Na casa do D com JB- O plano secreto para levar Jair Bolsonaro na mansão de Vorcaro
Dark Horse: Dino intima Mário Frias, Bia Kicis e Polon em investigação sobre emendas para filme de Bolsonaro
Produtor-executivo do filme, Mário Frias foi o único que não se manifestou sobre destinação de verbas públicas, por meio de emendas parlamentares, para o filme que traça a narrativa da ultradireita sobre Jair Bolsonaro.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolheu representação de parlamentares da base do governo, entre eles a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e abriu uma investigação preliminar, que tramita em sigilo, para apurar o envio de emendas parlamentares para a produção do filme Dark Horse, uma narrativa da extrema direita sobre a trajetória de Jair Bolsonaro (PL).
O longa está no centro do escândalo do Caso Master após a divulgação pelo site The Intercept de um áudio em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra Daniel Vorcaro do repasse de parte dos 24 milhões de dólares que teriam sido prometidos pelo banqueiro para a produção.
Dino já intimou os bolsonaristas Mário Frias (PL-SP), produtor executivo do filme, Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS), que teriam mascarado repasses de verba pública das emendas para financiar a obra, a se manifestarem formalmente.
“Em Despacho de 21 de março de 2026 (e-doc. 3.626, Id. 8dfc6602), determinei a intimação da Câmara dos Deputados, bem como dos Exmos. Deputados Federais Mário Frias, Bia Kicis e Marcos Pollon, para que se manifestassem. Até o momento, além da Câmara dos Deputados, já se manifestaram os Deputados Bia Kicis e Marcos Pollon. Não houve, ainda, a manifestação do Deputado Mário Frias”, diz Dino em despacho nesta sexta-feira (15).
Segundo o ministro, “Tabata Amaral complementou as informações anteriormente prestadas, noticiando outras condutas do Deputado Federal Mário Frias, que teriam conexão com a alegada execução ilícita de emendas parlamentares para ONGs e projetos culturais”.
Rastro do dinheiro público
A produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme, está no centro de investigações sobre o uso de verbas públicas. A entidade recebeu R$ 108 milhões da prefeitura de São Paulo, sob a gestão de Ricardo Nunes, para a instalação de Wi-Fi em áreas carentes.
A teia de empresas de Karina Gama, produtora executiva do longa, conecta-se a emendas Pix de parlamentares do PL e a projetos obscuros de letramento digital.
Além disso, o deputado Mario Frias enviou R$ 2 milhões em emendas para a produtora do filme, o que levanta questionamentos sobre a finalidade dos recursos.
Diante do escândalo, a produtora Go Up emitiu nota negando qualquer aporte de Vorcaro, alegando que o filme foi financiado por investidores privados sob acordos de confidencialidade. Flávio Bolsonaro, por sua vez, segue a orientação do pai de ‘ficar firme’, negando irregularidades e clamando por uma CPI para investigar o Banco Master — uma manobra de distração para desviar o foco da sua própria participação na negociação, analisada neste artigo de opinião.
