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Presidente da Venezuela, que foi raptado em solo venezuelano por unidade tática militar dos EUA, falou pela primeira vez ao ser levado a uma corte federal norte-americana
O presidente venezuelano Nicolás Maduro, que foi raptado por uma unidade tática militar dos EUA dentro de um complexo do Exército da Venezuela, na madrugada de sábado (3), como resultado de uma ação de invasão e violação de soberania determinada por Donald Trump, foi formalmente apresentado a uma corte federal em Nova York, no início da tarde desta segunda-feira (5).
Durante a sessão, em frente ao juiz Alvin Hellerstein, de 92 anos, responsável pelo seu “caso”, Maduro usava fones de ouvido, provavelmente para escutar uma tradução do que era dito, e trajava uniforme laranja de presidiário. Antes mesmo de ser questionado em relação a pormenores de seu sequestro, o líder venezuelano aproveitou a pergunta sobre declarar-se culpado ou inocente para lançar uma frase dura e sem rodeio às autoridades norte-americanas que o retiraram de seu país de forma criminosa.
“Eu não sou culpado, sou um homem decente e sigo sendo o presidente do meu país… Sou um prisioneiro de guerra e fui sequestrado em minha casa, em Caracas”, disparou o estadista.
O juiz, no entanto, tentou interrompê-lo para dizer que “haveria um momento certo para que ele fizesse tais declarações”.
Levado aos EUA numa ação de frontal violação às leis internacionais e após uma invasão militar de solo soberano, a Justiça norte-americana agora, sob tutela de Trump, acusa o líder da nação latino-americana pelos crimes de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e porte ilegal de armas.
