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Revolta dos Malês


 

Benjamin Nunes Pereira*

A Revolta dos Malês, que chegou ao ponto mais alto em 1835, foi a que mais se destacou entre todas, completou neste mês de janeiro de 2021, 186 anos, dessa insurreição de escravos urbanos islamizados (malês). Ocorreram levantes na Bahia em 1807, 1809, 1813, 1826, 1828, 1830, 1835 e 1844. Existiam nessa época milhares de escravos africanos das etnias hauçá e nagô, procedentes do golfo de Benin. Eram dotados de conhecimentos culturais, e muitos sabiam ler e escrever em árabe. Os movimentos insurrecionais envolveram escravos e também negros libertos de Salvador e dos engenhos do recôncavo baiano. Eles dirigiam-se contra os brancos e visavam à tomada do poder na Bahia. Dotados de grande organização (estavam enraizados em toda Salvador e no recôncavo, tinham uma organização militar detalhada e conseguiram mobilizar recursos financeiros para os levantes), as insurreições fracassaram quase sempre devido à denúncia de traidores.
Antes dos quilombos, houve grande marco da resistência negra à escravidão. É importante salientar as rebeliões de cunho religiosos da Bahia e a importância de organização dos negros, criando governos secretos que mantinham um controle absoluto sobre a massa escrava muçulmana. Em dezembro de 1808, iniciou-se o processo de insurreição. Eram hauçás e nagôs, unidos pela fé islâmica. O costume dos padres católicos de separarem as nações em irmandades religiosas, para evitar a troca de informações, ainda não tinha penetrado no recôncavo baiano. E as duas nações, reconhecendo-se irmãs pelo islamismo, juntaram-se na rebelião que terminaria com a fuga em massa de hauçás e nagôs das cidades, em janeiro de 1809. A organização dessa fuga foi de uma sociedade secreta do governo dos negros, chamada OGBONI. Os escravos fugiam, encontravam-se no mato e voltavam às estradas, assaltando as fazendas, matando senhores e libertando outros negros, incendiando engenhos.
Uma importante rebelião dos negros hauçás islâmicos na Bahia foi a de fevereiro de 1813, quando 600 homens invadiram e mataram senhores, destruindo os engenhos. Eram todos negros hauçás, que foram mortos ou fugiram, alguns suicidaram para não caírem prisioneiros, 34 deles foram condenados à forca e os açoitaram duramente em praça pública.
De 1826 a 1830 vários choques entre nagôs aquilombados e forças comandadas por capitães-do-mato resultaram em muitas mortes de lado a lado, com extrema violência, torturas públicas e libertações de escravos e fugas para os quilombos. Essa violência foi marco para uma grande rebelião que explodiria no dia 13 de abril de 1830, fracassada porque uma negra convidada a participar denunciou o movimento. Essa incrível determinação de luta era alimentada pela fé religiosa o que não invalida a função social da luta, dirigida para se conseguir o direito de ter respeitada sua crença, a resistência contra o aviltamento da cultura africana. O que não lhes dá apenas um caráter guerreiro, como de homens que sabem ler e escrever em árabe.
FUNDAÇÃO DE UM ESTADO – Por tudo isso, a rebelião dos Malês de 1835, não era tão simples e anárquica como as primeiras, reuniram-se também nagôs e hauçás, os malês para fundarem um estado teocrático na Bahia. Desde 1805, a fundação desse Estado teocrático está sendo orientado desde a África. Os ALUFÁS trabalharam arduamente na Bahia: ensinavam a ler o Alcorão, a escrever em árabe ou em hauçá e iorubano com caracteres árabes e doutrinaram os negros. O grande erro dessa guerra santa era justamente ser “santa”: a jihad era dirigida contra todos os infiéis, não havendo distinção entre negros e brancos. Por isso, sem a solidariedade dos negros e das demais nações, ocorreram várias delações. A jihad dos malês dividia os negros. Em 1835, os escravos de outras religiões, católicos ou de vários sincretismos afro-baianos, temeram que a vitória dos malês implicasse um banho de sangue dos demais e delataram assustados a rebelião.
Mesmo assim, a guerra durou mais de uma semana. Mesmo sendo precedido de uma repressão violenta, como o enforcamento sumário de alguns líderes, para atemorizar a massa fanatizada. Foram mortos mais de cem negros só em Salvador, para evitar a rebelião. Embora de fundo nitidamente religioso, muitos negros sobreviventes atribuíram os motivos da guerra à resistência dos senhores brancos em aceitarem o pagamento para alforria dos escravos, o que deve ter contribuído para a disposição de luta dos malês.

Enfermeira vacinada que comparou CoronaVac com água é demitida de hospital no Espírito Santo


A enfermeira afirmou que tomou a vacina “por conta que quero viajar, e não para me sentir mais segura”. “Uma vacina que dá 50% de segurança para mim não é uma vacina. Tomei foi água”, declarou em vídeo nas redes sociais

(Foto: Reprodução/Instagram)

 A enfermeira Nathanna Faria Ceschim, que comparou a CoronaVac com água, foi demitida da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, no Espírito Santo. Ela postou um vídeo nas redes sociais debochando do imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan contra a Covid-19.

Em nota, o Hospital disse que “tomou todas as medidas cabíveis relacionadas ao assunto e que não mais se manifestará sobre o ocorrido”, mas ressaltou na nota que mantém “a postura clara e irrestrita com relação à importância da vacina como única solução possível para conter o avanço dos novos casos de coronavírus”.

A enfermeira será investigada pelo Conselho de Ética pelo Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo.

“Infelizmente, uma manifestação que gerou muita indignação entre os profissionais de Enfermagem e a sociedade. Antes de fazer uma publicação, avalie se não irá impactar negativamente a vida e a saúde das pessoas. A Enfermagem tem um papel social e educativo que não pode ser esquecido”, destacou o Coren.

No vídeo, a enfermeira afirmou que tomou a vacina “por conta que quero viajar, e não para me sentir mais segura”. “Uma vacina que dá 50% de segurança para mim não é uma vacina. Tomei foi água”, declarou.

Nas redes sociais, ela criticou as medidas contra ela. “Estou com a consciência limpa, não cometi crime algum. Em nenhum momento do vídeo fiz campanha contra a vacina. Apenas exerci meu direito como cidadã de expressar minha opinião, a famosa liberdade de expressão. Em nenhum momento eu debochei ou zombei dos mais de 200 mil óbitos que o Brasil teve”, disse.

“Os meus vídeos foram apenas exercendo meu direito de liberdade de expressão como cidadã. Eu fiz um vídeo caseiro, dentro da minha casa, sem expor ninguém, dando apenas o meu ponto de vista. Eu acho a vacina importante? Sim, mas não acho que seja a salvação do problema. Foi um ponto de vista meu”, disse ao jornal “A Gazeta”.

“Eu não fiz campanha contra a vacina, não falei para as pessoas não se vacinarem. Eu não fiz nada disso. Tanto que eu falo no vídeo ‘Olha, para mim, essa vacina não tem segurança, eu não tomei ela para me sentir mais segura’. Foi um ponto de vista meu”, afirmou.

 265 pessoas diagnosticadas com a Covid-19 estão em recuperação; 260 conquistenses mortos


De acordo com o Boletim epidemiológico desta segunda-feira (25), já foram confirmados 16.931 casos da Covid-19 em Conquista. 16.406 desses casos são de pessoas já recuperadas da doença, enquanto que outras 265 estão em recuperação – 41 estão internados em Vitória da Conquista; três, em outros municípios; e 221 em tratamento domiciliar.

Ainda são investigados 2.933 casos notificados por suspeita de infecção pela Covid-19 aguardam por classificação final, dos quais: 2.886 esperam pela investigação laboratorial e 47 pelo resultado do exame RT-PCR das amostras encaminhadas para análise no Lacen Estadual.

Hoje, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou os óbitos de três pacientes que estavam internados e tiveram complicações causadas pela Covid.

258º óbito – Mulher de 66 anos, moradora do bairro Brasil, portadora de Hipertensão e Doença de Parkinson. Foi internada no dia 10 de janeiro no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), onde faleceu em 22 de janeiro.

259º óbito – Homem de 77 anos, morador do bairro Brasil, portador de Diabetes Melitos e Hipertensão. Estava internado desde o dia 6 de janeiro no Hospital São Vicente, onde faleceu em 25 de janeiro.

260º óbito – Homem de 72 anos, morador do bairro Cruzeiro, portador de Cardiopatia e Diabetes Melito. No dia 17 de janeiro foi internado no Hospital São Vicente, onde faleceu em 25 de janeiro.

Ocupação de Leitos – Neste momento, 88 pacientes estão internados em parte dos 153 leitos disponíveis (83 enfermarias e 70 leitos de UTI) na rede SUS para tratamento de pacientes confirmados ou com suspeita de infecção pelo novo Coronavírus. Além de moradores de Vitória da Conquista, também estão internados residentes em outros municípios.

Clique aqui para acessar o Boletim epidemiológico completo.

Chegada de 54.600 doses da CoronaVac leva a Bahia a atingir mais de meio milhão de vacinas recebidas


Com 54.600 doses da CoronaVac, o imunizante produzido pelo Instituto Butantan e pela chinesa Sinovac Biotech, a carga seguiu para a Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), em Simões Filho, para que possa ser distribuída para todos os municípios baianos.
Esta nova leva faz parte do segundo pedido para uso emergencial da CoronaVac feito pelo Butantan à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A autorização foi dada pelo órgão federal na última sexta-feira (22).
Vacinas para a Bahia
A chegada deste novo lote ocorre exatamente uma semana após a primeira remessa de vacinas desembarcar na Bahia, com 376.600 doses da CoronaVac, no fim da noite da última segunda-feira (18).
Já a segunda leva de vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde para imunizar baianos de Salvador e de todas as cidades do interior chegou na manhã deste domingo (24) e foi composta por 119.500 doses da vacina Oxford/Astrazeneca.

Ao todo, já foram enviadas à Bahia 550.700 doses de vacinas contra o novo coronavírus.

Foto: Mateus Pereira/GOVBA

Bolsonaro está proibido de entrar em campo para entregar taça na Libertadores


Se Bolsonaro ou qualquer outro político estiver no Maracanã, o novo protocolo da Conmebol proíbe que ele desça ao gramado para participar da premiação

(Foto: Divulgação)

O jornalista Marcel Rizzo, em sua coluna no portal UOL, informa que “a direção da Conmebol elaborou um protocolo para o pós-jogo na final da Libertadores, que será disputada entre Palmeiras e Santos no sábado (30), no Maracanã. E, segundo o documento, nenhum convidado poderá estar no gramado durante a comemoração do time campeão e nem entregar a taça ao capitão. Isso incluí, claro, políticos”.

“Neste domingo (24), o blog de Danilo Lavieri mostrou que grupos de palmeirenses divulgaram uma carta aberta contra a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usar a partida para o que chamaram de ‘ações populistas’. Como o blog publicou, a Conmebol convidou Bolsonaro para acompanhar a decisão no Rio, mas ele ainda não decidiu se irá”, acrescenta o jornalista.

Segundo o jornalista, “como será preciso apresentar um teste negativo de Covid-19 para entrar no estádio, e usar máscara o tempo todo lá dentro, algo que Bolsonaro tem rejeitado fazer porque diz que já pegou a doença, nem a cúpula da Conmebol acredita que ele irá ao Maracanã”.

Acusado de “fura fila”, Carlos Bolsonaro nega ter tomado vacina e promove remédio sem eficácia
Em reação ao impeachment, Bolsonaro, Exército e PGR ameaçam implantar ditadura – Jeferson Miola
“De qualquer forma, se Bolsonaro ou qualquer outro político estiver no Maracanã o protocolo da Conmebol proíbe que ele desça ao gramado para participar da premiação. A previsão é que o presidente da Conmebol, o paraguaio Alejandro Dominguez, entregue a taça ao capitão do time vencedor”, explica.

Secretaria de Saúde altera ponto de vacinação


A Secretaria Municipal de Saúde informa que, por questões operacionais, a vacinação dos trabalhadores da saúde da rede hospitalar que iria acontecer no 9º Batalhão de Polícia Militar foi transferida para o Boulevard Shopping, na Avenida Olívia Flores.

A ação acontecerá no mesmo horário, de 9h às 11h30 e de 14h30 às 17h, e é destinada aos profissionais que não dispõem de veículo (pedestres). Quanto a ação de vacinação por meio de drive-thru, permanece a mesma estratégia já montada no Comando de Policiamento da Região Sudoeste (CPRSO), também nesse mesmo horário.

É importante que os profissionais estejam atentos aos comunicados oficiais da Prefeitura, divulgados no site e redes sociais, sobre a duração e desenvolvimento da estratégia de vacinação, enquanto houver estoque disponível.

Bancários do Banco do Brasil vão paralisar na sexta-feira (29)



Os funcionários do Banco do Brasil que compõem a base do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região deliberaram, em assembleia virtual, nesta segunda-feira (25), pela adesão à paralisação nacional contra as reestruturações no banco.

O ato nacional acontece na próxima sexta-feira (29), com a paralisação das atividades, mobilizações e o esclarecimento da população sobre os riscos do sucateamento do BB.

A direção do Banco do Brasil anunciou o fechamento de mais de cinco mil postos de trabalho, a desativação de 361 unidades, transferências compulsórias e a retirada de funções.

O movimento sindical e os trabalhadores preveem que as demissões vão precarizar o atendimento, aumentar o tempo de espera nas filas e sobrecarregar os demais funcionários, o que aumenta as chances de adoecimento físico e mental.

O BB é referência em diversos setores da economia brasileira. Estudos apontam que o banco público financia cerca de 60% da produção agropecuária, desde a agricultura familiar -produtora de alimentos básicos para a população – até os grandes produtores agrícolas.

A instituição também tem um forte papel social gerindo e operando políticas públicas, como programas de microcrédito produtivo, crédito Acessibilidade, crédito consignado, Pronaf e parte do FIES.

Na região, foi anunciado o fechamento das agências de Abaíra, Encruzilhada e Tremedal. A falta destas unidades bancárias resultará na fuga de capital para os outros municípios, agravando a crise econômica, o desemprego, além de dificultar o acesso de aposentados e demais usuários dos serviços.

O processo de desmonte do BB não se justifica, tendo em vista que o banco sempre figura como um dos mais lucrativos do Brasil. Somente nos três primeiros trimestres de 2019, o banco lucrou mais de R$ 10 bilhões, com a exploração de clientes e bancários.

O Sindicato denuncia que o sucateamento promovido pela direção do Banco do Brasil, com o aval do governo Bolsonaro, tem como objetivo principal reduzir a atuação da empresa e precarizar o atendimento com a finalidade de justificar uma futura privatização. Vale lembrar que em reunião ministerial, em abril do ano passado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou em tom agressivo que o BB é um “caso pronto de privatização” e que o governo “tem que vender essa p… logo”.

“O Banco do Brasil passa por sua terceira reestruturação em menos de quatro anos e em todas elas houve fechamento de agências, demissão de funcionários e transferência de tantos outros. Vamos resistir aos ataques e mostrar para à população os prejuízos dessas políticas do governo federal, que vêm matando as instituições paulatinamente com o único objetivo de privatizá-las. Por isso, vamos paralisar as atividades no Banco do Brasil no dia 29 contra mais essa reestruturação, que fere o banco gravemente e prejudica municípios, clientes e trabalhadores”, afirma Leonardo Viana, presidente do Sindicato dos Bancários.

257 mortos, 16.901 casos confirmados, 16.400 recuperados e 244 em recuperação


Acaba de ser divulgada a atualização do Boletim Epidemiológico com informações sobre a infecção da Covid-19 em Vitória da Conquista. Neste domingo (24), são registrados 16.901 casos da doença na cidade. O número de recuperados é 16.400, enquanto outros 244 seguem em recuperação (43 estão internados em Vitória da Conquista; quatro, em outros municípios; e 197 seguem em tratamento domiciliar)

Foram registrados ainda 2.841 casos suspeitos do Novo Coronavírus. Desse total, 2.798 aguardam por investigação laboratorial; e 43, pelo resultado do exame RT-PCR – as amostras são encaminhadas para análise no Lacen Estadual.

A Vigilância Epidemiológica também informa que, após investigação da Câmara Técnica Estadual de Óbitos, foi constatado que o óbito nº 237, divulgado no dia 11 de janeiro, não teve como causa a Covid-19. Portanto, essa ocorrência foi retirada do Boletim.

Neste domingo, o Município registra três óbitos em decorrência de complicações do Novo Coronavírus.

255º óbito – Mulher de 51 anos, moradora do Bairro Simão, não relatou comorbidades. Estava internada para procedimento cirúrgico em Salvador e faleceu no dia 31 de outubro. Em investigação clínica e epidemiológica, confirmou-se óbito por Covid-19.

256º óbito – Mulher de 101 anos, moradora do Bairro Patagônia, portadora de hipertensão e diabetes. Testou positivo para Covid no último dia 22 e, em domicílio, veio a óbito neste domingo.

257º – Homem de 69 anos, não relatou comorbidades. Foi internado na UPA no dia 21 de dezembro e transferido para hospital em Salvador, vindo a falecer no dia 7 de janeiro. Neste domingo, foi informado o óbito à Secretaria Municipal de Saúde.

Ocupação de Leitos – A rede hospitalar do SUS no município dispõe de 153 leitos para tratamento de pacientes confirmados ou com suspeita de infecção pelo novo Coronavírus. Desses, 83 são de enfermarias e 70 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Neste momento, estão internados 95 pacientes, que além de Vitória da Conquista também são oriundos dos seguintes municípios:

Educar é um ato de humanizar a si mesmo e o outro


Leonardo Teixeira

Podemos observar de maneira simples ou não, que todo ato de ensinar promove ao outro, a possibilidade de conhecer algo, de apropriar-se de um determinado conhecimento que antes lhe era inviável. Educar também é um ato de influenciar, de conduzir alguém num caminho que não seria possível se fosse sozinho. A educação é expandir fronteiras, é fazer caminhos e também possibilitar acessos. Além desses fatores, um dos mais importantes é o ato de educar como fator de promoção humana nas interações de igualdade.

Todos podem promover algum tipo de conhecimento com mais propriedade sobre o assunto ou não, uma evidência nítida são as Redes Sociais. Nelas, todos têm opiniões sobre diversos assuntos. No entanto, é interessante perceber que alguns falam com tanta convicção que nos fazem acreditar que realmente sabem o que falam. E a quantidade de pessoas que estão reproduzindo variados conteúdos que não conhecem a fundo realmente parece assustar. Ou seja, se está de acordo com aquilo que acredito (por mais que eu não saiba profundamente sobre esse assunto), então estarei pronto a repassar sem ao menos realizar uma pesquisa mais acurada. E é nesse cenário que observamos uma quantidade consideravelmente grande de atrocidades acontecendo pelo mundo. Então, educar não pode ser um ato isolado de promover conhecimento.

Como também, é fácil perceber que por causa da era digital muitas pessoas têm facilidade ao acesso dessas informações e com isso, usar esse conteúdo para influenciar com as intenções mais adversas. Podemos dizer que educar também não pode ser um ato isolado para influenciar ao próximo (que por vezes nem é tão próximo assim) com motivações pessoais egoístas que por vezes só interessa a um determinado público específico.

Quando consideramos a educação somente como aspecto de expandir conhecimento para abrir caminhos, precisamos refletir sempre quais caminhos são esses. O porquê dessa reflexão? Porque o educar como forma de expandir conhecimento apenas, pode gerar pessoas com muita ênfase na base teórica e pouco no campo da prática, isto é, pessoas que se dedicam relacionar-se com os livros somente. Todo conteúdo teórico é válido, porém, sempre é bom considerar o campo da prática também.

Educar implica em gastar tempo aprendendo bem para depois ensinar. Implica também considerar que ninguém sabe tudo. Educar envolve o respeito, caminhar ao lado, bem como possibilitar acesso ao conhecimento visando sempre um caminho de humildade, para promover novas possibilidades para todos. É fato que a educação passa por todas essas etapas e outras tantas que o leitor pode considerar. Contudo, um ato sublime (penso eu) de educar, deve ser a paixão que todo educador precisa manter quando promove conhecimento, a saber, um desejar intenso de olhar para o próximo continuamente com a esperança de ver nele o melhor. Promovendo tudo o que for necessário para que ambos, educador e educando, sejam dignificados nesse processo contínuo de humanizar-se através da educação.

Autor: Leonardo Taveira é professor especialista da Área de Educação do Centro Universitário Internacional Uninter.

FENAJ lança nesta terça-feira seu Relatório da Violência contra Jornalistas


Ano de 2020 foi o mais violento para os jornalistas brasileiros, desde o início da série histórica da Federação

Os ataques à imprensa e as agressões diretas a jornalistas explodiram no Brasil, em 2020. Em relação ao ano anterior, houve um aumento de mais de 100% dos casos, revelando uma significativa fragilização da liberdade de imprensa no país.

Os dados completos dessa escalada de violência constam do Relatório da Violência contra Jornalista e Liberdade de Imprensa – 2020, que a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vai lançar nesta terça-feira, 26, às 10 horas.

Pela primeira vez e em razão da pandemia de Covid-19, a entidade apresentará os números em plataforma virtual, com transmissão ao vivo pelo Facebook, e realizará coletiva de imprensa via plataforma StreamYard.

A atividade está incluída na programação da edição 2021 do Fórum Social Mundial e será conduzida pela presidenta da FENAJ, Maria José Braga. Ela adianta que a explosão de casos está associada à sistemática ação do presidente da República, Jair Bolsonaro, para descredibilizar a imprensa e à ação de seus apoiadores contra veículos de comunicação social e contra os jornalistas.

Até mesmo a cobertura jornalística da pandemia serviu de pretexto para os ataques. Jornalistas foram hostilizados por estarem trabalhando, por pessoas que desconhecem o papel do Jornalismo, ainda mais essencial durante uma crise sanitária. A TV Globo foi chamada, pelo presidente, de “TV Funerária”, por noticiar a escalada das mortes por Convid-19, que já ultrapassou as 200 mil.

Mas, para o número geral de ataques à liberdade de imprensa mais que dobrar em 2020, em comparação com 2019, houve crescimento em quase todos os tipos de violência categorizados pela FENAJ.  Os maiores aumentos foram nas categorias de Censura e Agressões verbais/Ataques virtuais.

Houve também, em 2020, o acréscimo de três categorias não identificadas em 2019: Ataques cibernéticos, Atentado e Sequestro/Cárcere privado. Não houve aumento somente nos casos de assassinatos e de racismos/injúrias raciais, com duas ocorrências de cada em 2020, o mesmo número registrado no ano anterior. Mas, para a FENAJ, o registro de duas mortes de jornalistas, por dois anos seguidos, é evidência concreta de que há insegurança para o exercício da profissão no Brasil.

Serviço
Lançamento do Relatório da Violência contra Jornalista e Liberdade de Imprensa – 2020.
Dia 26 de janeiro, terça-feira
10 horas
Evento on-line
Transmissão ao vivo pelo Facebook da FENAJ (Fenajoficial)
Entrevista coletiva pela plataforma StreamYard (inscrições pelo e-mail fenaj@fenaj.org.br).

Indústria calçadista vai gerar 1 mil empregos em Santo Antônio de Jesus


DASS já tem 4 fábricas na Bahia e vai implantar mais uma no antigo galpão da Ramarim

 

Responsável por mais de 10 mil empregos na Bahia, a DASS Nordeste Calçados e Artigos Esportivos pretende investir R$ 40 milhões na implantação de mais uma unidade industrial no estado, no município de Santo Antônio de Jesus, no galpão onde funcionava a Ramarim. A empresa, em atuação há 15 anos no estado, é voltada à fabricação de calçados esportivos e tem a previsão de gerar mais 1 mil empregos diretos e indiretos na primeira fase da operação. O protocolo de intenções foi assinado com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), nesta segunda-feira (25). A nova fábrica terá capacidade de produção de 2 milhões de pares por ano e pretende iniciar as obras em março deste ano.

“Três dos nossos maiores objetivos são: geração de empregos, redução das desigualdades regionais e sociais nos municípios e o fomento da economia baiana. A DASS é a maior empregadora da Bahia, tem 4 unidades industriais instaladas no Estado, sendo uma em Santo Estevão, uma em Itaberaba e duas em Vitória da Conquista. Tivemos no início de 2020 o fechamento da Ramarim em Santo Antônio de Jesus, mas agora temos essa excelente notícia para o município. Estamos no caminho certo, o governador Rui Costa e eu estamos empenhados em estimular novos investimentos na Bahia”, destaca o vice-governador João Leão, secretário de Desenvolvimento Econômico.

De acordo com o diretor presidente da empresa, João Henrique Hoppe, no aporte total do investimento está previsto a criação de um Outlet na região, para comercializar produtos fabricados na unidade de Santo Antônio de Jesus. “A DASS pretende ampliar as suas operações aqui na Bahia, com a maior parte da operação concentrada na região. Neste ano de 2021 estamos fazendo a ampliação dessa operação, com parte dela destinada ao município de Santo Antônio de Jesus, onde existe uma edificação do Governo, que já era uma indústria calçadista. Portanto, possui mão de obra com experiência, que nos permite iniciar de forma imediata essa expansão no município. Estamos aqui confirmando a nossa parceria com a Bahia e os baianos e fazendo uma aposta no Brasil”, explica.

Bolsonaro retoma ataque às medidas contra pandemia e divulga discurso negacionista (imbecil) de presidente do TJ do Mato Grosso do Sul


Jair Bolsonaro divulgou trecho de discurso proferido pelo juiz federal Carlos Eduardo Contar que, ao tomar posse como presidente do TJ-MS, classificou como “esquizofrenia” as medidas contra a Covid-19 e atacou a mídia

(Foto: Divulgação)

Jair Bolsonaro divulgou na manhã desta segunda-feira (25) um trecho do discurso proferido pelo juiz federal Carlos Eduardo Contar, que tomou posse como presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) na última sexta-feira (22). O magistrado, que não usou máscara durante a cerimônia, classificou as medidas contra a propagação do coronavírus como “esquizofrenia e palhaçada midiática fúnebre”.

“Mostremos nós trabalhadores do serviço público responsabilidade com os deveres e obrigações com aqueles que representamos, e por isto mesmo, retornemos com segurança, pondo fim à esquizofrenia e palhaçada midiática fúnebre, honrando nossos salários e nossas obrigações, assim como fazem os trabalhadores da iniciativa privada, que precisam laborar para sobreviver e não vivem às custas da viúva estatal com salários garantidos no fim de cada mês”, diz o magistrado.

Antes, o juiz estimulou as pessoas a desobedecerem as regras de distanciamento social. “Voltemos nossas forças ao retorno ao trabalho, deixemos de viver conduzidos como rebanho para o matadouro daqueles que veneram a morte, que propagandeiam o quanto pior melhor, desprezemos pois o irresponsável, o covarde e picareta da ocasião que afirma ‘fiquem em casa’, ‘não procurem socorro médico com sintomas leves’, ‘não sobrecarreguem o sistema de saúde’. É, paciência senhores, os tempos realmente são estranhos”, disse.

Bolsonaro já violou recomendações de autoridades de saúde em diversas ocasiões, ao estimular aglomerações, descumprir normas de distanciamento social e ir às ruas sem máscara.

Em carta publicada na noite desta sexta-feira (22) na revista médica The Lancet, o epidemiologista Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas (RS), apontou que o “subdesempenho” do governo Bolsonaro nesta pandemia custou a vida de 156 mil brasileiros.

Atualmente, o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking global de casos de coronavírus (8,8 milhões), atrás de Índia (10,6 milhões) e Estados Unidos (25,7 milhões). O governo brasileiro também registra a segunda maior quantidade de mortes (217 mil) – na primeira colocação estão os EUA (429 mil).