Poções poderá ter uma base avançada do Corpo de Bombeiros


O deputado estadual Fabrício Falcão (PCdoB) foi o interlocutor de uma reunião, na última quinta-feira, 21, entre a Prefeitura de Poções e o Corpo de Bombeiros da Bahia para discutir a implantação de uma base avançada dos Bombeiros no município. “Estamos trabalhando para que esse projeto seja implantado em Poções, porque vai trazer mais segurança para o município e região”, afirmou Fabrício.

A prefeita Dona Nilda frisou que a base facilitará as ações de contenção e atendimento às ocorrências em Poções e em municípios da região, oferecendo agilidade nos serviços prestados pela Corporação, como salvamentos e socorros públicos.

Participaram da reunião o deputado Fabrício, a prefeita Nilda, Major Alécio Marques, comandante da 79ª CIPM, o bombeiro militar Adson Marchesini, Dr. Otto, ex-prefeito, e membros da gestão municipal.

YouTube derruba live em que Bolsonaro associa Aids com vacina da Covid e suspende canal por uma semana


Na noite desta segunda-feira (25), o YouTube tirou do ar a live semanal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) transmitida na última quinta-feira (21). Facebook e Instagram fizeram o mesmo no domingo (24).

Nela, Bolsonaro leu uma suposta notícia que alertava que “vacinados [contra a Covid] estão desenvolvendo a síndrome da imunodeficiência adquirida [Aids]”.

Médicos, no entanto, afirmam que a associação entre o imunizante contra o coronavírus e a transmissão do HIV, o vírus da Aids, é falsa, inexistente e absurda.

A relação estabelecida por Bolsonaro gerou revolta nas comunidades médicas e científicas nos últimos dias. Em entrevista ao Painel, Carlos Lula, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), classificou a live como absurda, trágica, falsa, mentirosa e grotesca.

“Removemos um vídeo do canal de Jair Bolsonaro por violar as nossas diretrizes de desinformação médica sobre a Covid-19 ao alegar que as vacinas não reduzem o risco de contrair a doença e que causam outras doenças infecciosas”, disse o YouTube, em nota.

“As nossas diretrizes estão de acordo com a orientação das autoridades de saúde locais e globais, e atualizamos as nossas políticas à medida que a orientação muda. Aplicamos as nossas políticas de forma consistente em toda a plataforma, independentemente de quem for o criador ou qual a sua opinião política”, completou.

A plataforma também suspendeu por uma semana o canal de Jair Bolsonaro. Ele não poderá publicar novos vídeos nesse período. Caso ele volte a publicar um vídeo com desinformações em 90 dias, a suspensão dobrará de tempo.

Dinailton registra chapa ´OABpraValer´


´ Advogada civilista D´jane Silva é candidata a vice 

Fotos: Adriano Cardoso

OABpraValer, chapa liderada pelo ex-presidente Dinailton Oliveira, foi registrada (com o número 58) exatamente às 10h50 da manhã desta segunda-feira (25), na sede da OAB-BA, tendo como vice-presidente a advogada D´jane Silva, ativista na área de direitos humanos e presidente da Associação Baiana dos Advogados Civilistas. Acompanhado por um grupo expressivo de apoiadores da sua candidatura, Dinailton reafirmou seu compromisso de lutar pela defesa da advocacia e reestruturação do Poder Judiciário.

“O enfrentamento ao Judiciário, para que respeite as nossas prerrogativas e assegure a efetividade da prestação jurisdicional, só será possível com uma Ordem independente e autônoma”, defendeu o ex-presidente. Ele lembrou que na sua gestão, de 2004 a 2006, empreendeu a campanha ´Justiça pra Valer´, que mobilizou todo o estado e teve o envolvimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A retomada desse movimento, inclusive, foi uma reivindicação do grupo que defende sua volta à presidência da instituição.

Chapa da esperança

A candidata a vice-presidente D’jane Silva foi pré-candidata a presidente e optou por retirar seu nome da disputa por concordar com as propostas do movimento ´OABpraValer´. Ativista social em direitos humanos e presidente da Associação Baiana de Advogados Civilistas, ela é uma das fundadoras do Movimento Nacional a Ordem é dos Advogados (MOA), pela inclusão da advocacia.

Ana Patrícia quer isenção de anuidade para jovem advogado e descontos para toda advocacia


Primeira proposta da Chapa OAB de Coração 52 é lançada um mês antes da eleição

Foto: ASCOM/Ricardo Oliveira

Foto: ASCOM/Ricardo Oliveira

 

Conhecendo as dores daqueles que iniciam a sua trajetória na advocacia, dores essas agravadas durante a pandemia do Covid, Ana Patrícia apresenta proposta de redução do valor da anuidade da OAB-BA, propondo condições especiais para a Nova Advocacia, atendendo assim todos aqueles que possuam até cinco anos de inscrição.

Concluir a faculdade e não ter dinheiro para dar início ao sonho de advogar é uma realidade de muitos jovens. Foi com essa situação que Ana Patrícia Dantas Leão se deparou ao deixar as cadeiras da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia.

Embora vocacionada para o exercício da advocacia, naquela oportunidade, a jovem não tinha recursos para pagar a inscrição. Recorreu à Instituição, porém, mesmo assim, não conseguiu fazer um parcelamento para viabilizar seu registro no órgão. “Não encontrei acolhimento na OAB, naquela oportunidade. Recordo que saí chorando muito por não ter conseguido fazer minha inscrição. Nenhum jovem advogado sentirá mais essa dor”, relembra Ana Patrícia ao anunciar o primeiro compromisso de campanha da Chapa OAB de Coração 52. “Se é para todas e todos, precisa ser de verdade! Nosso primeiro compromisso é permitir que mais e mais advogadas e advogados façam parte da OAB-BA e o mais importante: que permaneçam nesta Casa”, enfatiza Ana Patrícia.

Petrobrás anuncia novo aumento e litro da gasolina fica 7% mais caro a partir desta terça-feira


O aumento também impacta o litro do diesel, que fica 9% mais caro

(Foto: Reprodução)

De acordo com a estatal, o litro da gasolina ficará R$ 0,21 mais caro a partir desta terça-feira (26). O preço médio da venda da gasolina para distribuidoras, portanto, passará de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, o que representa uma alta de 7,04%.

O litro do diesel A, que também sofrerá aumento, ficará R$ 0,28 mais caro. Em um salto de 9,15%, o preço médio passará de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro

A elevação no custo do diesel deve causar ainda mais descontentamento nos caminhoneiros, que já avaliam entrar em greve em 1 de outubro.

“Esses ajustes são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras”, diz a Petrobrás em nota.

 A Petrobrás anunciou nesta segunda-feira (25) um novo reajuste no preço dos combustíveis.

O Brasil que passa fome: crise da carne ilustra o país que empobreceu; veja a reportagem sem cortes no Metropoles


Escrita em 2002 por Seu Jorge e Marcelo Yuka, A Carne faz poderosa crítica ao racismo no país. Imortalizada na voz de Elza Soares, a canção fala de desrespeito e violência no cotidiano de pretos e pobres – extrato social que predominantemente consome a “carne mais barata do mercado”.

No prato do brasileiro, a carne mais barata do mercado pode ser podre, contaminada, e causar pelo menos 21 tipos de doenças, algumas que levam à morte.

Escrita em 2002 por Seu Jorge e Marcelo Yuka, A Carne faz poderosa crítica ao racismo no país. Imortalizada na voz de Elza Soares, a canção fala de desrespeito e violência no cotidiano de pretos e pobres – extrato social que predominantemente consome a “carne mais barata do mercado”.

No prato do brasileiro, a carne mais barata do mercado pode ser podre, contaminada, e causar pelo menos 21 tipos de doenças, algumas que levam à morte.

Entre 2017 e 2021, o Ministério da Saúde notificou 74 surtos de doenças em que a carne foi apontada como causadora, o que resultou em 1.944 doentes pela ingestão do alimento contaminado.

Entre 2017 e 2021, o Ministério da Saúde notificou 74 surtos de doenças em que a carne foi apontada como causadora, o que resultou em 1.944 doentes pela ingestão do alimento contaminado.

Em tempos de pandemia, desemprego em alta e perda de poder de compra, uma expressiva parcela da população passou a comprar carne vermelha sem procedência – livre de impostos e fiscalização – e recheada de riscos.

Estima-se que 15% dos quase 30 milhões de abates de gado no Brasil em 2020 tenham ocorrido em estabelecimentos clandestinos. Para especialistas ouvidos pelo Metrópoles, a alta de 48% no preço da carne vermelha empurrou famílias mais carentes ao consumo de produtos não submetidos a inspeções sanitárias e, portanto, muito mais baratos.

Não é preciso percorrer grandes distâncias para achar em mercados, feiras livres e açougues peças de boi provenientes de matadouros ilegais. Levantamento da reportagem feito a partir de contatos com órgãos de inspeção sanitária e polícias de vários estados revela que pelo menos 45 abatedouros foram fechados no ano passado.

São recintos em que bois são mortos a golpes de marreta, cortados no chão e manipulados por homens sem luvas, toucas de proteção ou qualquer tipo de equipamento que blinde a carne de contaminação.

Embora desperte extrema preocupação dos órgãos de controle, o abate clandestino de animais já foi uma atividade ainda mais corriqueira no passado. Em 2012, por exemplo, 20% de carne clandestina eram vendidas no Brasil. Esse foi um dos motivos que levou o Ministério Público Federal (MPF) a lançar, no ano seguinte, a campanha Carne Legal. A força-tarefa liderada pelo procurador Daniel Azeredo começou a exigir a obediência a critérios rígidos de frigoríficos e supermercados na hora de comprar carne em abatedouros da Amazônia.

Azeredo lembra que a criação de gado para abate sem qualquer tipo de critério estava causando enorme devastação de florestas. “A gente percebeu que parte da carne produzida na região e que abastecia o Brasil inteiro vinha de fazendas em que se tinha trabalho escravo e nenhuma inspeção sanitária”, contou.

Para frear a comercialização de proteína animal sem procedência, o MPF firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com mais de 100 empresas dos ramos atacadista e varejista, em que elas se comprometeram a negociar somente com abatedouros legalizados. “Os acordos resultaram, entre 2010 e 2020, em redução de mais de 60% no desmatamento para pasto na Amazônia, porque quem operava na irregularidade não tinha mais para quem vender”, destacou o procurador.

Com o aumento do preço da carne formal atualmente e a consequente migração para a aquisição de produtos sem origem, Azeredo não descarta ampliar o programa para outras regiões do país. “O abate clandestino nos leva a um cenário sério, em que se coloca em risco a vida do consumidor e compromete questões socioambientais. Temos analisado a possibilidade de fazer o Carne Legal chegar a outros estados”, pontuou.