Efeito Lula: desemprego cai a 5,2% e Brasil registra menor taxa para o terceiro trimestre em 14 anos
Efeito Lula: desemprego cai a 5,2% e Brasil registra menor taxa para o terceiro trimestre em 14 anos
Dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (30) mostram que o país alcançou 103,6 milhões de trabalhadores ocupados, maior contingente da série histórica iniciada em 2012.
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que o país também atingiu o maior número de pessoas ocupadas já registrado: 103,6 milhões.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, a desocupação recuou 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre de abril a junho, quando estava em 5,4%. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, quando o índice era de 5,6%, a queda foi de 0,4 ponto percentual.
O resultado aproxima o país do menor índice de desemprego de toda a série histórica, de 5,1%, alcançado no trimestre encerrado em dezembro de 2025.
O número de brasileiros desempregados caiu para 5,6 milhões de pessoas. São 234 mil desocupados a menos que no trimestre anterior, redução de 4%. Em relação ao mesmo período de 2025, a diminuição foi de 417 mil pessoas, equivalente a 6,9%.
Brasil bate recorde de trabalhadores ocupados
O mercado de trabalho brasileiro ganhou 581 mil trabalhadores entre julho e setembro, elevando a população ocupada para 103,6 milhões de pessoas. O contingente é o maior dos 14 anos de levantamento do IBGE.
Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, são 1,2 milhão de trabalhadores a mais, crescimento de 1,2%.
O nível da ocupação, que representa a proporção de pessoas trabalhando entre a população em idade de trabalhar, também atingiu seu recorde: 59%. No trimestre anterior, o indicador estava em 58,8%.
A construção civil foi o principal destaque entre os setores econômicos pesquisados. A atividade registrou crescimento de 2,8% no número de trabalhadores em relação ao segundo trimestre, com a incorporação de 210 mil pessoas. Foi o único dos dez grandes grupamentos de atividade a apresentar aumento estatisticamente significativo na comparação trimestral.
Na comparação anual, o transporte, armazenagem e correio ganhou 411 mil trabalhadores, enquanto o grupo que reúne administração pública, educação, saúde e serviços sociais registrou crescimento de 400 mil ocupados.
Renda dos trabalhadores cresce e massa salarial bate recorde
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores chegou a R$ 3.790 mensais. O valor permaneceu estatisticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou crescimento de 3,6% na comparação com o mesmo período de 2025, aumento equivalente a R$ 131.
A massa de rendimento real habitual, que corresponde à soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores, alcançou R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série histórica.
O indicador cresceu 1,5% em relação ao trimestre anterior, com acréscimo de R$ 5,6 bilhões, e 4,7% na comparação anual, aumento de R$ 17,5 bilhões.
O avanço representa mais renda circulando na economia brasileira e contribui para sustentar o consumo das famílias.
Emprego com carteira assinada chega a 39,4 milhões
O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada, excluídos os empregados domésticos, chegou a 39,4 milhões. O contingente permaneceu estável nas comparações trimestral e anual.
Os empregados sem carteira no setor privado somaram 13,7 milhões, também sem variações significativas.
Já o número de empregadores atingiu 4,5 milhões, novo recorde da pesquisa. O crescimento foi de 4,3% no trimestre e de 6,4% em relação ao ano anterior.
O setor público também registrou recorde, com 13,2 milhões de empregados. O contingente cresceu 2,5% na comparação anual, com acréscimo de 317 mil trabalhadores.
Por outro lado, a informalidade permanece elevada. O IBGE identificou 38,8 milhões de trabalhadores informais, equivalentes a 37,5% da população ocupada.
Desemprego recua, mas 14,8 milhões ainda estão subutilizados
A taxa composta de subutilização da força de trabalho ficou em 13%, estável em relação aos 12,9% registrados no segundo trimestre. Na comparação anual, o índice recuou 0,9 ponto percentual.
O indicador considera os desempregados, os trabalhadores com jornada insuficiente e as pessoas que poderiam trabalhar, mas não estavam procurando emprego ou disponíveis para assumir uma vaga.
Ao todo, 14,8 milhões de brasileiros estavam nessa condição. O número representa uma redução de 957 mil pessoas em relação ao terceiro trimestre de 2025.
A população desalentada, formada por pessoas que desistiram de procurar trabalho embora desejassem trabalhar, chegou a 2,5 milhões. Houve aumento de 7,5% no trimestre, mas queda de 6,8% na comparação anual.
Os resultados reforçam a trajetória de redução do desemprego durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em julho, a Fórum já havia mostrado que a desocupação havia recuado para 5,4%, acompanhada de crescimento da renda e do número de trabalhadores ocupados.
A próxima divulgação mensal da Pnad Contínua, referente ao trimestre encerrado em outubro, está prevista para 27 de novembro.