Vestibular Uesb 2020: confira os gabaritos definitivos


A Uesb  informa que os gabaritos definitivos (após análise de recursos) do Vestibular Uesb 2020 já estão disponíveis para consulta no site do Vestibular. Os arquivos finais contemplam tanto as provas do primeiro dia (Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, Língua Estrangeira e Matemática) como do segundo dia (Ciências Humanas e Ciências da Natureza).

Em caso de dúvidas, basta entrar em contato com a Copeve pelos telefones (77) 3261-8604, em Itapetinga; (73) 3528-9695, em Jequié, e (77) 3424-8757, em Vitória da Conquista; pelo e-mail vestibular@uesb.edu.br; ou, ainda, pelo WhatsApp (77) 9 8146-7537.

Paulo Guedes critica dólar baixo: ‘empregada doméstica ia para a Disney’; os crápulas da UDN não morrem nunca


Ministro defendeu cotação atual

Câmbio bateu recorde nominal

É o ‘novo normal’ da economia, diz

Ministro Paulo Guedes na noite desta 4ª feira no seminário “Abertura do Ano Legislativo”, em BrasíliaWilson Dias/Agência Brasil – 15.fev.2020

O ministro Paulo Guedes (Economia) disse nesta 4ª feira (12.fev.2020) que a taxa de câmbio mais alta é “boa para todo mundo”. Ele ilustrou seu raciocínio dizendo que, com o dólar numa cotação mais baixa, até mesmo “empregada doméstica” estava viajando para a Disney, nos Estados Unidos.

Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vamos exportar menos, substituição de importações, turismo, todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para Disneylândia, uma festa danada. Pera aí. Pera aí, pera aí. Vai passear ali em Foz do Iguaçu, vai passear ali no Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai para Cachoeiro do Itapemirim, vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu, vai passear o Brasil, vai conhecer o Brasil. Entendeu? Está cheio de coisa bonita para ver“, disse.

Ele deu a declaração no seminário “Abertura Do Legislativo 2020”, pela revista Voto, em Brasília.

Na sequência, Guedes buscou esclarecer sua declaração. “Antes que falem: ‘O ministro diz que a empregada doméstica está indo para a Disneylândia’. Não. O ministro diz que o câmbio estava tão barato que todo mundo estava indo para a Disneylândia, até as classes mais baixas”, explicou.

“Todo mundo tem que ir para a Disneylândia conhecer 1 dia, mas não 3, 4 vezes por ano. Porque com dólar a R$ 1,80 tinha gente indo 4 vezes por ano. Vai 3 vezes para Foz do Iguaçu, Chapada Diamantina, conhece 1 pouquinho do Brasil, vai ver a selva amazônica. E na 4ª vez, você vai para a Disneylândia, em vez de ir 4 vezes ao ano.”

Assista à fala do ministro da Economia (1min32seg):

Nesta 4ª feira (12.fev), o dólar fechou no maior valor nominal desde a criação do Real, R$ 4,35. Entre os fatores internos que têm provocado a valorização, está a decisão do Banco Central de reduzir a Selic –a taxa juros básicos– para 4,25% ao ano, o menor nível da história.

“Passamos daquele modelo de juros lá em cima e câmbio lá em baixo. Câmbio a 1,8 e juro a 14%. É melhor. Mudamos o mix”, disse Guedes nesta 4ª feira.

Para o ministro, esse novo cenário é bom para a economia brasileira, pois incentiva as exportações, a indústria local e aumenta o turismo.

Bolsonaro diz que Adriano da Nóbrega era 1 ‘herói’ quando foi homenageado


Ex-PM foi condecorado na Alerj

Medalha oferecida por Flavio

Investigado pela morte de Marielle

Presidente pediu a homenagem

O presidente Jair Bolsonaro, com o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, o senador Flavio Bolsonaro e os ministros da Infraestrutura e Segurança InstitucionalReprodução/Twitter – 15.fev.2020

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (15.fev.2020), no Rio de Janeiro, que o ex-capitão do Bope e miliciano Adriano da Nóbrega, morto no último domingo (9.fev), era 1 “herói da Polícia Militar“.

Bolsonaro afirmou que não tem nenhuma ligação com a milícia do Rio de Janeiro e minimizou o fato de 1 de seus filhos, o senador Flavio Bolsonaro (sem partido-RJ), ter condecorado Adriano da Nóbrega com a medalha Tiradentes, na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), quando era deputado estadual, em 2005.

Eis o que disse o presidente:

Não tem nenhuma sentença que tenha trânsito em julgado condenando o capitão Adriano por nada. Sem querer defendê-lo. Desconheço a vida pregressa dele. Naquele ano [2005], ele era 1 herói da Polícia Militar. Como é muito comum qualquer policial militar, em operação, matar o vagabundo, mata o traficante, e a imprensa, em grande parte, vai em defesa do marginal e condenam o policial […] Não existe nenhuma ligação minha com a milícia do Rio de Janeiro. Zero. O Adriano eu vi, conheci pessoalmente, em 2005, e nunca mais tive contato com ele”.

Bolsonaro também declarou que orientou Flavio a dar a condecoração a Adriano em 2005:

Eu é quem pedi para meu filho condecorar. Para que não haja dúvida. Ele era 1 herói. Eu determinei. Pode trazer para cima de mim essa aí! O meu filho condecorou centenas de policiais. Meu filho, não. Se você tiver 1 mínimo de zelo, e consultar na Alerj moções, medalhas, raros são os deputados que não deram centenas de medalhas, de condecorações. Vocês querem me associar a alguém por uma fotografia? Por uma moção? Isso aconteceu 15 anos atrás. Pessoas mudam. Para o bem ou para o mal, mudam”.

Também presente ao evento, Flavio Bolsonaro pegou o microfone e confirmou ter homenageado

” centenas de policiais militares“. Disse que vai “continuar defendendo” a classe e reclamou de supostas tentativas de vinculá-lo à milícia.

Não adianta querer me vincular à milícia, porque eu não tenho absolutamente nada com milícia. Condecorei o Adriano há mais de 15 anos. Há mais de 15 anos! Como é que eu posso adivinhar o que ele faz de certo ou errado hoje, depois de 15 anos? Vão insistir com isso?”, disse.

Flavio Bolsonaro atribuiu o questionamento da imprensa sobre o caso à “falta do que falar sobre 1 governo que está beneficiando o Rio de Janeiro, apesar de alguns problemas políticos no Estado“.

O senador voltou também a falar sobre suposta ação para dificultar as investigações acerca da morte do ex-policial militar. Na 4ª feira (12.fev), a Justiça proibiu que o corpo do ex-PM fosse cremado.

Eu tive a informação de que iriam cremar o corpo dele. Fiz questão de ir para as redes sociais e pedir que não o fizessem. Porque, pelo que eu soube, é aquilo que está na revista “Veja”, que publicou fotos mostrando que Adriano foi morto com tiros à queima roupa] ele foi torturado. Para falar o quê? Com certeza nada contra nós. Porque não tem o que falar contra nós. Não temos envolvimento nenhum com milícia”.

O senador e o presidente passaram, depois, a atacar partidos da oposição.  “Um monte de parlamentar do Psol entra em favelas dominadas pelo Comando Vermelho sem gastar 1 tiro. Onde nem a polícia entra, tem lá parlamentar do PT e do Psol que entram em comunidades com tráfico“, afirmou Flavio Bolsonaro.

Obras atrasadas e gargalos do saneamento básico aumentam o custo de produzir


Menos de 2% do PIB vai para infraestrutura

País tem mais de 700 obras de infra paradas

100 milhões não têm acesso a rede de esgoto

Caminhões atravessam a rodovia durante obra de pavimentação em fevereiro de 2019Divulgação/Dnit

Na última 6ª feira (14.fev.2020), o governo federal entregou o trecho de 51 quilômetros da rodovia BR-163 que liga Miritituba a Novo Progresso, no Pará. A obra de pavimentação foi concluída no final de novembro pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e pelo Exército, e vai facilitar o escoamento da soja e do milho produzidos no Centro-Oeste do país.

Com a entrega formal realizada na semana passada, agora faltam 57 quilômetros –trecho que liga Mirituba à Santarém, também no Pará–para que a BR-163 esteja completamente asfaltada. Conhecida como a “Estrada da Soja” por atravessar os 3 Estados maiores produtores do grão –Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul–, a BR-163 se tornou exemplo da lentidão do poder público para finalizar obras de infraestrutura. A construção da rodovia começou há mais de 40 anos, na década de 1970.

O Dnit afirma que falta de recursos e problemas de gestão e de performance em contratos provocaram o atraso. Levantamento divulgado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) em 2019 mostrou que fatores técnicos e financeiros estão entre os principais motivos para a paralisação de obras públicas no país. O tribunal avaliou mais de 38 mil contratos e verificou que 37,5% deles apresentaram baixa execução nos 3 meses anteriores à análise. Essas obras representam investimento de R$ 144 bilhões. “As consequências desse problema vão muito além dos recursos desperdiçados e são extremamente nocivas para o país. Entre outros efeitos negativos, podem ser citados os serviços que deixam de ser prestados à população, os prejuízos ao crescimento econômico do país e os empregos que não são gerados”, diz o TCU no relatório da Auditoria Operacional sobre Obras Paralisadas.

No caso da BR-163, os cálculos dos prejuízos provocados pelo atraso foram feitos pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). Em estudo realizado em 2012, a entidade avaliou que a conclusão das obras poderá fazer o Brasil economizar até R$ 1,4 bilhão com o transporte de cargas.

A pavimentação da rodovia também vai ajudar a desafogar portos das regiões Sul e Sudeste, que acabam recebendo e exportando a soja produzida em Mato Grosso. De acordo com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o Estado produziu 32,5 milhões de toneladas da leguminosa na safra 2018/2019, sendo responsável por cerca de 33% da produção nacional. A soja colhida na cidade mato-grossense de Sinop, por exemplo, poderá agora ser exportada via porto de Mirituba, no Rio Tapajós, reduzindo em até mil quilômetros o trajeto de caminhão na comparação com os portos das regiões Sul e Sudeste.

Uma obra parada é um custo para toda a sociedade. Há a deterioração do que já foi feito e há também o fato de que o objetivo central da obra não é atingido. Muitas das obras que estão paradas buscam aumentar a eficiência da economia brasileira. São obras de geração de eletricidade, de hospitais e de construção de estradas importantes, como era o caso da BR-163”, explica Wagner Cardoso, gerente-executivo de infraestrutura da CNI.

Para a entidade, a solução do problema passa pelo aumento dos recursos destinados à infraestrutura. Atualmente, o país investe menos de 2% do (PIB) Produto interno Bruto na área, percentual que corresponde à metade dos investimentos feitos por países como China e Rússia. “A gente acredita que o aumento dos investimentos privados pode reduzir os atuais gargalos de infraestrutura, principalmente nas áreas de saneamento básico e de administração portuária”, defende Cardoso.

Trecho asfaltado da BR-163 entregue pelo governo federal em fevereiro de 2020Divulgação/Dnit

Um dos setores estratégicos da infraestrutura nacional que precisa de atenção do poder público é o ferroviário. Estudo da CNI de 2018 mostra que mais de 30% da extensão de trilhos ferroviários do país estão inutilizados e 23% sem condições operacionais. Os números, calculados com base em dados oficiais da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), revelam o retrato atual da operação da malha ferroviária, que é marcada por deficiências, baixa concorrência no mercado e dificuldades de interconexão das malhas. Esses problemas são fruto, principalmente, das características dos contratos de concessão firmados na década de 1990.

O gerente-executivo de Infraestrutura da CNI avalia a medida mais viável para recuperar o setor é a prorrogação antecipada dos contratos de concessão, de forma que as concessionárias passem, a partir da renovação, a serem obrigadas contratualmente a reservar uma parcela da capacidade instalada da ferrovia para compartilhamento e a investir valores pré-estabelecidos na melhoria e ampliação das malhas. “Não renovar os contratos significa prolongar pelos próximos dez anos o reduzido volume de investimento e, consequentemente, os gargalos e trechos saturados disseminados no sistema ferroviário, congelando a atual capacidade de transporte das ferrovias do país”, afirma Wagner Cardoso.

Outro ponto importante defendidos por empresários para aprimorar o setor é a regulação do direito de passagem. Essa modalidade permite que uma concessionária trafegue na malha de outra para dar prosseguimento, complementar ou encerrar uma prestação de serviço. Na prática, a detentora das operações de um trecho poderia transitar ou entregar cargas na malha administrada por outra companhia. Atualmente, apenas 8% da produção ferroviária corresponde a cargas de compartilhamento. “As renovações devem ser condicionadas em contrato ao direito de passagem e a ampliação da malha”, sugere o gerente da CNI.

Imprescindíveis para as exportações, os portos brasileiros e seus acessos carecem de melhorias para que o país ganhe competitividade no cenário internacional. A CNI propõe que o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal dê prioridade às privatizações das companhias docas, órgãos responsáveis pela administração dos portos.

Cardoso alerta que as companhias públicas, em geral, têm sérios problemas de gestão e pouca capacidade de investimento. Ele defende também que o setor público dê agilidade ao processo de arrendamento dos portos organizados. Atualmente, 55% dos terminais arrendados estão com contratos vencidos. A sugestão é que o governo priorize a conclusão das definições das poligonais e enfrente a questão da judicialização em relação a terminais que estão com contratos vencidos, funcionando amparados por liminares. “Esta situação gera insegurança jurídica e inviabiliza a realização de novos leilões“, diz Wagner Cardoso.

Mutilações e suicídios geram preocupação em Maracás


“É preocupante o número de mutilações, suicídios e tentativas que tem ocorrido em Maracás”, afirma o administrador Fábio Penna, ex-secretário de Infraestrutura do município, cobrando maior atuação da secretaria municipal da Saúde em ações de prevenção. O último caso aconteceu na noite de terça-feira (11.02), quando um jovem de 24 anos matou-se por enforcamento. Fábio Penna lembra que um Centro de Atenção Psicossocial (Capes), funciona na cidade, mas precisa de investimentos e ampliar as equipes multidisciplinares.

“O elevado número de mutilações com cortes e queimaduras são gritos de socorro que nossa juventude está dando para chamar nossa atenção”, alerta Fábio Penna. De acordo como ele, “além de melhorar a infraestrutura de saúde mental na cidade, precisamos gerar empregos em Maracás, e criar espaços de convivência com a implantação de praças e áreas para a realização de atividades esportivas e culturais”.

Somente esse ano foram registrados dois suicídios de jovens, por causas que ainda estão sendo investigadas. De acordo com dados divulgados pela Rádio Tribus, no programa Conexão Cidade, em entrevista com a psicóloga do Capes, Flavia Cortes, somente em 12 dias entre os meses de outubro e novembro do ano passado ocorreram nove tentativas de suicídios.

Contagem regressiva


Carlos Costa

Por Carlos Costa

 

18/02/2020 – Terça-feira da Sexta Semana do Tempo Comum

Falta de tempo é desculpa daqueles que perderam tempo por falta de planejamento.
Albert Einstein

Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes.
Albert Einstein

⌛💸O tempo conta a história: há 1⃣1⃣4⃣4⃣ dias a administração municipal claudica e comete erros primários por falta de planejamento.

O prefeito de Conquista costuma de dizer que está preparando Conquista para o seu bicentenário; que a sua gestão é baseada no conceito de cidade para as pessoas. Ocorre que são apenas teorias, pois , o que temos visto, a prática inexiste, por isso os problemas se avolumam na área da mobilidade. Para adequar uma cidade como Conquista que nasceu sem nenhum planejamento, inclusive, nos anos cinquenta, as pessoas diziam que a nossa cidade já tinha nascido torta; basta ver uma fotografia do centro e bairros adjacentes para notarmos o quanto é difícil a missão de transformar esta cidade sem que haja planejamento e um estudo profundo. Herzem quer transformar quase todo o centro comercial em alamedas, sem vagas de estacionamentos e sem oferecer uma perspectiva capaz de manter o centro comercial atraente para os clientes e também para quem possuem seus estabelecimentos na zona comercial. Para que tenhamos uma cidade voltada para as pessoas, é necessário, inicialmente, que o poder público ofereça condições para que as pessoas possam se locomoverem de forma ágil. A intenção do prefeito é retirar a circulação de veículos do centro comercial mas sem oferecer outras alternativas de transportes para as pessoas que trabalham e circulam por lá. Para que tenhamos uma cidade moderna e voltada para as pessoas (pedestres) é necessário que tenhamos modais de transporte coletivo capazes de influenciar os conquistenses a deixar seus veículos nas garagens de suas casas e irem trabalhar usando outras formas de meios de circulação. O empresário só se desloca para a sua empresa de carro porque não existe um meio de transporte eficiente que possa substituir o carro. Mas Herzem está fazendo o contrário, ele quer uma cidade para pessoas à pés, onde nós só teremos como meio de transporte o caminhar, pois, o único modal de transporte que temos, o ônibus, está sendo totalmente destruído pela falta de capacidade gerencial do prefeito que já levou a Viação Vitória à falência e só sossegará quando falir a Cidade Verde ou tirá-la de Conquista.
Na sua campanha, ele prometeu legalizar o transporte alternativo, trazer uma terceira empresa de ônibus além de VLTs e BRTs, que iriam transformar Conquista numa cidade com ótima mobilidade e exemplo para as demais cidades do Brasil que também tem problemas de transporte público. Além de não cumprir nenhuma das suas promessas, Herzem acha que fechando ruas e retirando estacionamentos conseguirá criar uma cidade voltada para as pessoas. As suas intervenções no centro comercial farão com que, futuramente, as empresas migrem para os shoppings e outras zonas comerciais, e outras tantas simplesmente falirão.
Apesar das consultorias caríssimas, a atual gestão não possui planejamento capaz de realmente transformar a nossa cidade num local onde possamos sobreviver sem as existências de carros e transporte coletivos. Herzem quer que Conquista regrida para a era anterior a descoberta da roda!

Faltam só 3⃣1⃣7⃣ dias para que o retrocesso seja derrotado e tenhamos de volta o direito de ir e vir!

Esta contagem é dedicada aos usuários do transporte coletivo, principalmente da Viação Rosa, que continuam sofrendo com as quebras constantes dos ônibus.

Papa e Lula: encontro ‘para conversar sobre um mundo mais justo e fraterno’


Ex-presidente foi recebido pelo líder da Igreja Católica, em sua primeira viagem internacional em quatro anos

São Paulo – Em sua primeira viagem internacional depois de mais quatro anos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido pelo papa Francisco, para discutir o combate à desigualdade. O encontro foi realizado pouco antes das 16h (horário de Roma, 12h de Brasília; às 15h49, segundo o Corriere della Sera) desta quinta-feira (13) na Casa Santa Marta, ao lado da Basílica de São Pedro, no Vaticano, onde o papa reside.

“Encontro com o Papa Francisco para conversar sobre um mundo mais justo e fraterno”, escreveu o ex-presidente. Segundo o Brasil 247 , o líder da Igreja Católica – que deu uma bênção ao líder brasileiro – ganhou um exemplar do livro Lula e a Espiritualidade: oração, meditação e militância (editoras 247 e Kotter). A audiência foi intermediada pelo presidente da Argentina, Alberto Fernández, que esteve com o papa em 31 de janeiro.

E teve caráter reservado, sem constar da agenda oficial. A assessoria do Vaticano apenas confirmou que o papa “teve um encontro de forma particular” com Lula.

Durante sua prisão na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, Lula escreveu ao papa e falou de sua busca por justiça. Recebeu resposta solidária do Sumo Pontífice: “Tendo presente as duras provas que o senhor viveu ultimamente, especialmente a perda de alguns entes queridos — sua esposa Marisa Letícia, seu irmão Genival Inácio, e mais recentemente, seu neto Arthur, de somente 7 anos — quero lhe manifestar minha proximidade espiritual e lhe encorajar pedindo para não desanimar e continuar confiando em Deus”.

No último dia 5, Lula escreveu em rede social sobre o encontro: “Vou visitar o Papa Francisco para agradecer não só pela solidariedade que teve comigo em um momento difícil, mas sobretudo pela dedicação dele ao povo oprimido. Também quero debater a experiência brasileira no combate à miséria”.

LIGAÇÕES ESCUSAS: Militares, milicianos e governo Bolsonaro: oito tópicos para analisar os fatos


Antonio Cruz/EBC

Militarização no governo, Conselho Amazônia, assassinato de líder miliciano se ligam por teia de relações escusas

Na última semana observamos alguns acontecimentos conjunturais de grande relevância que foram pouco ou mal-interpretados pela maior parte dos conjunturalistas: (i) a divulgação dos cenários para a política nacional de defesa até 2040, (ii) a nomeação do general Mourão para o Conselho da Amazônia, (iii) a morte do miliciano carioca que chefiava o Escritório do Crime, (iv) a substituição de Onyx Lorenzoni pelo general, chefe de Estado-Maior, Braga Netto no Ministério da Casa Civil, (v) o incremento orçamentário da defesa e da estatal da Marinha, (vi) a revelação de que o general Heleno teria impedido a demissão de Sergio Moro. Tivemos ainda:

1. Defesa

A divulgação dos cenários para a política nacional de defesa até 2040 foi acompanhada pelo espanto e pela surpresa sobre o apontamento da França como uma ameaça estratégica para o Brasil. Uma boa parte dos analistas enxergou a avaliação apenas como sinal da decadência ou de irresponsabilidade das Forças Armadas. Entretanto, cabe aventar uma hipótese que busque lógica no caos. Se levarmos em conta que o golpe no Brasil também foi informado por interesses petrolíferos, há que se considerar que a mais recente fronteira de exploração e produção de petróleo offshore se encontra na região da Costa da Guiana, Suriname e Guiana Francesa, área onde há presença e influência da França. Além disso, o pré-sal brasileiro está numa área cuja proteção deveria ficar a cargo do submarino nuclear construído em parceria com a França. Diante do alinhamento automático entre Brasil e EUA, não seria absurdo imaginar que as forças norte-americanas se incomodem com essa presença francesa no Atlântico Sul e que isso se reflita nesse documento.

2. Amazônia

Essa área marítima estratégica se localiza, justamente, entre o território Venezuelano e a costa brasileira, em uma região Amazônica que também segue na mira de novas prospecções petrolíferas e minerais. Trata-se de uma região com ocupação militar russa, na área da Venezuela, e com avanço de interesses mercantis, minerários e predatórios, na área brasileira. Essa talvez esteja se tornando uma área estratégica demais para permanecer apenas sob a guarda dos ministros civis de Bolsonaro, donde a nomeação do general Mourão para capitanear o Conselho da Amazônia, formalmente esvaziado da participação civil dos governadores da região.

José Cruz/EBC
“Algo mais profundo e perigoso pode estar acontecendo, e o centro desse algo também não está, essencialmente, na esfera stricto sensu da economia, mas sim na arena lato sensu do Estado”

3. Milícia

Essa recomposição dos militares no governo Bolsonaro pode sinalizar uma reversão na derrota da farda para o olavismo, sintetizada na demissão do general Santos Cruz, não por acaso o primeiro a indicar que os militares conteriam os excessos e disparates da ala ideológica do bolsonarismo. Tal mudança de quadro, entretanto, só poderia ocorrer diante de um fato novo, e, talvez, esse ocorrido tenha sido justamente a morte de um dos chefes da milícia carioca. Segundo se tem noticiado, Adriano Nóbrega era peça chave para o esclarecimento das relações entre o clã Bolsonaro, a morte de Marielle Franco e a ação de milicianos. Talvez os serviços militares de inteligência e defesa tenham informações impublicáveis sobre esse acontecimento, o que colocaria as Forças Armadas em outro patamar diante dos bolsonaristas.

4. Casa Civil

Em se admitindo que a hipótese acima é exequível, a chegada do general Souza Braga – justamente o responsável pela intervenção no Rio de Janeiro – talvez não tenha sido uma livre escolha de Bolsonaro, mas resultado da pressão das Forças Armadas sobre uma família presidencial envolta em casos truncados e nebulosos. Nesse sentido, a Casa Civil (agora Casa Militar?) talvez esteja também sob discreta “intervenção”.

5. Armas

Além disso, há que se considerar que, nas últimas semanas, se, por um lado, a Casa Civil perdeu o PPI (programa de parcerias e investimentos) para o Ministério da Economia, por outro lado, o governo aumentou os gastos discricionários com Defesa e com a estatal militar Emgepron (aliás, responsável pelo incremento da frota naval de defesa do mesmo Atlântico Sul supracitado).

Valter Campanato/EBC
Para além das polêmicas, acontecimentos conjunturais do governo revelam que pode estar em curso estratégias bem mais cortantes

6. Justiça

Uma operação da monta que se descreve nos itens acima não poderia ser viabilizada com o integral desconhecimento do Ministério da Justiça. Nesse sentido, chama a atenção um relato descrito recentemente no livro “Tormenta: o governo Bolsonaro, crises, intrigas e segredos”, segundo a autora, o general Heleno teria impedido a demissão de Sérgio Moro sob a alegação de que o governo acabaria. Se verdadeiro, tal indício comprova que o militarismo e o lavajatismo são duas forças coesionadas, por interesses internos e externos.

7. Estratégia

As linhas acima, como já se disse, esboçam apenas um conjunto de hipóteses. Mas elas partem de algumas premissas, que, infelizmente, não são corroboradas pela maioria dos conjunturalistas do campo progressista, quais sejam: (i) a Amazônia Azul e a Amazônia Verde estão no centro do tabuleiro geopolítico global e norte-americana; (ii) o governo Bolsonaro tem menos relação com o presidencialismo de coalizão do que com o fortalecimento das milícias; (iii) o centro da economia política bolsonarista está na área de minas e energia e não no tripé macroeconômico; (iv) militarismo e lavajatismo são duas faces da mesma moeda e operam a serviço de um projeto estratégico com conexões internacionais; (v) os acontecimentos recentes obedecem à construção de uma nova institucionalidade estatal, autoritária, de longo-prazo, e não a questões eleitorais e de políticas públicas de curto-prazo.

8. Estado

Enquanto a atenção se concentra sobre as sandices das declarações de Guedes, Araújos, Weintraubs e Damares, algo mais profundo e perigoso pode estar acontecendo, e o centro desse algo também não está, essencialmente, na esfera stricto sensu da economia, mas sim na arena lato sensu do Estado. Não se trata com isso, é bom que se diga, de diminuir a importância das agendas econômica, eleitoral e cultural, espaços de disputa permanente, de acúmulo político e de mudança na correlação de forças. Mas sim de saber que a estratégia em curso e o inimigo em combate talvez estejam mobilizando armas bem mais cortantes do que aquelas utilizadas quando vigia plenamente o ciclo findado da Nova República. Os tempos mudaram.

* Professor de ciência política e economia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos para o Setor de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (INEEP/FUP)

São Desidério no oeste da Bahia, lidera ranking de produção agrícola do Brasil; em 1988 verificamos o potencial do município



 Ranking nacional de produção agrícola do Brasil está na Bahia — Foto: Divulgação/Adab

Ranking nacional de produção agrícola do Brasil está na Bahia — Foto: Divulgação/Adab

São Desidério, na região oeste da Bahia, lidera o ranking nacional de produção agrícola. O município teve o valor da produção de R$ 3,6 bilhões, em 2018, uma alta de 54,4% em relação ao ano anterior.

Os municípios que lideram o valor da produção de algodão herbáceo, milho e soja apresentaram os maiores valores para o PIB per capita (Produto Interno Bruto por habitante) entre os principais municípios agrícolas.

A conclusão é do estudo do Departamento de Financiamento e Informação da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O estudo cruzou os dados da classificação dos municípios pela Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o PIB per capita de 2017.

Foram selecionados 20 municípios produtores de soja, milho, feijão, cana-de-açúcar, café, algodão herbáceo, arroz, cacau e laranja, que representaram 59% do valor da produção do país.

Os dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), divulgada em setembro do ano passado pelo IBGE, mostram que São Desidério (BA), Sapezal (MT) e Sorriso (MT) são os municípios com o maior valor de produção agrícola do país.

Eles são os principais produtores de algodão herbáceo, soja, milho, entre outros grãos, e campeões de geração de riqueza no campo. O órgão avaliou 38 culturas permanentes e 33 temporárias. Entre os 50 municípios com maior valor da produção agropecuária, 18 estão no Mato Gro

Buraco do Inferno- São Desidério

O primeiro lugar do ranking pertence a São Desidério, situado a oeste da Bahia, com valor da produção de R$ 3,6 bilhões, em 2018, alta de 54,4% em relação ao ano anterior. Metade desse valor foi gerada pela soja, correspondendo a 1,6 milhão de toneladas.

Na segunda posição de maior município produtor brasileiro está Sapezal, que fica a oeste de Mato Grosso, com R$ 3,3 bilhões (+28%). Além de produzir soja, girassol, feijão e arroz, seu principal produto é o algodão herbáceo, cujo valor da produção foi de R$ 1,8 bilhão, em 2018.

Sorriso, localizado ao norte de Mato Grosso, saiu da primeira posição, em 2017, para a terceira, em 2018. O valor da produção somou R$ 3,3 bilhões, em 2018. O principal produto desse município é a soja, cuja produção foi de 2,2 milhões de toneladas, gerando um valor da produção de R$ 2 bilhões. Sorriso também é um importante produtor de milho, o primeiro do país, e de feijão.

O estudo do IBGE representa uma importante fonte para acompanhamento das informações agropecuárias em nível municipal.

Matrícula na educação infantil cresceu 12,6% nos últimos cinco anos; sementes petistas


O crescimento foi impulsionado pelas matrículas em creches

Agência Brasil
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

 

O número de matrículas na educação infantil aumentou em 12,6% nos últimos cinco anos. Segundo dados do Censo Escolar 2019, realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no ano passado foram registrados 8.972.778 alunos em creches e pré-escolas. Em 2015, foram 7.972.230 estudantes.

Segundo o Censo Escolar, o crescimento foi impulsionado pelas matrículas em creches, com 167,8 mil registros a mais em 2019 do que em 2018, um aumento de 4,7%. Em 2015, as matrículas em creches cresceram 23,2%.

A rede municipal de ensino concentra a maior parte das matrículas da educação infantil: 71,4%. Em seguida, vem a rede privada com 27,9% do total. Das matrículas da rede privada, 29,4% pertencem a instituições particulares, comunitárias, confessionais e filantrópicas conveniadas com o poder público.

Localização
O levantamento indica que 10,5% das matrículas encontram-se na zona rural, e a quase totalidade (96,8%) das matrículas são atendidas por estabelecimentos da rede pública. O censo apurou que 13,2% das crianças que frequentam a pré-escola estão na zona rural e 6,7% estão matriculadas nas creches rurais.

Censo Escolar
O Censo Escolar é uma pesquisa estatística realizada para oferecer um diagnóstico sobre a educação básica brasileira. Coordenado pelo Inep, órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC), o levantamento é realizado em regime de colaboração entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios.

A pesquisa é declaratória, de abrangência nacional e coleta informações de todas as escolas públicas e privadas, suas respectivas turmas, gestores, profissionais escolares e alunos de todas as etapas e modalidades de ensino: ensino regular

Caminhoneiros planejam nova paralisação para esta quarta


Os caminhoneiros devem manter o protesto previsto para esta quarta-feira (19), mesmo com o adiamento do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a constitucionalidade da tabela do frete. A informação é do presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Walace Landim, mais conhecido como Chorão.

Em entrevista ao Congresso em Foco nesta segunda-feira (17), o líder sindical explicou que a paralisação estava prevista para mostrar à sociedade a importância e a união da categoria, durante o julgamento do mecanismo que delimita o valor mínimo dos serviços prestados pelos caminhoneiros.

O julgamento que estava previsto para esta quarta, no entanto, foi adiado pelo relator do caso no Supremo, ministro Luiz Fux, a pedido da Advocacia Geral da União (AGU). O magistrado determinou também uma audiência de conciliação entre as partes envolvidas para 10 de março.

Chorão explica que, mesmo com o adiamento, a categoria decidiu manter a paralisação, que deve ocorrer das 6h às 18h. A ideia é que os caminhoneiros não circulem, mas não impeçam a passagem de outros automóveis nas rodovias, como ocorreu na greve anterior. “É uma mobilização para mostrar a união da categoria”, comenta.

 Questionado se acredita em uma conciliação no Supremo, o presidente da Abrava afirma que a categoria quer que a lei vigente seja cumprida e que não haja retrocessos. “A OAB tem uma tabela de honorário há muitos anos, os médicos têm, os engenheiros têm, dentro do agro também tem, por que que só pra nós [não haveria tabelamento]?”, defende.

O líder sindical explica que permanece defendendo a constitucionalidade da tabela e afirma que, caso o Supremo entenda o contrário, os caminhoneiros devem paralisar as atividades em seguida. “Nós vamos defender isso até o fim, porque ela é constitucional”, diz.

‘Paralisação é desgaste’

Outro participante da greve de 2018, o caminhoneiro Wanderlei Alves, mais conhecido como Dedeco, defende que uma paralisação neste momento é um “desgaste para todo mundo”. “Não tem o que fazer. Movimento nenhum vai conseguir se levantar neste país, enquanto o governo tiver uma boa popularidade. Isso ai é só desgastante”, afirma.

Ele acredita que a movimentação desta quarta não será grande e deseja “boa sorte” aos que decidirem paralisar. “Tenho certeza que se um dia tiver que parar vamos parar, mas não vejo possibilidade disso acontecer neste governo”, afirma.

Tiros que mataram ‘capitão’ Adriano foram dados a pelo menos 1,5 metro, diz IML


O miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega foi morto por dois tiros de fuzil

O miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega foi morto por dois tiros de fuzil, de no mínimo um metro e meio de distância, e chegou ao Instituto Médico Legal de Alagoinhas, a pouco mais de 135 quilômetros de distância de Salvador, com os dois pulmões destruídos e o coração dilacerado. Os detalhes foram divulgados na tarde desta sexta-feira, 14, na sede do Departamento de Polícia Técnica, em Salvador.

Pela primeira vez depois da morte de Adriano, o médico responsável pela autópsia do corpo, Alexandre Silva, perito médico legista, deu detalhes sobre o estado do miliciano. A entrevista coletiva reuniu, também, o diretor do IML, Mário Câmara, e Elson Jefferson Neves da Silva, diretor geral do DPT-BA.

“Eram dois disparos de arma de fogo. Teve um primeiro, que passou por baixo do peito, saiu rasgando o pescoço, e entrou na submandibular. Eu encontrei o projétil na região do pescoço. O segundo foi na região da clavícula. Esse aqui entrou e saiu nas escápulas. Essas foram as lesões provocadas por armas de fogo”, explicou Alexandre.

O caminho das balas

Os tiros foram de fuzil, determinou a autópsia, mas o calibre ainda não foi determinado. O laudo parcial divulgado pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) ainda aponta seis fraturas nas costelas.

Os peritos negaram, diversas vezes, que o disparo tenha ocorrido numa distância de menos de um metro e meio. “Se você pega um fuzil calibre 762, por exemplo, bota perto da mandíbula, vai ter mandíbula para tudo que é lugar”, afirmou Mario. Logo depois, comparou: “Assistam ao assassinato de John Kennedy, explodiu a cabeça dele, isso o sujeito [o assassino] lá longe”.

Não se sabe quanto tempo, exatamente, Adriano ainda conseguiu sobreviver depois dos disparos. Mas acredita-se que, pelo menos, de 10 a 15 minutos. “É por isso que muitos policiais atiram até derrubar. O cérebro continua vivo”, tentou justificar Mario. Depois, o corpo do miliciano foi levado para o IML de Alagoinhas, a 72 quilômetros de Esplanada. A liberação aconteceu no dia seguinte e não se sabe, depois da retirada pela família, onde ele está. É o que afirmou a SSP-BA ao Estado. A família tentou autorização para cremar o corpo, mas a Justiça negou, na última terça, 12.

O perito também encontrou uma área de equimose avermelhada no peito e uma lesão “cortocontusa” na testa – atrito que machuca e corta, como quando uma pessoa recebe uma forte cotovelada ou um murro por exemplo. As equimoses são causadas por vasos rompidos, abaixo da derme (camada mais superficial da pele), causada por uma superfície, quando Adriano ainda estava vivo. “Foi de forma passiva ou ativa? Não sei. Isso foi antes dele morrer”, pontuou Mario. “Ele bateu, provavelmente, em alguma quina”, complementou.

‘Suposto perito’

Os peritos evitaram calcular a distância exata do tiro. Disseram que é “impossível” prever a distância, exceto se conseguirem recuperar a arma que fez o disparo, usarem munição similar e disparar contra um alvo repetidas vezes até que se faça uma marca igual na “zona de tatuagem” – causada pela absorção de partículas de pólvora que atingem o corpo da pessoa atingida por um tiro.

No entanto, Mario reforçou, quase em todas as respostas, que a distância está mais para “longa” – de um metro e meio a dois – que “curta”. Foi ele quem respondeu a maior parte das perguntas dos jornalistas. Elson Jefferson Neves da Silva, diretor geral do DPT-BA, disse que peritos não são acostumados – nem devem ser – a dar entrevistas. Mario fez questão de criticar os legistas entrevistados pela Veja.

“Na minha opinião, emitiram opinião de forma leviana. O ideal é ver o corpo, nós fizemos o ideal, o perito fez o ideal, levantou prova material”.

O diretor geral do DPT frisou que a perícia técnica não leva em consideração nenhuma opinião de terceiros, como entrevistas a policiais, quando questionado por jornalistas. Não foram informados outros detalhes além da perícia, como se Adriano foi encontrado com algum pertence ou dinheiro. “Eu analiso o que vejo”, disse Elson. Ainda restam três laudos – como o de balística – serem divulgados, mas nenhum dos peritos estipulou prazo.