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Dólar é impulsionado às alturas por causa do risco fiscal, diz economista


Rafaela Vitoria falou ao Poder EntrevistaSelic baixa não o principal motivo, disse

BC acerta em manter juros baixos, afirma

Renda Cidadã: furar teto é péssima ideia

Rafaela Vitoria é economista-chefe e coordenadora do departamento de Research do Banco InterReprodução

A economista-chefe do Banco InterRafaela Vitoria, 47 anos, avalia que o maior problema por trás da desvalorização do real hoje é a desconfiança do investidor estrangeiro em relação às contas públicas do Brasil. A moeda norte-americana fechou aos R$ 5,6, com alta de 0,6%. No ano, subiu 40%.

“A gente vem afastando, sim, alguns investidores. Acho que hoje é muito mais reflexo desse desajuste fiscal, das contas públicas, e das perspectivas para a trajetória de dívida, do que necessariamente o patamar da Selic”. Para ela, o Banco Central acerta em manter a taxa básica de juros no piso histórico: 2% ao ano.

Economista-chefe do Banco Inter, Rafaela falou ao Poder Entrevista. A conversa foi gravada na 5ª feira (23.out.2020), por videoconferência. Assista à íntegra (32min47s):

Na avaliação dela, o Brasil precisa implementar reformas econômicas para atrair o investidor externo e não subir os juros. No ano, os estrangeiros retiraram R$ 84,86 bilhões da B3, a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo (SP). O número foi puxado pela pandemia de covid-19. Outros países emergentes também foram prejudicados com a saída de recursos de operadores internacionais.

“Parte da saída que a gente teve de investidores foi mais concentrada no pico da crise, de março e abril. Depois disso, a gente não vê muitas saídas do investidor estrangeiro. De fato, o dólar continua se valorizando frente ao real”, declarou. Os estrangeiros colocaram R$ 2,9 bilhões na Bolsa neste mês até 4ª feira (21.out), último dado disponível.

Leia abaixo trechos da entrevista:

A Bolsa superou o patamar de 100 mil pontos ao longo da semana. Há perspectiva de alta?

A gente vem acompanhando o movimento da Bolsa. Ao longo das últimas semanas ela vem refletindo 1 pouco mais essa percepção de aumento do risco –principalmente o fiscal. Isso levou o investidor a sair 1 pouco. A gente vê essa discussão sobre o orçamento com grande preocupação. São grandes dúvidas que a gente ainda tem, não só para o orçamento de 2021, mas para a trajetória dos gastos e da dívida pública brasileira. Esse aumento da percepção de risco tem feito a Bolsa ter uma maior volatilidade. Enquanto não tiver uma definição maior para esse risco, a gente não espera grandes movimentos na Bolsa e uma possível melhora como a gente viu nas últimas semanas. Também pode ter uma deterioração se o andamento da discussão sobre o orçamento não for positivo. Essa volatilidade de 90.000 a 100 mil é de se esperar até a gente ter uma definição melhor sobre 2021.

Começa a valer neste mês as novas regras das BDRs (certificados de ações estrangeiras). Como isso vai afetar a vida do investidor de menor porte?

As BDRs são recibos de negociação de ações que estão listadas na Bolsa lá fora. Elas já existem no Brasil há bastante tempo. Até então, só eram disponíveis para o investidor qualificado e o profissional –que é aquele investidor que tem altos volumes [R$ 1 milhão ou mais] ou é ligado a uma instituição financeira. A partir desta semana, começou a negociação do BDR na Bolsa para o investidor geral. O que muda? É mais uma opção que para diversificar a carteira. A gente acredita que é uma boa opção. Você tem acesso à uma empresa que não tem no Brasil, setores que não têm aqui, com o de tecnologia, o de saúde, que são bastantes desenvolvidos lá fora. Isso dá ao investidor a possibilidade de diversificar e se aproveitar do crescimento dessas empresas lá fora.
Por outro lado, as BDRs oferecem mais volatilidade. Além da volatilidade das ações, elas vão oscilar por causa do dólar. Lembrando, é 1 recibo em reais, mas está atrelado a 1 ativo em dólar. Quando o câmbio varia, esse recibo vai variar aqui também– independente da variação da ação lá fora.

Há perspectiva de mais pessoas entrarem na Bolsa ao longo dos próximos meses?

A gente já chegou a 3 milhões de investidores na B3 esse ano. É 1 número bem interessante. Mas é pequeno se você comparar com os mercados desenvolvidos. Tem outro mercado, que é o de fundos imobiliários, que tem mais de 1 milhão de investidores –crescimento de quase 100% em relação ao começo de 2019, por exemplo.
A gente vê 1 interesse maior do investidor por ativos que remuneram mais. Esse movimento vem dessa queda de juros que vem ocorrendo desde o ano passado. Esse é 1 caminho natural. A gente vê a taxa de juros baixas por 1 bom tempo. Para o investidor buscar 1 retorno maior, ele tem que correr atrás de retornos que estão atrelados ao risco.
Essa disponibilidade de BRDs é 1 ativo adicional para o investidor administrar sua carteira. A gente vê de maneira bastante positiva esse crescimento do mercado de capitais brasileiro. É fundamental para o crescimento da economia. Mostra uma maturidade do investidor no acesso a esses investimentos –saindo muito do tradicional CDB (Certificado de Depósito Bancário), renda fixa, poupança. Isso reflete 1 amadurecimento do investidor e do mercado.
Esses recursos na Bolsa, de uma certa forma, vão para investimentos. A gente vê muitos IPOs [oferta inicial de ações na Bolsa], fundos imobiliários. São recursos que são captados pelas empresas ou fundos para investimentos na economia real. Isso é muito positivo para o Brasil.

A gente vê uma entrada maior do investidor doméstico na Bolsa. Ao mesmo tempo uma saída do investidor externo. As taxas de juros estão no menor patamar histórico. Isso tem afastado o investidor externo e o dólar acaba subindo. Alguns economistas argumentam que o Banco Central errou na calibragem da taxa de juros e talvez seja necessário aumentar a Selic para atrair mais o investimento externo. Como avalia isso?

O Banco Central tem feito 1 trabalho assertivo do ponto de vista monetário, que é buscar a estabilidade da moeda. A gente hoje tem uma meta de inflação que é de 4% ao ano. Nos últimos 12 meses, o IPCA [índice que mede a inflação] subiu na faixa de 2% a 2,5% – então está bem abaixo da meta. O motivo pelo qual o Banco Central reduziu os juros foi esse processo deflacionário. A inflação já vinha caindo há bastante tempo. Essa situação foi ampliada pela pandemia, que fez uma suspensão da nossa economia por alguns meses. A gente teve IPCA negativo em abril e em maio. Com isso, o Banco Central tomou essa atitude, que, na nossa opinião é correta – de reduzir a Selic para estimular a economia e fazer com que a inflação volte a meta.

Itabuna: Fernando Gomes tem candidatura indeferida por improbidade; ele poderá indicar substituto na disputa


Fernando Gomes poderá agora indicar nome do substituto na disputa, junto com o partido e sua coligação

O prefeito de Itabuna, Fernando Gomes (PTC), teve o registro de sua candidatura à reeleição indeferido hoje pelo juiz eleitoral da 28ª Zona, Antônio Carlos Rodrigues de Moraes, em decorrência de ter incidido na lei das inelegibilidades,  já que foi condenado, em segunda instância, pelo Tribunal de Justiça do Estado por improbidade administrativa.

Com a declaração de Gomes como inapto, ele tem o direito, assim como o seu partido ou a coligação que lidera, a indicar o substituto como candidato na disputa. A ação foi movida pela coligação adversária “Itabuna tem Jeito “ , formada pelo PDT e DEM , representada pela advogada Anna Maria Nabuco Peltier Cajueiro.

Bahia já investiu R$ 13,7 bilhões desde 2015 e lidera ranking junto com SP


O governo baiano investiu R$ 13,7 bilhões entre janeiro de 2015 e agosto de 2020 e mais uma vez está entre os líderes em destinação de recursos para obras e ações voltadas diretamente ao atendimento a demandas da população. São Paulo somou R$ 42,4 bilhões no período e ocupa a primeira posição entre os executivos estaduais em termos absolutos.

Na proporção dos respectivos orçamentos, a Bahia supera o estado mais rico do país: com orçamento cinco vezes maior, o governo paulista investiu apenas três vezes mais que o baiano.

O Rio de Janeiro, que sediou as Olimpíadas em 2016 e contou com ampla ajuda federal para a organização do evento internacional, ficou em terceiro no ranking com R$ 12,9 bilhões investidos. Em seguida vêm Ceará, com R$ 11,7 bilhões, e Minas Gerais, com R$ 8,2 bilhões. Completam as dez primeiras posições Pará, Paraná, Santa Catarina, Maranhão e Pernambuco.

Os dados foram extraídos do Siconfi – Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro, publicado pela STN – Secretaria do Tesouro Nacional, vinculada ao Ministério da Economia.

Equilíbrio fiscal

Em 2020, um ano totalmente atípico por conta da pandemia do novo coronavírus, os investimentos caíram em todos os estados, mas a Bahia manteve-se entre os líderes no país e somou R$ 1,04 bilhão nos dois primeiros quadrimestres, entre janeiro e agosto.

“Continuar investindo significa gerar emprego e renda em um momento difícil para a população, em especial num caso como o nosso, em que o orçamento do setor público equivale a um quinto do PIB, peso relativo bem mais alto que nos estados mais ricos”, afirma o secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório.

O secretário observa, no entanto, que o desafio tende a se intensificar daqui para a frente. A pandemia trouxe perdas na arrecadação tomando-se como parâmetro os números de 2019, que já não refletem a realidade financeira de 2020, pressionada pela expansão nos gastos necessários ao enfrentamento da crise sanitária, lembra Vitório.

O titular da Secretaria da Fazenda (Sefaz-BA) ainda ressalta que a Bahia mantém a máquina pública em pleno funcionamento e segue em dia com os pagamentos a servidores e fornecedores, mas o impacto das crises sanitária e fiscal sobre as contas públicas tende a se amplificar em 2021. “O pacote de ajuda federal foi importante, mas incapaz de alterar a situação de dificuldade que os Estados já vinham enfrentando antes da pandemia”, alerta.

O período entre 2015 e 2020, entretanto, já vinha sendo marcado por crises sucessivas na economia brasileira, acrescenta Vitório, que atribui a sustentação da capacidade de investimento da Bahia ao longo desses seis anos a um bem sucedido trabalho de garantia do equilíbrio fiscal sob a liderança do governador Rui Costa, baseado em controle do gasto, modernização tecnológica do fisco baiano e combate à sonegação.

No âmbito das receitas próprias, a participação da Bahia na arrecadação nacional do ICMS, que era de 4,53% em 2014, encerrou o ano de 2019 em 4,85% – cada variação de 0,1% corresponde a R$ 480 milhões.

Já no que diz respeito às despesas, a Bahia obteve entre 2015 e 2019 a expressiva economia real de R$ 5,9 bilhões, conquistada devido a ações de qualificação do gasto público que incluíram a extinção de dois mil cargos e empregos públicos, a redução do número de secretarias estaduais, de 27 para 24, e a implantação de uma equipe na Secretaria da Fazenda voltada para o monitoramento permanente das despesas com o custeio da máquina pública.

Investimentos

As principais áreas de concentração dos investimentos baianos desde 2015 foram infraestrutura, mobilidade, saúde, educação e segurança pública. Entre as principais obras realizadas no período estão a expansão do Metrô, a Via Barradão e a Linha Azul, na capital, e a Via Metropolitana, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), além da construção e da recuperação de estradas e da implantação de obras de segurança hídrica para minimizar os efeitos da seca.

Na área de saúde, o Estado construiu nove hospitais e 16 policlínicas regionais, criando uma infraestrutura que mostrou-se fundamental para a bem sucedida estratégia de enfrentamento aos efeitos da pandemia do novo coronavírus a partir de março deste ano.

Os novos equipamentos incluem o HGE 2, o Hospital da Mulher e o Instituto Couto Maia, em Salvador, o Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus, o Hospital da Chapada, em Seabra, a Maternidade do Hospital da Criança, em Feira de Santana, e o Hospital Metropolitano, que estará em operação a partir de fevereiro de 2021.

As policlínicas regionais já entregues estão em Feira de Santana, Jequié, Irecê, Alagoinhas, Guanambi, Teixeira de Freitas, Valença, Santo Antônio de Jesus, Juazeiro, Paulo Afonso, Senhor do Bonfim, Jacobina, Simões Filho, Itabuna, Barreiras e Vitória da Conquista.

Fotos: Carol Garcia

Tribunal acata denúncia e governador de SC é afastado do cargo por 180 dias


Vice assume o governo interinamente

Carlos Moisés é alvo de outro processo

Carlos Moisés (PSL-SC) foi afastado por 180 dias do cargo de governador de Santa CatarinaRicardo Wolffenbüttel/Secom-SC – 12.dez.2019


24.out.2020 (sábado) – 4h07

O Tribunal de Julgamento da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) acatou, na madrugada deste sábado (24.out.2020), denúncia contra o governador Carlos Moisés (PSL). A decisão implica no afastamento de Moisés do cargo por até 180 dias, contados a partir da próxima 3ª feira (27.out).

A denúncia contra vice-governadora, Daniela Reinehr, foi arquivada. Por isso, é ela quem assume o governo do Estado interinamente.

relatório com pedido de afastamento foi aprovado pela Comissão Especial do Impeachment em 15 de setembro. Os deputados deram razão à acusação de crime de responsabilidade referente a 1 ato administrativo que deu, em 2019, aumento aos procuradores do Estado. Em 17 de setembro, o processo de impeachment foi aprovado no plenário da Alesc.

A sessão do Tribunal de Julgamento teve início na manhã de 6ª (23.out) e durou mais de 15 horas. A denúncia foi aceita por 6 votos a 5. O relator do caso, o deputado Kennedy Nunes (PSD), recomendou em seu parecer o prosseguimento do julgamento por crime de responsabilidade contra o governador e a vice.

A votação sobre denúncia contra Reinehr, no entanto, terminou empatada (5 a 5). Coube ao presidente do Tribunal, o desembargador Ricardo Roesler, o voto de minerva.

Daniela Reinehr acompanhou a sessão pessoalmente. No final, declarou: “Não pensei que a missão viesse dessa forma, mas me cabe agora abraçá-la e bem cumpri-la, cuidar bem do Estado. Vou dar meu melhor.”

Na próxima fase do processo, o Tribunal vai instaurar 1 julgamento contra Moisés, que tem prazo máximo de 180 dias para ser concluído. Enquanto estiver afastado, Moisés perde 1/3 dos vencimentos. O valor é devolvido se ele for absolvido. Caso seja condenado, perde o cargo de forma definitiva.

Moisés é alvo de outro processo de impechment, aberto na Alesc na 3ª feira (20.out). Ele foi acusado de crime de responsabilidade pela compra de 200 respiradores para o combate à covid-19, no início deste ano. Em entrevista ao Poder360, em setembro, ele negou as irregularidades.

Eis como cada integrante do Tribunal de Julgamento votou:

  • Deputado Kennedy Nunes (PSD): votou por aceitar a denúncia contra Moisés e Reinehr;
  • Desembargador Carlos Alberto Civinsk: votou por rejeitar a denúncia contra Moisés e Reinehr;
  • Desembargador Sérgio Antônio Rizelo: votou por rejeitar a denúncia contra Moisés e Reinehr;
  • Deputado Maurício Eskudlark (PL): votou por aceitar a denúncia contra o Moisés e Reinehr;
  • Desembargadora Cláudia Lambert de Faria: votou por rejeitar a denúncia contra Moisés e Reinehr;
  • Deputado Sargento Lima (PSL): votou por aceitar a denúncia contra o Moisés e rejeitá-la em relação à vice;
  • Desembargador Rubens Schulz: votou por rejeitar a denúncia contra Moisés e Reinehr;
  • Deputado Luiz Fernando Vampiro (MDB): votou por aceitar a denúncia contra Moisés e Reinehr;
  • Desembargador Luiz Felipe Schuch: votou por aceitar a denúncia contra Moisés e Reinehr;
  • Deputado Laércio Schuster (PSB): votou por aceitar a denúncia contra Moisés e Reinehr;

Bahia chega a 7.432 mortes e 342.526 casos confirmados de coronavírus


Nas últimas 24 horas foram contabilizados 1.861 novos casos e 25 óbitos

Foto: Amazônia Real/Fotos Públicas
Foto: Amazônia Real/Fotos Públicas

A Bahia registrou 7.432 mortes e 342.526 novos casos confirmados de coronavírus desde o início da pandemia. Conforme boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria estadual de Saúde (Sesab), nas últimas 24 horas foram contabilizados 1.861 novos casos e 25 óbitos.

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (26,54%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Ibirataia (8.032,92), Almadina (6.570,28), Itabuna (6.429,42), Madre de Deus (6.352,82)), Apuarema (6.016,37).

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 695.376 casos descartados e 82.456 em investigação. Na Bahia, 28.267 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

178 mortos pela COVID-19 em Vitória da Conquista


Mais 121 pessoas receberam alta do isolamento e outras 75 foram diagnosticadas com a Covid-19 nessa sexta-feira (23), de acordo com a atualização do Boletim epidemiológico. Dessa forma, o município já registrou o total de 9.611 casos confirmados da doença, sendo que o número de recuperados chegou a 9.018.

Outros 415 pacientes que testaram positivo ainda seguem apresentando sintomas e permanecem em recuperação – 31 internados e 384 em tratamento domiciliar.

Aguardam por classificação final (definição de caso como positivo, descartado ou Síndrome gripal não especificada), 3.883 casos suspeitos, dos quais: 3.340 deles esperam pela investigação laboratorial e 543 pelo resultado do exame RT-PCR – as amostras são encaminhadas para análise no Lacen Municipal e Estadual.

Ainda nesta sexta (23), a Secretaria Municipal de Saúde confirmou os falecimentos de quatro pacientes com diagnóstico da Covid que estavam internados para tratamento, mas não resistiram as complicações causadas pela doença. Até o momento, foram registrados 178 óbitos de moradores do município.

175º óbito – Homem de 44 anos, morador do bairro Guarani, portador de Obesidade; estava internado desde o dia 6 de outubro no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), onde faleceu em 23 de outubro.

176º óbito – Homem de 94 anos, morador do bairro Zabelê, portador de Hipertensão; foi internado no dia 19 de outubro no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), onde faleceu em 23 de outubro.

177º óbito – Homem de 70 anos, morador do bairro Zabelê, portador de Hipertensão e Diabetes Melito; no dia 15 de outubro foi internado no Hospital São Vicente, onde faleceu em 22 de outubro.

178º óbito – Homem de 46 anos, morador do bairro Patagônia, sem comorbidades relatadas; estava internado desde o dia 5 de outubro no Hospital São Vicente, onde faleceu em 23 de outubro.

Ocupação dos leitos – Dos 153 leitos da rede SUS (83 enfermarias e 70 de UTI) disponíveis para tratamento de pacientes confirmados ou com suspeita de infecção pelo novo Coronavírus, 73 estão ocupados por pacientes que, além de Vitória da Conquista, são residentes em outros  municípios

Clique aqui para acessar o Boletim epidemiológico completo.

Call Center– A Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza um Call Center para tirar dúvidas da população sobre a Covid-19 e atender pessoas que apresentem sintomas suspeitos.

  • Telefones fixos:(77) 3429-3468/3429-3469/3429-3470
  • Celulares:(77) 98834-9988 / 98834-9900 / 98834-9977 / 98834-9911 / 98856-4242 / 98856-4452 / 98856-3722/ 98825-5683/ 98834-8484
  • Call Center Noturno:(77) 98856-3397/98856-5268
  • Call Center do Trabalhador de Saúde:(77) 98809-2988 / 98809-2919 / 98809-2965

Apoio de Bolsonaro derrete campanha de Russomanno em São Paulo


Em setembro, Datafolha apontava que 64% dos paulistanos não votariam em um candidato de Bolsonaro em hipótese nenhuma. Cenário atual confirma a tendência

Apenas 11%, um em cada dez eleitores, votariam no indicado pelo presidente

São Paulo – O derretimento de Celso Russomanno  (Republicanos) e o aumento de sua rejeição, mostrados pelo Datafolha em pesquisa divulgada nesta quinta-feira (22), eram previstos por analistas e apareceriam na medida em que o apoio do presidente Jair Bolsonaro ao candidato fosse se tornando claro para a opinião pública. Russomanno caiu de 27% para 20% desde a última pesquisa (8 de outubro), antes da propaganda de rádio e TV. E sua rejeição cresceu impressionantes 17 pontos percentuais em um mês. Foi de 29% para 38% desde a pesquisa anterior, mas era de apenas 21% na penúltima.

Em 25 de setembro, o mesmo instituto de pesquisa apontava que 64% dos eleitores da capital paulista não votariam em um candidato apoiado por Bolsonaro em hipótese nenhuma. Apenas 11% (um em cada dez eleitores) votariam no indicado pelo presidente.

“Com certeza, a divulgação do apoio de Bolsonaro tem um peso no crescimento da rejeição de Russomanno”, disse Alessandro Janoni, diretor de Pesquisas do Datafolha, em entrevista ao canal de TV por assinatura Globo News, após a divulgação do levantamento desta quinta. Segundo ele, o presidente é reprovado na capital paulista “principalmente em razão do seu desempenho no combate à pandemia e não necessariamente é um cabo eleitoral com muita fluência”.

Em São Paulo, de acordo com o Datafolha do fim do mês passado, o governo Bolsonaro era avaliado por 46% dos paulistanos como ruim ou péssimo, enquanto 23% o consideravam regular e 29%, ótimo ou bom.

“Tradição”

Antes mesmo de a campanha começar, o professor Oswaldo Amaral, por exemplo, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), antevia um novo cenário de derretimento de Russomanno, candidato também em 2012 e 2016, inclusive pela forma como o “combate” à pandemia de coronavírus foi conduzido por Bolsonaro.

Na ocasião, o analista da Unicamp apontava que a “tradição” das candidaturas do postulante do Republicanos era minguar e que ele tendia a “desidratar bastante”. A intenção de voto antes da campanha captava o chamado “recall”, a lembrança que o eleitorado tem do candidato.

Segundo a mesma pesquisa Datafolha que apontava a rejeição de candidatos apoiados por Bolsonaro, 59% dos paulistanos afirmavam que não votariam de jeito nenhum em um nome apoiado pelo governador João Doria (PSDB). O candidato do PSDB à prefeitura, Bruno Covas, não está “herdando” esse desapreço dos paulistanos pelo governador porque tem tentado se “descolar” da sua imagem. E o apoio de Doria a Covas, por estratégia partidária ou não, não tem sido muito entusiasmado.

Os 40 anos do “Cristo Crucificado”


Carlos A. González

No meio da terra árida, com pouca vegetação, ergue-se, magnificente, o Monumento ao Cristo Crucificado, a primeira imagem que surge aos olhos do viajante que está chegando a Vitória da Conquista pela BR-116 (Rio-Bahia interiorana). Erguida na Serra de Periperi, ponto mais alto da cidade, a obra do artista plástico Mário Cravo Júnior (1923-2018), contou com apoio logístico e financeiro da Prefeitura Municipal. Inaugurada em 9 de novembro de 1980, a escultura “contempla” a cidade que cresce, sócio e economicamente, sob seus pés. Desassistida, “lastima”, porque nada foi feito no seu entorno nesses 40 anos.

O “Cristo de Mário Cravo”, como é conhecido pelos moradores de Vitória da Conquista, retrata nos traços do rosto o sofrimento do homem do sertão nordestino, castigado pelo sol, na sua luta permanente contra a seca.

A imagem, esculpida em fibra de vidro, reforçada internamente com estrutura metálica de tubos galvanizados e aço inoxidável, tem 17 metros (a mesma altura do Cristo Redentor, do Rio de Janeiro, que está fixado a um pedestal mais alto) e 13 metros de largura. A pilastra de apoio e a cruz são de concreto armado. O principal cartão-postal de Vitória da Conquista, considerada como a maior estátua no mundo de um Cristo pregado na cruz, tem 33 metros de altura, e está situada numa altitude de 1.110 metros.

As primeiras conversas entre a administração municipal, na pessoa do prefeito Pedral Sampaio (1925-2014), e Mário Cravo Júnior, datam de 1963, motivadas pelas reclamações das pessoas que tinham o hábito de subir a serra todos os anos, através de trilhas abertas no mato. Os romeiros cobravam do gestor a recuperação de um velho cruzeiro, diante do qual se reuniam para fazer seus pedidos e orações.

Antes de ser deposto no ano seguinte pela ditadura militar, Pedral mostrou interesse em erguer, na Serra de Periperi, um símbolo cristão, em substituição ao Velho Cruzeiro, transformando, ao mesmo tempo o local numa área urbanizada, dedicada ao turismo religioso. Uma das pessoas consultadas pelo prefeito foi o então vereador Raul Ferraz, que julgou o projeto modesto (uma cruz com 10 metros de altura), sugerindo a construção de “algo impactante, que pudesse ser visto de qualquer ponto da cidade”.

Dezessete anos depois Mário Cravo voltou a Conquista para dar continuidade à conversa com a prefeitura, sob a gestão de Raul Ferraz, que havia recrutado Pedral, nomeando-o secretário de Obras. O “Cristo Crucificado” foi relacionado entre as prioridades do governo. Por sugestão do prefeito, o monumento teria as mesmas dimensões da escultura erguida no Morro do Corcovado, no Rio. Nesse sentido, foi contratado o engenheiro calculista estrutural Augusto Franklin Ferraz. O local escolhido, apesar de bastante rústico, é o ponto mais alto da serra, de frente para a Rio-Bahia, de onde pode ser visto.

A grandiosidade da obra exigia uma base de sustentação capaz de garantir a segurança da imensa cruz e a imagem do Cristo, expostas aos ventos, tempestades e raios solares, “por muitos anos ou séculos”, afirmou Ferraz, revelando que o pedestal, “a parte “invisível” do trabalho, foi a de maior desembolso para a prefeitura”. O contrato com Mário Cravo foi assinado em maio de 1980, mas a base de apoio começou a ser construída em 9 novembro de 1979, com o lançamento da pedra fundamental, ato que foi acompanhado por uma multidão.

O preço total dos serviços, objeto do contrato firmado entre as partes, foi fixado em 2,8 milhões de cruzeiros (moeda da época), dividido em quatro parcelas, sendo a última em 30 de outubro, na entrega da escultura.

O município se comprometeu a fornecer torres metálicas para içamento da imagem; hospedagem e alimentação para o contratado e dois operários especializados; instalação de quatro refletores no local de trabalho; transporte dentro da cidade; disponibilizar cinco trabalhadores. O autor da obra, segundo o contrato, ficou responsável pelo fornecimento e guarda do material e ferramentas necessários à operação; aos honorários de dois auxiliares qualificados; e com as despesas de viagens a Salvador.

Na opinião de Raul Ferraz, o artista recebeu da Prefeitura “uma quantia quase insignificante, em torno de 10% sobre o custo bancado pelo município”, ressaltando que Mário Cravo sempre mostrou um interesse especial pelo trabalho, no período de seis meses passados na cidade.

O artista

Escultor, pintor, gravador, desenhista e poeta, o baiano Mário Cravo Júnior foi um dos expoentes da primeira geração de artistas plásticos modernistas da Bahia, ao lado de Carlos Bastos e Genaro de Carvalho. Em mais de 70 anos de atividade cultural deixou um valioso acervo. Sua arte pode ser apreciada em espaços abertos e museus e colecionadores particulares, no Brasil e no exterior. Alguns desses trabalhos, doados ao governo do Estado, podem ser vistos no Parque Metropolitano de Pituaçu, em Salvador.

Já consagrado como artista plástico, com 57 anos de idade, Mário Cravo Júnior voltou a Conquista para “viver um momento muito peculiar na minha vida de artista e escultor”, declarou à produtora Cameraquatro, enquanto trabalhava no estúdio montado para receber a escultura.

Dirigido por André Luiz Oliveira, montagem de Milton Bolinha e fotografia de Alonso Rodrigues Cravo Neto, o vídeo testemunha um depoimento histórico do artista, chegando a confessar que estava “vivendo uma experiência insólita e incomum, por se tratar de um projeto que data de 1963 e que está sendo realizado em 1980. Curioso é que temos que trabalhar sobre imagens e ideias de nós mesmos, num decurso de tempo tão longo. Repito, é uma experiência que não se enquadra numa sequência, digamos cronológica, do meu trabalho”.

Referindo-se ao projeto elaborado em 1963, definido como uma estrutura “agressiva, nervosa, quase que um aglomerado de seixos retilíneos, facilitando, na verdade, a execução da obra atual, que se utiliza de tubos de cobre e latão. Optei por lançar no espaço um arcabouço, um esqueleto, com as dimensões e postura do corpo, próximas do original”, explana Mário Cravo, admitindo que se viu compelido a usar pela primeira vez uma técnica mista.

Por mais de uma vez, Mário Cravo se coloca como autor de uma “experiência histórica”, um marco na sua arte, “por não estar inserido no contexto da contemporaneidade, maior ou menor, levando também em conta as dificuldades técnicas”. Trabalhando com uma escultura religiosa, erudita e popular, “curiosamente, senti-me compelido a voltar à década de 40, para o aprendizado da minha juventude de escultor. Confesso que foi um retorno consciente e emocional.

Caminho do Parque

O período de permanência, a trabalho, de Mário Cravo em Vitória da Conquista, coincidiu com a presença na cidade de dirigentes, técnicos e operários da Construtora Odebrecht. O objetivo da empresa era promover o lançamento de um grande empreendimento imobiliário, o Caminho do Parque. Na campanha de venda dos lotes a Odebrecht utilizou a imagem do monumento, autorizada pela Prefeitura.

Moradores mais antigos da cidade contam que, em reconhecimento às manifestações de gentileza que recebeu de todas as camadas da população e ao sucesso obtido, em pouco tempo, com o lançamento do loteamento, atualmente a área mais valorizada de Conquista, a Odebrecht se associou ao presente que o poder público dava aos conquistenses.

Raul Ferraz assegura que desconhece qualquer tipo de acordo entre Mário Cravo e a Construtora Odebrecht. Sem comprovação, essa colaboração estaria relacionada à cessão de pessoal, material de trabalho, transporte (a escultura foi levada até a parte alta da cidade em duas carretas), aluguel de guindastes e outros serviços.

O relacionamento entre a prefeitura e Odebrecht foi o melhor possível, salienta Raul Ferraz, o que muito contribuiu o reencontro, bastante comemorado, com o arquiteto da empresa, Sérgio Guadenzi – os dois militaram juntos na política estudantil em Salvador. “Os dirigentes da construtora nos cobriam de gentilezas, que, educadamente, recusávamos, com exceção do pagamento da última parcela dos honorários acertados com Mário Cravo”, esclareceu o ex-prefeito.

Por se tratar de um loteamento fechado, seus vizinhos, gente pobre, moradores da comunidade Calango Nu, imaginaram que sofreriam uma espécie de confinamento. Houve uma reação contrária ao projeto da Odebrecht. A Prefeitura foi pressionada no sentido de não liberar o alvará de localização. Ferraz se viu obrigado a por em prática suas qualidades de negociador. Dirigindo-se às lideranças comunitárias, mostrou que, em nenhum lugar do Brasil, se recusaria um empreendimento daquele porte. E mais: o bairro e seus imóveis seriam certamente valorizados. O futuro deixou evidente que o prefeito estava certo.

O ato de inauguração do “Cristo Crucificado”, em 9 de novembro de 1980, traduziu-se na maior manifestação popular já presenciada em Conquista. Milhares de pessoas subiram a pé as ruas do Cruzeiro e das Pedrinhas, impedindo a passagem de veículos, que foram estacionados nas margens da BR-116; o arcebispo da Diocese de Vitória da Conquista, Dom Climério Almeida de Andrade, caminhou ao lado do prefeito e de outras autoridades, contrariando a posição de alguns padres, críticos da obra de Mário Cravo.

Justiça confirma: Não existe qualquer irregularidade com a pesquisa hojeinData, que a apresenta Zé Raimundo com 38,68 das intenções de voto


O ex-prefeito Zé Raimundo (PT) larga na frente para a disputa da Prefeitura Municipal em Vitória da Conquista, aponta pesquisa HOJEinData, realizada entre os dias 18 e 21 de setembro. Segundo o levantamento, o petista tem 38,68% das intenções de voto, contra 29,63% do candidato emedebista. Herzem Gusmão Pereira.

A margem de erro da pesquisa é de 3.15  pontos percentuais para mais ou para menos. Para um intervalo de confiança de 95%. Na sequência, está o vereador David Salomão (PRTB), com 6,46%. Depois, aparece MarisStella(Rede) com 2,04,  Cabo Herling (PSL),  com 0,53%, seguido do professor Ferdinand Martins, com 0,53%; além de Romilson Filho (PP)  com 0,43%

Dos entrevistados, 14% afirmaram não saber em quem votar e 7,65% disseram que irão votar em branco ou anular. Quanto a rejeição,  37,6% dos entrevistados responderam que não rejeitam nenhum dos nomes apresentados;  30,6% responderam que rejeitam o candidato Herzem Gusmão; 12,82% responderam que rejeitam o candidato Zé Raimundo; 11,74 rejeitam David Salomão;  2,80% rejeitam Maristela Schiavo, 2,37% rejeitam o Cabo Herling, 1,40% rejeitam Ferdinand Martins,  Romilson filho é rejeitado por 1,47%,  0,64% dos entrevistados disseram que rejeitam todos.

Pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral, (TSE)  BA-08008/2020

Infelizmente para grande parte da população, a linguagem jurídica não alcança a devida compreensão, exatamente  porque a linguagem foge a simplicidade corriqueira da língua portuguesa,  isso permite que pessoas de má índole, aproveitem desse fato, para confundir as pessoas mais simples.

A  Justiça Eleitoral de Vitória da Conquista, não impugnou qualquer pesquisa realizada pelo Instituto HojeinData,  muito pelo contrário, em resposta  à coligação política liderada pelo candidato Herzem Gusmão Pereira, disse que não  houve qualquer irregularidade na pesquisa  realizada entre os dias 18 e 21 de setembro de 2020, que apontou o candidato Zé Raimundo com 38,68% dos votos e Herzem Gusmão com 29,63%.  O Ministério Público, fiscal da lei e o Juiz Eleitoral, rechaçaram, ou seja, não aceitaram como verdade o que alegou  o candidato Gusmão Pereira, mantendo a divulgação da pesquisa,  o que já haviam feito de maneira provisória e, no dia 15 de outubro , manteve a divulgação sem qualquer restrição.

Assim, diante dessa derrota acachapante, não houve alternativa ao candidato, se não o exercício do direito de ficar calado. Veja a sentença do Juiz Claudio Daltro, declarando totalmente IMPROCEDENTE o que  desejava  Herzem Gusmão Pereira. Vitória da conquista, 15 de outubro de 2020.

 

Órgão julgador: 041ª ZONA ELEITORAL DE VITÓRIA DA CONQUISTA BA
Última distribuição : 06/10/2020
Valor da causa: R$ 0,00
Assuntos: Pesquisa Eleitoral – Registro de Pesquisa Eleitoral
Justiça gratuita? NÃO
Pedido de liminar ou antecipação de tutela? SIM
Justiça Eleitoral
PJe – Processo Judicial Eletrônico
Partes Procurador/Terceiro vinculado
O TRABALHO TEM QUE CONTINUAR 10-REPUBLICANOS / 14-PTB / 15-MDB / 19-PODE / 35-PMB / 45-PSDB / 25-DEM (REPRESENTANTE) LUCAS MOREIRA MARTINS DIAS (ADVOGADO)
FERNANDA LIMA ARAUJO (ADVOGADO) ADEMIR ISMERIM MEDINA (ADVOGADO) EDMUNDO RIBEIRO NETO (ADVOGADO) HOJE COMUNICACOES PESQUISA E JORNALISMO LTDA (REPRESENTADO) CLAUBER ROSSI SILVA LOBO (ADVOGADO) RAFAEL SILVA DE OLIVEIRA NUNES (ADVOGADO) PAULO NUNES DA SILVA (ADVOGADO) PROMOTOR ELEITORAL DO ESTADO DA BAHIA (FISCALDA LEI)
Documentos
Id. Data da
Assinatura
Documento Tipo
16631
811
15/10/2020 15:07 Sentença Sentença
JUSTIÇA ELEITORAL
041ª ZONA ELEITORAL DE VITÓRIA DA CONQUISTA BA
REPRESENTAÇÃO (11541) Nº 0600050-06.2020.6.05.0041 / 041ª ZONA ELEITORAL DE VITÓRIA DA CONQUISTA
BA
REPRESENTANTE: O TRABALHO TEM QUE CONTINUAR 10-REPUBLICANOS / 14-PTB / 15-MDB / 19-PODE / 35-
PMB / 45-PSDB / 25-DEM
Advogados do(a) REPRESENTANTE: LUCAS MOREIRA MARTINS DIAS – BA34981, FERNANDA LIMA ARAUJO –
BA61938, ADEMIR ISMERIM MEDINA – BA7829, EDMUNDO RIBEIRO NETO – BA29396
REPRESENTADO: HOJE COMUNICACOES PESQUISA E JORNALISMO LTDA
Advogados do(a) REPRESENTADO: CLAUBER ROSSI SILVA LOBO – BA48823, RAFAEL SILVA DE OLIVEIRA
NUNES – BA49650, PAULO NUNES DA SILVA – BA10041
SENTENÇA
Vistos, etc.
Cuida-se de Representação Eleitoral ingressada pela Coligação “O Trabalho Tem Que Continuar” visando impugnar a pesquisa eleitoral de número de identificação BA-08008/2020, realizada pela empresa Hoje Comunicações Pesquisa e Jornalismo Ltda, sobre a preferência do eleitorado desta Comarca para os cargos de prefeito e vereador, cujo pedido de registro foi
realizado no dia 27/09/2020, com divulgação prevista para o dia 03/10/2020.
O Representante traz que, de acordo com o que dispõe o art. 2º, §7º, inc. I e IV, da Resolução TSE nº 23.600/19, a referida empresa teria até o dia seguinte da divulgação da pesquisa para proceder à complementação dos dados do registro, porém, deixou de cumprir tal obrigação, não anexando o arquivo contendo as informações necessárias, configurando-se, portanto, pesquisa
irregular, razão pela qual solicita a concessão de liminar para suspensão da divulgação da pesquisa impugnada, sob pena de multa diária.
Ouvido o Ministério Público, o referido órgão manifestou-se, no parecer de ID 13405120, pela improcedência da presente representação eleitoral, uma vez que não constatou as irregularidades
apontadas pelo Representante.
A liminar solicitada foi indeferida por este Juízo na decisão de ID 13586980. A empresa Representada apresentou defesa no ID 15043146, informando que os arquivos referentes aos bairros e distritos foram inseridos no ato do registro da pesquisa, não podendo ser esta considerada como irregular, requerendo, portanto, a manutenção da divulgação da pesquisa
realizada, já que foram observadas todas as exigências legais e prazos estabelecidos e a condenação do Representante em litigância de má-fé.
O Ministério Público Eleitoral reiterou o parecer já exarado em todos os termos, entendo, porém, que não restou configurada a litigância de má-fé por parte do Representante (ID 15802117).
Esse é o breve relatório. Passo a decidir. Preconiza o art. 2º, §7º, I e IV, da Resolução do TSE de nº 23.600 de 12 de dezembro de 2019, a partir do dia de divulgação da pesquisa, o registro deverá ser complementado, sob pena de ser a pesquisa considerada não registrada, com os dados relativos aos bairros abrangidos ou à área em que foi realizada; ao número de eleitores pesquisados em cada setor censitário e à composição quanto ao gênero, idade, grau de instrução e nível econômico dos entrevistados na Num. 16631811 – Pág. 1 Assinado eletronicamente por: CLAUDIO AUGUSTO DALTRO DE FREITAS – 15/10/2020 15:07:23 https://pje1g.tse.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=20101515072326800000015594204
Número do documento: 20101515072326800000015594204 amostra final da área de abrangência da pesquisa eleitoral.
Todavia, conforme exposto pelo Ministério Público, em seu parecer de constante do ID 13405120, o qual adoto in totum, não é possível extrair de tais dispositivos a expressa determinação de que
os referidos dados devam ser complementados mediante indexação de documentos no sistema.
Assim, estando a complementação disponível e registrada no sistema de pesquisa, independentemente de sua forma, e sendo possível encontrá-la em simples consulta ao site oficial do TRE, no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle), deve a pesquisa ser computada válida. Trazendo para esta decisão o julgado apresentado pela Promotora de Justiça Eleitoral, no
parecer Ministerial supramencionado:
Ementa. RECURSO ELEITORAL – PROPAGANDA ELEITORAL – PESQUISA ELEITORAL –
SUPOSTA IRREGULARIDADE – DETALHAMENTO DE BAIRROS PESQUISADOS –
COMPLEMENTAÇÃO DE DADOS – INOBSERVÂNCIA DO PRAZO PRESCRITO NO ART. 1º, §
6º, DA RESOLUÇÃO/TSE N.º 23.364 – ARQUIVO ELETRÔNICO – AUSÊNCIA DE INDEXAÇÃO
– DADOS DISPONÍVEIS NO SISTEMA DE PESQUISA ELEITORAL – MULTA – ART. 18 DA
Resolução/TSE N. o 23.364 – NÃO INCIDÊNCIA – IMPROCEDÊNCIA DA REPRESENTAÇÃO –
REFORMA DA SENTENÇA. – PROVIMENTO DO RECURSO. A multa prescrita no art. 18 da Resolução/TSE n.º 23.364 é cabível tão somente em caso de divulgação de pesquisa sem prévio
registro junto a Justiça Eleitoral. Precedentes. A ausência de indexação do arquivo eletrônico em PDF não compromete a regularidade da pesquisa, notadamente porquanto os dados concernentes aos locais pesquisados estão materialmente disponíveis no próprio registro da pesquisa, no sistema da Justiça Eleitoral. Na espécie, a inobservância do prazo  estabelecido no art. 1º, § 6º, da Resolução/TSE nº 23.364, para complementação dos dados referentes aos bairros onde foi realizada a pesquisa, não enseja a aplicação da multa prescrita no art. 18 do mesmo diploma normativo, notadamente por não ser possível uma ampliação das hipóteses de incidência da sanção, de modo a fazer alcançar uma situação não prevista expressamente na norma eleitoral. Recurso conhecido e provido. Acórdão. ACORDAM os Juízes do Egrégio Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio Grande do Norte, à unanimidade de votos, em dissonância com o parecer ministerial, em conhecer e dar provimento ao recurso para, reformando a sentença atacada, afastar, na hipótese, a ocorrência de pesquisa eleitoral irregular, e, via de consequência, eximir a recorrente do pagamento da multa imposta, nos termos do voto do relator, parte integrante da presente decisão. Anotações e comunicações. (Processo REL 72870 RN. Publicação DJE – Diário de justiça eletrônico, Data 01/10/2013, Página 6/7. Julgamento 26 de Setembro de 2013. Relator CARLO VIRGÍLIO FERNANDES DE PAIVA). Grifei.
Nesse sentido, percebe-se que não há qualquer irregularidade na pesquisa eleitoral divulgada, considerando que a Representada procedeu com a complementação dos dados necessários para o devido registro após a divulgação da pesquisa eleitoral de nº BA-08008/2020, conforme se observa de simples pesquisa no sítio do TSE, de acordo com o art. 2º, §7º, I e IV da res. TSE nº 23.600/19. Com relação ao pedido de condenação dos Representantes em litigância de má-fé, formulado ao ID 15043146, entendo que deva o pleito ser rejeitado, uma vez que a conduta não restou configurada nos autos, estando a parte Representante defendendo o seu interesse, sem extrapolar os limites legais, utilizando-se dos meios processuais cabíveis.
Posto isso e por tudo mais que dos autos consta, confirmo a decisão liminar proferida (id nº13586980), e JULGO IMPROCEDENTE a pretensão inicial, extinguindo o processo com resolução do mérito, nos termos do art. 487, I, do Código de Processo Civil, aplicável subsidiariamente à espécie, e determino o arquivamento dos autos após o trânsito em julgado
desta decisão.
Publique-se. Registre-se. Intimem-se.
Num. 16631811 – Pág. 2 Assinado eletronicamente por: CLAUDIO AUGUSTO DALTRO DE FREITAS – 15/10/2020 15:07:23
https://pje1g.tse.jus.br:443/pje/Processo/ConsultaDocumento/listV

Vitória da conquista, 15 de outubro de 2020.
Cláudio Augusto Daltro de Freitas
Juiz Eleitoral

Waldenor reafirma apoio em Presidente Jânio Quadros a Messias e Delza


O deputado federal Waldenor Pereira (PT) esteve no município de Presidente Jânio Quadros, prestigiando a inauguração do comitê de campanha eleitoral do candidato a prefeito, Messias Aguiar, do PP, (atual vice-prefeito), e a sua candidata a vice-prefeita, Dona Elza. Ele reafirmou o compromisso de manter o apoio às ações e políticas públicas para a localidade.

Embora seguindo as orientações das autoridades de saúde para os cuidados na pandemia do Covid19, o deputado participou do ato de inauguração no sábado (17), que movimentou a cidade e lotou a praça que sedia o comitê eleitoral. Ele aproveitou a ocasião para parabenizar o atual prefeito, Léo Gambá pela “extraordinária gestão que o tornou uma dos melhores prefeitos da Bahia”.

O parlamentar pontuou as ações da atual administração nas áreas da saúde, da educação, dos recursos hídricos, no fortalecimento da agricultura familiar , na assistência social e na infraestrutura urbana local e disse não ter dúvidas de que os candidatos apoiados por ele e Léo Gambá serão vitoriosos. “De nossa parte asseguro que vamos continuar trabalhando para trazer novas ações e investimentos para o município”, garantiu.

Ninguém quer saber de fazer uma reforma política para mudar o Brasil


“NÊGO” CORRE DA REFORMA POLÍTICA, “COMO O CÃO CORRE DA CRUZ”.

Jeremias Macário

É até uma contradição e um absurdo, mas no Brasil é a política que emperra o nosso progresso, quando deveria ser a salvação para que o nosso país tomasse outro rumo desenvolvimentista. Com esse sistema arcaico e coronelista, a política tornou-se um ciclo vicioso de perpetuação no poder, de canal para a corrupção, de voto de cabresto, de mentiras e práticas antiéticas.
Por mais paradoxal que seja, a política é o calcanhar de Aquiles do Brasil. As eleições não são uma festa democrática, como deveria. É uma festa caquética e puída que cheira a mofo. É uma carneirada que se dirige à boca de uma urna para votar nos mesmos de sempre, e até em aventureiros da pátria que se cobrem com a pele de falso moralista e nacionalista. Com essa democracia tupiniquim, a eleição nunca vai ser instrumento de mudança.
A MAIS IMPRESCINDÍVEL
Mais do que as reformas administrativas, previdenciárias, tributárias e outras, a da política, não esses remendos que fazem aí, é a mais imprescindível de todas, mas ninguém quer saber de mudar porque tudo concorre para que os mesmos continuem sendo reeleitos e não haja mudanças com pessoas bem-intencionadas.
Do jeito que está, sempre favorecendo os que têm mais “bala na agulha”, essa política sempre vai ser vista como suja, que não vale a pena nela entrar, embora os eleitores se viciaram com essa velha cultura atrasada e tiram também o seu proveito através de seus pedidos de favores, cargos e até de dinheiro.
Vá falar numa reforma política onde se reduza o número de parlamentares no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais que todos partidos dão um “berro” e se unem – esquerda, direita, centro, extrema-direita, conservadores e ultraconservadores – na mesma panela para derrubar a ideia, com argumentos oportunistas que não convencem.
E a escandalosa figura do senador biônico, que persiste até hoje como herança da ditadura? O cara se candidata a senador e escolhe como seu suplente o filho, a mulher, a amante e até a empregada doméstica. Quando ele é morto ou afastado, como o que foi pego agora com dinheiro na cueca, entra o suplente que nunca recebeu nenhum voto. Não é mais uma excrescência?
Vá falar em cortar gastos, indenizações de verbas, emendas parlamentares e limitar o tempo de reeleição para o legislativo em apenas duas vezes no máximo que os políticos no poder fazem um barulho danado para defender que tudo fique como está, sem mudanças. Na verdade, ninguém, ou quase ninguém, pensa no bem do Brasil, mas em si mesmo próprio, e em continuar mamando nas tetas do povo que, infelizmente, aceita o sistema.
Existe deputado e vereador que já está no cargo há mais de 30 anos, e até 40, sendo reeleito em todas as eleições, não por mérito ou capacidade, mas porque usa a máquina, o assistencialismo e o dinheiro como moedas de troca para impedir que um novo candidato entre e tome o seu lugar.
É UMA DISPUTA COVARDE
A concorrência com quem já está lá é desleal, e é até uma covardia a disputa entre o novo e o velho. Para ser justo, as condições teriam que ser iguais em todos os níveis. A maioria dos deputados e vereadores usa os próprios funcionários de suas casas legislativas, de seus gabinetes, para fazerem campanhas. E quem não tem recursos? A verba do Fundo Partidário e Eleitoral fica para os mesmos donos e mandantes dos diretórios nacionais (muitos embolsam a grana), e os regionais recebem uma merreca para fazer uns “santinhos”.
Por sua vez, tem o eleitor que vota no mesmo candidato há 40 anos, como ocorre a olhos vistos em Vitória da Conquista. A política, do jeito que ela é feita, tornou-se uma carreira profissional, e o povo, com toda sua grande mediocridade e pobreza, tem sua parcela de culpa nessa história macabra.
O sistema, no fundo, continua coronelista através da compra do voto, com outros métodos pouco mais sofisticados. Por que a nossa Câmara de Conquista continua pouco representativa, de baixa produtividade, de raros projetos de lei, baixo conteúdo legislativo e muito amém ao poder executivo? Para que 21 vereadores? Conquista não tem uma Câmara à altura da sua cidade, a terceira maior da Bahia com mais de 300 mil habitantes!
Passa eleição e entra eleição, e nada de reforma política para mudar esse quadro vicioso, primitivista e permissivo para a sociedade. Para enganar os bestas e otários, vez por outra fazem umas emendas aqui e acolá, que só fazem proteger a eles mesmos. O velho coronel continua lá sentado em seu trono apodrecido e fedorento, com seu cajado da oligarquia, da plutocracia e da burguesia, desde os tempos do início da República que já começou anciã.
Por que, mesmo correndo risco de vida por causa da pandemia da Covid-19, uma multidão de eleitores se aglomera nas praças para participar e levantar as bandeiras do seu candidato, com tanto fervor, não importando se ele é ladrão e mau gestor?
Há anos, e até séculos, eles (eleitores) foram talhados culturalmente pelo sistema perverso para assim procederem como robôs. Cada vez mais cortam a educação e o saber para que a grande maioria da população continue analfabeta, inculta e ignorante, para que ela vote nos mesmos de sempre. Como diz o ditado, “nêgo” corre da reforma política, “como o cão corre da cruz”.

Waldenor acredita na vitória de Emanuela Dutra em Caraíbas


A coligação “Por Uma Caraíbas Humana”, entre PT e PP, em Caraíbas, realizou reunião com lideranças e apoiadores de Emanuela Dutra, candidata a prefeita, e Dinácio Alves, candidato a vice-prefeito, na noite desta terça-feira, 20, dentre os presentes, o deputado federal Waldenor Pereira (PT), que saiu do encontro “maravilhado”, como ele mesmo afirmou.

“Emanuela tem mostrado o seu preparo, capacidade, ética e humanidade e tem entusiasmado a todos nesta campanha, inclusive o senador Jaques Wagner já demonstrou o seu apoio”, comentou o parlamentar.

O evento foi realizado pela coordenação de campanha para avaliar todo o trabalho até o momento e planejar os novos passos até o dia da eleição, no próximo dia 15 de novembro.

O comentário do deputado parece ter traduzido o sentimento dos presentes após ouvir a candidata e sua equipe.

“A Mana, como é conhecida, tem demonstrado um crescimento político admirável, na noite de hoje destacou ponto a ponto o seu plano de governo, deixando evidente, não somente a sua capacidade em ser a nova prefeita do município, como também o seu desejo de governar de forma democrática e respeitosa. Caraíbas tem hoje a oportunidade de escolher uma grande mulher para governar a cidade, capacitada e com grandes chances de vitória. Lugar de mulher é onde ela quiser, especialmente, na política”, defendeu.

A reunião aconteceu na casa do candidato a prefeito nas eleições de 2016, Renatinho, e reuniu, dentre tantas lideranças locais, o presidente do PT, Francisco, o presidente do PP, Adriano, todos os candidatos do grupo à Câmara Municipal, o coordenador da campanha, Nilson, o fundador do PT em Caraíbas, Seu Virgílio Abade e também os atuais vereadores Januário, Flávio, Jura e Gil.