STF se acovarda e mantém Lula preso; nem os tontos do MBL esperavam algo diferente


Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal negou a liberdade imediata do ex-presidente Lula em caráter liminar, conforme proposto por Gilmar Mendes, enquanto aguarda o julgamento do mérito do habeas corpus sobre a suspeição de Sergio Moro; além de Gilmar, Lewandowski foi favorável a Lula livre; Edson Fachin, Celso de Mello e Cármen Lúcia, contra

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal negou nesta terça-feira 25 a liberdade imediata do ex-presidente Lula em caráter liminar, proposta pelo ministro Gilmar Mendes no início da tarde desta terça-feira 25.

A discussão aconteceu em meio ao julgamento de um habeas corpus que denuncia a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça. A votação sobre a suspeição de Moro foi pausada enquanto estava em 2 a 1 e voltará a ser discutida em agosto.

Gilmar propôs que o recurso sobre Moro voltasse a ser julgado com calma, posteriormente, para que se fizesse uma análise cuidadosa a respeito também dos vazamentos do site The Intercept. Mas que enquanto isso, Lula deveria aguardar o resultado em liberdade.

No caso da liberdade em caráter liminar, além de Gilmar, votou favorável o ministro Ricardo Lewandowski. Já Edson Fachin, Celso de Mello e Cármen Lúcia votaram por negar a soltura de Lula até que o STF julgue o mérito do habeas corpus pedido por Lula, deixando o placar em 3 a 2.

Militar é preso com drogas em avião da FAB em novo golpe na imagem de Bolsonaro


A prisão do militar da Aeronáutica na Espanha, com drogas em um avião da FAB é um duro golpe nos planos do governo de melhorar a imagem de Jair Bolsonaro; episódio fornece munição para os críticos acusarem o governo de coisas ainda piores que as críticas já proferidas na área de costumes.
O Ministério da Defesa informou nesta terça que um militar da Aeronáutica foi detido no aeroporto de Sevilha, Espanha, por suspeita de envolvimento no transporte de substância entorpecente.

“Os fatos estão sendo apurados e foi determinada a instauração do Inquérito Policial Militar (IPM)”, diz o ministério. “O Ministério da Defesa e o Comando da Aeronáutica repudiam atos dessa natureza e darão prioridade para elucidação do caso, aplicação dos regulamentos cabíveis, bem como colaboram com as autoridades”, complementa a nota.

Segundo a revista Veja, embora o militar não tenha ligação com a comitiva de Bolsonaro que vai ao Japão nesta semana, o episódio fornece munição para os críticos acusarem o governo de coisas ainda piores que as críticas já proferidas na área de costumes.

Gilmar propõe a liberdade imediata de Lula


O ministro Gilmar Mendes propôs nesta terça-feira, 25, a liberdade imediata do ex-presidente Lula; “Tem razão o nobre advogado quando alega o alongamento desse período de prisão diante da sentença e condenação confirmada em segundo grau”, disse Mendes

Gilmar Mendes dá lição a Sérgio Moro

 O ministro Gilmar Mendes propôs nesta terça-feira, 25, a liberdade imediata do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início desta tarde na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal.

Em fala antes do início do julgamento do habeas corpus de Lula, Gilmar Mendes deu razão à defesa de Lula, que alega alongamento da prisão, decretada após a segunda instância.

“Diante das razões que eu expus, e do congestionamento da pauta, havia indicado o adiamento. Tem razão o nobre advogado quando alega o alongamento desse período de prisão diante da sentença e condenação confirmada em segundo grau. Como temos toda a ordem de trabalho organizada, o que eu proponho é de fato conceder uma medida para que o paciente aguardasse em liberdade a nossa deliberação completa. Encaminharia nesse sentido, se o colegiado assim entendesse.”

Liberdade econômica em amarras de baixo risco


Foto: Tadeu Brunelli/tbfoto.com.br
*por Luciano Minto

A recente MP 881, chamada de Medida Provisória da Liberdade Econômica, veio para garantir o livre mercado, o amplo exercício da atividade econômica e consagrar o princípio da intervenção mínima do Estado.

Para atingir seus objetivos a MP 881 introduziu algumas liberdades, das quais destaco: de burocracia, de ser presumido de boa-fé, de inovar, de pactuar, de não ficar sem resposta, de digitalizar, de crescer, de empreender, de redigir contratos com padrão internacional e de regularização societária.

Em ambiente legislativo de liberdade, alguns questionaram a possibilidade da criação de empresas de fachada, poluentes, sem fiscalização, em desrespeito ao direito de vizinhança, horário de funcionamento e etc.

As dúvidas não procedem, pois as tais liberdades foram estabelecidas para empresas que desenvolvem atividades de “baixo risco”.

O que o governo está fazendo não é inusitado, pois a Lei nº 11.598 de 2007 já estabelecia diretrizes e procedimentos para a simplificação e integração do processo de registro e legalização de empresários e de pessoas jurídicas.

A resolução nº 51 apresentada pelo Comitê para Gestão da Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (CGSIM) define que as  atividades consideradas de “baixo risco” deverão respeitar o meio ambiente, as leis trabalhistas e não poderão gerar poluição sonora, nem perturbar o sossego da população.

Aponto finalmente que, as atividades de baixo risco, independente da MP, já são desenvolvidas em qualquer dia e horário mediante a observância dos dispositivos antes apontados, como é o caso dos cinemas em funcionamento durante as madrugadas e finais de semana ou clínicas médicas e de imunização humana, laboratórios clínicos e outros.

Tratando de pequenos negócios, representativos de quase 1/3 do PIB nacional, mais da metade dos empregados e 99% das empresas em atividade, a MP tende a simplificar a burocracia dos empreendimentos enquadrados nas atividades de baixo risco, fruto de quem tem pouco capital e muita inspiração.

Gastos com assessores fogem das possibilidades dos pequenos empreendedores beneficiados pela MP, de sorte que, sob tais premissas, não é o novo formato que vai impactar na redução da carga de trabalho.

A MP fará com que contadores e advogados foquem em questões mais relevantes, que importem no fortalecimento de uma sociedade mais evoluída e menos imiscuída em chicanas que estagnam a economia e impedem a distribuição de renda.

Com a abertura de novas oportunidades fruto das inovações propostas pela MP, os profissionais terão que estar preparados para um mercado voltado para o empreendedorismo.

Ao estabelecer garantias de livre mercado e consagrar a intervenção mínima do Estado nas relações privadas, a MP pretende enxergar os contratantes como entes dotados de plena capacidade para contratar, criando um ambiente de relações e negócios onde o contrato seja lei entre as partes e os ajustes efetivamente cumpridos.

Em tempos de economia em baixa e o fomento ao empreendedorismo em alta, a chamada “MP das Startups”, cria ambiente favorável aos negócios mediante o uso de novas tecnologias, apesar das incertezas e crises políticas que não cansam de minar o mercado.

Para isso, a norma editada permite aos empreendedores implementar, testar e oferecer, gratuitamente ou não, um novo produto ou serviço para um grupo privado e restrito de pessoas maiores e capazes, que se valerá exclusivamente de propriedade privada própria ou de terceiros consensuais.

O fato é que o país e a economia estão agonizando. Não é razoável manter infindáveis discussões judiciais ou administrativas que funcionam como verdadeiras travas para o desenvolvimento da atividade econômica, mesmo que impliquem em redução de carga de trabalho de certas categorias.

*Paulo Luciano de Andrade Minto é
advogado, sócio da Andrade Minto Advogados e ex-diretor da OAB/SP

Presidente do Senado diz que, se conversas vazadas de Moro fossem de um parlamentar, ele já estaria ‘preso ou cassado’


O senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal Foto: Jorge William 28/05/2019 / Agência O Globo
O senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal Foto: Jorge William 28/05/2019 / Agência O Globo
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BRASÍLIA — Se as conversas vazadas do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, envolvessem um parlamentar, o político já estaria preso ou cassado. A dura avaliação foi feita na noite desta segunda-feira pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre(DEM-AP), durante evento organizado pelo site Poder 360. Embora tenha feito a ressalva de que é preciso saber se as conversas divulgadas pelo site The Intercept são mesmos verdadeiras, Alcolumbre afirmou que, no caso de um parlamentar, isso nem seria levado em conta, porque o conteúdo “é grave”.

Segundo o presidente do Senado, Moro teria ultrapassado o limite da ética que regula as relações entre um juiz e as partes do processo. Conversas por intermédio de um aplicativo de celular atribuídas ao ex-juiz da 13ª Vara Federal em Curitiba e o procurador da Lava-Jato Deltan Dallagnol revelaram supostas combinações sobre a condução da operação. Alcolumbre destacou que as pessoas “têm o direito” de conversas, mas “no limite da Constituição”.

— Do ponto de vista ético, ultrapassou. Porque o juiz não pode conversar com o procurador. Se aquilo ali for tudo verdade, esse é o problema — disse Alcolumbre. — Aquela conversa não era para ter sido naquele nível entre o acusador e o julgador. (Se verdadeiras) são graves, muito graves. Se isso for verdade, se comprovar que é verdade, vai ter um impacto grande. Não em relação à operação (Lava-Jato), ninguém contesta isso nunca, mas em relação a procedimentos. De maneira procedimental, isso não é coisa boa para um julgador. Na política, se fosse com deputado ou senador, tava no Conselho de Ética, tava cassado ou tava preso. E não precisava nem provar se era com hacker, se era legal.

ENTENDA : Os fatos citados por Moro e Dallagnol em diálogos vazados

O presidente do Senado disse que não sabe dizer se o conteúdo das conversas pode ser usado para anular os processos da Lava-Jato. Moro contesta a autenticidade dos diálogos e defende não haver infrações nos textos divulgados. Ele atribui os vazamentos a um “ataque orquestrado” contra a operação contra a corrupção.

— Não sei se pode anular, como vai anular uma operação dessas — disse Alcolumbre.

O ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro prestou depoimento no Senado Federal, respondendo perguntas sobre as mensagens trocadas com procuradores durante as operações da Lava-Jato
O ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro prestou depoimento no Senado Federal, respondendo perguntas sobre as mensagens trocadas com procuradores durante as operações da Lava-Jato

O presidente do Senado destacou ainda que não seria o caso de usar o episódio de Moro para abrir uma CPI porque o Congresso deve ter outras prioridades.

— Do mesmo jeito que falei da CPI do Judiciário, falei da CPI do Moro. Não precisa disso, vamos cuidar da reforma. Do jeito que o Brasil não merece CPI do Lava Toga, não merece isso, não vai colaborar com o Brasil. Não é bom para o Brasil mesmo. Isso não vai ajudar na política. Vamos fazer o que tem que fazer para o bem.

Zé Cocá apóia treinamento de agricultores para acessar programa de inclusão produtiva


Com apoio e participação do deputado estadual Zé Cocá (PP), o Conselho de Desenvolvimento Sustentável de Lafaiete Coutinho promove nesta sexta-feira (28), às 8:30hs, na Câmara de Vereadores deste município, uma oficina de divulgação e treinamento visando capacitar agricultores para participar do edital 14/2019 do projeto Bahia Produtiva, que vai selecionar projetos socioambientais voltados para conservação e uso sustentável da biodiversidade. De acordo com o presidente do conselho, Bilizário Souza Machado, o evento é aberto aos agricultores do Vale do Jequiriçá, Rio das Contas e região de Jequié.

Zé Cocá explica que o edital, lançado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), através da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vai destinar recursos da ordem de R$ 22,5 milhões, que serão divididos entre 75 projetos socioambientais, selecionados depois da etapa de manifestação de interesse. “Com essa oficina queremos criar condições para que bons projetos possam ser elaborados pelas entidades da nossa região”, afirma Zé Cocá, destacando que “lutamos para melhorar as condições de vida da população rural, diversificando as fontes de renda, visando também a conservação de mananciais e da biodiversidade”. Ele destaca ainda que “apresentar projetos bem estruturados vai permitir a inclusão produtiva e fomentar o acesso aos mercados dos agricultores familiares”.

Pressão bolsonarista afasta Paulo Henrique Amorim na Record; não é só em Vitória da Conquista


Jornalista ficará afastado por um período após 14 anos ininterruptos no programa Domingo Espetacular; editor do blog de esquerda Conversa Afiada, PHA vinha sendo motivo de pressão bolsonarista contra a emissora por suas críticas ao presidente e, mais recentemente, a Sérgio Moro

 
O jornalista Paulo Henrique Amorim ficará afastado por um período após 14 anos ininterruptos no programa Domingo Espetacular, da TV Record.

Editor do blog de esquerda Conversa Afiada, PHA vinha sendo motivo de pressão bolsonarista contra a emissora, que é apoiadora do governo, por suas críticas ao presidente e, mais recentemente, ao ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Segundo o colunista Daniel Castro, do Notícias da TV, “a Record convocou o apresentador para uma reunião na tarde desta segunda-feira (24) e lhe comunicou que ele está fora do programa. Amorim, que tem contrato até 2021, não será demitido.

A Record confirmou a informação e disse que Amorim, com “sua experiência e talento”, poderá ser alocado em novos projetos da diretoria de Criação de Jornalismo.

Retirada de habeas corpus de Lula da pauta do STF ‘é mais uma manipulação’, diz Wadih Damous


Nesta segunda-feira, a pedido do ministro Gilmar Mendes, o caso em que a defesa do ex-presidente alega suspeição de Sergio Moro saiu da lista de julgamentos

STF: “De ordem do ministro Gilmar Mendes, vistor, o processo foi retirado do calendário de julgamento do dia 25/6/2019”

São Paulo – “É mais uma manipulação de pauta, e mais um atentado ao ordenamento jurídico brasileiro. O habeas corpus é uma ação que está no rol daquilo que a doutrina chama de ‘remédio heroico’. Tem que ser apreciado com precedência em relação a qualquer outro processo.” A avaliação é do advogado e ex-deputado federal Wadih Damous, após a retirada de pauta do julgamento do Habeas Corpus 164.493, em que os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva alegam a suspeição do ex-juiz Sergio Moro no processo do tríplex de Guarujá (SP).

“Isso está lei e no Estatuto do Idoso, no caso do Lula. Em relação a determinadas personagens, no sistema de Justiça, a lei hoje não quer dizer mais nada”, acrescenta. O ministro Gilmar Mendes, que havia pedido vista do processo, decidiu retirar o caso da pauta nesta terça (24). “De ordem do excelentíssimo ministro Gilmar Mendes, vistor, certificamos que o processo foi retirado do calendário de julgamento do dia 25/6/2019”, informa o STF na página referente ao HC de Lula.

“É mais uma uma atitude política de quem deveria estar julgando de acordo com a lei. A ministra Cármen Lúcia já havia feito a mesma coisa quando estava na presidência da corte”, diz Damous, em referência ao julgamento das Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) 43, 44 e 54, que discutem a prisão ou não após condenação em segunda instância.

Então presidente do STF, Cármen se recusou a pautar as ADCs durante o ano de 2018, mesmo após o ministro Marco Aurélio, relator das ações, ter liberado as três para julgamento pelo plenário no final de 2017. A partir desta terça-feira (25), a ministra passa a ocupar a presidência da Segunda Turma no lugar de Ricardo Lewandowski.

“Objetivamente, quando se trata do presidente Lula, tudo tem um tratamento diferente do ordinário. É o ‘procedimento Lula’, em todos os aspectos, até numa pauta de processo o caso dele tem tratamento diferenciado”, diz Damous.

O HC de Lula não tem data para ser analisado pela Turma, o que pode acontecer apenas em agosto, depois do recesso do Judiciário brasileiro. O processo já tem dois votos, ambos contrários ao pedido da defesa. Em dezembro, os ministros Edson Fachin, relator da Lava Jato no tribunal, e a ministra Cármen Lúcia votaram contra o pedido de suspeição de Moro. Depois disso, Gilmar Mendes pediu vista. Além deles, compõem o colegiado os ministros Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

A suspeição do ex-juiz e atual ministro, de acordo com aliados de Lula, se concretizou depois que ele aceitou convite para o cargo de ministro da Justiça e Segurança de Jair Bolsonaro (PSL). Os vazamentos das conversas de Moro com o procurador Deltan Dallagnol, revelados por The Intercept, segundo os advogados e aliados de Lula, reforçam os argumentos da defesa.

Seis meses após saída de médicos cubanos, governo não sabe como suprir demanda


Reportagem do “New York Times” mostra que déficit chega a quase 3 mil municípios. Mas só cerca de mil devem receber médicos a partir desta terça (25)

Ao menos 28 milhões de brasileiros estão sem assistência médica desde a saída dos cubanos do programa. Indígenas, ribeirinhos e população periférica são os mais prejudicados com a falta de médicos

São Paulo – O governo Bolsonaro parece ainda não ter encontrado uma solução para preencher as 3.847 vagas deixadas por médicos cubanos no Brasil. Seis meses após o governo de Cuba anunciar o fim de sua participação no programa Mais Médicos, em decorrência de falas ameaçadoras de Bolsonaro à presença dos profissionais no país, 28 milhões de brasileiros estão sem assistência médica.

Os dados sobre o desmonte da saúde no país foram expostos pelo The New York Times. Em recente reportagem, o jornal norte-amricano mostra que quase 3 mil municípios continuam desassistidos, principalmente as comunidades indígenas e ribeirinhas e as populações das regiões periféricas. Uma situação que ocorre por conta do descaso com que o governo Bolsonaro trata a saúde pública, segundo avaliação do ex-ministro Arthur Chioro, em entrevista à Rádio Brasil Atual.

“São dirigentes inescrupulosos que fundamentam suas ações por um viés meramente ideológico, sendo incapazes de enfrentar a realidade e admitirem que o programa Mais Médicos poderia inclusive ser aperfeiçoado”, afirma o ex-ministro à repórter Nahama Nunes. Em fevereiro, o Ministério da Saúde chegou a anunciar que as vagas deixadas com a saída dos cubanos tinham sido preenchidas por médicos brasileiros. No entanto, já em abril, milhares desses profissionais desistiram, muitos sequer compareceram ao trabalho. O governo afirmou que mais que mais de mil municípios, além de 10 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, começarão a receber 1.975 médicos, a partir desta segunda-feira (24). Um número ainda abaixo da demanda.

EEstudo realizado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) mostra ainda que o Brasil poderá registrar, até 2030, 100 mil mortes consideradas evitáveis devido à paralisação do programa Mais Médicos e do congelamento dos gastos federais na saúde do país com a Emenda Constitucional 95, conhecida como PEC do Teto de Gastos. “Lamentavelmente nós estamos lidando com um governo, um presidente da República e ministro da Saúde que não têm nenhum compromisso com a vida”, critica Chioro.

Ouça a reportagem na íntegra

R$ 6 bi em impostos, empregos formais e vício: os desafios da legalização dos jogos de azar no Brasil


Apesar de ser proibido no Brasil há 77 anos, 20 milhões de brasileiros apostam diariamente no jogo do bicho

Foto: Cintia Moreira

Ainda que seja proibido no Brasil, os jogos de azar nunca deixaram de fazer parte da rotina dos brasileiros. Um estudo de 2018 do Portal BNLData, em parceria com o Instituto Brasileiro Jogo Legal, indica que as apostas ilegais movimentam, anualmente, cerca de R$ 20 bilhões.

A maior fatia vem do jogo do bicho (R$ 12 bi), seguido por bingos (R$ 1,3 bi), caça-níqueis (R$ 3,6 bi) e apostas esportivas e jogos pela internet (R$ 3 bi). Apesar de ser proibido desde a década de 40 no Brasil, a estimativa é que 20 milhões de brasileiros apostam diariamente no jogo do bicho e mais de 10 milhões em jogos pela internet.

O assunto volta à pauta do Congresso Nacional, que pode aprovar ainda este ano a criação do Marco Regulatório dos Jogos no Brasil, através do substitutivo ao PL 442/91, na Câmara dos Deputados, e o PLS 186/14, no Senado Federal. As duas propostas estão prontas para votação no Plenário das duas Casas Legislativas.

“O jogo está proibido no Brasil há 77 anos. Se a gente tributasse os R$ 20 bilhões que hoje nós temos em arrecadação com o jogo clandestino, nós estaríamos falando em algo de R$ 6 bilhões por ano (de impostos). Se a gente multiplicasse R$ 6 bilhões por 77, a gente chegaria em uma conta tão absurda, mas que vale a pena fazer, que é algo em torno de R$ 462 bilhões, recursos estes que seriam para os cofres públicos”, estima o presidente do Instituto Brasileiro Jogo Legal, Magno José.

O levantamento do instituto calcula que a legalização dos jogos de azar no Brasil geraria 658 mil empregos diretos e 619 mil empregos indiretos por meio da cadeia produtiva. Mais da metade dessas vagas formais de emprego (450 mil) viriam do jogo do bicho.

Apesar do ganho econômico e social, o aspecto da saúde deve ser levado em conta. Segundo a especialista em transtornos de impulso, Suely Sales Guimarães, a regulamentação desses estabelecimentos aumentaria, naturalmente, o número de pessoas viciadas.

“Esse envolvimento com a atividade de jogo, em princípio, acontece em um contexto prazeroso. Acontece que, ao longo do tempo, essa atividade torna-se uma atividade adictiva (de recuperação de dependências). É semelhante a adicção ao álcool, à cocaína, à heroína, a qualquer droga química. Então, isso seria uma adicção comportamental, não química. E a pessoa pode desenvolver o transtorno do jogo patológico”, alerta Suely.

Invasão ou doação? Veja como funcionam as regras para o usucapião


Conheça as condições para entrar com o pedido de posse e como evitar que conhecidos ocupem o imóvel
O usucapião acontece não apenas em terrenos rurais, mas também na cidade grande. Muitas vezes, pessoas próximas ocupam imóveis cujos donos morreram e esperam que não haja a contestação de parentes ou amigos

Foto: Marcos Ramos / Agência O Globo
O usucapião acontece não apenas em terrenos rurais, mas também na cidade grande. Muitas vezes, pessoas próximas ocupam imóveis cujos donos morreram e esperam que não haja a contestação de parentes ou amigos

RIO — Você sabe se o seu vizinho é realmente o dono do apartamento onde mora? Ou ele apenas tomou posse do bem após o antigo morador morrer? O usufruto de um imóvel vazio por amigos, vizinhos ou empregados de um proprietário que já faleceu e não tem herdeiros é mais comum do que se imagina.

Em Copacabana, há o caso de um ex-zelador que, após o falecimento de um casal de idosos sem filhos, se mudou para lá com a família. Na Tijuca, foi uma amiga que prestou auxílio à proprietária em seus últimos dias. Depois da morte, há três anos, ela se mudou de mala e cuia e por lá ficou.

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Mas o que acontece quando uma pessoa se instala em um imóvel que não é dela? De acordo com o especialista em direito imobiliário Hamilton Quirino, em caso de invasão, o proprietário pode recorrer à Justiça para retirar os moradores.

Entretanto, como nos casos acima, se ninguém aparecer por um determinado tempo, o morador pode entrar com o pedido de usucapião. A modalidade é antiga, complexa, às vezes polêmica, e tem se tornado mais comum desde 2016, quando houve a regulamentação do usucapião extrajudicial, em que não há a necessidade de processo.

Segundo o advogado Leandro Sender, o morador também pode iniciar os trâmites pela via judicial (ou no caso de não ter obtido êxito extrajudicialmente).

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— Na via judicial, o juiz expede uma ordem de registro do título ao Registro de Imóveis. O usucapião extrajudicial é feito via Cartório de Notas, por meio de uma ata notarial, que vai diretamente para o Registro de Imóveis. É mais simples e menos demorado, mas ainda não está bem consolidada porque é recente — acrescenta Quirino.

O também advogado Gilberto da Rocha Bento Jr explica que, em geral, os requisitos para adquirir uma propriedade por usucapião é ter a posse mansa e pacífica.

— Isso significa que o morador deve estar no imóvel particular há muitos anos, agindo como se fosse proprietário, pagando impostos e demais obrigações da área sem contestação do dono.

Fux afirma que conversas entre Dallagnol e Moro nunca existiram


Segundo a coluna de Mônica Bergamo, ministro do STF procurou colegas para esclarecer episódio

Redação
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ ABr
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ ABr

O ministro Luiz Fux procurou colegas no Supremo Tribunal Federal(STF) para esclarecer o episódio “In Fux We Trust”, em que o ministro da Justiça, Sergio Moro, diz a procuradores da Lava Jato, numa mensagem, que confiava no magistrado, afirma a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com a publicação, Fux afirmou a outros ministros, o diálogo, como relatado pelo procurador Deltan Dallagnol a Moro, não existiu.

Dallagnol afirmou a colegas que Fux tinha dito, num encontro, que os procuradores poderiam “contar com ele para o que precisarmos”.