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Inaugurado por Bolsonaro, aeroporto segue inacabado e só permitiu pouso de sertanejo
Privilégio dado ao cantor Gusttavo Lima gerou perplexidade na região
Reinaugurado com festa pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) há uma semana, o aeroporto de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, permanece inacabado. Segundo apurou a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, ele ainda não pode receber jatos como das empresas Gol e Azul, além de não permitir pousos e decolagens à noite.
De acordo com a publicação, apesar do rebuliço sobre a entrega da obra, só podem operar no aeroporto aeronaves turboélices ou com motor de hélice convencional, e sempre durante o dia.
Apenas uma exceção foi feita durante esse tempo. O cantor sertanejo Gusttavo Lima foi autorizado a pousar na pista com seu jatinho no dia 8 de abril. Segundo a publicação, o privilégio dado ao artista repercutiu na região e causou perplexidade.
A operação só foi permitida porque o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), ligado ao Ministério da Defesa, emitiu um documento permitindo pousos e decolagens no aeroporto por algumas horas, especificamente próximo ao horário em que o jatinho do sertanejo periciou aterrissar.
Responsavel pela administração do aeroporto, a Infraero diz ter recebido um pedido para a operação na ocasião. “Após análise da demanda, foram ajustados os protocolos de segurança em conjunto com o órgão regulador e o operador aéreo, e dessa forma efetivou-se o atendimento excepcional”, informou, acrescentando que está empenhada em elaborar um “Plano de Ação em conjunto com o Estado” para receber autorização de voos noturnos.
De acordo com a coluna, o aeroporto de Passo Fundo estava fechado desde janeiro de 2021, para a realização das reformas, que custaram R$ 45 milhões dos cofres públicos. As obras incluem também a construção de um novo terminal com a capacidade de receber 300 passageiros, mas o espaço segue vazio, já que aviões de maior porte ainda não operam no local.
