Globo divulga editorial no Jornal Nacional: “sentimento de horror” e “erros”


Não cita Bolsonaro, mas afirma que equívocos estão em “entrevistas, declarações, atitudes”. Emissora diz que não há 2 lados para ouvir

Os apresentadores do Jornal Nacional, William Bonner e Renata Vasconcellos, durante leitura de editorial sobre os 500 mil mortos pela covid no Brasilreprodução – TV Globo – 19.jun.2021

A TV Globo divulgou neste sábado (19.jun.2021) um editorial a respeito das 500 mil mortes por covid-19 no Brasil. Lido no final Jornal Nacional pelos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcelos, o texto não menciona o nome de autoridades, mas de maneira oblíqua se dirige ao presidente Jair Bolsonaro.

“É evidente que foram muitos –e muito graves– os erros cometidos. Eles estão documentados por entrevistas, declarações, atitudes, manifestações”, disse a emissora em seu principal telejornal.

Neste trecho, fica evidente que o alvo é Bolsonaro, ao mencionar tratamento precoce para covid, sempre defendido pelo presidente: “A aposta insistente e teimosa em remédios sem eficácia, o estímulo frequente a aglomerações, a postura negacionista e inconsequente de não usar máscaras e, o pior, a recusa em assinar contratos para a compra de vacinas a tempo de evitar ainda mais vítimas fatais”.

O editorial também cita a CPI da Covid, no Senado, e afirma que as “responsabilidades” estão sendo apuradas. E sentencia: “Haverá consequências”.

Depois de ter lançado uma emotiva campanha para enaltecer seus jornalistas, a Globo voltou a mencionar o tema no editorial deste sábado. A emissora diz estar “há um ano e meio, com base na ciência, cumprindo” o “dever de informar, sem meias palavras”. Alvo de críticas recorrentes do Palácio do Planalto, a TV diz no editorial que o jornalismo que pratica paga “um preço” porque há “incompreensões de grupos que são minoritários, mas barulhentos”.

Com tom de voz grave e de maneira pausada, William Bonner disse que a Globo seguirá na mesma linha, escandindo algumas palavras, como “de-mo-cra-cia”. Falou também que na pandemia, com a saúde das pessoas em risco, o jornalismo da emissora acredita que exista uma exceção à regra de ouvir opiniões divergentes: “Em casos assim, não há dois lados”.

O apresentador afirmou que a emissora não se incomoda com críticas: “Não importa. Nós seguimos em frente, sem concessões. E seguiremos em frente, sem concessões. Porque tudo tem vários ângulos e todos devem ser sempre acolhidos para discussão. Mas há exceções. Quando estão em perigo coisas tão importantes como o direito à saúde, por exemplo. Ou o direito de viver numa democracia. Em casos assim, não há dois lados. E é esse o norte que o jornalismo da Globo continuará a seguir”.

Jornal Nacional do sábado começou uma reportagem de 5min38seg dizendo que “milhares de pessoas foram para as ruas em todos os Estados e no Distrito Federal” em “25 capitais e outras 116 cidades” para pedir “vacina para todos e o impeachment de Bolsonaro”.

O telejornal disse que os atos foram convocados por “movimentos sociais e estudantis” e que “partidos políticos e sindicatos também apoiaram”. Embora o tom das bandeiras, cartazes, faixas e roupas dos ativistas fosse predominantemente vermelho, o JN preferiu destacar na locução das imagens que havia uma faixa verde e amarela em Brasília e bandeiras do Brasil em algumas cidades. O tom geral foi de simpatia em relação aos protestos –inclusive ao enfatizar que as manifestações foram “pacíficas em todo o Brasil” com exceção da cidade de São Paulo, quando “alguns vândalos jogaram pedras e quebraram a fachada de um banco“.

No final do programa, em seguida à leitura do editorial, o Jornal Nacional foi encerrado em silêncio, como tem sido a prática quando há números redondos de mortes por covid-19.

ÍNTEGRA DO EDITORIAL

Eis a íntegra do editorial lido em jogral pelos apresentadores do Jornal Nacional, William Bonner e Renata Vasconcellos:

“Em agosto de 2020, quando o Brasil ultrapassou o registro escandaloso de 100 mil mortes pela Covid, o Jornal Nacional se manifestou sobre essa tragédia num editorial. Parecia que o país tinha superado um limite inalcançável, 100 mil mortos. Neste sábado (19), são 500 mil. Meio milhão de vidas brasileiras perdidas. 

“O sentimento é de horror e de uma solidariedade incondicional às famílias dessas vítimas. São milhões de cidadãos enlutados. 

“Hoje, é evidente que foram muitos –e muito graves– os erros cometidos. Eles estão documentados por entrevistas, declarações, atitudes, manifestações. 

“A aposta insistente e teimosa em remédios sem eficácia, o estímulo frequente a aglomerações, a postura negacionista e inconsequente de não usar máscaras e, o pior, a recusa em assinar contratos para a compra de vacinas a tempo de evitar ainda mais vítimas fatais. 

“No editorial que marcou as 100 mil mortes, nós dissemos que era preciso apurar de quem é a culpa. Dissemos textualmente que esse momento chegaria. 

“Desde o início de maio, o Senado está investigando responsabilidades. Haverá consequências. E a mais básica será a de ter levado ao povo brasileiro o conhecimento sobre como e por que se chegou até aqui. 

“Quando todos nós olharmos para trás, quando nos perguntarem o que fizemos para ajudar a evitar essa tragédia, cada um de nós terá a sua resposta. A esmagadora maioria vai poder dizer, com honestidade e com orgulho, que fez de tudo, fez a sua parte e mais um pouco. 

“Nós, do Jornalismo da Globo, estamos há um ano e meio, com base na ciência, cumprindo o nosso dever de informar, sem meias palavras. Muitas vezes nós pagamos um preço por isso, com incompreensões de grupos que são minoritários, mas barulhentos. Não importa. Nós seguimos em frente, sem concessões. E seguiremos em frente, sem concessões. 

“Porque tudo tem vários ângulos e todos devem ser sempre acolhidos para discussão. Mas há exceções. Quando estão em perigo coisas tão importantes como o direito à saúde, por exemplo. Ou o direito de viver numa democracia. Em casos assim, não há dois lados. E é esse o norte que o Jornalismo da Globo continuará a seguir”.

EUA criam 11º feriado nacional para celebrar fim da escravidão


Biden sanciona a lei que cria o Juneteenth, celebrado em 19 de junho

A data foi aprovada depois de diversos episódios de racismo estrutural nos Estados Unidos; na imagem, manifestação com a frase “Vidas Negras Importam”Maria Oswalt/Unsplash

O presidente dos Estados Unidos Joe Biden sancionou a lei que transforma o dia 19 de junho em feriado nacional. A data é conhecida como “Juneteenth” (a junção das palavras junho e dezenove em inglês) e comemora o fim da escravidão no país. A sanção ocorreu na 5ª feira (17.jun.2021), um dia depois da aprovação pelo Congresso norte-americano. A data comemorativa já vai valer em 2021.

Juneteenth marca tanto a longa e difícil noite de escravidão e subjugação quanto a promessa de uma manhã mais brilhante por vir”, afirmou Biden ao criar o 11º feriado nacional dos EUA. “Um dia em que nos lembramos da mancha moral, o terrível custo que a escravidão teve no país e continua a ter – o que há muito chamo de ‘pecado original da América’.

O dia 19 de junho comemora a data em que as últimas pessoas negras escravizadas no país foram libertadas, em Galveston, no Estado do Texas. A libertação ocorreu depois do fim da Guerra Civil norte-americana, em 1865.

Sob Bolsonaro, orçamento ‘paralelo’ quadruplica e supera Dilma e Temer


Líder do governo acredita que outras emendas também foram elevadas - Roberto Gardinalli/Futura Press/Estadão Conteúdo
Líder do governo acredita que outras emendas também foram elevadasImagem: Roberto Gardinalli/Futura Press/Estadão Conteúdo

Eduardo Militão

Do UOL, em Brasília

20/06/2021 04h00Atualizada em 20/06/2021 08h16

Durante o governo de Jair Bolsonaro (sem partido), a média anual de emendas de relator aprovadas pelo Congresso é quatro vezes maior que a observada na gestão de Michel Temer (MDB) e cinco vezes maior na era Dilma Rousseff (PT). Por envolver um controle de emendas que não aparece nos sites de transparência do governo e do Congresso, mas apenas em trocas de ofícios entre ministérios e parlamentares, o caso ficou conhecido como “orçamento paralelo”. A compra de muitas máquinas agrícolas com a verbas ainda apelidou o sistema de “tratoraço”.

Levantamento da Consultoria de Orçamento da Câmara, em resposta a pedido do UOL por meio da Lei de Acesso à Informação, mostra que na gestão do atual presidente os congressistas apresentaram R$ 20,7 bilhões em emendas de relator por ano em média, já considerada a inflação no período. No governo Temer, de 2016 a 2018, foram R$ 4,8 bilhões em média. Na gestão de Dilma, entre 2011 e 2015, foram R$ 3,8 bilhões em média por ano.

Multidão toma conta das ruas do centro do Rio exigindo “Fora Bolsonaro” (vídeos e imagens)


Manifestação gigantesca na região central da cidade do Rio de Janeiro exige o impeachment de Jair Bolsonaro neste sábado (19)

Multidão toma conta das ruas do centro do Rio

Multidão toma conta das ruas do centro do Rio (Foto: Lorena Zschaber/Mídia Ninja)

247 – Uma manifestação gigantesca na região central da cidade do Rio de Janeiro neste sábado (19) exige o impeachment de Jair Bolsonaro.

Milhares de cariocas saíram às ruas também para denunciar o genocídio promovido pelo mandátário, no momento que o país pode atingir a qualquer momento a marca de 500 mil mortes em decorrência da Covid-19.

Os manifestantes também reivindicam uma aceleração no processo de vacinação contra a Covid-19, tendo em vista que o país está próximo de encarar uma terceira onda de pico da pandemia.

 Veja imagens e vídeos:

 

 

 

Educação é essencial, mas temos que proteger a vida


Simmp participa de audiência pública sobre efeitos da pandemia

“Nós, professores, entendemos que a educação é essencial à vida. A gente só não aceita que isso seja utilizado como uma cilada para trazer o profissional da educação e alunos para uma realidade de uma sala de aula sem segurança sanitária”. Com essa afirmação, a presidente do Sindicato do Magistério Municipal Público (Simmp), Elenilda Ramos, abriu sua participação na Audiência Pública sobre os efeitos da pandemia nos anos letivos de 2020 e 2021, proposta pelo vereador Orlando Filho (PRTB), e promovida pela Câmara Municipal nessa semana.

A perspectiva dos profissionais de educação é de que a situação causada pelo coronavírus já representa uma perda que vai levar anos para ser recuperada no setor. “Os efeitos da pandemia são catastróficos para o ensino aprendizagem, não só em Vitória da Conquista mas em todo o Brasil”, ponderou Elenilda Ramos.

Com esse panorama, os professores do município se adaptaram ao novo cenário para minimizar os danos da melhor forma possível. “Vitória da Conquista saiu na frente, enfrentou a pandemia e fez o ano letivo de 2020, com todas as suas dificuldades e desafios. O ensino remoto não abrangeu a todos e foi muito difícil para os professores e famílias. Foi muito tumultuoso, mas conseguimos”, relembrou.

OAB-Vitória da Conquista sugere suspensão de pedágios até o cumprimento contratual de duplicação da BR-116


 

A Ordem dos Advogados do Brasil Subseção de Vitória da Conquista encaminhou na última quarta-feira (16), à Procuradoria da República em Vitória da Conquista e à Advocacia Geral da União (AGU), ofícios sugerindo o pedido de suspensão de cobrança dos pedágios nas praças operadas pela Concessionária ViaBahia em todo estado, até que a mesma cumpra sua obrigação contratual: a duplicação da BR-116.

Conforme já divulgado pela Subseção de Vitória da Conquista, a ViaBahia Concessionária de Rodovias obrigou-se à execução de obras de duplicação da BR-116 quando o tráfego de veículos atingisse diariamente 6.500, sendo esse número alcançado em 2011. Contudo, a ViaBahia não cumpriu com o acordo, além disso, solicitou ajustes contratuais dentre eles: o financiamento da duplicação, desencargo da construção de viadutos, reajustes no pedágio e aditivo antecipado.

Com objetivo de expor o problema e buscar por soluções, a Subseção de Vitória da Conquista como integrante do movimento Duplica Sudoeste sugeriu ao Ministério Público Federal e a Advocacia Geral da União, o estudo da viabilidade de possíveis medidas judiciais que ensejassem a suspensão de pedágios nas praças operadas pela ViaBahia, até que a mesma cumpra com sua obrigação de executar a obra de duplicação da BR-116.

Para o presidente da OAB-Conquista, Ronaldo Soares, a Ordem deve também representar e defender as causas da sociedade civil, por isso, é necessário mostrar força. “Esperamos que seja adotada uma medida severa para coibir a violação contratual por parte da ViaBahia. Na nossa opinião, a medida mais eficaz é a suspensão da cobrança de pedágios, pois a concessionária terá interesse na resolução imediata do problema”, acredita.

Tribunal de Justiça determina data para inauguração de Varas na comarca de Vitória da Conquista


Nessa quarta-feira (16), o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), por meio do decreto judiciário nº 394 de 16 de junho de 2021, designou o dia 28 de junho deste ano, para inauguração da 2ª Vara de Família, Órfãos, Sucessões e Interditos e da 2ª Vara da Fazenda Pública na Comarca de Vitória da Conquista. A cerimônia acontecerá no Fórum Municipal João Mangabeira, às 15h, para um número restrito de pessoas, respeitando as imposições da Covid-19.

Após uma longa luta travada pela OAB-Conquista ao lado de magistrados, o TJBA determinou a data de instalação da 2ª Vara de Família, Órfãos, Sucessões e Interditos e da 2ª Vara da Fazenda Pública, já que as mesmas constituem em uma política de organização capaz de redimensionar os trabalhos do Poder Judiciário. Segundo o presidente da Subseção de Vitória da Conquista, Ronaldo Soares, a Ordem há muito tempo empreende uma luta incessante pela instalação das Varas da Fazenda Pública, Família e Execuções Penais. “Recebemos com muita alegria a data de instalação das Varas, pois essa é uma luta antiga da OAB-Conquista desde a gestão passada do nosso colega Ubirajara Ávila. Durante a atual gestão, já estivemos no Tribunal por seis vezes lutando por isso. Hoje, recebemos a coroação de uma luta que vem sendo travada pela Ordem”, fala.

Para o Conselheiro Federal da OAB e ex-presidente da Subseção de Vitória da Conquista, Ubirajara Ávila, a instalação das Varas é o resultado da incansável luta da Ordem dos Advogados pela advocacia e pela sociedade. “A população da nossa cidade e região cresceu muito, assim como o número de processos que acabou por abarrotar as duas únicas varas que tínhamos, prejudicando demasiadamente a prestação jurisdicional”, diz. Por fim, complementa: “Destaco também a luta do nosso incansável Ronaldo Soares e toda sua diretoria, bem como, dos juízes Cláudio Daltro e Simone Chaves. Sigamos firmes na defesa intransigente das prerrogativas da advocacia e de um Judiciário eficaz e de qualidade”.

Governo apresenta potencial mineral do Vale do Paramirim a prefeitos


O potencial mineral do Vale do Paramirim foi apresentado a prefeitos de 14 municípios da região, na manhã desta sexta-feira (18), durante encontro com a participação do vice-governador João Leão, secretário do Planejamento, do secretário Estadual do Desenvolvimento Econômico, Nelson Leal, e presidente da Companhia Vale do Paramirim, o geólogo João Carlos Cavalcanti.

A articulação com os gestores municipais foi ressaltada pelo vice-governador, enquanto estratégia para viabilizar ações mais concretas do governo e atrair novos investimentos. “Estamos falando de uma das maiores descobertas recentes da mineração, com cerca de 2 bilhões de toneladas de diversos minérios, uma região que tem ainda um grande potencial eólico. É fundamental escutar os prefeitos para montarmos uma estratégia de atração de novos investimentos e definir melhor as ações do governo”.

“É importante essa ação conjunta dos prefeitos com as secretarias estaduais do Desenvolvimento Econômico e do Planejamento para promover o desenvolvimento do nosso estado, gerando riquezas, renda e melhores condições de vida para o nosso”, afirmou o secretário Nelson Leal.

A Província Mineral do Vale do Paramirim é formada por oito distritos mineiros com jazidas de diversos minérios como ferro, zinco, cobre, grafeno, terras raras e fosfato. Participaram do encontro os prefeitos de Caetité, Ibiassucê, Igaporã, Lagoa Real, Pindaí, Sebastião Laranjeiras, Tanque Novo, Guajerú, Boquira, Novo Horizonte, Licínio de Almeida e Urandi.

Butantan entrega mais 2,2 milhões de doses de vacina contra a covid-19


O Instituto Butantan fez hoje (18) a entrega de mais 2,2 milhões de doses da vacina contra o coronavírus CoronaVac. O imunizante vai ser distribuído pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) para ser usado em todo o país.

Com o lote de hoje, o Butantan alcança a marca de 52,2 milhões de doses entregues desde janeiro. A previsão é que até o final de setembro o instituto tenha disponibilizado 100 milhões de doses da vacina ao PNI.

A entrega de hoje é referente ao processamento de 3 mil litros de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) recebidos da China no último dia 25 de maio. A matéria-prima permitiu a produção de 5 milhões de doses.

O Butantan espera receber até o fim deste mês mais uma remessa com 6 mil litros de IFA para poder envazar mais 10 milhões de doses.

Segundo os últimos dados disponibilizados pelo governo estadual, já foram aplicadas em São Paulo 20,2 milhões de doses, sendo 5,8 milhões da segunda dose da imunização.

Rui indica que vai proibir passeio de moto de Bolsonaro na Bahia: ‘Aqui tem governo’


Apoiadores do presidente querem fazer o ato em Salvador no dia 2 de julho, mas o evento ainda não está confirmado

Rui Costa, governador da Bahia (Imagem: ReproduçãoYouTube)

Rui Costa, governador da Bahia (Imagem: ReproduçãoYouTube)

 

O governador Rui Costa (PT) indicou que não vai permitir o passeio de moto organizado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Bahia. Apoiadores do presidente querem fazer o ato em Salvador no dia 2 de julho, data da Independência da Bahia, mas o evento ainda não está confirmado.

“Tem decreto e tem restrição de aglomeração. Então nós adotaremos as medidas necessárias para evitar aglomeração. Posso dizer que aqui tem governo. Aqui não terá imagens que vi em outros estados, de moto com placa coberta. Aqui tem governo, tem autoridade. Na Bahia a lei será respeitada”, disparou o petista.

Bolsonaro já realizou duas ‘motociadas’ nos últimos meses. A primeira foi no final de maio, no Rio de Janeiro e que contou com a participação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. A mais recente foi no último sábado (12), em São Paulo, onde várias motos foram flagradas com as placas cobertas. Bolsonaro acabou sendo multado pela não utilização de máscara. Nos dois atos foram registradas aglomerações.

O próximo evento desse tipo foi anunciado por Bolsonaro para acontecer daqui a duas semanas na cidade de Chapecó, em Santa Catarina.

Vitória da Conquista volta a se mobilizar pelo Fora Bolsonaro no sábado (19)


As mobilizações em todo Brasil pelo impeachment do presidente Bolsonaro continuam cada vez mais fortes. Depois do sucesso dos atos públicos de 29 de maio, novas manifestações acontecem neste sábado (19). O Fórum Sindical e Popular de Vitória da Conquista convoca a mobilização na cidade para a Praça 9 de Novembro às 8h30. A recomendação é que participantes utilizem máscaras PFF2 ou similares, levem álcool gel e respeitem o distanciamento social.

Sindicatos, coletivos, partidos políticos e movimentos sociais que compõem o Fórum Sindical e Popular denunciam o total descontrole da pandemia no Brasil, que já vitimou quase 490 mil pessoas. O sistema de saúde permanece pressionado e especialistas temem o colapso, diante da possibilidade do início de uma terceira onda da pandemia ainda em junho. Apesar dos riscos na realização de um ato presencial, as organizações entendem que é preciso dar uma resposta contundente ao governo genocida, responsável pelo grave momento vivido pelo país.

Entre as pautas da manifestação deste sábado (19) estão a vacinação de todas e todos, defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), auxílio emergencial de R$600, criação de políticas para o combate à fome e ao desemprego e fim dos cortes na educação.

Orientações de segurança 

O Fórum Sindical e Popular de Vitória da Conquista, a partir do guia de segurança sanitária elaborado pela Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares, faz as seguintes orientações aos interessados em participar do ato público:

Brasil e Índia têm as maiores médias de mortes por covid-19 no mundo


São os únicos países com médias acima de 1.000

Funcionários de funerárias descarregam caixões com corpos de vítimas da covid-19 em BrasíliaSérgio Lima/Poder360 – 12.mar.2021

Brasil e Índia têm as maiores médias de mortes por covid-19 no mundo. São os únicos países com médias acima de 1.000. A média do Brasil chegou a 2.025 na 4ª feira (16.jun.2021).

A Índia, que registrou na 5ª feira (10.jun.2021) o maior número de mortes diárias por covid-19 no mundo, lidera a lista, com média móvel de 3.743 mortes na 4ª feira (16.jun.2021).

Segundo Domingos Alves, cientista de dados e professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto, os cenários de ambos os países apresentam similaridades.

Tanto o Brasil quanto a Índia já entraram na 3ª onda da pandemia em número de casos há mais de um mês, e esse resultado dos óbitos é um espelho do que acontece a partir de um mês atrás. A circulação do vírus é que gera quase um mês depois essa exacerbação de mortes”, explica.

No caso do Brasil, é possível ver o aumento de novos diagnósticos e mortes por covid-19 depois de feriados, comenta o estudioso. “Você vê uma correlação bem forte dos aumentos de casos no Brasil com os últimos feriados, a 3ª onda aqui está muito relacionada a isso”, diz.

No gráfico, há uma subida da curva de mortes no país depois do Carnaval, entre os dias 13 e 17 de fevereiro. Apesar de vários Estados e municípios terem cancelado as tradicionais folgas nesse período, as praias ficaram cheias durante o fim de semana, nos dias 13 e 14, com aglomerações registradas nos litorais de Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.