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Da boca ao coração: problemas dentários podem agravar doenças cardíacas

15/05/2026 7 min read

AA

 Da boca ao coração: problemas dentários podem agravar doenças cardíacas

Especialistas alertam para problemas bucais que, quando não tratados, podem levar ao infarto e AVC

15 de abril de 2026 – Na Bahia, onde o sorriso é a marca registrada das pessoas, as doenças cardiovasculares também estão entre as principais causas de internações e mortes. Segundo especialistas da Afya Salvador, o descaso acerca dos problemas dentários, especialmente a periodontite, inflamação crônica da gengiva, aumenta o risco de infarto, AVC, entre outras complicações cardíacas.

De acordo com o Ministério da Saúde, mesmo com os esforços de ampliação envolvendo programas como o Saúde da Família e das equipes de saúde bucal na Atenção Básica de Salvador, especialistas alertam que ainda predomina na cidade a cultura de procurar atendimento apenas quando a dor aperta.

Segundo a professora do curso de Odontologia da Afya Salvador, Sandra Castro, “quando dói é porque o problema já está em um estágio evoluído. A cárie, por exemplo, começa sem dor. Com o passar do tempo, ela vai crescendo e quando começa a doer, muitas vezes, é porque o dente já está com uma perda grande de tecido dentário. Algumas vezes, o paciente precisa fazer tratamento de canal, que é o tratamento endodôntico. E no terceiro momento, quando está mais severo ainda,

pode levar até a perda dental. Já a gengivite, que é a inflamação gengival, quando começa a doer é porque já pode vir a causar ou agravar doenças cardiovasculares”.

O maior risco a problemas cardiovasculares em decorrência da doença periodontal também é reconhecido pelas Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia e pela American Heart Association. A preocupação torna-se ainda maior quando se observa que as doenças do aparelho circulatório estão entre as principais causas de morte na Bahia (DATASUS). A Secretaria da Saúde do estado da Bahia (SESAB), por exemplo, aponta que o infarto do miocárdio e a insuficiência cardíaca estão entre os principais responsáveis por óbitos e internações hospitalares no estado, o que pode se agravar com a falta de cuidado com a saúde bucal.

Segundo Ana Paula Scher, professora de medicina da Afya Itabuna: “As bactérias presentes na placa subgengival e seus produtos inflamatórios caem na corrente sanguínea através da escovação, mastigação ou procedimentos odontológicos, gerando uma inflamação sistêmica. A periodontite não é um fator de risco como o tabagismo e a hipertensão, mas é um alerta e deve ser investigada e tratada como parte de um controle global de risco cardiovascular”.

Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/ PNS), afirma que 34 milhões de brasileiros estavam, em 2019, há mais de três anos sem consultar um dentista ou nunca haviam ido a uma consulta odontológica. Já o Ministério da Saúde revelou que 60% dos adultos apresentavam algum grau de doença periodontal, inflamação da gengiva e estruturas de sustentação dos dentes. Em Salvador, 30% dos adultos apresentam ter periodontite em um grau que varia entre moderada e severa.

Para Sandra Castro, sangramento na gengiva e mau hálito persistente são sinais de inflamação, o que pode ser causado pelo tártaro e que pode evoluir para perda dos dentes. Para ela, a recomendação é procurar um dentista a cada seis meses como medida preventiva, mesmo sem dor. Já Ana Paula reforça a importância do trabalho conjunto entre dentistas e cardiologistas, principalmente em pacientes com histórico de doenças cardiovasculares ou diabetes. “É preciso investigar o histórico do paciente, a fim de garantir um tratamento personalizado, contínuo e seguro”. Ainda de acordo com a cardiologista, esse cuidado também passa pelo trabalho conjunto multidisciplinar entre diferentes áreas da saúde, garantindo um atendimento mais completo e humanizado. “Na Afya, essa prática já faz parte da rotina e da formação dos alunos, que aprendem a olhar o paciente de forma integral”, ressalta.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.
Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.

Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023).
Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar.
Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.

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