(77) 98804-3994
BLOG DO PAULO NUNES BLOG DO PAULO NUNES
  • Início
  • Sobre Paulo Nunes
  • Editorial
  • Últimas Notícias
    • Vitória da Conquista
    • Geral
    • Política Conquistense
    • Bahia
    • Brasil
    • Ciência e Tecnologia
    • Coronavírus
    • Cultura
    • Economia
    • Educação
    • Eleições 2022
    • Gastronomia
    • Governo da Bahia
    • Infraestrutura
    • Mineração
    • Mobilidade Urbana
    • Municípios da Bahia
    • Nordeste
    • Norte
    • Política
    • Polícia
    • Saneamento
    • Sudeste
    • Sul
    • Saúde
    • Segurança Nacional
    • Segurança Pública
    • Urbanismo
  • Colunas
    • Paulo Nunes
    • Jeremias Macário
    • Paulo Pires
    • Ruy Medeiros
  • Artigos
    • Opinião
    • História
    • História de Vitória da Conquista
  • Vídeos
  • Contatos

Últimas notícias

Os números de Lula e Flávio nos estados, segundo a Quaest

TSE manda suspender propaganda de Lula contra Flávio Bolsonaro sobre “currículo” do candidato

Cerimedo: como ação no STF pode conectar live do golpe, em 2022, à suposta “granja de bots” para Flávio Bolsonaro

Morre Carlos Monforte, um dos pioneiros do telejornalismo brasileiro

Congresso acelera votação de pautas de Lula antes do recesso eleitoral

  1. Home
  2. Economia
  3. Alimentos sobem menos do que a inflação média no ano passado
Economia xDestaque2

Alimentos sobem menos do que a inflação média no ano passado

09/01/2026 6 min read

AA

 Alimentos sobem menos do que a inflação média no ano passado
Em 2025, os alimentos subiram 2,29%

Produção recorde de grãos e acomodação dos preços mundiais contêm alta interna

Após um período de forte aceleração, a inflação dos alimentos volta a ficar abaixo do índice geral em São Paulo. É a terceira vez nos últimos dez anos que o consumidor tem um ritmo de gasto menos acentuado com alimentação do que com a média dos demais itens componentes da inflação.

Em 2025, os alimentos subiram 2,29%, enquanto a inflação média do paulistano foi de 3,83%, segundo dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Fatores internos e externos ajudaram a conter os preços dos alimentos.

Internamente, o Brasil obteve uma supersafra de 354 milhões de toneladas de grãos, inclusive com aumento na produção de alimentos básicos, como arroz e feijão. Ao contrário de anos anteriores, o clima foi mais favorável.

O recorde na oferta de carnes, que superou 33 milhões de toneladas, também foi importante para uma contenção dos gastos médios do consumidor. Em 2024, os alimentos haviam subido 8%.

Externamente, os preços mundiais vêm passando por uma acomodação, o que diminui também a pressão interna. O dólar, sem grandes tensões, e os preços externos menores ajudam a conter a alta interna.

O reflexo da grande safra começa com os preços no campo. Um acompanhamento diário do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) indica que a média dos preços praticados em 2025 ficou abaixo da de 2024. Em alguns casos, como o do arroz, a retração chegou a 37%. E a tendência de queda continua. O cereal terminou dezembro com preço 53% inferior ao da média de 2024.

Já o boi, impulsionado pelo recorde de exportações, teve uma recuperação no campo, subindo 23% em 2025. A pecuária bovina foi um setor bem ativo em 2025 e, como consequência, a produção brasileira superou os 12 milhões de toneladas; o Brasil assumiu a liderança mundial na produção, desbancando os Estados Unidos, e as exportações foram recordes.

Nos números da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), o país colocou 3,5 milhões de toneladas dessa proteína no mercado externo em 2025, com receitas de US$ 18 bilhões, números nunca vistos antes pelo setor.

O arroz esteve entre as principais quedas, tanto no campo como no varejo. Em 2024, devido a uma safra menor e a condições favoráveis para exportação, a saca de arroz foi negociada, em média, a R$ 113 para o produtor, valor que incentivou o plantio no ano seguinte. O resultado foi uma safra recorde de 12,6 milhões de toneladas em 2025, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O volume recorde de produção provocou uma forte queda nos preços internos. Essa queda foi auxiliada também pela redução dos preços externos, devido a uma recomposição mundial da produção; pelo câmbio, menos pressionado, e pela redução dos atrativos das exportações.

Enquanto o Cepea apontou queda média de 37% no campo, o consumidor pagou 26% a menos pelo cereal nas gôndolas dos supermercados, segundo a Fipe.

Mas se arroz e feijão estiveram com preços menores, o café disparou. No campo, a saca do arábica foi negociada a R$ 2.271 em 2025, com alta de 66% em relação a 2024. O consumidor pagou 36% a mais no período.

Quebra de safra nos principias países produtores e aumento de consumo mundial fizeram com que os estoques mundiais de café recuassem de 31,9 milhões de sacas, na safra 2021/22, para os atuais 20,1 milhões, segundo o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

A produção mundial se recupera, saindo de 165 milhões de sacas para 179 milhões no mesmo período, mas os preços devem continuar pressionados até uma reposição dos estoques mundiais.

A inflação dos alimentos recua em 2025, mas os preços ainda estão bem acima dos de anos anteriores. A inflação média de janeiro de 2019 a dezembro de 2025 subiu 46%, enquanto a dos alimentos teve alta acumulada de 76% no período. Líderes, café e óleo de soja subiram 236% e 188%, segundo a Fipe.

A disparada de preços dos alimentos nos anos recentes começou com os problemas de sanidade animal na China, como a ocorrência da gripe aviária e da peste suína africana, e se agravou com a pandemia e a invasão da Ucrânia pela Rússia. Tudo ocorreu em um momento em que os estoques mundiais de alimentos já eram escassos.

FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) aponta esse movimento dos preços. Em novembro de 2025, o índice da instituição que acompanha os preços dos alimentos estava 14% abaixo do da média de 2022, um ano de muita pressão. A queda foi provocada principalmente pelo recuo de 32% no preço dos cereais.

Os produtos agrícolas não devem sofrer grandes pressões a curto prazo. Há uma evolução na produção mundial de grãos e boa oferta na de proteína animal, com consequente recomposição dos estoques mundiais. Os dados do Usda preveem estoque mundial de arroz de 185 milhões de toneladas na safra 2025/26, 4% a mais do que em 2019/20. O de milho também sobe 4% no período, e o de trigo, 3,3%.

A maior evolução ocorre com a soja. Na safra 2019/20, a produção mundial era de 336 milhões de toneladas, volume que subiu para 426 milhões em 2025/26. Os estoques da oleaginosa subiram para 122 milhões de toneladas nesta safra, 42% a mais do em 2020/21, segundo o órgão americano.

 

Compartilhe:
  
Previous post
Next post

Leave a Reply Cancel reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Enquete
Buscar no Site




Editorias
https://www.youtube.com/watch?v=AwKXGnZPhes






Busca por Data
janeiro 2026
D S T Q Q S S
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
« dez   fev »



Colunistas


Versões Antigas



Facebook Twitter Instagram Whatsapp

Web Analytics
Whatsapp: (77) 98804-3994

©2009-2025 . Blog do Paulo Nunes . Direitos reservados.