Transporte Coletivo: Relação incestuosa entre Prefeitura, Sindicato, Vanzeiros e Viação Vitória (Parte 23)


Passageiros desembarcam na rotatória e faixa do pedestre a VAN estaciona

O transporte de passageiros por meio de peruas e vans passou a proliferar na década de 90. Conceituá-lo como “transporte alternativo”, constitui erronia, pois, na realidade, trata-se de transporte operado ao arrepio da lei, vale dizer, irregular e clandestinamente.

Admitindo-se, ad argumentandum tantum, a existência de um de transporte opcional (expressão sinônima de alternativo: in Dicionário Aurélio – pg. 107; Dicionário Houaiss – pg. 169), tanto quanto o regular, deveria integrar os sistemas regulamentados e ser submetido às mesmas regras impostas pelos poderes concedentes aos serviços delegados.

Há uma premissa básica a ser definida, qual seja, se, o que se deseja para o Brasil é o transporte coletivo como uma atividade meramente comercial, afeta, exclusivamente, às regras de livre mercado, ou como um sistema pré-ordenado, com a conotação de serviço público, de responsabilidade do Estado e por ele tutelado e fiscalizado.

A Constituição Federal de 1988, na esteira das anteriores, definiu o modelo a ser seguido no artigo 175.

Sem controle do município, Vanzeiros conversam em pleno trânsito

Serviço público essencial, assim definido em lei, o transporte coletivo exerce funções sociais e econômicas relevantes. Sobre assegurar o direito constitucional de “ir e vir” e ser indutor de progresso, constitui importante fonte geradora de empregos diretos e indiretos.

Os sistemas de transporte regular de passageiros, sob tutela da União, Estados e Municípios, operados por empresas regulares, atendem às exigências de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia e modicidade das tarifas (artigo 6o e § 1o da Lei 8.987/95), estando entre os mais perfeitos da América Latina e do mundo.

Atentado: FATOS X VERSÃO


RICARDO MORAES

“O que fez a PF no momento do atentado, a não ser tirar o candidato do ambiente do atentado e conduzi-lo para o hospital? É fato que a arma foi encontrada pela PM, embaixo da barraca de um comerciante, por indicação de um popular em meio à multidão? É procedente a informação divulgada pela mídia de que a faca encontrada estava ‘ensaguentada’?”, questiona o jornalista Fernando Rosa; “Autoridades militares já insinuaram que a repercussão do atentado poderia levar candidatos a questionar o resultado eleitoral. Portanto, as autoridades têm o dever de promover a profunda investigação de todos os fatos. A sociedade exige esclarecimento dos fatos, sem surpresas ou versões”

A cada dia surgem novas informações em torno do atentado contra o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, em Juiz de Fora, em geral fruto de vazamentos. Em sua maioria, divulgadas pelos sites O Antagonista e Crusoé, mas também por jornais regionais que acompanham as investigações.

A última novidade, desta vez divulgada pela revista online Crusoé, é a de que o agressor de Jair Bolsonaro “recebia com alguma frequência transferências de valores e também depósitos em espécie – os valores são mantidos em segredo”. Segundo a publicação, a Polícia Federal está tentando descobrir quem transferia recursos para Adélio Bispo. Fiquemos no aguardo.

Na mesma linha, o inquérito deve explicar se é fato e, sendo, como o autor do atentado, sem ou com poucos recursos, tinha em seu poder um cartão de crédito internacional do banco Itaú? Qual a explicação do banco Itaú para a situação, considerando que cartões internacionais não são de uso comum?

A informação de que Adélio tinha, ou tem, um passaporte procede? Se positiva, onde foi tirado o passaporte, em qual seção da Polícia Federal? Ele o utilizou alguma vez? Se utilizou, para qual país foi? E se foi, o que foi fazer? Com quem se encontrou? Ou a informação foi apenas jogada no ar …

Ações de desenvolvimento rural na Bahia são apresentadas na Itália


Ações estratégicas que têm impulsionado o desenvolvimento rural na Bahia foram apresentadas, neste sábado (22), durante o Encontro Alianças Produtivas para a Agricultura Familiar e o Desenvolvimento Territorial no Brasil, realizado no Terra Madre, evento internacional dedicado à cultura alimentar, que reúne representantes de 160 países, em Turim, na Itália. A iniciativa é da Slow Food, organização internacional que luta por um mundo onde todos possam ter acesso e apreciar um alimento de qualidade, para quem cultiva e para o planeta.

Representando o Estado da Bahia, Wilson Dias, diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), participou da mesa debatedora e apresentou as iniciativas do Projeto Bahia Produtiva que têm contribuído para mudar o perfil da agricultura familiar baiana.

De acordo com Wilson, o objetivo foi apresentar as estratégias das alianças produtivas entre as cooperativas da agricultura familiar e o setor empresarial de vários segmentos, em especial o da gastronomia, que tem inserção grande no Slow Food, para que seja possível ter um ambiente favorável de comercialização dos produtos. Ainda segundo o diretor-presidente, o projeto na Bahia estabelece uma relação onde as empresas ganham e as cooperativas também.

Por meio do Bahia Produtiva, projeto executado pela CAR/SDR, o governo estadual lançou o edital Alianças Produtivas, no valor de R$ 82 milhões. Através dele, 52 cooperativas estão recebendo investimentos destinados à elaboração de plano de negócios, serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), aprimoramento da base produtiva, tecnologias, agroindustrialização e apoio a logística.

Jair Bolsonaro mobilizou Itamaraty para resolver assunto pessoal em 2011


Jair Bolsonaro mobilizou Itamaraty para resolver assunto pessoal em 2011

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agencia Brasil

Telegramas do Itamaraty revelam que, em 2011, durante o governo de Dilma Rousseff (PT), o hoje presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) pressionou o Itamaraty como deputado federal e teve o apoio do órgão para resolver um assunto pessoal.

Em seu site, no tópico sobre “o que nós não podemos fazer por você”, o Itamaraty informa que não pode “interferir em questões de direito privado, como direitos do consumidor ou questões familiares”. Em 2011, contudo, o órgão mobilizou seu setor consular na Noruega a pedido do parlamentar e foi atrás de uma mulher com quem Bolsonaro havia tido um filho.

O episódio se passou em julho de 2011, quando Ana Cristina Valle, mãe que tinha a guarda de Jair Renan, à época com cerca de 12 anos de idade, embarcou com o menino para Oslo, Noruega. Inconformado com a viagem, que teria ocorrido à sua revelia, Bolsonaro abriu uma ação judicial no Rio de Janeiro e procurou o Itamaraty para que o órgão intercedesse em seu favor.

Segundo os telegramas, obtidos por meio da Lei de Acesso com vários trechos ainda cobertos por tarjas pretas, Bolsonaro procurou a assessoria parlamentar do Itamaraty, destinada a atender demandas dos congressistas, e esteve na Sere, unidade do ministério responsável pelo serviço consular.

Aos 65 anos, morre o jornalista Luís Augusto Gomes


A informação foi divulgada pela filha dele, a também jornalista Aura Henrique, por meio das redes sociais

Redação
Foto: Reprodução/ Facebook
Foto: Reprodução/ Facebook

 

Morreu na madrugada deste domingo (23), em Salvador, vítima de câncer, o jornalista Luís Augusto Gomes, de 65 anos. A informação foi divulgada pela filha dele, a também jornalista Aura Henrique, por meio das redes sociais.

Formado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Luís Augusto teve passagens pela Tribuna da Bahia, A Tarde e no extinto Jornal da Bahia.

Também foi repórter do jornal O Globo na sucursal de Salvador e premiado, cinco vezes seguidas, na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) pela melhor cobertura do jornalismo político na internet com o blog Por Escrito, criado por ele em 2009.

Luís Augusto atuou com comunicação organizacional em inúmeras empresas do Polo Industrial de Camaçari e no setor público nos governos de Roberto Santos, Waldir Pires, Fernando José, Lídice da Mata e Mário Kertész.

O sepultamento do jornalista está marcado para as 16h45, no cemitério Bosque da Paz, na Estrada Velha do Aeroporto.

Casal sai de bicicleta de Valinhos e, 3 mil km depois, nem pensa em voltar: ‘Melhor coisa que eu fiz’


Renato Casacio e Natália Mourão partiram em agosto de 2017, percorreram quatro estados brasileiros e não têm previsão de volta.

Casal do interior paulista deixa rotina para viver aventura de bicicleta pelo Brasil. — Foto: Renato Casacio/Arquivo pessoal

Casal do interior paulista deixa rotina para viver aventura de bicicleta pelo Brasil. — Foto: Renato Casacio/Arquivo pess

Quantas vezes você imaginou largar tudo e viajar? O casal Renato Casacio, de 33 anos, e Natália Mourão, 27, decidiu realizar este sonho e vive a aventura há um ano. Munidos de bicicletas, a dupla partiu de Valinhos (SP) em agosto de 2017 e, 3 mil quilômetros depois, se aproxima da Chapada dos Veadeiros (GO).

“Quando eu decidi que queria viajar, não houve qualquer empecilho na minha vida. Acredito que tenha sido a melhor coisa que eu fiz”, diz Natália.

Sem planos de onde chegar ou quando voltar, o casal acumula aventuras e histórias pelos quatro estados que já visitou: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.

“É uma satisfação poder se deslocar, ainda mais por uma distância tão grande, só com a força das próprias pernas, sem precisar de uma gota de combustível. É muito legal essa sensação”, afirma Renato.

Casal e um amigo admiram mirante na Chapada dos Guimarães (MT), em março de 2018 — Foto: Renato Casacio/Arquivo pessoalCasal e um amigo admiram mirante na Chapada dos Guimarães (MT), em março de 2018 — Foto: Renato Casacio/Arquivo pessoal

Casal e um amigo admiram mirante na Chapada dos Guimarães (MT), em março de 2018 — Foto: Renato Casacio/Arquivo pessoal

45 km por dia

O casal conta que pedala em média 45 km por dia, mas a dupla chegou a ficar até três dias direto na estrada. Entre os desafios, diz que arranjar lugar para passar a noite e acampar foi o mais desgastante.

Apesar das dificuldades, os dois afirmam que a experiência vale a pena, principalmente pelos “lugares incríveis e pessoas maravilhosas” que cruzaram pelo caminho.

E foi em um desses encontros que o casal ganhou um terceiro elemento na viagem: o gato Caju.

Na saída de Rondonópolis (MT), no começo deste ano, o casal recolheu o filhotinho assustado e o incorporou na aventura. O bichano já rodou mais de 1 mil km com eles.

“Escutamos um miado vindo do canavial. Era um filhotinho assustado correndo em nossa direção. Colocamos ele dentro da capa do violão e resolvemos levá-lo. Agora, ele tem um lugar apropriado para viajar e é como se fosse da família”, conta Natália.

O gato Caju já viajou por mais de 1 mil km com o casal. — Foto: Renato Casacio/Arquivo pessoalO gato Caju já viajou por mais de 1 mil km com o casal. — Foto: Renato Casacio/Arquivo pessoal

O gato Caju já viajou por mais de 1 mil km com o casal. — Foto: Renato Casacio/Arquivo pessoal

E o dinheiro?

Uma viagem desse porte exige logística e, claro, dinheiro. E a saída para a questão financeira foi engenhosa. Músico, Renato leva uma carreta com instrumentos musicais e, nas paradas, garante o financiamento da aventura tocando em bares e restaurantes.

Além disso, para diminuir gastos, os viajantes carregam uma estrutura para preparar a comida. Barraca é a solução para as noites de sono, mas nas cidades em que ficam mais tempo, o casal aluga um lugar para ficar.

“Geralmente acampamos em postos e restaurantes de beira de estrada. Quase todos têm banho e raramente cobram. Quando contamos que somos ciclistas, acaba rolando um desconto”, relatam.

Renato e Natália preparam uma estrutura para carregar objetos para cozinhar e instrumentos musicais. — Foto: Renato Casacio/Arquivo pessoalRenato e Natália preparam uma estrutura para carregar objetos para cozinhar e instrumentos musicais. — Foto: Renato Casacio/Arquivo pessoal

Renato e Natália preparam uma estrutura para carregar objetos para cozinhar e instrumentos musicais. — Foto: Renato Casacio/Arquivo pess

Estradas ruins

O primeiro destino do casal foi a Chapada dos Guimarães (MT). Por lá, a dupla permaneceu três meses. A escolha pelo Mato Grosso veio pelo interesse em conhecer o estado. A experiência foi marcada por estradas ruins, sem acostamento e com muitos caminhões.

“Nesse sentido, foi desgastante e estressante”, lembra o músico.

Outro ponto que chamou a atenção foi a destruição do Cerrado, não só no Mato Grosso, mas no oeste de Goiás.

“É muito triste ver as fazendas dominando tudo, muitos bichos mortos, riachos assoreados. A situação esta muito séria mesmo. Como a conscientização ambiental passa longe dessas regiões, faz tempo que não vemos cidades que tenham coleta seletiva de lixo”, diz Renato.

Casal de ciclistas partiu de Valinhos (SP) e já pedalou mais de 3 mil km. Lagoa Santa(GO), da foto, foi um dos destinos visitados — Foto: Renato Casacio/Arquivo pessoal

Casal de ciclistas partiu de Valinhos (SP) e já pedalou mais de 3 mil km. Lagoa Santa(GO), da foto, foi um dos destinos visitados — Foto: Renato Casacio/Arquivo pessoal

Dificuldades e beleza

Em três dias diretos na estrada, entre as cidades de Cassilândia (MS) e Chapadão do Sul (MS), Renato e Natália pedalaram num trecho precário, sem acostamento e com tráfego intenso.

Eles contam que, no segundo dia, foram surpreendidos por um pneu furado, chuva intensa e, ainda, nos últimos 10 km do trajeto, se depararam com um baita subida.

“Saímos de 400 m para 700 m de altitude”.

Após a dificuldade, assim que chegaram no Chapadão, eles conheceram um rapaz chamado Altair. Além de pagar uma refeição aos viajantes, o novo amigo comprou dois pneus novos para Natália e fez manutenção completa nas duas bicicletas.

Ministro da defesa confronta comandante do Exército e defende respeito às eleições


“Analfabetismo político e amnésia coletiva” explicam crescimento da extrema-direita e de Bolsonaro, …


 


O escritor, militante do Partido dos Trabalhadores em Vitória da Conquista e membro da Coletivo Ética Socialista, estudioso de política e professor universitário Luis Rogério Cosme lança nesta sexta-feira (21), às 18:30, na Livraria Nobel, sua obra A Democracia Golpeada Narrativa – Hematopoética Pós-Golpe. Esta é segunda obra deste Jequieense de 48 anos, formado em Enfermagem pela UESB e doutor em Saúde Pública pela Universidade Federal de Minas Gerais, com mestrado em Memória, Cultura e Desenvolvimento Regional pela Universidade da Bahia. Em 2012, ele lançou “A alma do animal político”, obra na qual denuncia a criação do que ele chamou de Poder Republicano Central.

Nesta entrevista ao Blog do Fábio Sena, Luis Rogério – mais uma vez com a clareza intelectual que lhe é habitual – argumenta acerca das razões pelas vem ganhando cada vez mais adeptos o discurso do candidato da extrema-direita Jair Bolsonaro, líder isolado nas intenções de voto para presidente da República e com uma ampla rede de militantes espalhados nas redes sociais, parlamentos estaduais e municipais, escolas e universidades.”O ressurgimento do discurso fascista no Brasil, expresso por Bolsonaro, é um fenômeno mundial que tem a Europa como palco destacado e a Espanha como melhor exemplo histórico”, diz.

Sobre a opção poética para explicitar suas angústias e denunciar sobre o momento político brasileiro pós-2016, Luis Rogério afirma que a poesia é um instrumento pedagógico para a formação do pensamento esforçado, crítico. “É convite para pensar com mais força, quando pensar é algo contraproducente numa sociedade líquida, que nega a contemplação e a práxis”. Segundo ele, numa sociedade com pessoas limitadas pela rapidez, com a leitura de postagens imediatas, o melhor é “entrar no mundo a partir de minha percepção ante a complexidade dele”.

Abaixo, a entrevista com o professor Luis Rogério.

Blog do Fábio Sena: Professor, o processo eleitoral de 2018 traz como novidade a quebra de uma polarização de vinte anos entre o PT e o PSDB. No cenário, o fenômeno Jair Bolsonaro, liderando as pesquisas e compondo chapa com um destacado membro do Exército Brasileiro, o General Mourão. O que explica a ascensão de um Bolsonaro ao primeiro plano das expectativas de voto da parte considerável do eleitorado brasileiro?

Luis Rogério: Primeiro, o ressurgimento do discurso fascista no Brasil, expresso por Bolsonaro, é um fenômeno mundial que tem a Europa como palco destacado e a Espanha como melhor exemplo histórico. A disputa eleitoral para presidente na Espanha, em 2017, se deu entre a direita e a extrema direita, com características fascistas, que obteve quase 34% dos votos válidos. Venceu o menos pior, o candidato da direita com 66% dos votos. Por mais que o cenário da desigualdade social gerada pelo neoliberalismo seja catastrófico, tanto lá quanto aqui, os espanhóis não mergulharam de cabeça na onda nacionalista que dialoga com o fascismo, que destruiu as liberdades democráticas do país, por ser um modelo de poder autoritário que perdurou na Espanha de 1936 a 1975, muito bem descrito no poema “Espanha no Coração”, de Pablo Neruda. Segundo, esse fenômeno fascista no Brasil está relacionado com as raízes autoritárias que definem a nossa trajetória civilizatória. Tais raízes sempre foram combatidas pelos negros, índios e campesinos no passado; e por sindicatos dos trabalhadores, acadêmicos progressistas e movimentos sociais durante as duas décadas de ditadura militar, a partir de 1964. Nesse contexto, Bolsonaro é o traço de um populismo extremista que ressurge em algum canto do planeta sempre que a desigualdade social aumenta e a crise econômica se evidencia. Encontra aliados no discurso da moralidade de conveniência eleitoreira, manifesta contra a corrupção, que se tornou variável predileta para os devotos da hipocrisia manipularem as massa a seu favor, sempre que desejam o poder por meio dos golpes. Como o senso comum na análise de fenômenos políticos é o que predomina, a sua fala infantil encontra ressonância na parte mais retrógrada e individualista da sociedade, aquela que consente com o patriarcalismo, com coronelismo e com a xenofobia. Esse é o fascismo à brasileira, aliado ao militarismo extemporâneo, inapto, portanto, para tratar aspectos macroestruturais de um país tão desigual e continental como o nosso. Por fim, a falência do modelo educacional brasileiro é um fator digno de nota também. Não formamos cidadãos, mas instrumentos de produção para o mercado industrial e de serviços, como nos mostra Vicent de Gaulejac, Ricardo Antunes e tantos outros pensadores.

FTC realiza ação de recreação e cidadania no Povoado Batuque


A maratona de solidariedade faz parte da Semana de Responsabilidade Social 2018 da FTC de Vitória da Conquista

Agora é a vez do Povoado Batuque receber as ações sociais promovidas pela Faculdade de Tecnologia e Ciências de Vitória da Conquista neste sábado, 22 de setembro, das 8h às 15h. Crianças, adultos e idosos de toda a comunidade poderão participar de diversas atividades e desfrutar de serviços fundamentais das áreas de saúde, esporte, lazer e entretenimento.

Dentre as dezenas de atendimentos gratuitos oferecidos, haverá teste de glicemia, tipagem sanguínea, aferição de pressão arterial, massagem terapêutica, orientação nutricional, aulas de swing baiano, condicionamento físico, alongamento, orientação jurídica, degustações, etc. As ações serão promovidas pelos coordenadores, professores e estudantes dos 20 cursos superiores da Instituição de Ensino.

De acordo com o Diretor Geral da FTC, Sérgio Magalhães, a Instituição de Ensino tem como compromisso educacional a formação humanística, ética, crítico-científica e, acima de tudo, de promoção da cultura, do bem comum e da justiça social. “Temos a satisfação de realizar periodicamente esse evento porque acreditamos que a responsabilidade social é um processo contínuo e ininterrupto”, afirma.

DataPoder: Haddad e Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados


Conforme o instituto, Ciro Gomes (PDT) manteve um leve crescimento e soma 14%, enquanto Marina Silva da Rede foi a candidata que registrou maior declínio, alcançando apenas 4%

Fotos: Ricardo Stuckert/Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/edição bahia.ba
Fotos: Ricardo Stuckert/Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/edição bahia.ba

 

Uma nova pesquisa para presidente da República divulgada na noite desta sexta-feira (21), pelo DataPoder360, mostrou um empate técnico entre os candidatos Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) ainda no primeiro turno, com 22% e 26% das intenções de voto, respectivamente. O DataPoder360 não simulou segundo turno.

Conforme o instituto, Ciro Gomes (PDT) manteve um leve crescimento e soma 14%, enquanto Marina Silva da Rede foi a candidata que registrou maior declínio, alcançando apenas 4%.

Veja:

Jair Bolsonaro (PSL): 26%
Fernando Haddad (PT): 22%
Ciro Gomes (PDT): 14%
Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
Marina Silva (Rede): 4%
Álvaro Dias (Podemos): 3%
Henrique Meirelles (MDB): 3%
Guilherme Boulos (PSOL): 2%
Cabo Daciolo (Patriota): 1%
Eymael (DC): 1%
João Amoêdo (Novo): 1%
João Vicente Goulart (PPL): 1%
Vera Lúcia (PSTU): 0%
Brancos ou nulos: 12%

A pesquisa realizada pelo instituto ouviu quatro mil brasileiros de 422 cidades de todas as unidades da Federação,nos dias 19 e 20 de setembro. A pesquisa tem margem de erro de dois percentuais para mais ou para menos, e foi registrada no TSE com o número BR-02039/2018.

Professor Cori repudia corte de salário dos profissionais da educação


Imagem Professor Cori repudia corte de salário dos profissionais da educação

Na sessão ordinária dessa sexta-feira (21), da Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC), o vereador Coriolano Moares (PT) criticou o governo Herzem Gusmão Pereira pelo corte de salário dos profissionais da educação, principalmente professores e monitores. O vereador frisou: “O direito a greve é constitucional”.

Cori explica que todos os servidores têm direito de se manifestar contrário todas as vezes que se sentirem prejudicados em uma negociação salarial. No caso de Conquista, a última proposta do governo apresentava redução do interstício do salário da classe. “E mesmo a categoria tomando a posição de voltar a trabalhar, teve 11 dias cortados”, indignou-se.
O vereador conta que a Câmara buscou mediar e promover o diálogo entre governo e sindicatos, no entanto, não foi ouvida pela prefeitura. “Não podemos nos calar. É preciso solicitar ao prefeito que reavalie essa decisão”, reforçou. Cori propôs que os 21 vereadores enviem um requerimento ao prefeito, solicitando que a partir do momento que os profissionais voltaram ao trabalho seja devolvido o salário, e que seja debatido o calendário de reposição das aulas.

Veja a ficha completa dos parlamentares candidatos


Desde que foi criado, há quase 15 anos, o Congresso em Foco virou referência no acompanhamento das atividades parlamentares, seja por meio de reportagens exclusivas, seja pela prestação de serviço, inclusive com levantamentos inéditos. Às vésperas da eleição reunimos informações que podem ajudá-lo a formar juízo sobre cada congressista que disputa o seu voto este ano.

No conteúdo a seguir, você descobrirá quais deputados e senadores respondem a acusações criminais e como cada um deles se posicionou nas principais votações. Saberá a quantas anda a assiduidade em plenário e quanto cada um gastou da verba destinada ao exercício do mandato. A iniciativa não tem o propósito de recomendar ou rejeitar qualquer candidato. Mas de servir como um instrumento de aferição do trabalho parlamentar.

Acesse o perfil dos parlamentares candidatos por região

Olho neles

Mais de 90% dos congressistas disputam cargos nas eleições de outubro. São 558 deputados e senadores de olho no voto do eleitor: 470 tentam a reeleição e 88 buscam novos cargos. O elevado número dos que tentarão novo mandato no Congresso sugere um baixo índice de renovação.

A tendência é reforçada pelo novo modelo de financiamento eleitoral, que favorece quem já está na Câmara ou no Senado a obter recursos mais generosos do novo fundo público eleitoral, aprovado por esses mesmos parlamentares. Portanto, a hora é de ver quem tem mais serviço prestado para merecer o seu voto.

Um Parlamento qualificado pode conter as bobagens cometidas por maus governantes. Um Congresso ruim pode inviabilizar o melhor dos governos. É crucial prestar mais atenção nos votos que damos para o Legislativo e no que os eleitos fazem quando chegam lá. Para isso, o Congresso em Foco é fonte permanente de informações.