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Plano de golpe de Bolsonaro incluía Braga Netto comandando militares e Valdemar agindo no Congresso, diz jornalista

31/12/2022 4 min read

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 Plano de golpe de Bolsonaro incluía Braga Netto comandando militares e Valdemar agindo no Congresso, diz jornalista

Braga Netto colocaria os militares nas ruas e Valdemar Costa Neto, presidente do PL, seria responsável por “acalmar” a classe política

 “Durante o período do primeiro turno das eleições, enquanto aparecia atrás nas pesquisas e com risco de perder, Jair Bolsonaro (PL) planejou dar um golpe de Estado”, é o que conta o jornalista Daniel Cesar, do IG, que ouviu “um aliado do entorno da Presidência”.

“O presidente reuniu os chefes das Forças Armadas e avisou que pretendia usar o artigo 142 da Constituição”, diz o aliado. O golpe estaria marcado para a segunda quinzena de novembro, após o segundo turno da eleição, portanto.

Com Lula eleito em 30 de outubro, Bolsonaro se isolou, abalado pela derrota, mas assessores teriam prosseguido com o plano de golpe.

O candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, o general Walter Braga Netto, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, teriam papéis centrais para levar o golpe adiante. “O general Braga Netto seria o responsável por reunir as Forças Armadas em torno da ruptura e colocar os militares nas ruas. O primeiro passo seria anunciar o fechamento do STF por fraude nas eleições”. Valdemar teria o papel de “acalmar” a classe política. “O Congresso não seria fechado e os políticos teriam a garantia de que seus mandatos seriam preservados”.

Bolsonaro ainda nomeou aliados no exterior para buscar respaldo internacional ao golpe. De acordo com a fonte ouvida pelo jornalista, até mesmo uma ligação ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi feita para buscar apoio.

No Brasil, bolsonaristas teriam passado a financiar e incentivar apoiadores do atual governo a sair às ruas pedindo intervenção militar, em um “teatro” para “obrigar” Bolsonaro a agir com mais firmeza. “Era tudo teatro”.

“No dia 30 de novembro veio a decisão de que não haveria uma ruptura por falta de apoio e Bolsonaro se sentiu abandonado”, conta a fonte.

O plano teria começado a ir por água abaixo quando o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, condenou o PL a pagar uma multa por litigância de má-fé ao questionar as urnas eletrônicas. Valdemar, então, recuou do golpe. “Sem dinheiro para pagar os funcionários e apoiadores, Valdemar não tinha força”.

Na sequência, Bolsonaro teria recebido a informação de que não teria o apoio de Putin para o golpe. Os Estados Unidos avisaram que também não apoiariam o golpismo bolsonarista e que, se preciso fosse, enviariam forças para restaurar a ordem no país. A decisão norte-americana teria feito com que os militares brasileiros abandonassem o plano.

“Justo no dia 30, quando Bolsonaro estava animado para anunciar a ruptura, ele ficou isolado e furioso”, conta a fonte.

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