul (4,0%), Paraná (3,6%), Espírito Santo (3,3%), Mato Grosso do Sul (3,0%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso (2,2%).

Segundo o analista da pesquisa William Kratochwill, o resultado histórico reflete o aquecimento do mercado de trabalho. “A mínima histórica em 2025 decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real. Contudo, a queda da desocupação mascara problemas estruturais: Norte e Nordeste mantêm informalidade e subutilização elevadas, evidenciando ocupações de baixa produtividade”, afirmou.

A taxa anual de subutilização da força de trabalho ficou em 14,5% no país. O Piauí registrou o maior percentual (31,0%), seguido por Alagoas (26,8%) e Bahia (26,8%). Os menores índices foram observados em Santa Catarina (4,6%), Mato Grosso (6,8%) e Espírito Santo (7,4%).

Informalidade segue elevada em parte do país

A informalidade atingiu 38,1% da população ocupada na média anual. Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%) concentraram os maiores percentuais, enquanto Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%) registraram as menores taxas.

No quarto trimestre de 2025, a taxa de informalidade foi de 37,6%. Maranhão (57,3%), Pará (56,7%) e Amazonas (51,6%) lideraram nesse indicador, ao passo que Santa Catarina (25,7%), Distrito Federal (27,1%) e São Paulo (29,7%) apresentaram os menores níveis.

Ainda no quarto trimestre, 74,4% dos empregados do setor privado tinham carteira assinada. As regiões Norte (60,3%) e Nordeste (59,6%) exibiram os menores percentuais de formalização. Entre os estados, Santa Catarina (86,3%), São Paulo (82,2%) e Rio Grande do Sul (81,5%) tiveram os maiores índices de trabalhadores com vínculo formal, enquanto Maranhão (52,5%), Piauí (54,3%) e Paraíba (54,8%) ficaram com os menores.

Desemprego recua em quatro regiões

Na comparação entre o terceiro e o quarto trimestres de 2025, a taxa nacional de desocupação caiu de 5,6% para 5,1%. Houve redução nas regiões Nordeste (de 7,8% para 7,1%), Sudeste (de 5,3% para 4,8%), Sul (de 3,4% para 3,1%) e Centro-Oeste (de 4,4% para 3,9%). A região Norte permaneceu estável. Mesmo com a queda, o Nordeste continuou apresentando o maior índice regional, com 7,1%.

Seis estados registraram retração frente ao trimestre anterior: São Paulo (-0,5 ponto percentual), Rio de Janeiro (-0,6 p.p.), Pernambuco (-1,2 p.p.), Distrito Federal (-1,3 p.p.), Paraíba (-1,3 p.p.) e Ceará (-1,5 p.p.). As maiores taxas no quarto trimestre foram verificadas em Pernambuco (8,8%), Amapá (8,4%), Alagoas (8,0%), Bahia (8,0%) e Piauí (8,0%). As menores ocorreram em Santa Catarina (2,2%), Espírito Santo (2,4%), Mato Grosso do Sul (2,4%) e Mato Grosso (2,4%).

Desigualdades por sexo, raça e escolaridade

A taxa de desocupação foi maior entre as mulheres (6,2%) do que entre os homens (4,2%). No recorte por cor ou raça, o índice ficou abaixo da média nacional para pessoas brancas (4,0%) e acima para pessoas pretas (6,1%) e pardas (5,9%).

Entre os níveis de instrução, quem tinha ensino médio incompleto apresentou taxa de 8,7%. Para aqueles com nível superior incompleto, o percentual foi de 5,6%, mais que o dobro do verificado entre pessoas com ensino superior completo (2,7%).

O contingente de pessoas que buscavam trabalho há dois anos ou mais caiu 19,6% na comparação com o quarto trimestre de 2024, passando de 1,3 milhão para 1,1 milhão. Já o número de pessoas à procura de ocupação há menos de um mês recuou 23,1%, de 1,4 milhão para 1,1 milhão.

Rendimento médio cresce e massa salarial avança

O rendimento real habitual médio anual de todos os trabalhos alcançou R$ 3.560 em 2025. Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177) registraram os maiores valores, enquanto Maranhão (R$ 2.228) e Bahia (R$ 2.284) tiveram os menores.

No quarto trimestre de 2025, o rendimento médio habitual foi de R$ 3.613, acima do observado no trimestre anterior (R$ 3.527) e no mesmo período de 2024 (R$ 3.440). Houve crescimento estatisticamente significativo nas regiões Norte (R$ 2.846) e Sudeste (R$ 4.033) na comparação com o terceiro trimestre. Em relação ao quarto trimestre do ano anterior, todas as regiões apresentaram alta.

A massa de rendimento real de todos os trabalhos somou R$ 367,551 bilhões no quarto trimestre de 2025, superando tanto o trimestre anterior (R$ 356,668 bilhões) quanto o mesmo período de 2024 (R$ 345,521 bilhões). Norte, Nordeste e Sudeste tiveram expansão significativa frente ao trimestre imediatamente anterior, e todas as regiões cresceram na comparação anual.

A Pnad Contínua é a principal pesquisa do IBGE para monitorar o mercado de trabalho no Brasil. A cada trimestre, cerca de 211 mil domicílios são visitados por aproximadamente dois mil entrevistadores, distribuídos nos 26 estados e no Distrito Federal. A próxima divulgação, referente ao primeiro trimestre de 2025, está prevista para 14 de maio, segundo o instituto.

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