Exame em Adriano da Nóbrega não constata sinais de tortura, diz perito; vídeo mostrado por Bolsonaro era falso


O ex-policial Adriano da Nóbrega estava foragido e morreu durante conflito com policiais baianos no início do mês. Ele era suspeito no caso Marielle e de integrar a milícia no Rio de JaneiroReprodução

O novo exame do ex-policial militar Adriano da Nóbrega não apontou sinais evidentes de tortura, de acordo com Talvane de Moraes, médico legista que acompanhou a necrópsia. O procedimento foi realizado na última 5ª feira (20.fev.2020), no IML (Instituto Médico Legal) do Rio de Janeiro.

Adriano da Nóbrega é apontado pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) como chefe da milícia de Rio das Pedras, na zona oeste da capital fluminense, e do chamado “Escritório do Crime”. Ele é investigado em inquérito que apura a morte da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes.

O senador Flavio Bolsonaro (sem partido-RJ) divulgou suposta autópsia do ex-PM nesta semana e insinuou que ele foi torturado. O presidente também pediu uma “perícia isenta” no caso. O ex-policial estava foragido e morreu em 9 de fevereiro na cidade de Esplanada (BA) durante confronto com policiais baianos.

As bancadas do Psol, PT e Rede usam a suposta ligação da família Bolsonaro com o ex-policial para pedir a cassação do mandato do senador.

A PERÍCIA
Moraes disse que não viu sinais de tortura no corpo de Adriano. O perito também explicou que não “trabalhou” com o corpo, apenas observou o a necrópsia. Ele foi convidado por 2 legistas contratados pela família de Adriano: Francisco Moraes Silva e Ari Fontana, que vieram do Paraná.

O procedimento começou às 16h30 e se estendeu até as 21h. O novo exame foi determinado pelo juiz da comarca de Esplanada (BA), Augusto Yuzo Jouti, que atendeu a pedidos do Ministério Público da Bahia e da defesa do ex-policial.

Exames laboratoriais vão completar o laudo, que deve ser apresentado à Justiça baiana em 15 dias.

Além dos peritos do IML do Rio e dos convidados, estiveram presentes duas advogadas da família, uma irmã de Adriano e 1 representante do Ministério Público da Bahia. Ao final do procedimento, com exceção de Moraes, os demais saíram por uma porta lateral, sem falar com a imprensa.

ADRIANO DA NÓBREGA
O ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro Adriano Magalhães da Nóbrega (1977-2020) era acusado de praticar diferentes atividades ilegais. Ele agia mantendo relações com a milícia do Rio, segundo investigações em curso, com o jogo do bicho, máquinas caça-níqueis e até contratação profissional de homicídios. Nenhuma dessas acusações, entretanto, ainda havia sido comprovada quando o PM foi morto.

Com informações da Agência Brasil.

Mega-Sena acumula pela 16ª vez e prêmio vai para R$ 200 milhões


Ninguém acertou as seis dezenas da Mega-Sena nesse sábado (22) de carnaval. O sorteio foi realizado no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

Esta é a 16ª vez que o prêmio acumula, um recorde para a modalidade. Os números sorteados foram: 07 – 20 – 38 – 43 – 45 – 53.

De acordo com a Caixa, a estimativa é de que o prêmio seja de R$ 200 milhões no próximo concurso que, excepcionalmente (27), será realizado na quinta-feira (27), por causa do carnaval.

A quina teve 190 ganhadores e cada um vai receber R$ 56.213,79. A quadra saiu para 14.982 apostadores, devendo pagar R$ 1.018,42 a cada um dos acertadores.

*Agência Brasil

A mineração em terra indígena com nome, sobrenome e CNPJ


Exploração na Amazônia voltou a crescer

Aumento de 91% no governo Bolsonaro

Sawré Muybu foi a área mais afetada

Leia a reportagem da Agência Pública

Levantamento da Agência Pública revela explosão de processos desde 2019 e lista os beneficiários com mais pedidos minerários em TIs: políticos, cooperativas de garimpo e até 1 artista plástico paulistaBruno Fonseca/Agência Pública

Por Anna Beatriz Anjos, Bruno Fonseca, Ciro Barros, José Cícero da Silva, Rafael Oliveira e Thiago Domenici.

A intenção de Jair Bolsonaro em abrir as Terras Indígenas brasileiras para a exploração do subsolo e recursos hídricos não é novidade. Desde que assumiu a Presidência, o mandatário deixou claro, em diferentes momentos, seu desejo nesse sentido.

Uma das justificativas apresentadas é de que as terras indígenas devem ser aproveitadas economicamente. Mas, além de contrariar a Constituição de 1988, como afirmou em entrevista à Agência Pública o subprocurador-geral da República, Antônio Carlos Bigonha, o conteúdo do PL 191/2020 também tem sido questionado por entidades indígenas, organizações socioambientais e pesquisas de opinião – Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, garantiu na quarta-feira (18.fev) que não vai pautar o projeto na Câmara.

Mas, afinal, quem são os potenciais beneficiados com a mineração em terras indígenas?

Levantamento inédito realizado pela Pública com base em dados da Funai e da Agência Nacional de Mineração (ANM) não só traz nome, sobrenome e CNPJ de pessoas físicas e jurídicas com mais pedidos minerários em Terras Indígenas (TIs) como revela um aumento de processos de pesquisa mineral nessas áreas em 2019, revertendo uma tendência de queda dos últimos anos.

PROCESSOS MINERÁRIOS EM TERRAS INDÍGENAS NA AMAZÔNIA

Bruno Fonseca / Agência Pública

Os dados indicam que os processos de exploração minerária em TIs da Amazônia cresceram 91% desde o início do governo Bolsonaro. Esta foi a primeira vez, desde 2013, que os requerimentos registraram aumento – antes, eles vinham caindo ano após ano.

Entre os potenciais beneficiários da medida do Executivo, estão grandes figuras políticas do Amazonas, cooperativas de garimpo com sócios envolvidos em denúncias por crimes ambientais, uma gigante da mineração mundial e até mesmo um artista plástico paulista.

Os dados listados pela Pública apresentam dois cenários – requerimentos incidentes em TIs feitos no período 2011-2020 e os registrados durante o governo Bolsonaro (2019-2020).

Bruno Fonseca / Agência Pública

SAWRÉ MUYBU, DOS MUNDURUKU, A MAIS AFETADA NA DÉCADA

É no Pará onde está a maioria dos processos minerários em terras indígenas que avançaram no primeiro ano de Bolsonaro. A Terra Indígena Kayapó é a que mais enfrenta processos sobre suas terras no período. Em seguida, está a terra Sawré Muybu, dos Munduruku, também no Pará.

A Sawré é justamente o território indígena mais afetado por processos minerários na década: mais de 14% de todos os requerimentos que passaram por áreas indígenas na Amazônia afetam a terra. Foram 97 processos visando sobretudo a jazidas de ouro, cobre e diamante, e, em menor quantidade, de cassiterita e extração de cascalho.

Após o Pará, são os estados do Mato Grosso e Roraima que mais concentram processos em terras indígenas durante o primeiro ano de Governo Bolsonaro.

Bruno Fonseca / Agência Pública

A ANM registrou processos minerários – e chegou a conceder títulos de mineração – até mesmo em TIs homologadas, isto é, que já passaram por todas as etapas de regularização junto ao governo federal, incluindo a sanção presidencial. Um dos territórios potencialmente afetados pelos títulos minerários é o do povo Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia, cujo processo de homologação foi concluído em 2006. No território vivem nove povos, incluindo indígenas isolados.

Em 2013, por exemplo, a Cooperativa Mineradora dos Garimpeiros de Ariquemes (Coomiga) obteve um título de lavra garimpeira de ouro que incide em parte do território indígena dos Uru-Eu-Wau-Wau. A cooperativa é a terceira maior produtora de estanho do país, segundo o Anuário Mineral de 2018 da ANM. Já em 2016, foi a Cooperativa Estanífera de Rondônia que conseguiu um título para lavrar cassiterita em uma área que inclui trechos da terra dos Uru-Eu-Wau-Wau. A cassiterita é o principal minério de estanho utilizado para produzir ligas metálicas – e fica em Rondônia, no município de Ariquemes, o maior garimpo de cassiterita a céu aberto do mundo.

Nos últimos dez anos, a ANM registrou 656 processos minerários que passaram por trechos de territórios indígenas. Além dos Munduruku, no Pará, os processos minerários nesta década se concentraram nas terras dos Kaxuyana e dos Kayapó, ambos no Pará, e dos Yanomami, em Roraima e no Amazonas.

Bruno Fonseca / Agência Pública

COOPERATIVA TEM 26 REQUERIMENTOS EM TIS E PARTE DOS SÓCIOS FOI DENUNCIADA PELO MPF

A Cooperativa dos Garimpeiros da Amazônia (Coogam) ocupa o terceiro lugar no ranking de requisições de exploração mineral em terras indígenas no período analisado (2011-2020). Fundada nos anos 1990, ela reúne mais de uma centena de garimpeiros e atua nos estados de Rondônia, Amazonas e Pará, no garimpo feito por meio de balsas.

Foram encontrados 26 requerimentos de lavra garimpeira incidentes em nove terras indígenas na Amazônia Legal.

Para além das requisições formais feitas à ANM, alguns quadros ligados à organização enfrentam acusações na Justiça Federal de exploração mineral ilegal em terras indígenas. É o caso, por exemplo, do atual presidente da cooperativa, Cacildo Jacoby, denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por formação de quadrilha, usurpação dos bens da União e poluição e extração de bens minerais sem autorização do órgão competente.

A denúncia do MPF apoia-se na Operação Eldorado, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em novembro de 2012. A operação visou, nos termos da própria PF, desarticular uma “organização criminosa dedicada à extração ilegal de ouro” nas terras indígenas Kayabi e Munduruku e de outros garimpos ilegais no leito do rio Teles Pires. Além de Jacoby, o fundador da Coogam, Geomário Leitão Sena, também é réu pelas mesmas acusações na ação penal que corre na Justiça Federal do Mato Grosso.

A investigação da PF constatou que o ouro extraído ilegalmente no leito do Teles Pires era entregue a empresas Distribuidoras de Títulos de Valores Mobiliários (DTVMs) e, após disfarçada a sua origem, era vendido como ativo financeiro a empresas em São Paulo. Só uma das DTVMs denunciadas pela PF movimentou cerca de R$ 150 milhões. Procurada, a Coogam não respondeu aos questionamentos da Pública enviados por email até o fechamento da reportagem.

Bruno Fonseca / Agência Pública

Vera Magalhães diz que Bolsonaro está montando suas milícias


Bolsonaro, seus filhos e principais auxiliares apoiam na prática os movimentos de polícias militares nos estados. No caso do motim do Ceará ficou evidente que o bolsonarismo quer criar uma milícia paraestatal a serviço de seu projeto político de extrema-direita

Vera Magalhães e Jair Bolsonaro
Vera Magalhães e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução | Marcos Corrêa/PR)

 A jornalista Vera Magalhães alerta em sua coluna no Estado de S.Paulo para o perigo de os motins das polícias militares estaduais se transformarem em base para a formação de uma milícia bolsonarista.

“A semana pré-Carnaval foi marcada pelo violento motim da Polícia Militar do Ceará, que ameaça se espalhar por outros Estados, desafia a autoridade dos governadores, conta com a simpatia e o incentivo declarados do presidente Jair Bolsonaro e de seus filhos e asseclas nas redes sociais e pode ser, caso se alastre, o embrião da criação de uma milícia paraestatal bolsonarista”, escreve a jornalista.

“Bolsonaro e os filhos oscilam entre a brincadeira simpática e o apoio escancarado ao movimento dos amotinados cearenses, que perpetraram na última quarta-feira a tentativa de homicídio do senador Cid Gomes – que, em outro ato tresloucado muito representativo dessa polarização patológica da política brasileira, havia investido com uma retroescavadeira contra um grupo que tomava um batalhão da PM em Sobral”.

“Não se ouviu do presidente da República, do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e de nenhum dos militares do governo, que deveriam ser os primeiros a serem intransigentes na defesa da hierarquia e da disciplina militares, nenhum pio condenando o movimento ilegal dos PMs cearenses, cobrando o imediato desligamento dos amotinados nem a investigação e prisão dos autores dos disparos que alvejaram um senador da República”.

Esquerda de direita, consequências


 *Léo Rosa de Andrade

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O Renascimento (Século XV) nos acenou com a racionalidade. Nasciam os primeiros contrapontos à irracionalidade religiosa. Irracionalidade no sentido de conduzir-se por fundamentos religiosos: o religioso, por definição, pensa e age, necessariamente, em desconformidade com os ditames da Razão.

Bitolas valorativas (e morais) não são escolha pessoal. As circunstâncias no-las dão prontas. Em as tendo, contudo, podemos medi-las com as do mundo, ser razoáveis. Razão: “Faculdade que tem o homem de estabelecer relações lógicas, de conhecer, de compreender, de raciocinar” (Aurélio).

O religioso renuncia a essa lógica. Ele “trabalha” com outro sistema. Não ajuíza sobre os fatos do mundo, admitindo ou refutando valores circulantes. O religioso renega a responsabilidade de eleger o razoável. Quem crê no divino estima o mundo pautado em verdades que acata por fé.

Fé, na tradição católica, é uma virtude teologal. A divindade é sua origem, motivo e objeto, e funda o agir moral do cristão. Trata-se do penhor da presença ativa de “deus” nas faculdades do humano. Por fidúcia, os cristãos creem no seu deus, nas suas verdades reveladas, nos ensinamentos da igreja.

Por fé o humano exerce sua “livre” entrega à divindade. Todavia, “deus” não é cognoscível por diligência individual. Profetas falam e seus intérpretes avocam a si o conhecer da “palavra”. O crente aliena-se do encargo de saber ele mesmo o que o seu deus disse ou quis dizer com o que disse.

O Brasil vive uma quadra religiosa extremada. Multiplicam-se “pastores” exegetas. O sucesso das empreitadas pastoris não está em céu futuro, mas em resultados imediatos (vigência capitalista). Com esse “argumento”, as igrejas pentecostais abiscoitam cordeiros da confissão católica.

Bem, a Tradição Iluminista Republicana separou igrejas e Estado. A razão política despiu-se do dogma religioso. Não obstante aqui se conservarem embaraços, a política tornou-se manifestamente relação mundana de poder, ainda que a força religiosa se tenha intrometido quando pôde.

E sempre se pôde intrometer porque nossa subjacência cultural é gravada de misticismo. Engendramos um sincretismo de religião e mundanidade. Não obstante a Revolução Francesa haver fascinado nosso momento republicano, jamais subjetivamos adequadamente a ideologia liberal.

Quem introjeta valores é movido ou refreado por deliberações valorativas subjetivas. Por aqui, se já não se morre por religião, a maioria tempera opções políticas com religiosidade. Enquanto nosso arcabouço jurídico-político é formalmente republicano, laico e burguês, nosso eleitor não o é.

Lideranças se articulam em Salvador para a disputa eleitoral em Caculé


Comitiva de lideranças políticas de Caculé visitou, em Salvador, secretarias do Governo do Estado, acompanhada dos deputados Waldenor Pereira (federal) e Zé Raimundo (estadual), cumprindo uma agenda cuja pauta foi a articulação política visando às eleições municipais. Compôs o grupo: o pré-candidato a prefeito Pedro Dias e sua esposa, Inês; o virtual vice da futura chapa, Dr.William, e o presidente da Cooperativa de Trabalho, Assessoria Técnica e Educacional para o Desenvolvimento da Agricultura Familiar (Cootraf), Edgar Souza Santos Filho.

A questão política e as possibilidades eleitorais do grupo em Caculé dominaram as conversas com a secretária Cibele Carvalho das Relações Institucionais (Serin). “Nós solicitamos o apoio do governo do estado inclusive com a presença do governador Rui Costa na campanha eleitoral. Estamos muito otimistas para esse pleito”, disse Waldenor Pereira, que tem uma atenção especial com o município onde nasceu. As lideranças também aproveitaram para reforçar um antigo pleito da cidade, que é a pavimentação da estrada que liga Caculé a Condeúba.

Com o secretário estadual da Educação, Jerônimo Rodrigues, a comitiva e os deputados procuraram informações sobre programas e ações da pasta que possam incluir na plataforma de governo que vão apresentar na campanha eleitoral e também solicitaram a reforma completa do Colégio Norberto Fernandes, destacando a construção de um auditório no estabelecimento.

O grupo buscou informações do presidente da Companhia de Ação Regional (CAR), Wilson Dias, sobre os programas do órgãos e da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), à qual pertence, que possam fortalecer a agricultura familiar local. O deputado Waldenor aproveitou para se informar sobre o andamento do processo de aquisição de uma pá-carregadeira que destinará à Cootraf, através de emenda parlamentar de sua autoria. Ao final, o deputado avaliou a maratona de visitas realizadas na segunda-feira (17) como “uma agenda extremamente positiva e as nossas lideranças retornaram satisfeitas para Caculé”.

ACADEMIA DO PAPO – Bolsonaro destrambelhado


Paulo Pires

O venerado jornalista Xico Sá disse que Bolsonaro só é assim porque sabe que há um contingente enorme de pessoas no Brasil que pensa igualzinho a ele…. E disse mais o famoso jornalista: Bolsonarius não tem culpa de nada ou de quase nada em relação à sua conduta nada exemplar. Há dezenas de anos, o capitão que foi expulso do exército, sempre demonstrou ser pessoa totalmente desprovida de qualidades morais aceitáveis. A grande mídia, que hoje está se fazendo de vítima, sabia quem era Bolsonaro, mas desavergonhada e incompreensivelmente deu-lhe total apoio.
A despeito dos últimos acontecimentos envolvendo a repórter da Folha de São Paulo Patrícia Campos Mello e o presidente da república, qualquer pessoa que acompanha Bolsonaro há algum tempo não vê ou não viu nada de anormal. Bolsonaro sempre foi um cidadão complicado em todos os sentidos. Com uma vida profissional, pessoal e familiar complicada, convém lembrar sua participação abaixo de medíocre durante 28 anos no Baixo Clero da Câmara dos Deputados. Observem que estamos diante de uma biografia que não apresenta em termos de grandeza humana, NENHUMA NOVIDADE.
Para piorar seu desempenho o senhor Bolsonarius se juntou a destacadas mentes atrasadas do Brasil para jogar a Nação nesse impasse político, econômico, administrativo, social. De um presidente que se manifesta contra as Universidades do seu País, por conta própria ou por orientação ao seu ministro da educação, não se poderia esperar nada de grandioso, honroso, digno ou enaltecedor.
O governo do senhor Bolsonaro, para justificar sua insanidade odiosa, sempre se utiliza de aspectos pontuais ou pessoais para tentar destruir estruturas e carreiras. O que o seu ministro da economia disse sobre servidores públicos e empregadas domésticas também fazem parte daquele Baú de Preconceitos que norteiam o verdadeiro conjunto de percepções e pensamentos que o governo Bolsonaro tem do País e das pessoas. Também não é nenhuma novidade. Ele sempre pensou isso. Lembremo-nos que seu slogan é uma peça meramente calculada pelos senhores do marketing. O verdadeiro significado do lema político de Bolsonarius não é Brasil acima de tudo, blá, blá, blá, blá…. Quem acompanha as ações do seu governo está vendo (percebendo) o que é [e quem é] que está acima de tudo e de todos. Do jeito que está destruindo o Brasil, entregando o Patrimônio do País a preço de banana, confirma-se a cada dia que o Mercado é que está acima de tudo e Donald Trump, presidente americano é quem acima de Todos os Brasileiros. Essa é a verdadeira constatação.
O general Augusto Heleno, ministro da Segurança Institucional, disse ontem à tarde, em relação a aprovação do Orçamento, que não aceita chantagens do Congresso. Para perplexidade de quem o ouviu, posto que o general Heleno tinha à sua frente os generais Braga Neto e Ramos além do ministro Paulo Guedes, Heleno baixou o nível e usou uma palavra impublicável para os nossos padrões morais. No governo Bolsonarius, a começar pelo próprio presidente, quando alguém do alto escalão não tem argumentos sólidos para defender uma causa, usa do baixo calão para se expressar….. Essas coisas surgiram de um Golpe descarado que jogou o Brasil neste lamaçal. Desejo a todos um bom carnaval, até a próxima e vamos ver se alguma coisa melhora no País. Chega de Baixaria.

Meus carnavais de chuva suor e cerveja


(Padre Carlos)

Hoje estava pensando nos meus carnavais de chuva suor e cerveja. Nos blocos de rua, das batucadas e cordões. Com alguns instrumentos e uma corda, arrastávamos muita gente. Quem conseguia captar o sentimento daqueles jovens era Sérgio Sampaio:
“Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender…” Assim, cada bairro vinha para avenida com sua batucada e trazia os amigos da escola e da rua, com nossas mortalhas feitas pela mãe de algum participante daquele bloco.

Que emoção era descer a ladeira de São Bento, a procura dos amigos. Encontrar os companheiros de militância em frente ao clube de engenharia e voltar para o Campo Grande pela Carlos Gomes. À noite, brincávamos no Clube Português e encontrava os amigos do bairro.
Tem pessoas que não param no tempo é como se a vida fosse de forma linear e eles jamais ficassem velhos e ultrapassados. Quando vejo Caetano e Gil, cantando com esta nova geração de cantores do carnaval baiano, acredito que dentro deles não existe tempo nem espaço, são verdadeiros mitos da nossa cultura.
Quando Caetano volta do exílio, encontra nosso carnaval em uma mudança profunda. Passamos a partir daquele ano, a vivenciar a contra cultura no carnaval e depois desta experiência, o carnaval de Salvador, jamais foi o mesmo. Só o poeta é capaz de influenciar e se deixar ser influenciado, por isto, tem a capacidade de captar nossos sentimentos e traduzir em versos as nossas emoções.
“Não se perca de mim
Não se esqueça de mim
Não desapareça
Que a chuva tá caindo
E quando a chuva começa
Eu acabo perdendo a cabeça
Não saia do meu lado
Segure o meu pierrot molhado
E vamos embolar ladeira abaixo
Acho que a chuva ajuda a gente a se ver
Venha veja deixa beija seja
O que Deus quiser
A gente se embala se embora se embola
Só pára na porta da igreja
A gente se olha se beija se molha
De chuva suor e cerveja”

Hoje, entendo aquela geração que brincava para esquecer aqueles anos de chumbo e buscava nas ruas através de protestos, uma forma de se rebelar contra o sistema. Assim, aqueles meninos lutavam bravamente com as armas que tinham. Na década de 70, lutávamos contra um regime que mantinha nossos sonhos encarcerados, mas, expressávamos no carnaval todo aquele sentimento de impotência, nosso carnaval era democrático. O Brasil vivia censurado pela ditadura e o carnaval tinha essa função de panela de pressão.
Já na década de 80, o carnaval já tinha uma estrutura empresarial e musical (sonorização, palco) montada em cima de grandes caminhões. Criação típica do carnaval baiano, esta estrutura, passava agora a animar as nossas festas populares com a participação de músicos de axé. Os trios passam a percorrer outros circuitos que não era o Campo Grande a Praça da sé. O trio elétrico mais popular do carnaval de Salvador não é mais o Jacaré nem o Saborosa, agora é o Chiclete com Banana. Naquela década assistimos à queda do Regime Militar e não demos conta de outra queda que estava se dando, a do carnaval popular.

Padre Carlos

Liberado boletim de desempenho do Vestibular Uesb 2020


Depois de conferir a lista de aprovados no Vestibular Uesb 2020, chegou o momento de acessar o boletim de desempenho individual. Para verificar os dados relacionados às provas do processo seletivo, os candidatos devem clicar aqui.

Os vestibulandos poderão conferir o rendimento em cada prova, além de verificar a sua classificação de acordo com a modalidade escolhida no ato da inscrição. Para realizar a consulta, é necessário informar data de nascimento, CPF, número de inscrição e/ou e-mail.

Em caso de dúvidas, entre em contato com a Comissão Permanente de Vestibular (Copeve) pelos telefones (77) 3261-8604, em Itapetinga; (73) 3528-9695, em Jequié, e (77) 3424-8757, em Vitória da Conquista; pelo e-mail vestibular@uesb.edu.br; ou, ainda, pelo WhatsApp (77) 9 8146-7537.

http://www.uesb.br/noticias/vestibular-2020-boletim-de-desempenho-e-disponibilizado/ 

Concessionária inicia montagem do canteiro de obras da ponte Barra a Xique-Xique


O canteiro de obras da ponte que vai ligar os municípios de Barra e Xique-Xique já teve a estruturação iniciada pela Concessionária Estrada do Feijão, que irá administrar o novo Sistema Viário. Serão 547 quilômetros, incluindo a recuperação da BA-160, que liga as duas localidades, beneficiando 2,7 milhões de habitantes da região. Em visita ao local, na terça-feira (18), o vice-governador João Leão, secretário de Desenvolvimento Econômico, comemorou o avanço dos trabalhos.

“O Oeste baiano está se tornando um novo vetor de desenvolvimento para o estado. A construção desta ponte, somada à hegemonia do agronegócio desta região e à implantação do Polo Bioenergético e Sucroalcooleiro, no Médio São Francisco, são passos importantes para essa consolidação. A obra já é uma realidade. Gostei muito do que vi aqui”, afirma Leão.

A Licença de Instalação para a construção da ponte sobre o Rio São Francisco, com cerca de 1km de extensão e 13,55 metros de largura, foi publicada no Diário Oficial do Estado, no mês passado. O consórcio vencedor da licitação já iniciou a construção dos canteiros e a mobilização dos equipamentos e de técnicos especializados.

“A ponte, que faz parte do projeto Sistema Viário da BA-052, vai tornar a travessia entre Barra e Xique-Xique mais segura e, também mais rápida. Os serviços de recuperação entre Feira de Santana e Xique-Xique, por exemplo, já foram iniciados melhorando a trafegabilidade da população”, ressalta Marcus Cavalcanti, secretário de Infraestrutura da Bahia (Seinfra).

Para Adrião Borges, gerente de engenharia do Consórcio, é fundamental a realização desta obra para o desenvolvimento da região. “O maior beneficiário com a construção da ponte é a população que vai se desenvolver economicamente e, claro, toda região em função da maior circulação de riquezas, advindas do aumento do transporte de mercadorias e produtos”, afirma.

Odorico Paraguaçu quer mesmo eliminar os cegos


Carlos González

 

No meio da rua, sim senhor!

Lembra daquela história, lá em Vitória da Conquista, em que um piso tátil foi instalado no meio de uma rua onde passam carros?

A reação do prefeito Herzem Gusmão (MDB), ao ser abordado em entrevista ao programa Resenha Geral, da Rádio Clube de Conquista, após saber que a própria prefeitura mandou tirar:

– Se eu soubesse antes (da retirada), diria: mantém e deixa os linguarudos ficarem falando.

Exigido por Lei Federal para facilitar a vida de quem tem problema de visão, os pisos táteis nem sempre são construídos da forma correta em Vitória da Conquista. Pelas Capital do Centro Sul Baiano, há flagrantes como pisos táteis em formato de “zigue-zague”, além de sinalizações que podem levar cegos a se acidentarem em postes e outros equipamentos.

Retirada do piso

No Loteamento Henriqueta Prates, que fica no bairro São Pedro, aconteceu algo inusitado: o Piso Tátil foi construído no meio da rua. O fato gerou muita polêmica, mas o problema foi reparado.

Na tarde desta quarta-feira (19) o prefeito Herzem Gusmão Pereira determinou a remoção. O BLOG DO ANDERSON esteve in loco onde a polêmica era generalizada. O local onde ficará essa passagem ainda é incerta, devido a falta de calçada nessa via estreita conhecida como caminho que tem um grande fluxo de veículos.

Paulo Guedes diz que dólar vai a 7 reais se ele sair, relata editor do Valor


O jornalista Daniel Rittner publicou em seu Twitter mais uma fala polêmica do ministro Paulo Guedes: “de Paulo Guedes para um interlocutor: ‘Sou ministro há mais de um ano e ainda moro num hotel em Brasília. Assim, fica mais fácil ir embora. E, se eu vou embora, o dólar vai pra R$ 7’

Ministro da Economia, Paulo Guedes
Ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: Reuters Photographer)

O jornalista Daniel Rittner publicou em seu Twitter mais uma fala polêmica do ministro Paulo Guedes: “de Paulo Guedes para um interlocutor: ‘Sou ministro há mais de um ano e ainda moro num hotel em Brasília. Assim, fica mais fácil ir embora. E, se eu vou embora, o dólar vai pra R$ 7’.”

Segundo o jornalistas, o interlocutor respondeu: “de um interlocutor sobre Guedes: “Ele não vai sair. Sonhou a vida inteira em ser ministro”.