Cecília Coimbra foi t4rturada pela ditadura militar brasileira
Cecília Coimbra foi t4rturada pela ditadura militar brasileira
Cecília Coimbra era estudante de Psicologia e militante do Partido Comunista Brasileiro quando foi presa em 28 de agosto de 1970, no Rio de Janeiro. Após três dias no DOPS, foi levada ao DOI-Codi do I Exército. Em seu relato, contou que, antes das sessões de tortura, passou pelo médico Amílcar Lobo, que mediu sua pressão e perguntou se ela era cardíaca. Depois desse exame, Cecília foi despida, molhada e submetida a choques elétricos, espancamentos, pau de arara, abusos sexuais e outras formas de violência física e psicológica.
A repressão também atingiu sua família. Cecília relatou que seus três irmãos, que não tinham militância política, foram retirados de casa, presos e torturados. Os agentes ainda disseram que seu filho, então com três anos e meio, teria sido entregue ao Juizado de Menores. Durante a prisão, Cecília viu Eduardo Collen Leite, o Bacuri, gravemente ferido e com dificuldades para caminhar. Bacuri seria posteriormente morto pela repressão. O testemunho dela sobre o estado em que o encontrou tornou-se uma das evidências usadas para contestar a versão oficial de que ele teria fugido.
Em outra madrugada, Cecília foi retirada da cela, levada ao pátio algemada e encapuzada. Os agentes disseram que ela seria executada e depois “desovada”, numa simulação que a fez acreditar que morreria naquele momento. Sobreviveu e deixou a prisão, mas sua relação com aquele período não terminou ali. Anos depois, tornou-se professora da Universidade Federal Fluminense e participou da criação, em 1985, do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, transformando sua experiência como presa política em atuação pela memória das vítimas e pela denúncia da tortura praticada durante a ditadura militar.
Nota: Imagens geradas por Inteligência Artificial para fins ilustrativos.