Nordeste tem 2,934 mi em situação de desalento; Sudeste tem 921 mil, diz IBGE


A Região Nordeste tem quase 3 milhões de pessoas em situação de desalento no terceiro trimestre, ou seja, 2,934 milhões de habitantes da região não procuravam emprego por acreditar que não conseguiriam uma vaga, por exemplo. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Brasil registrou um total de 4,703 milhões de pessoas em situação de desalento no terceiro trimestre de 2019. Na região Sudeste, 921 mil pessoas estavam nessa condição.

Os maiores contingentes estavam na Bahia (781 mil pessoas) e no Maranhão (592 mil desalentados). Os Estados com menor população em desalento foram Roraima (17 mil) e Amapá (19 mil).

O porcentual de pessoas desalentadas – em relação a todos os desocupados, ocupados e pessoas com disponibilidade para trabalhar mas que não estão procurando emprego – foi de 4,2% na média do País no terceiro trimestre, mas alcançou 18,3% no Maranhão e 16,5% em Alagoas.

Os menores porcentuais foram registrados em Santa Catarina (1,1%), Rio Grande do Sul (1,3%) e Distrito Federal (1,3%).

Subutilização da força de trabalho

A taxa composta de subutilização da força de trabalho – que mostra o porcentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e inativos com potencial para trabalhar – superou o patamar de 40% no terceiro trimestre em dois Estados brasileiros: Maranhão (41,6%) e Piauí (41,1%).

Na média nacional, a taxa de subutilização foi de 24,0% no terceiro trimestre. Os menores resultados ocorreram em Santa Catarina (10,6%), Mato Grosso (14,7%), Rio Grande do Sul (16,3%) e Mato Grosso do Sul (16,3%).

Sinjorba organiza plenária de jornalistas sobre extinção do registro profissional


A reunião acontecerá nesta terça (19), às 18h30, na Faculdade 2 de Julho, no bairro do Garcia

 

Os jornalistas de todo o Brasil se mobilizaram em assembleias, plenárias e manifestações contra a extinção do registro profissional, que foi determinada na Medida Provisória 905/19, publicada no último dia 12 de novembro. Em Salvador, o Sindicato dos Jornalistas da Bahia realizará, uma plenária sobre o assunto nesta terça-feira (19), a partir das 18h30, na Faculdade 2 de Julho, no bairro do Garcia.

A MP instituiu o chamado Contrato de Trabalho Verde e Amarelo que revoga a obrigatoriedade do registro para atuação profissional de jornalistas e de outras 13 profissões. De acordo como Sinjorba, é fundamental que essas iniciativas sejam tomadas para o enfrentamento do atual momento político.

Segundo o sindicato, a intenção da MP é quebrar mais uma referência de confiabilidade e segurança da sociedade no âmbito da comunicação social com o objetivo de devastar aquela patrocinada pelo lobby político dos grandes grupos empresariais, há dez anos, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a exigência do diploma específico para o exercício da profissão.

A mobilização é nacional e notas de repúdio de diversas instituições já foram emitidas, como a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e dos Sindicatos de Jornalistas Profissionais dos diversos estados brasileiros, além da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e a Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (Abej).

Em resposta à FENAJ e aos Sindicatos, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, declarou que o item será retirado da MP, pelo Legislativo. Embora seja um passo importante na luta para barrar mais este ataque, sabemos que a definição da votação pode esbarrar em articulações patrocinadas pelas bases governistas dentro do Congresso. Assim, é muito importante o engajamento de toda categoria nessa campanha, fazendo pressão sobre a opinião pública e, consequentemente, sobre os parlamentares.

Presidente do TJ-BA é afastado do cargo; STJ negou pedido de prisão


Desembargadores são suspeitos de envolvimento em um esquema de venda de decisões judiciais e grilagem de terras

Foto: Divulgação/TJ-BA
Foto: Divulgação/TJ-BA

 

O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Gesivaldo Nascimento Britto, foi um dos quatro desembargadores afastados durante a Operação Faroeste, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (19). A informação é do jornal O Globo.

A operação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da PF. De acordo com a publicação, o STJ negou pedido de prisão dos alvos.

Além de Gesivaldo, foram afastados ainda outros três desembargadores e dois juízes do TJ.

Eles são suspeitos de envolvimento em um esquema de venda de decisões judiciais e grilagem de terras. Cerca de 200 policiais federais estão cumprindo 40 mandados de busca e apreensão e quatro de prisões contra os alvos.

Morre Aldaci Cruz ( ALÊ)


Vitória da Conquista se despede de um dos seus filhos ilustres, Aldaci Ferreira Cruz. Doutor Alê, como ficou conhecido, foi um dos veteranos da Ordem dos Advogados do Brasil e faleceu aos 69 anos, na manhã desta terça-feira (19), vítima de complicações de saúde. Personalidade querida e apreciador da cultura, Alê sempre participavaa do Quintas de Maio, projeto de Vadinho Barreto. Casado com a Professora Dilvane Chagas Cruz, tem entre os seus três filhos a a agente da Polícia Rodoviária Federal, Darline Chagas.
Aldaci, meu prezado colega como advogado, também como membro da Academia de Letras de Conquista, cantante espetacular, nos alegrava nas reuniões da academia, sempre interpretando músicas romântica, que vá em paz meu amigo.
O velório acontece no Auditório da OAB.

Casa de Bolsonaro teria sido a única visitada pelo réu no caso Mariell


Segundo planilha manuscrita obtida pela Folha de S.Paulo, alguém da casa 58, onde vivia Jair Bolsonaro, autorizou a entrada de Élcio Queiroz em 14 de março
AGÊNCIA BRASIL

Bolsonaro, que veio mais cedo de Brasília no dia do crime, teria sido o único a receber visita de Élcio Queiroz

São Paulo – Réu no caso Marielle Franco, o ex-policial militar Élcio Queiroz, acusado de participar do assassinato da vereadora do Psol e de seu motorista Anderson Gomes, foi ao condomínio Vivendas da Barra no dia do crime, 14 de março de 2018, exclusivamente para visitar a casa de número 58 – imóvel em que morava Jair Bolsonaro.

É o que mostra reportagem da Folha de S.Paulo publicada hoje (16). O jornal teve acesso a planilhas de acesso ao condomínio, preenchidas à mão, que estão sendo analisadas pela polícia. As anotações indicam que ao longo de 2018, Élcio sempre visitou o outro réu,  Ronnie Lessa, exceto no dia do crime.

A casa de Bolsonaro passou a ser investigada há um mês, quando um dos porteiros afirmou que o “seu Jair” teria autorizado a entrada na casa. A menção ao presidente havia sido desconsiderada pelos investigadores no início da apuração do caso. Isso porque o então deputado federal estaria na Câmara, em Brasília. E também porque a perícia do Ministério Público em gravação da portaria autorização da entrada de Élcio por Ronnie Lessa.

Nesta quarta-feira (13), veio à tona que o então deputado federal Bolsonaro teria voltado mais cedo para casa. Um tuíte da jornalista Thais Bilenky, de 14 de março de 2018, revelado pelo advogado Eduardo Goldenberg, informava que naquele dia – do assassinato de Marielle e Anderson – o parlamentar teve “intoxicação alimentar” e voltou mais cedo para o Rio de Janeiro.

No dia 1º de novembro, a promotora Carmen Eliza Bastos de Carvalho, que atuava na ação penal relativa aos assassinatos,  pediu afastamento do caso. A decisão foi tomada após repercussão negativa de imagens e posts em redes sociais que evidenciam seu apoio ao então candidato Jair Bolsonaro. Além de ser defendida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a própria servidora divulgou carta aberta, alegando liberdade de expressão e afirmando que “jamais atuei sob qualquer influência política ou ideológica”.

Anuário detalha as despesas e receitas das cidades do Nordeste


 

Feira de Santana

Anuário detalha as despesas e receitas das cidades do Nordeste

Das 25 cidades selecionadas da Região Nordeste pelo anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), três tiveram perdas de receitas e duas conseguiram reduzir as despesas em 2018. O estudo foi lançado no mês passado e faz um panorama dos municípios.

No comparativo com os dados de 2017, foram Arapiraca (AL)Maceió (AL) e Juazeiro do Norte (CE) que registraram quedas em suas receitas de 2,9% (de R$ 557,7 milhões para R$ 541,4 milhões), 4,5% (de R$ 2,07 bilhões para R$ 1,97 bilhão) e 18,6% (de R$ 638 milhões para R$ 519,3 milhões), respectivamente.

Por outro lado, os maiores aumentos de receitas, entre as cidades selecionadas pelo estudo, foram em Feira de Santana (BA), que passou de R$ 1,06 bilhão em 2017 para R$ 1,35 bilhão em 2018, uma alta de 27,8%; Imperatriz (MA), de 15,4%; Mossoró (RN), de 12,9%; Caruaru (PE), de 12%; e Petrolina (PE), de 11,6%.

Já João Pessoa (PB) e Campina Grande (PB) conseguiram reduzir seus gastos e ainda registraram aumento de receita de 3,4% e 2,8%, respectivamente. No primeiro caso, a capital registrou uma queda de 0,7% em suas despesas empenhadas, passando de R$ 1,92 bilhão em 2017 para R$ 1,90 bilhão em 2018; enquanto que Campina Grande reduziu em 1,2%, de R$ 882,8 milhões para R$ 871,9 milhões, no mesmo período analisado. Os valores são corrigidos pelo IPCA médio.

O estudo apontou, em contrapartida, que Caucaia (CE), Imperatriz (MA), Mossoró (RN), Caruaru (PE), Camaçari (BA) e Petrolina (PE) tiveram os maiores aumentos no comparativo de 2018 e 2017 em suas despesas empenhadas: 21,3%, 21%, 16,1%, 15,8%, 14,9% e 14,8%, respectivamente.

Em sua 15ª edição, a publicação utiliza como base números da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentando uma análise do comportamento dos principais itens da receita e despesa municipal, tais como ISS, IPTU, ICMS, FPM, despesas com pessoal, investimento, dívida, saúde, educação e outros.

Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil foi viabilizado com o apoio da Estratégia ODS, União Europeia, ANPTrilhos, Huawei, Universidade Municipal de São Caetano do Sul, Saesa, Sanasa Campinas e Prefeitura de São Caetano do Sul.

 

AS 10 MAIORES RECEITAS DAS CIDADES SELECIONADAS EM 2018

 

Fonte: Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, publicação da Frente Nacional de Prefeitos (FNP)

 

AS 10 MAIORES DESPESAS DAS CIDADES SELECIONADAS EM 2018

 

Fonte: Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, publicação da Frente Nacional de Prefeitos (FNP)

 

Panorama Brasil

A economia brasileira apontou um tímido desempenho no último biênio, quando o Produto Interno Bruto (PIB) nacional aumentou 1%, em 2017, e 1,1%, em 2018. Esse cenário deve se repetir em 2019, pois as projeções de mercado sinalizam um avanço de cerca de 1% para o ano. Dados do Compara Brasil apontam que a receita total administrada pela União cresceu 4,8%, e a receita corrente dos estados subiu 3,1%, em 2018.

Já a receita corrente dos municípios, por sua vez, exibiu alta de 4,7% em 2018. Com essa melhora, o volume do somatório das cidades do país atingiu os R$ 594,5 bilhões e ficou 1,8% acima de 2014, sua melhor posição até então. Apesar de ser um novo pico, as prefeituras operaram, em 2018, com um nível de receita praticamente igual ao de quatro anos atrás.

Ao analisar o porte populacional, nos 106 municípios selecionados por Multi Cidades, grupo que inclui as capitais e pelo menos mais uma cidade entre as mais populosas de cada estado, a receita corrente ainda é ligeiramente inferior à anotada em 2014, quando se obteve o maior montante, ao passo que nos municípios com até 20 mil habitantes ela já a supera em 3,8%.

A receita de capital passou de R$ 13,8 bilhões, em 2017, para R$ 21,2 bilhões, em 2018. O baixo nível dessa captação em 2017 deveu-se ao encolhimento das operações de crédito e das transferências de capital voluntárias advindas das demais esferas de governo.

Em 2018, as transferências de capital, compostas majoritariamente por verbas que os municípios recebem da União e dos estados através de convênios para serem aplicadas exclusivamente em investimentos, tiveram forte aumento em 2018, depois de terem chegado a um de seus menores patamares históricos em 2017. As efetuadas da União passaram de R$ 5,8 bilhões, em 2017, para R$ 9 bilhões, em 2018, uma alta de 54,9%. Já os aportes dos estados, que haviam sido de apenas R$ 2,2 bilhões em 2017, avançaram 72,6% e chegaram a R$ 3,8 bilhões.

As receitas de operações de crédito foram responsáveis por injetar R$ 5,46 bilhões nos investimentos municipais em 2018, um ganho extra de R$ 1,32 bilhão em relação a 2017. Assim, a receita total dos municípios brasileiros, que engloba as correntes e as de capital, alcançou R$ 615 bilhões em 2018, alta real de 5,8% a do ano anterior.

A receita total per capita média dos municípios brasileiros foi de R$ 2.992,79 em 2018. As regiões do país onde os municípios possuem as maiores médias são Sul e Sudeste, seguidas do Centro-Oeste. No Norte e no Nordeste, o indicador ficou abaixo da média nacional.

As despesas empenhadas, por sua vez, cresceram 6,2% e atingiram R$ 602,1 bilhões para o conjunto dos municípios brasileiros em 2018. Mas esse desempenho foi variado entre as cidades, conforme o seu porte populacional. Nas cidades selecionadas por Multi Cidades, o aumento foi de 3,8%, passando de R$ 241,2 bilhões em 2017 para R$ 250,3 bilhões. Nas capitais, esse percentual foi de apenas 2,2%, ampliando de R$ 150,5 bilhões para R$ 153,8 bilhões no período analisado. Já nos municípios com até 20 mil habitantes, o crescimento foi maior, de 8,1%, passando de R$ 94,2 bilhões em 2017 para R$ 101,8 bilhões, em 2018, uma vez que as cidades desse porte foram as mais beneficiadas pelas transferências de capital da União e dos estados. Os investimentos, que atingiram R$ 38,37 bilhões em 2018, foram o item da despesa com a mais alta taxa de crescimento, de 35,8%.

“De que adianta o tapete na entrada, se a casa não tem piso?”: Populares do Morada Nova se recusam aceitar 200 metros de asfalto


Os moradores do loteamento Morada Nova, em Vitória da Conquista, estão dispostos a lutar para que a prefeitura pavimente as sete ruas da localidade. Desde o início da semana os manifestantes impedem que máquinas da prefeitura realizem os trabalhos de pavimentação de um trecho que dará acesso à creche que está em fase de conclusão.

Na manhã desta quarta-feira (13), os moradores estavam esperançosos com uma reunião realizada com o secretário de mobilidade urbana. Porém, os representantes dos moradores do loteamento saíram frustrados da reunição e informaram que não houve avanço. Nem a proposta de pavimentação total da via onde está a creche e dos corredores de ônibus foi aceita pelo executivo, revelaram.

Indignados, os moradores retornaram para porta da creche e impediram que uma equipe de terceirizados da Coelba continuasse o serviço de ligação da rede de energia elétrica do prédio.

Eles afirmam que não há como aceitar que a prefeitura pavimente um pequeno trecho.

“De que adianta o tapete na entrada, se a casa não tem piso? 200 metros de asfalto não basta no bairro Morada Nova, Sr. Prefeito!”, dizia um cartaz seguro por uma moradora./ blitzconquista

Presidente do TRE-BA vota pela absolvição de Targino Machado por abuso de poder; só se vê na Bahia


Presidente do TRE-BA vota pela absolvição de Targino Machado por abuso de poder

Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias

O juiz eleitoral Freddy Pitta Lima pediu vista do processo de cassação do deputado estadual Targino Machado. O voto definirá se o deputado será cassado ou não. O pedido foi feito na manhã desta segunda-feira (18), durante a sessão plenária do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Na ocasião, o presidente da Corte Eleitora, desembargador Edmilson Jatahy Júnior proferiu voto vista contra o pedido de cassação, seguindo o voto do juiz eleitoral Diego Castro.

Segundo Jatahy, as provas apresentadas nos autos não são “robustas” para comprovar abuso de poder econômico do deputado ao realizar atendimento médico gratuito em Feira de Santana, no ano de 2017, um ano antes de pleito eleitoral. De acordo com o relator, desembargador José Edvaldo Rocha Rotondano, o deputado realizava os atendimentos com exigência da apresentação de título de eleitor, com promoção de sua imagem no consultório, com a mensagem “Targino falou, tá falado” (saiba mais).

O presidente do TRE considerou o depoimento de testemunhas de que o deputado não usava a função política e formação para atender a população e beneficiar sua candidatura. Outra testemunha confirmou que nunca ouviu falar que o atendimento tinha o propósito de favorecer Targino Machado, e que nunca foi pedido nada em troca do atendimento. Jatahy pontuou que o atendimento não possuía caráter eleitoral e sempre exerceu a atividade de forma filantrópica.

O voto vista de Freddy Pitta Lima será apresentado na sessão plenária desta terça-feira (19). Já votaram com o relator a juíza Patrícia Kertzman e o juiz Antônio Oswaldo Scarpa. Votaram pela improcedência da ação o presidente do TRE, e os juízes Diego Castro e José Batista de Santana.

Vídeo: ex-deputado agride, xinga e ameaça de morte porteiro e síndico


O ex-deputado federal Laerte Bessa (DF) ofendeu, agrediu fisicamente e ameaçou de morte o porteiro e o síndico do condomínio onde mora, em Águas Claras (DF), cidade localizada a 17 km do Plano Piloto. Delegado da Polícia Civil aposentado, Bessa se irritou após o porteiro não autorizar a entrega de uma refeição em seu apartamento depois do horário permitido pelos moradores do prédio. O episódio ocorreu na noite dessa terça-feira (12). Após ser informado pelo interfone de que entregadores não poderiam subir depois das 23 horas, o ex-deputado desceu até a portaria, deu um chute no porteiro e o insultou. “Seu bosta (…). Você quer morrer? Eu te mato aqui agora, seu filho da puta”, ameaçou. “Te dou um tiro na cara!”

Veja o vídeo:

Bessa também dirigiu sua fúria contra o síndico do prédio, que desceu de seu apartamento por exigência do ex-deputado. O morador também foi xingado e recebeu chutes e empurrões do delegado aposentado. “Sou o cara mais amigo de todo mundo aqui. Você não pode fazer isso comigo, não, seu cachorro”, disse, aos gritos. “Então vou passar fome? Cachorro. Você me respeita”, emendou. O policial aposentado ainda ironizou: “Chama a polícia”.

O porteiro e o síndico registraram ocorrência na 21ª Delegacia. O Congresso em Foco não localizou o ex-deputado. Laerte Bessa exerceu dois mandatos consecutivos na Câmara, onde atuou, sobretudo, na bancada da bala. No ano passado, filiado ao PL, não conseguiu se reeleger.

Este não é o primeiro episódio de violência envolvendo o ex-deputado. Em 2018 Bessa foi acusado de dar um soco no então subsecretário de Articulação Federal da Casa Civil do Distrito Federal, Edvaldo Dias da Silva. Ainda em novembro do ano passado, ele trocou empurrões com o ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF).

Bessa também respondeu a processo de cassação na Câmara, em 2016, por xingar o então governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB). O caso acabou arquivado. Em 2017 ele foi denunciado por um grupo de deputados por ter admitido, em discurso na Câmara, a prática de tortura. “Eu queria perguntar a ele [deputado Jean Wyllys, Psol-RJ] se conhece direitos humanos. Direitos humanos é um porrete de pau de guatambu que a gente usou, muitos anos, em delegacia de polícia. Se ele conhece rabo de tatu, que nós também usamos em bons tempos de delegacia de polícia”, disse Bessa em plenário.

Consórcio do Nordeste apresenta oportunidades de negócios a 40 empresas na França


O consórcio é presidido pelo governador da Bahia, Rui Costa (PT)

Redação
Foto: Elisa Elsie/ Divulgação
Foto: Elisa Elsie/ Divulgação

Os governadores do Nordeste começaram, nesta segunda-feira (18), a missão na Europa. Durante evento em Paris, o grupo apresentou a 40 empresários franceses um mapa de oportunidades de investimentos no Nordeste. Os empresários também puderam esclarecer dúvidas com os governadores e alguns apresentaram atuações que já possuem no Brasil.

Trata-se da primeira articulação internacional do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste), presidido pelo governador da Bahia, Rui Costa (PT). Para ampliar o fluxo de negócios com investidores europeus e fortalecer as relações de cooperação, o consórcio destaca o potencial de consumo e de desenvolvimento da região nordestina, que reúne 57,1 milhões de habitantes e tem um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 898,1 bilhões, equivalente a 14% do PIB brasileiro.

Com a viagem à Europa, os governadores pretendem atrair recursos para áreas integradoras, como sustentabilidade, infraestrutura, turismo, saúde, segurança pública, saneamento e energias limpas, inclusive com a perspectiva de abertura de parcerias público-privadas (PPP).

Rui Costa mostrou aos franceses as oportunidades em segmentos como energia, conectividade, segurança, além da preservação de rios e nascentes.

“Queremos com essa visita aumentar os números de nossa relação comercial com a Europa. O Nordeste é a região do Brasil que tem crescido acima da média. Temos 33 projetos para licitar em PPPs, representando R$ 27 bilhões em investimentos”, destacou Rui.

Pesquisa da Uesb sobre crianças com câncer é premiada


O Grupo de Pesquisa Espia (CNPq-UESB), coordenado pelo professor Nilton Cesar Nogueira, do curso de Odontologia da Uesb, campus de Jequié, e pela psicóloga Ielma Alves Soares, do Hospital Estadual da Criança de Feira de Santana, apresentou um trabalho de pesquisa científica que culminou em Menção Honrosa, na 2ª Mostra de Pesquisa, do Hospital Estadual da Criança. Classificado em 1º lugar na categoria Pôster, a pesquisa “Percepção da criança com câncer em relação ao tratamento odontológico e oncológico” foi realizada, nesta primeira fase, com a participação de Victória Souza Reis, Isabele Tavares e Felipe Lemos, todos discentes de Odontologia e pesquisadores de Iniciação Científica da Universidade.

O objetivo da pesquisa, num primeiro momento, foi conhecer a percepção da criança com câncer em relação aos tratamentos oncológico e odontológico. No evento, os primeiros resultados foram apresentados. “Notamos que, a despeito do sofrimento pelo qual passa, a criança aceita o tratamento e mantém uma relação amistosa com a equipe médica. Em relação à Odontologia, há desconhecimento e medo associado a esses profissionais, principalmente por eles não estarem presentes na equipe multidisciplinar do hospital”, salientou o professor.

Ainda de acordo com o docente, os resultados “contribuirão para reorientar as práticas em saúde bucal no Hospital Estadual da Criança, bem como ratificam a necessidade de se contar com profissionais de saúde bucal nas unidades hospitalares”. Com isso, os pacientes estariam preparados para a terapia antineoplástica, assim como para a prevenção e intervenção de complicações decorrentes do tratamento, que se apresentam com maior gravidade na faixa etária da infância e adolescência.

“A chance de participar de um projeto dessa complexidade e com essa grandeza nos permite, como alunos, um crescimento profissional muito bacana. É um orgulho ter nosso trabalho premiado. Essa menção é mérito de toda equipe e foi, realmente, um trabalho coletivo”, comemora Vitória Reis, uma das discentes envolvidas na pesquisa.

A segunda etapa da pesquisa será com os responsáveis pelas crianças (pais, mães, avós) e com os profissionais de saúde (técnicos de níveis médio e superior). Estarão envolvidos, ainda, bolsistas voluntários, discentes de Odontologia da Uesb, psicólogos e professores de outras instituições de Ensino Superior.

http://www.uesb.br/noticias/pesquisa-da-uesb-sobre-criancas-com-cancer-e-premiada/

Primeiro ano de Bolsonaro e Guedes provoca saída recorde de dólares do Brasil


Embora prometessem trazer de volta a confiança ao país, Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes (Economia) provocaram o efeito inverso com um governo incapaz de gerar crescimento. Segundo dados oficiais, a fuga de capitais do Brasil em 2019 é a maior da história: o fluxo cambial em outubro ficou negativo em US$ 8,49 bi, elevando o déficit no ano

(Foto: Reuters | Carolina Antunes/PR)

O fluxo cambial em outubro ficou negativo em US$ 8,49 bilhões, elevando o déficit no ano a US$ 21,46 bilhões. O número já é maior que os US$ 16,18 bilhões registrados em 1999, até então o pior ano da série histórica do Banco Central, iniciada em 1982. Os dados publicados pelo jornal Valor Econômico refletem a incapacidade de Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes (Economia) de atrair investidores em quase um ano de governo.

Alguns fatores explicam o fracasso do Brasil no fluxo cambial, como queda das receitas com exportações. O resultado também foi atingido pelos juros baixos e pelas incertezas na guerra comercial entre Estados Unidos e China. Outro detalhe é que as empresas aproveitaram a queda do juro e o crescimento do mercado doméstico de debêntures para captar recursos e pagar compromissos no exterior.

Exportadores optaram, ainda, por manter parte de suas receitas fora do País com o objetivo de pagar suas operações e amortizações ou antecipar o pagamento de dívidas em moeda estrangeira. Foi o caso, por exemplo, da Petrobrás, que responde por grande parte da dívida corporativa brasileira no exterior. De acordo com dados fornecidos pela estatal, foram gastos US$ 14,72 bilhões entre pré-pagamentos, recompras de bonds e amortizações no exterior.

As estatísticas demonstram, que apesar de Bolsonaro e Guedes, adotarem o entreguismo como um dos princípios para guiarem o Brasil, os dois ainda são incapazes de atrair investidores. Sem mercado consumidor aquecido, com empregos precários e corte de direitos trabalhistas, e uma economia estagnada, a confiança de retorno de investimentos não alavanca.

Um país só pode crescer se, num primeiro momento conseguir educar de forma crescente sua população como um todo e não só parte dessa;  se a renda mínima for compartilhada com o total da população; se esse total da população for suprida  dos requisitos básicos, como alimentação, transporte regular, saúde e trabalho. Mais adiante a parte mais qualificada dessa  população deve ser aproveitada na educação mais elevada,  ou seja na pesquisa, principalmente tecnológica, nenhum país rico, ficou rico sem passar por esse caminho.

Propositalmente, deixei para o fim, algo que os mais intelectualizados que estão lendo essa matéria diria, ele esqueceu do crédito. Como diz o poço na sua infinita sabedoria, apois,  O crédito é a mola propulsora da economia de um país,  se a sociedade empresarial tem crédito todos ganham, principalmente o país, um governo tem que liberar e fomentar empreendimentos que visem em primeiro plano alimentar a população, garantir moradia digna, saúde, educação e transporte, não há razão para distribuir crédito apenas à grandes empresas,muito pelo contrário, esse deve ter seu ponto principal nas pequenas empresas, no nosso caso, fundamentalmente ao produtor rural e as  pequenas indústrias de transformação que agreguem valor  ao produto, um litro de leito custa  R$1,50, por outro lado  um litro de doce de leite custa  R$ 70 reais.

Nosso blog, não pode abrir mão da informação instrutiva, sabemos que a maior parte da população na maioria das vezes não consegue compreender, ou se interessar por matérias como esta, todavia, sempre escreveremos para quem possa compreender e levar a mensagem adiante. Consideramos um crime jornalístico dizer à população que o país está bem, e que apenas com a troca de governo os problemas se resolvem: Antes da troca de governo, deve-se buscar se for o caso a troca de visão do governo.

Antes dissemos que o crédito é fundamental, é uma verdade absoluta, mas se não temos o  ” dinheiro” como conceder o crédito? atraindo capital externo, essa operação é por demais complicada, para o capital externo especulativo, temos que oferecer juros atraentes, se fazemos isso, penalizamos os empresário e o povo nativos, então qual o caminho? na minha visão produzir para vender mais caro.

O Brasil mudou de governo e adotou uma política que não engloba 150 milhões de brasileiros, a economia ficou concentrada apenas na parte mais rica da população e o chamado “miúdo” ficou fora do bolo, dessa forma, onde chegaremos? o  país não consegue captar recursos externos,mesmo tendo herdado uma reserva garantidora de 380 bilhões de dólares, a parte miúda da população, contente com os ganhos proporcionados nos últimos anos, não  se preocupa com os 20 anos futuros e imagina que esteja tudo bem.

Enfim, não conseguindo captar dólares,mesmo com as reformas feitas e outras em andamento, mesmo assim, os investidores internacionais preferem outros  países e começam a investir seu capital onde tenha maior segurança do lucro.