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Vencemos 2025. E agora?

13/01/2026 10 min read

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 Vencemos 2025. E agora?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros durante o evento 'Brasil Dando a Volta por Cima', no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília - Gabriela Biló - 3.abr.2025/Folhapress

  • Governo protegeu a democracia, controlou a inflação, conquistou o menor desemprego da história, cresceu acima da média mundial e saiu novamente do Mapa da Fome
  • Ano de 2026 se apresenta como oportunidade de aprofundar o projeto de país mais justo e menos desigual

Sidônio Palmeira

Ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom)

A desigualdade brasileira não é um desvio de percurso, é o centro de um contexto perverso que atravessa nosso caminho desde a chegada dos portugueses. Como aprendemos com Florestan Fernandes, no Brasil a desigualdade não é um acidente, é um projeto. Começar a reflexão sobre 2025 por essa constatação não é retórica. É método.

Esse projeto secular de desigualdade não se reverte facilmente. Quem dele se beneficia herdou privilégios e quer deixá-los para as próximas gerações. Ao tomar lado e peitar o sistema, o Governo do Brasil se lançou ao desafio de um novo projeto de país e enfrentou adversidades.

É por essa chave que 2025 deve ser lido. Não como um ano qualquer, mas como uma travessia. O governo foi testado diariamente por previsões econômicas pessimistas, tensões institucionais, fake news, choques internacionais, turbulências cambiais e tentativas de desestabilização por alguns traidores da pátria. Ainda assim, o Brasil venceu.

O Governo do Brasil entendeu que as crises não podem pautar os passos de quem governa. Devem ser enfrentadas com transparência e serenidade, mas sem paralisar o caminhar. Enquanto o ruído tentava impor o caos, o país avançou. Estar do lado do povo brasileiro requer convicção.

Os resultados não são abstrações. O Brasil protegeu a democracia, controlou a inflação, conquistou o menor desemprego da história, cresceu acima da média mundial e saiu novamente do Mapa da Fome. Mesmo sob ataque, a economia real foi estimulada, o crédito e a Justiça Tributária chegaram ao trabalhador e o país voltou a crescer com inclusão.

Esse projeto está apenas começando. O combate aos privilégios é o primeiro passo de um longo processo de desenvolvimento, mas nada será possível sem consolidar uma identidade, sem assumir um lado e sem tonicidade moral. Não existe neutralidade diante da desigualdade. Não existe governo “em cima do muro” quando o que está em jogo é a vida de milhões.

Lula lança Programa Gás do Povo em Minas Gerais
Lula lança Programa Gás do Povo em Minas Gerais
Carregando…

Com políticas como Luz do Povo, Gás do Povo, Reforma Casa Brasil, Agora Tem Especialistas, CNH do Brasil e o IR Zero, o governo deixou claro em 2025: governa para o povo, com o povo e do lado do povo. Ponto.

O Brasil também voltou a falar com o mundo a partir de si mesmo. A COP30 recolocou o país no centro do debate climático global, sem submissão nem negacionismo, apresentando ao mundo o mapa do caminho e afirmando que desenvolvimento, proteção ambiental e soberania nacional não são opostos, mas partes do mesmo projeto de futuro.

Por isso, a afirmação não é apenas política, é histórica: sim, nós vencemos 2025. Mas e agora? O novo ano exige a consolidação desse projeto de país humano.

O primeiro passo é aprovar o fim da escala 6×1 sem redução de salário. Porque todo brasileiro merece ter direito ao tempo, e dignidade não combina com exaustão permanente para quem trabalha. Não é justo que a maior parte das crianças brasileiras não tenha a presença dos pais no sábado, enquanto outras têm.

Se, para Florestan Fernandes, o privilégio é incompatível com a democracia, o fim da 6×1 é passo imprescindível ao amadurecimento do nosso modelo democrático.

O presidente Lula na COP30
O presidente Lula na COP30

É assim que 2026 se apresenta. É a nossa oportunidade de virar a página de vez e aprofundar um projeto de país mais justo, menos desigual, com inclusão e futuro. Um país que defende suas riquezas, rompe com os vícios coloniais e amplia horizontes.

O caminho está traçado. O lado está escolhido. O Brasil seguirá em frente —com fé na nossa grandeza, construindo com autoria o nosso destino, sem deixar ninguém para trás, do lado do povo brasileiro.

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