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TSE forma maioria e cassa mandato do deputado estadual Marcel Moraes


TSE forma maioria e cassa mandato do deputado estadual Marcell Moraes

Foto: Reprodução / Marcellmoraes.com

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu pela cassação do deputado estadual Marcell Moraes (PSDB), por unanimidade,  nesta terça-feira (27). Ele foi acusado de abuso de poder econômico nas eleições de 2018 e terá a cassação do diploma, que culmina na perda do mandato e ficará inelegível por 8 anos, contados a partir de 2018, além de ter seus votos anulados.

179 conquistenses natos, mortos pela COVID-19 em Vitória da Conquista; mas quem se importa com isso?


De acordo com o Boletim epidemiológico desta segunda-feira (26), foram diagnosticados 33 novos casos da Covid-19 e mais 117 altas de pacientes que estavam em tratamento. Com isso, o município registra 9.748 casos confirmados da doença, sendo que 9.161 deles são de pessoas já recuperadas e outros 408 que ainda permanecem em recuperação – 21 internados e 387 em tratamento domiciliar.

São investigados, ainda, 3.312 casos suspeitos que aguardam por classificação final (definição de caso como positivo, descartado ou Síndrome gripal não especificada), dos quais: 2.800 esperam pela investigação laboratorial e 512 pelo resultado do exame RT-PCR – as amostras são encaminhadas para análise no Lacen Municipal e Estadual.

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou ainda nesta segunda (26), o 179º óbito de um homem de 54 anos, morador do bairro Guarani, sem histórico de doenças preexistentes. Ele estava internado desde o dia 14 de outubro no Hospital de Clínicas de Conquista (HCC), onde faleceu em 26 de outubro por complicações causadas pela Covid.

Ocupação dos leitos – A rede hospitalar SUS do município conta, neste momento, com 153 leitos (83 enfermarias e 70 de UTI) para tratamento de pacientes confirmados ou com suspeita de infecção pelo novo Coronavírus. Nesta segunda (26), estão internados 79 pacientes que, além de Vitória da Conquista, são residentes dos municípios .

Clique aqui para acessar o Boletim epidemiológico completo.

Call Center– A Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza um Call Center para tirar dúvidas da população sobre a Covid-19 e atender pessoas que apresentem sintomas suspeitos.

  • Telefones fixos:(77) 3429-3468/3429-3469/3429-3470
  • Celulares:(77) 98834-9988 / 98834-9900 / 98834-9977 / 98834-9911 / 98856-4242 / 98856-4452 / 98856-3722/ 98825-5683/ 98834-8484
  • Call Center Noturno:(77) 98856-3397/98856-5268
  • Call Center do Trabalhador de Saúde:(77) 98809-2988 / 98809-2919 / 98809-2965

Professor Saturnino e Juliana realizam ato político com Waldenor Pereira e Éden Valadares em Barra do Choça


Os candidatos a prefeito e a vice-prefita de Barra do Choça pela “Coligação Unidos Por Uma Barra do Choça Melhor”, professor Saturnino e Juliana, tiveram um sábado de campanha cheio e positivo. Começaram o dia recepcionando e conversando com o governador Rui Costa, em Vitória da Conquista e finalizaram com grande ato político com as presenças do deputado federal Waldenor Pereira e do presidente Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) Éden Valadares.

O evento mostrou crescimento da candidatura petista na cidade e deixou entusiasmados os presentes, como o deputado Waldenor que afirmou acreditar ser essa “a hora da mudança em Barra do Choça”.

“Chegou a hora do novo. Os outros grupos políticos já tiveram a oportunidade de governar Barra da Choça e não foram capazes de colocar o município em destaque que merece na economia regional e estadual, mesmo o município sendo considerado como a capital do café na Bahia. Nos últimos anos, a Barra perdeu o seu protagonismo. E, nessas eleições, a população de Barra do Choça tem a oportunidade de eleger dois jovens qualificados, de conduta irreparável e muito respeitados na comunidade”, discursou o parlamentar em apoio aos candidatos, que se apresentam como a renovação na política local.

Professor Saturnino, formado em Geografia pela UESB, e Juliana, administradora também graduada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, vêm angariando importantes apoios durante a campanha, reunindo no dia de ontem aproximadamente 200 lideranças políticas municipais entre candidatos a vereadores, líderes comunitários e sindicais, presidentes de associações de pequenos produtores rurais e presidentes dos partidos que compõem a coligação.

Compuseram a mesa do evento, além dos candidatos, o deputado Waldenor Pereira, o presidente do PT Bahia, Éden Valadares, o presidente do PT municipal Bob, o presidente da Associação de Trabalhadores Rurais de Cafezal, Zé Santana, , o ex-vereador e pai do candidato a prefeito Senhor Lió, e o secretário de Comunicação do PT Bahia, Adolfo.

Waldenor está confiante na reeleição de Lúcio Meira em Mirante


O deputado federal Waldenor Pereira participou de ato político na campanha à reeleição do prefeito de Mirante Lúcio Meira (PT), na última sexta-feira (23), e voltou para a casa muito confiante com a vitória do companheiro de partido no próximo dia 15 de novembro.

Waldenor que acredita que o povo vai reconduzir à cadeira de prefeito em reconhecimento ao seu governo durante estes quatro anos.
“Lúcio fez uma grande administração em Mirante, transparente, ética e de muitas realizações, sedo as principais delas conseguir tirar o município da triste posição no mapa da fome e das páginas policiais, com ex-prefeitos presos e histórico de corrupção. Ao assumir a prefeitura, Lúcio demorou para arrumar a casa, deixada inadimplente por seu antecessor, mas, com muito esforço ele conseguiu importantes recursos federais, estaduais e de emenda parlamentar e realizou muito pela saúde, pelos recursos hídricos e pela agricultura familiar”, afirmou o parlamentar.

O deputado esteve no município para participar de reunião da Coligação “Juntos Por Mirante”, que reuniu aproximadamente 200 lideranças políticas locais, entre candidatos a vereadores, presidentes dos partidos aliados, líderes comunitários e sindicais.

Também estavam presentes no evento o candidato a vice-prefeito Edinho do Maracujá, o atual vice-prefeito, Moisés, a ex-vereadora e presidente da Associação do Areão, Darcy Pitombo, dentre tantos outros nomes aliados.

Porquê a legislação eleitoral exige um programa de governo (Parte final)


*Edwaldo Alves – PT Conquista

As propostas constantes no Plano de Governo de HGP relativas à Educação é mera repetição de 2016: universalização da educação na pré-escola, no fundamental I e II, promessas de mais escolas e creches na cidade e no interior, valorização dos professores, dobrar o número de unidades de ensino integral, abrir as escolas nos fins de semana e melhorar “ainda” mais o transporte e a merenda escolares. A administração herzista teve quatro anos para minimamente iniciar a realização dessas propostas, mas a realidade mostrou o fechamento de escolas, o abandono da educação rural, a precarização do transporte escolar e a merenda enquanto fornecida limitou-se a algumas bolachas e sucos. Quanto à escola de ensino integral o governo está acabando sem nenhuma ter sido implantada. Quanto à chamada valorização dos professores foi a perseguição constante e o achatamento da tabela salarial seja nos rendimentos seja nos interstícios conquistados ao longo de anos.
Na crítica área de desenvolvimento social também vemos afirmações gerais tipo avançar, expandir, valorizar, etc. Mas, os Conselhos Tutelares sequer possui veículos para garantir a segurança dos conselheiros em visitas de risco. As entidades filantrópicas tão elogiadas na proposta de Herzem todavia sofrem para receber a subvenção social aprovada pela Câmara Municipal. Em relação à moradia popular apesar dos inúmeros projetos deixados pela gestão anterior nenhum empreendimento da faixa de zero a três salários mínimos foi implantado. O comportamento do prefeito atual é expulsar com violência pessoas pobres que ocupam áreas ociosas para construir e morar.
Em relação à infraestrutura e urbanismo propugna pela busca de verbas externas para construir as barragens do rio Catolé e do Pardo! Em relação ao rio Pardo há um projeto pronto e quanto à barragem do Catolé está em plena construção por ação do governo do estado da Bahia. Promete liberar os licenciamentos para baixa complexidade em 48 horas, de alta complexidade em um mês e a abertura de empresas em quinze dias. Não explica porque em quatro anos de governo não deu sequer um passo em direção a esses prazos. Ainda promete a extensão de água encanada e esgotamento sanitário para todos os distritos sedes do interior, sem mencionar que a competência legal e operacional desta atividade é da EMBASA.
Em relação à Mobilidade Urbana e Transporte Público parece desconhecer a verdadeira situação do transporte de passageiros. Na modernização deste transporte uma de suas propostas é a implantação de sistema de reconhecimento facial dos passageiros. A utilidade desta medida não é explicada. No futuro Plano de Mobilidade Urbana que se propõe a elaborar vai regulamentar a BRT, o antigo e sempre mencionado VLT, ciclovias, ônibus, Vans. O mais simples que é regulamentar o transporte alternativo ele não conseguiu em quatro anos, então ao propor plano de tal amplitude e complexidade deixa a cidade altamente preocupada. Ao finalizar o governo, Guilherme Menezes deixou 24 km de ciclovias e ciclofaixas, no entanto, além de não priorizar esse meio de transporte o prefeito atual ainda desativou ciclovias.
Em relação ao desenvolvimento econômico e geração de rendas há uma surpreendente proposta de instalação de alambiques, não acredito no sucesso dessa atividade em um município em que não há grandes plantações de cana-de-açúcar. Em relação ao meio ambiente é apresentada a implantação do Parque Ambiental do Rio Verruga que se encontra emperrada por graves erros iniciais de reconhecimento fundiário de propriedades da área. Em relação ao Esporte é proposto a criação de um fundo específico para atletas com fonte em incentivos fiscais, sem entretanto demonstração de base financeira e nem de quais tributos poderiam ser deduzidos para esta finalidade. O solar dos Ferraz já comprado pela administração anterior para permuta imobiliária com a Casa de Cultura perderia esse objetivo e nele seria instalado um futuro Museu da Arte e do Esporte. O programa de governo do candidato Herzem também prega a intensificação da política nacional de resíduos sólidos, inclusive com a criação de associações entre trabalhadores de coleta seletiva, mas a Cooperativa Recicla Conquista que estava em plena atividade e desenvolvimento até 2016 foi estranhamente abandonada pela atual gestão.

Dólar é impulsionado às alturas por causa do risco fiscal, diz economista


Rafaela Vitoria falou ao Poder EntrevistaSelic baixa não o principal motivo, disse

BC acerta em manter juros baixos, afirma

Renda Cidadã: furar teto é péssima ideia

Rafaela Vitoria é economista-chefe e coordenadora do departamento de Research do Banco InterReprodução

A economista-chefe do Banco InterRafaela Vitoria, 47 anos, avalia que o maior problema por trás da desvalorização do real hoje é a desconfiança do investidor estrangeiro em relação às contas públicas do Brasil. A moeda norte-americana fechou aos R$ 5,6, com alta de 0,6%. No ano, subiu 40%.

“A gente vem afastando, sim, alguns investidores. Acho que hoje é muito mais reflexo desse desajuste fiscal, das contas públicas, e das perspectivas para a trajetória de dívida, do que necessariamente o patamar da Selic”. Para ela, o Banco Central acerta em manter a taxa básica de juros no piso histórico: 2% ao ano.

Economista-chefe do Banco Inter, Rafaela falou ao Poder Entrevista. A conversa foi gravada na 5ª feira (23.out.2020), por videoconferência. Assista à íntegra (32min47s):

Na avaliação dela, o Brasil precisa implementar reformas econômicas para atrair o investidor externo e não subir os juros. No ano, os estrangeiros retiraram R$ 84,86 bilhões da B3, a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo (SP). O número foi puxado pela pandemia de covid-19. Outros países emergentes também foram prejudicados com a saída de recursos de operadores internacionais.

“Parte da saída que a gente teve de investidores foi mais concentrada no pico da crise, de março e abril. Depois disso, a gente não vê muitas saídas do investidor estrangeiro. De fato, o dólar continua se valorizando frente ao real”, declarou. Os estrangeiros colocaram R$ 2,9 bilhões na Bolsa neste mês até 4ª feira (21.out), último dado disponível.

Leia abaixo trechos da entrevista:

A Bolsa superou o patamar de 100 mil pontos ao longo da semana. Há perspectiva de alta?

A gente vem acompanhando o movimento da Bolsa. Ao longo das últimas semanas ela vem refletindo 1 pouco mais essa percepção de aumento do risco –principalmente o fiscal. Isso levou o investidor a sair 1 pouco. A gente vê essa discussão sobre o orçamento com grande preocupação. São grandes dúvidas que a gente ainda tem, não só para o orçamento de 2021, mas para a trajetória dos gastos e da dívida pública brasileira. Esse aumento da percepção de risco tem feito a Bolsa ter uma maior volatilidade. Enquanto não tiver uma definição maior para esse risco, a gente não espera grandes movimentos na Bolsa e uma possível melhora como a gente viu nas últimas semanas. Também pode ter uma deterioração se o andamento da discussão sobre o orçamento não for positivo. Essa volatilidade de 90.000 a 100 mil é de se esperar até a gente ter uma definição melhor sobre 2021.

Começa a valer neste mês as novas regras das BDRs (certificados de ações estrangeiras). Como isso vai afetar a vida do investidor de menor porte?

As BDRs são recibos de negociação de ações que estão listadas na Bolsa lá fora. Elas já existem no Brasil há bastante tempo. Até então, só eram disponíveis para o investidor qualificado e o profissional –que é aquele investidor que tem altos volumes [R$ 1 milhão ou mais] ou é ligado a uma instituição financeira. A partir desta semana, começou a negociação do BDR na Bolsa para o investidor geral. O que muda? É mais uma opção que para diversificar a carteira. A gente acredita que é uma boa opção. Você tem acesso à uma empresa que não tem no Brasil, setores que não têm aqui, com o de tecnologia, o de saúde, que são bastantes desenvolvidos lá fora. Isso dá ao investidor a possibilidade de diversificar e se aproveitar do crescimento dessas empresas lá fora.
Por outro lado, as BDRs oferecem mais volatilidade. Além da volatilidade das ações, elas vão oscilar por causa do dólar. Lembrando, é 1 recibo em reais, mas está atrelado a 1 ativo em dólar. Quando o câmbio varia, esse recibo vai variar aqui também– independente da variação da ação lá fora.

Há perspectiva de mais pessoas entrarem na Bolsa ao longo dos próximos meses?

A gente já chegou a 3 milhões de investidores na B3 esse ano. É 1 número bem interessante. Mas é pequeno se você comparar com os mercados desenvolvidos. Tem outro mercado, que é o de fundos imobiliários, que tem mais de 1 milhão de investidores –crescimento de quase 100% em relação ao começo de 2019, por exemplo.
A gente vê 1 interesse maior do investidor por ativos que remuneram mais. Esse movimento vem dessa queda de juros que vem ocorrendo desde o ano passado. Esse é 1 caminho natural. A gente vê a taxa de juros baixas por 1 bom tempo. Para o investidor buscar 1 retorno maior, ele tem que correr atrás de retornos que estão atrelados ao risco.
Essa disponibilidade de BRDs é 1 ativo adicional para o investidor administrar sua carteira. A gente vê de maneira bastante positiva esse crescimento do mercado de capitais brasileiro. É fundamental para o crescimento da economia. Mostra uma maturidade do investidor no acesso a esses investimentos –saindo muito do tradicional CDB (Certificado de Depósito Bancário), renda fixa, poupança. Isso reflete 1 amadurecimento do investidor e do mercado.
Esses recursos na Bolsa, de uma certa forma, vão para investimentos. A gente vê muitos IPOs [oferta inicial de ações na Bolsa], fundos imobiliários. São recursos que são captados pelas empresas ou fundos para investimentos na economia real. Isso é muito positivo para o Brasil.

A gente vê uma entrada maior do investidor doméstico na Bolsa. Ao mesmo tempo uma saída do investidor externo. As taxas de juros estão no menor patamar histórico. Isso tem afastado o investidor externo e o dólar acaba subindo. Alguns economistas argumentam que o Banco Central errou na calibragem da taxa de juros e talvez seja necessário aumentar a Selic para atrair mais o investimento externo. Como avalia isso?

O Banco Central tem feito 1 trabalho assertivo do ponto de vista monetário, que é buscar a estabilidade da moeda. A gente hoje tem uma meta de inflação que é de 4% ao ano. Nos últimos 12 meses, o IPCA [índice que mede a inflação] subiu na faixa de 2% a 2,5% – então está bem abaixo da meta. O motivo pelo qual o Banco Central reduziu os juros foi esse processo deflacionário. A inflação já vinha caindo há bastante tempo. Essa situação foi ampliada pela pandemia, que fez uma suspensão da nossa economia por alguns meses. A gente teve IPCA negativo em abril e em maio. Com isso, o Banco Central tomou essa atitude, que, na nossa opinião é correta – de reduzir a Selic para estimular a economia e fazer com que a inflação volte a meta.

Itabuna: Fernando Gomes tem candidatura indeferida por improbidade; ele poderá indicar substituto na disputa


Fernando Gomes poderá agora indicar nome do substituto na disputa, junto com o partido e sua coligação

O prefeito de Itabuna, Fernando Gomes (PTC), teve o registro de sua candidatura à reeleição indeferido hoje pelo juiz eleitoral da 28ª Zona, Antônio Carlos Rodrigues de Moraes, em decorrência de ter incidido na lei das inelegibilidades,  já que foi condenado, em segunda instância, pelo Tribunal de Justiça do Estado por improbidade administrativa.

Com a declaração de Gomes como inapto, ele tem o direito, assim como o seu partido ou a coligação que lidera, a indicar o substituto como candidato na disputa. A ação foi movida pela coligação adversária “Itabuna tem Jeito “ , formada pelo PDT e DEM , representada pela advogada Anna Maria Nabuco Peltier Cajueiro.

Bahia já investiu R$ 13,7 bilhões desde 2015 e lidera ranking junto com SP


O governo baiano investiu R$ 13,7 bilhões entre janeiro de 2015 e agosto de 2020 e mais uma vez está entre os líderes em destinação de recursos para obras e ações voltadas diretamente ao atendimento a demandas da população. São Paulo somou R$ 42,4 bilhões no período e ocupa a primeira posição entre os executivos estaduais em termos absolutos.

Na proporção dos respectivos orçamentos, a Bahia supera o estado mais rico do país: com orçamento cinco vezes maior, o governo paulista investiu apenas três vezes mais que o baiano.

O Rio de Janeiro, que sediou as Olimpíadas em 2016 e contou com ampla ajuda federal para a organização do evento internacional, ficou em terceiro no ranking com R$ 12,9 bilhões investidos. Em seguida vêm Ceará, com R$ 11,7 bilhões, e Minas Gerais, com R$ 8,2 bilhões. Completam as dez primeiras posições Pará, Paraná, Santa Catarina, Maranhão e Pernambuco.

Os dados foram extraídos do Siconfi – Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro, publicado pela STN – Secretaria do Tesouro Nacional, vinculada ao Ministério da Economia.

Equilíbrio fiscal

Em 2020, um ano totalmente atípico por conta da pandemia do novo coronavírus, os investimentos caíram em todos os estados, mas a Bahia manteve-se entre os líderes no país e somou R$ 1,04 bilhão nos dois primeiros quadrimestres, entre janeiro e agosto.

“Continuar investindo significa gerar emprego e renda em um momento difícil para a população, em especial num caso como o nosso, em que o orçamento do setor público equivale a um quinto do PIB, peso relativo bem mais alto que nos estados mais ricos”, afirma o secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório.

O secretário observa, no entanto, que o desafio tende a se intensificar daqui para a frente. A pandemia trouxe perdas na arrecadação tomando-se como parâmetro os números de 2019, que já não refletem a realidade financeira de 2020, pressionada pela expansão nos gastos necessários ao enfrentamento da crise sanitária, lembra Vitório.

O titular da Secretaria da Fazenda (Sefaz-BA) ainda ressalta que a Bahia mantém a máquina pública em pleno funcionamento e segue em dia com os pagamentos a servidores e fornecedores, mas o impacto das crises sanitária e fiscal sobre as contas públicas tende a se amplificar em 2021. “O pacote de ajuda federal foi importante, mas incapaz de alterar a situação de dificuldade que os Estados já vinham enfrentando antes da pandemia”, alerta.

O período entre 2015 e 2020, entretanto, já vinha sendo marcado por crises sucessivas na economia brasileira, acrescenta Vitório, que atribui a sustentação da capacidade de investimento da Bahia ao longo desses seis anos a um bem sucedido trabalho de garantia do equilíbrio fiscal sob a liderança do governador Rui Costa, baseado em controle do gasto, modernização tecnológica do fisco baiano e combate à sonegação.

No âmbito das receitas próprias, a participação da Bahia na arrecadação nacional do ICMS, que era de 4,53% em 2014, encerrou o ano de 2019 em 4,85% – cada variação de 0,1% corresponde a R$ 480 milhões.

Já no que diz respeito às despesas, a Bahia obteve entre 2015 e 2019 a expressiva economia real de R$ 5,9 bilhões, conquistada devido a ações de qualificação do gasto público que incluíram a extinção de dois mil cargos e empregos públicos, a redução do número de secretarias estaduais, de 27 para 24, e a implantação de uma equipe na Secretaria da Fazenda voltada para o monitoramento permanente das despesas com o custeio da máquina pública.

Investimentos

As principais áreas de concentração dos investimentos baianos desde 2015 foram infraestrutura, mobilidade, saúde, educação e segurança pública. Entre as principais obras realizadas no período estão a expansão do Metrô, a Via Barradão e a Linha Azul, na capital, e a Via Metropolitana, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), além da construção e da recuperação de estradas e da implantação de obras de segurança hídrica para minimizar os efeitos da seca.

Na área de saúde, o Estado construiu nove hospitais e 16 policlínicas regionais, criando uma infraestrutura que mostrou-se fundamental para a bem sucedida estratégia de enfrentamento aos efeitos da pandemia do novo coronavírus a partir de março deste ano.

Os novos equipamentos incluem o HGE 2, o Hospital da Mulher e o Instituto Couto Maia, em Salvador, o Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus, o Hospital da Chapada, em Seabra, a Maternidade do Hospital da Criança, em Feira de Santana, e o Hospital Metropolitano, que estará em operação a partir de fevereiro de 2021.

As policlínicas regionais já entregues estão em Feira de Santana, Jequié, Irecê, Alagoinhas, Guanambi, Teixeira de Freitas, Valença, Santo Antônio de Jesus, Juazeiro, Paulo Afonso, Senhor do Bonfim, Jacobina, Simões Filho, Itabuna, Barreiras e Vitória da Conquista.

Fotos: Carol Garcia

Tribunal acata denúncia e governador de SC é afastado do cargo por 180 dias


Vice assume o governo interinamente

Carlos Moisés é alvo de outro processo

Carlos Moisés (PSL-SC) foi afastado por 180 dias do cargo de governador de Santa CatarinaRicardo Wolffenbüttel/Secom-SC – 12.dez.2019


24.out.2020 (sábado) – 4h07

O Tribunal de Julgamento da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) acatou, na madrugada deste sábado (24.out.2020), denúncia contra o governador Carlos Moisés (PSL). A decisão implica no afastamento de Moisés do cargo por até 180 dias, contados a partir da próxima 3ª feira (27.out).

A denúncia contra vice-governadora, Daniela Reinehr, foi arquivada. Por isso, é ela quem assume o governo do Estado interinamente.

relatório com pedido de afastamento foi aprovado pela Comissão Especial do Impeachment em 15 de setembro. Os deputados deram razão à acusação de crime de responsabilidade referente a 1 ato administrativo que deu, em 2019, aumento aos procuradores do Estado. Em 17 de setembro, o processo de impeachment foi aprovado no plenário da Alesc.

A sessão do Tribunal de Julgamento teve início na manhã de 6ª (23.out) e durou mais de 15 horas. A denúncia foi aceita por 6 votos a 5. O relator do caso, o deputado Kennedy Nunes (PSD), recomendou em seu parecer o prosseguimento do julgamento por crime de responsabilidade contra o governador e a vice.

A votação sobre denúncia contra Reinehr, no entanto, terminou empatada (5 a 5). Coube ao presidente do Tribunal, o desembargador Ricardo Roesler, o voto de minerva.

Daniela Reinehr acompanhou a sessão pessoalmente. No final, declarou: “Não pensei que a missão viesse dessa forma, mas me cabe agora abraçá-la e bem cumpri-la, cuidar bem do Estado. Vou dar meu melhor.”

Na próxima fase do processo, o Tribunal vai instaurar 1 julgamento contra Moisés, que tem prazo máximo de 180 dias para ser concluído. Enquanto estiver afastado, Moisés perde 1/3 dos vencimentos. O valor é devolvido se ele for absolvido. Caso seja condenado, perde o cargo de forma definitiva.

Moisés é alvo de outro processo de impechment, aberto na Alesc na 3ª feira (20.out). Ele foi acusado de crime de responsabilidade pela compra de 200 respiradores para o combate à covid-19, no início deste ano. Em entrevista ao Poder360, em setembro, ele negou as irregularidades.

Eis como cada integrante do Tribunal de Julgamento votou:

  • Deputado Kennedy Nunes (PSD): votou por aceitar a denúncia contra Moisés e Reinehr;
  • Desembargador Carlos Alberto Civinsk: votou por rejeitar a denúncia contra Moisés e Reinehr;
  • Desembargador Sérgio Antônio Rizelo: votou por rejeitar a denúncia contra Moisés e Reinehr;
  • Deputado Maurício Eskudlark (PL): votou por aceitar a denúncia contra o Moisés e Reinehr;
  • Desembargadora Cláudia Lambert de Faria: votou por rejeitar a denúncia contra Moisés e Reinehr;
  • Deputado Sargento Lima (PSL): votou por aceitar a denúncia contra o Moisés e rejeitá-la em relação à vice;
  • Desembargador Rubens Schulz: votou por rejeitar a denúncia contra Moisés e Reinehr;
  • Deputado Luiz Fernando Vampiro (MDB): votou por aceitar a denúncia contra Moisés e Reinehr;
  • Desembargador Luiz Felipe Schuch: votou por aceitar a denúncia contra Moisés e Reinehr;
  • Deputado Laércio Schuster (PSB): votou por aceitar a denúncia contra Moisés e Reinehr;

Bahia chega a 7.432 mortes e 342.526 casos confirmados de coronavírus


Nas últimas 24 horas foram contabilizados 1.861 novos casos e 25 óbitos

Foto: Amazônia Real/Fotos Públicas
Foto: Amazônia Real/Fotos Públicas

A Bahia registrou 7.432 mortes e 342.526 novos casos confirmados de coronavírus desde o início da pandemia. Conforme boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria estadual de Saúde (Sesab), nas últimas 24 horas foram contabilizados 1.861 novos casos e 25 óbitos.

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (26,54%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Ibirataia (8.032,92), Almadina (6.570,28), Itabuna (6.429,42), Madre de Deus (6.352,82)), Apuarema (6.016,37).

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 695.376 casos descartados e 82.456 em investigação. Na Bahia, 28.267 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

178 mortos pela COVID-19 em Vitória da Conquista


Mais 121 pessoas receberam alta do isolamento e outras 75 foram diagnosticadas com a Covid-19 nessa sexta-feira (23), de acordo com a atualização do Boletim epidemiológico. Dessa forma, o município já registrou o total de 9.611 casos confirmados da doença, sendo que o número de recuperados chegou a 9.018.

Outros 415 pacientes que testaram positivo ainda seguem apresentando sintomas e permanecem em recuperação – 31 internados e 384 em tratamento domiciliar.

Aguardam por classificação final (definição de caso como positivo, descartado ou Síndrome gripal não especificada), 3.883 casos suspeitos, dos quais: 3.340 deles esperam pela investigação laboratorial e 543 pelo resultado do exame RT-PCR – as amostras são encaminhadas para análise no Lacen Municipal e Estadual.

Ainda nesta sexta (23), a Secretaria Municipal de Saúde confirmou os falecimentos de quatro pacientes com diagnóstico da Covid que estavam internados para tratamento, mas não resistiram as complicações causadas pela doença. Até o momento, foram registrados 178 óbitos de moradores do município.

175º óbito – Homem de 44 anos, morador do bairro Guarani, portador de Obesidade; estava internado desde o dia 6 de outubro no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), onde faleceu em 23 de outubro.

176º óbito – Homem de 94 anos, morador do bairro Zabelê, portador de Hipertensão; foi internado no dia 19 de outubro no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), onde faleceu em 23 de outubro.

177º óbito – Homem de 70 anos, morador do bairro Zabelê, portador de Hipertensão e Diabetes Melito; no dia 15 de outubro foi internado no Hospital São Vicente, onde faleceu em 22 de outubro.

178º óbito – Homem de 46 anos, morador do bairro Patagônia, sem comorbidades relatadas; estava internado desde o dia 5 de outubro no Hospital São Vicente, onde faleceu em 23 de outubro.

Ocupação dos leitos – Dos 153 leitos da rede SUS (83 enfermarias e 70 de UTI) disponíveis para tratamento de pacientes confirmados ou com suspeita de infecção pelo novo Coronavírus, 73 estão ocupados por pacientes que, além de Vitória da Conquista, são residentes em outros  municípios

Clique aqui para acessar o Boletim epidemiológico completo.

Call Center– A Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza um Call Center para tirar dúvidas da população sobre a Covid-19 e atender pessoas que apresentem sintomas suspeitos.

  • Telefones fixos:(77) 3429-3468/3429-3469/3429-3470
  • Celulares:(77) 98834-9988 / 98834-9900 / 98834-9977 / 98834-9911 / 98856-4242 / 98856-4452 / 98856-3722/ 98825-5683/ 98834-8484
  • Call Center Noturno:(77) 98856-3397/98856-5268
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Apoio de Bolsonaro derrete campanha de Russomanno em São Paulo


Em setembro, Datafolha apontava que 64% dos paulistanos não votariam em um candidato de Bolsonaro em hipótese nenhuma. Cenário atual confirma a tendência

Apenas 11%, um em cada dez eleitores, votariam no indicado pelo presidente

São Paulo – O derretimento de Celso Russomanno  (Republicanos) e o aumento de sua rejeição, mostrados pelo Datafolha em pesquisa divulgada nesta quinta-feira (22), eram previstos por analistas e apareceriam na medida em que o apoio do presidente Jair Bolsonaro ao candidato fosse se tornando claro para a opinião pública. Russomanno caiu de 27% para 20% desde a última pesquisa (8 de outubro), antes da propaganda de rádio e TV. E sua rejeição cresceu impressionantes 17 pontos percentuais em um mês. Foi de 29% para 38% desde a pesquisa anterior, mas era de apenas 21% na penúltima.

Em 25 de setembro, o mesmo instituto de pesquisa apontava que 64% dos eleitores da capital paulista não votariam em um candidato apoiado por Bolsonaro em hipótese nenhuma. Apenas 11% (um em cada dez eleitores) votariam no indicado pelo presidente.

“Com certeza, a divulgação do apoio de Bolsonaro tem um peso no crescimento da rejeição de Russomanno”, disse Alessandro Janoni, diretor de Pesquisas do Datafolha, em entrevista ao canal de TV por assinatura Globo News, após a divulgação do levantamento desta quinta. Segundo ele, o presidente é reprovado na capital paulista “principalmente em razão do seu desempenho no combate à pandemia e não necessariamente é um cabo eleitoral com muita fluência”.

Em São Paulo, de acordo com o Datafolha do fim do mês passado, o governo Bolsonaro era avaliado por 46% dos paulistanos como ruim ou péssimo, enquanto 23% o consideravam regular e 29%, ótimo ou bom.

“Tradição”

Antes mesmo de a campanha começar, o professor Oswaldo Amaral, por exemplo, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), antevia um novo cenário de derretimento de Russomanno, candidato também em 2012 e 2016, inclusive pela forma como o “combate” à pandemia de coronavírus foi conduzido por Bolsonaro.

Na ocasião, o analista da Unicamp apontava que a “tradição” das candidaturas do postulante do Republicanos era minguar e que ele tendia a “desidratar bastante”. A intenção de voto antes da campanha captava o chamado “recall”, a lembrança que o eleitorado tem do candidato.

Segundo a mesma pesquisa Datafolha que apontava a rejeição de candidatos apoiados por Bolsonaro, 59% dos paulistanos afirmavam que não votariam de jeito nenhum em um nome apoiado pelo governador João Doria (PSDB). O candidato do PSDB à prefeitura, Bruno Covas, não está “herdando” esse desapreço dos paulistanos pelo governador porque tem tentado se “descolar” da sua imagem. E o apoio de Doria a Covas, por estratégia partidária ou não, não tem sido muito entusiasmado.