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É nesta época do ano que os escorpiões ficam mais ativos; veja 7 cuidados dentro de casa
Período quente e chuvoso aumenta a atividade dos animais, que podem entrar nas residências em busca de alimento e abrigo; medidas simples ajudam a reduzir o risco de acidentes.
Com a chegada dos meses mais quentes e chuvosos, aumenta a atenção para a presença de escorpiões em áreas urbanas. Segundo o Ministério da Saúde, o calor e as chuvas favorecem a maior atividade desses animais e estão associados ao aumento dos acidentes. No Brasil, os registros costumam apresentar maior incidência entre outubro e março.
O ambiente urbano oferece condições favoráveis para que eles encontrem abrigo e alimento. Baratas e outros insetos, por exemplo, fazem parte da alimentação desses animais e podem contribuir para sua presença nas residências.
Onde os escorpiões podem se esconder
Os animais procuram locais escuros, protegidos e com oferta de alimento. Dentro de casas e apartamentos, podem aparecer em roupas, calçados, roupas de cama, frestas, ralos e outros pontos pouco movimentados.
Por isso, o Ministério da Saúde recomenda sacudir e examinar roupas e sapatos antes de usá-los, além de evitar deixar peças no chão. Também é importante não colocar as mãos sem proteção em buracos, sob pedras, troncos ou outros locais que possam servir de abrigo.
Nas áreas externas, entulho, folhas secas, lixo, materiais de construção e vegetação muito próxima às paredes também podem favorecer o aparecimento dos animais.
Como proteger a casa
Algumas medidas simples ajudam a dificultar a entrada dos escorpiões e a reduzir os locais onde eles podem se abrigar:
– Coloque telas nos ralos de chão, pias e tanques;
– Vede frestas e buracos em paredes, pisos e vãos entre o forro e a parede;
– Instale soleiras nas portas e telas nas janelas;
– Mantenha quintais e jardins limpos, sem acúmulo de entulho, folhas secas ou lixo;
– Mantenha a grama aparada e evite vegetação muito densa junto a muros e paredes;
– Mantenha o lixo doméstico em recipientes fechados, reduzindo a presença de baratas e outros insetos;
– Conserte rodapés que estejam soltos;
– Mantenha camas e berços afastados das paredes;
– Não deixe roupas de cama ou mosquiteiros encostarem no chão.
Em atividades de limpeza de jardins, quintais ou locais com entulho, a orientação é usar calçados fechados e luvas de proteção e nunca colocar as mãos diretamente em locais onde um escorpião possa estar escondido.
Encontrei um escorpião. E agora?
O escorpião não costuma atacar espontaneamente. De acordo com o Ministério da Saúde, ele ferroa como mecanismo de defesa quando é molestado ou comprimido contra o corpo.
Se o animal aparecer dentro ou próximo da residência, a orientação é não tentar capturá-lo se isso colocar a pessoa em risco. Caso seja possível fazer a captura com segurança, o Ministério da Saúde orienta utilizar um recipiente fundo, de boca larga e com tampa, além de um papel grosso para prender o animal sem contato direto. Depois, é preciso procurar o serviço responsável pelo controle de escorpiões do município para receber orientação sobre o destino do animal.
Em caso de acidente, a recomendação é lavar o local da picada com água e sabão e procurar atendimento médico sem demora, em uma unidade de referência para acidentes com animais peçonhentos.
O tratamento depende da avaliação médica. O soro antiescorpiônico é administrado em ambiente hospitalar e é indicado principalmente nos casos classificados como moderados ou graves. O atendimento e o tratamento com antiveneno são oferecidos pelo SUS.
Também não é recomendado fazer tratamentos caseiros. O Ministério afirma que não há evidência de eficácia de práticas como aplicar ervas, borra de café, querosene, gasolina ou outras substâncias sobre a região atingida.
Crianças merecem atenção especial: elas são mais suscetíveis a desenvolver quadros sistêmicos graves, principalmente quando o acidente envolve o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus).
Em situações de emergência, a orientação oficial é acionar o Samu (192) ou o Corpo de Bombeiros (193). Também é possível procurar o Centro de Informação e Assistência Toxicológica da região.