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Bolsonaro demonstra total ignorância em relação a Constituição Federal


Neste comentário, o jornalista Paulo Nunes dá opinião em relação a CPI da Pandemia e analisa a ignorância do Presidente da República, Jair Bolsonaro em relação a Constituição Federal, assim como, grande parte do Congresso Nacional, onde alguns componentes sequer sabem do regimento interno das casas legislativas, algo vergonhoso.. Ouçam:

PF faz operação contra corrupção em prefeitura comandada por filho de líder do governo Bolsonaro


Agentes da Polícia Federal estão cumprindo 22 mandados de busca e apreensão no município de Petrolina, Sertão de Pernambuco. Um dos alvos é a sede da prefeitura, comandada por Miguel Coelho, filho do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho

(Foto: Roberto Soares/Alepe)

247 – Agentes da Polícia Federal estão cumprindo 22 mandados de busca e apreensão no município de Petrolina, Sertão de Pernambuco, no âmbito de uma investigação sobre corrupção e lavagem de dinheiro. Um dos alvos da ação desta terça-feira (13) é a sede da prefeitura, comandada por Miguel Coelho (MDB), filho do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho.

Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, A investigação mira irregularidades em contratos da ordem de R$ 20 milhões firmados entre 2015 e 2020 pela Secretaria de Educação para a aquisição de kits de material escolar.

As suspeitas de irregularidades foram levantadas durante uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU)  que apontou o uso de empresas de fachada, em nome de laranjas, nas licitações.

Babá de Henry diz em novo depoimento que Monique pediu para ela mentir à polícia


Ainda segundo a babá, a empregada  também teria mentido, já que no dia 12 de fevereiro as duas estavam em casa quando Jairinho teria agredido Henry

Ex-babá do menino Henry Borel sai da delegacia após depoimento
Babá do menino Henry Borel sai da delegacia após depoimento
Foto: CNN

A babá Thayná Oliveira disse, em depoimento que terminou na madrugada desta terça-feira (13), que mentiu ao depor pela primeira vez, a pedido de Monique de Medeiros, mãe do menino Henry Borel, que morreu em março deste ano aos 4 anos. Durante as declarações que duraram mais de 8 horas, Thayná relata que a mãe da criança pediu para que ela também apagasse mensagens do celular.

Ainda segundo a babá, a empregada  também teria mentido, já que no dia 12 de fevereiro as duas estavam em casa quando Jairinho teria agredido Henry.

Thayná chegou e saiu da delegacia com o rosto coberto por um casaco e não falou com a imprensa. Após o depoimento, a advogada dela conversou com os jornalistas. De acordo com Priscila Sena, a babá contou tudo da forma que aconteceu. “Ela relata dois episódios de agressão, mas ela não viu, ela supõe”.

A polícia teve acesso às conversas entre Thayná e Monique. No diálogo, a babá conta que Dr. Jairinho se trancou no quarto com Henry e que, após isso, o menino reclamou de dores na cabeça ao tomar banho, além de estar mancando.

No dia seguinte ao relato de 12 de fevereiro, Monique levou a criança ao hospital e disse que ele teria caído da cama. Henry morreu um mês depois. Para a polícia, não há dúvidas de que ele foi morto no apartamento onde moravam Dr. Jairinho e a mãe.

Operação Faroeste: Em áudio, Geciane Maturino teria confessado lavagem de dinheiro


Operação Faroeste: Em áudio, Geciane Maturino teria confessado lavagem de dinheiro

Foto: Arquivo Pessoal

Em um áudio obtido pelo Bahia Notícias, a esposa do “quase-cônsul”, Geciane Maturino, teria confessado que lavou dinheiro proveniente do esquema de compra e venda de sentenças envolvendo uma disputa de terras no oeste baiano. Segundo a subprocuradora da República, Lindôra Araújo, Geciane e Adailton Maturino, investigados na Operação Faroeste, podem estar “enganando” os próprios advogados sobre a acusação de lavagem de dinheiro.

O alerta foi feito pela subprocuradora ao ministro Og Fernandes, relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no pedido de manutenção da prisão dos investigados. Lindôra frisa que os patronos do casal “vêm sustentando, com fervor, a inocorrência do crime de lavagem de dinheiro”, diante da origem ilícita dos valores provenientes de acordo firmado em uma ação de reintegração de posse de terras do oeste baiano. 

Segundo o MPF, no áudio gravado no dia 21 de maio de 2019, por volta das 12h, o contador Edson Cella avisa a Geciane Maturino que já conversou com Adailton sobre os procedimentos para lavar o dinheiro e aponta o envolvimento do filho do borracheiro José Valter Dias, Joílson Dias. “Viraram e mexeram e disse que não vai fazer dessa forma, só através dessa situação do Joílson. Eu tentei contra-argumentar pra ele não envolver Joílson nessa situação porque vocês não tinham a terra em 2013, o Tribunal de Justiça da Bahia só liberou isso ou expediu o acórdão em 2016. Então, como é que poderia vender algo que não tinha ainda? Mas ele disse que não aceita de outra maneira. Essas autorizações, inclusive, era pra ter enviado pra mim antes de enviar pra ti, senão vira um balaio de gato. Paciência, enfim, agora, pra justificar esses R$ 250 mil mais R$ 250 mil, vai ter que envolver Joílson também. Não sei, vou pensar a partir de 14 horas como fazer esse procedimento.” 

Geciane lhe respondeu: “Pois é, e fica uma coisa meia assim né? Como é que eu tô vendendo uma coisa que eu ainda não tinha? Então tá, aparenta que eu já sabia que ia ganhar. É, então, é, eu vou mandar até seu áudio aqui pra pra Joílson, pra esperar, né? Esperar você conversar com ele, viu? Você conversar com ele pra ele não assinar nada assim, porque tá meio que estranho mesmo”. Fontes consultadas pelo Bahia Notícias sinalizam que o áudio pode ser considerado uma confissão da lavagem de dinheiro por parte do casal Maturino. Ouça o áudio:

A Polícia Federal extraiu diálogos entre Geciane Maturino e contadores no aparelho celular apreendido no dia da deflagração da 1º Fase da Operação Faroeste, realizada no dia 19 de novembro de 2019. As conversas sinalizam um esquema de fraudes em contratos de empréstimos para dar aparente legalidade à movimentação de R$ 14 milhões. A subprocuradora destaca a preocupação dos contadores com os valores envolvidos, pois foram movimentados antes mesmo de qualquer decisão judicial favorecendo o casal Maturino. A fraude visaria fugir da fiscalização da Receita Federal.

O casal, segundo a investigação, utilizou diversos subterfúgios a fim de se dar legalidade às origens de recursos nas contas de Geciane Maturino, dando embasamento inverídico a questionamentos da Receita Federal. Geciane havia sido intimada pelo Fisco para explicar a movimentação financeira atípica. O problema teria surgido a partir de um débito do Simples Nacional de 2016 e alguns meses de 2017, no valor de R$ 35 mil. O contador Edson Cella diz que para “dar cobertura à origem desses valores”, considerou a movimentação como honorários advocatícios, e conta que, como a empresa está no Simples, “o custo é muito barato para esquentar esse dinheiro e a gente não ter problema com o Fisco Federal aí na frente”.

Em outra mensagem, de 20 de novembro de 2018, o contador pediu a Geciane para enviar todas as contas pessoa física para identificar as transferências da holding JJF e para a pessoa jurídica dela para “dar lastro” como empréstimos ou como honorários advocatícios. Edson diz que iria elaborar um contrato mútuo com data retroativa para apresentar para a Receita Federal. “O que não pode é o salão ter emprestado dinheiro sem ele ter faturamento, mas provavelmente você tá usando um contador aí pra declarar um faturamento do salão né”, alerta o contador. Geciane era sócia de um salão de beleza em Villas do Atlântico.

No dia 8 de fevereiro de 2019, Edson alertou Geciane que a Receita Federal estava em cima, “observando” as movimentações bancárias do casal. “Não adianta sair dinheiro de um lado e cair na outra conta e não ter uma origem, então a gente tem que tomar esses cuidados, entendeu Geciane?”. No dia 18 de fevereiro de 2019, ela conversa com o contador e diz que não precisa reconhecer firma dos contratos de mútuo, por conta da data ser retroativa, para o Fisco não desconfiar que ela fez o contrato naquele momento. Já no dia 20 do mesmo mês, Edson afirma que entrou na conta corrente de Geciane um depósito de R$ 500 mil e que o valor não foi declarado.

“O Fisco provavelmente vai pegar, vai te cobrar imposto em cima disso, omissão de rendimentos caso Edgar [outro contador] não tenha declarado lá que emprestou dinheiro pra você”, afirma o contador. Edson Cella também diz que tem outro valor de R$ 250 mil do grupo Franciosi e que não consta na declaração dela. “Provavelmente o fisco vai autuar em cima disso, então, nem tudo vai ser perfeito, eles vão achar divergências e diferenças em 2015 e 2016 e vão te autuar, infelizmente”, informou o contador. A sugestão dele era declarar o valor como empréstimo para tentar livrar Geciane da fiscalização dos R$ 500 mil.

Outra conversa obtida pela Polícia Federal nos dois aparelhos celulares de Geciane sinalizam que o contador fez 41 contratos fraudulentos para ludibriar o Fisco. No dia 9 de março de 2019, Edson encaminhou uma mensagem para um contato não identificado, falando que sabia que, mais cedo ou mais tarde, a Receita ia intimar o escritório de advocacia de Geciane, detalhando os repasses:  “Os repasses são os seguintes, olha só: o dinheiro sai da JJF e vai para o escritório de advocacia dela. Uma parte eu contabilizei como faturamento Simples Nacional e uma parte como empréstimos da JJF. Bom, aí tu pega os extratos bancários da empresa Geciane 2017 e tem saídas, muitas saídas, pá, pá, pá, pá, saídas, muitas saídas, mais ou menos uns R$ 14 milhões, se não me falha a memória, sim, eu coloquei como empréstimos pra ela na declaração de Imposto de Renda”. Ele continua: “Eu tenho receio do Fisco circularizar quem ela repassou os valores, e o Fisco, ao fazer isso, se eu disser que eu emprestei pra ela e verificar que não foi empréstimo pra ela, foi um repasse de dinheiro para terceiros a qualquer título, poderá entender que esse documento de empréstimo pra ela, é… pode ser uma fraude, uma fraude documental”, avalia. 

Na mesma conversa, Edson Cella afirma que em 2015 e 2016, a holding JJF ainda não existia e não se tinha o acórdão do TJ-BA que concedia a posse das terras para os Maturinos. “Antes disso, Adailton, é o que eu entendi do histórico tá, foi tomando dinheiro emprestado com Di Domenico, tomando dinheiro emprestado com beltrano, com cicrano, pra poder alavancar os negócios, pra poder sustentar, não adianta imaginar que vocês vão chegar na frente do Fisco, porque não é esse o papel do Fisco, e ele vai perguntar, ah, porque que você tomou esse dinheiro emprestado, ah, tomei esse dinheiro emprestado pra fazer isso, isso e isso, não é assim que funciona, isso tem que estar declarado no Imposto de Renda de quem tomou o dinheiro emprestado e de quem emprestou, ou na contabilidade da empresa. Enfim, isso aí não foi declarado, ora, o que nós não podemos nesse momento é deixar, ou permitir, ou concordar, permitir tem que permitir que o Fisco autue, considerando esses valores como rendimentos da tua atividade enquanto advogada, porque se ele fizer dessa forma, Geciane, vai virar 27,5 % de imposto, mais 75% de multa de ofício, entendeu? Então, vai ficar muito pesado, é isso que estamos tentando agora administrar, tá bem”, alertou o contador à ré da Faroeste.

Ministro Nunes Marques será relator do pedido de impeachment de Moraes (Tuliça)


Senador Jorge Kajuru protocolou um mandado de segurança para tentar agilizar o processo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

 

O ministro do Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques foi sorteado para ser o relator do pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Nesta segunda-feira (12) o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) protocolou um mandado de segurança para tentar agilizar o processo. Processo foi enviado também pelo parlamentar ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Com o pedido, Kajuru tenta “promover o imediato andamento da denúncia” feita contra o ministro do STF. O parlamentar ainda pede que a acusação contra Moraes seja lida na próxima sessão da Casa e ainda que uma comissão especial seja instalada para analisar o caso.

Antes da decisão sobre o relator, Kajuru queria que o mandado de segurança fosse julgado por Luís Roberto Barroso, que também é o responsável por pedir a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado. No entanto, os técnicos do STF não viram ligação entre os dois casos.

O cenário, contudo, pode ser modificado futuramente, caso Nunes Marques entenda que há relação entre as duas ações.

Kajuru diz que Bolsonaro deixou presidente da Pfizer esperando por 10 horas sem ser atendido


Empresa negou fato; Planalto não respondeu

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

 

O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deixou o presidente da Pfizer esperando por cerca de 10 horas, sem o receber. Segundo o parlamentar, a reunião que não aconteceu seria para tratar sobre imunizantes contra Covdi-19 para o Brasil.

“O presidente da Pfizer veio ao Brasil no ano passado para oferecer vacina ao presidente Bolsonaro. Ele chegou no Palácio [do Planalto] às 8 horas da manhã. Às 18 horas, disseram a ele que o presidente não poderia atendê-lo”, contou Kajuru em entrevista para a CNN Brasil.

“Isso é gravíssimo, certo? E há provas sobre isso. Tem um ex-ministro que conta essa situação, ele fala sobre isso, ele viu, um ex-ministro da Saúde que, na hora certa, todo mundo saberá”, disse o senador, sem citar nomes. Para a CNN, a Pfizer negou o ocorrido. Já o Planalto ainda não se pronunciou.

A revelação veio após a repercussão das gravações de conversas feitas pela senador com o presidente, e divulgadas pela imprensa neste o domingo (10). No telefonema, Bolsonaro afirma que teme um relatório “sacana” da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado que investigará ações do governo federal no combate à Covid-19. Em outro trecho, reproduzido nesta segunda-feira, o chefe do executivo brasileiro ameaçou agredir o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador que pediu a abertura da CPI.

Depois do episódio, Kajuru disse que rompeu com Bolsonaro, mas que vai “continuar apoiando o que for correto e criticando aquilo que tiver de ser criticado.”

Centro de Triagem de Animais Silvestres de Vitória da Conquista é destaque em reportagem nacional


Ligado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Vitória da Conquista é referência para toda a Bahia ao receber animais normalmente apreendidos do tráfico. No serviço, esses animais, que geralmente apresentam machucados, traumas e estresse, recebem alimentação e cuidados necessários.

Todo esse trabalho chama atenção da imprensa nacional. Exemplo disso, é a reportagem exibida no programa Repórter Record Investigação, veiculada pela TV Record na sexta-feira (9). Ao longo da reportagem são apresentados os esforços da equipe que atua no Cetas para devolver os animais à natureza. Como essa tarefa não é simples, alguns são obrigados a viver em zoológicos ou centros zoobotânicos.

A reportagem mostra ainda que esse mesmo tipo de trabalho é desenvolvido no Centro de Recuperação de Animais Silvestres (Cras), em São Paulo, e na ONG Raquel Machado, localizada em Porto Feliz, município do interior paulista.

Prefeitura chama atenção para a vacinação segundo dose hoje


Nesta terça-feira (13), de 9h às 16h, seguiremos com a aplicação da segunda dose no drive-thru do Comando de Policiamento da Região Sudoeste (CPRSO) e no ponto fixo para pedestres na quadra esportiva da Fainor (Candeias).

Serão vacinados aqueles que tiverem a data de retorno para aplicação da segunda dose, escrita em lápis no cartão de vacina, 28 dias após ter tomado a primeira.

No momento da vacinação, é necessário apresentar o documento de identificação pessoal e o cartão de vacina com data de aprazamento para segunda dose.

Coronavírus: 385 óbitos de residentes em Vitória da Conquista


Até esta segunda-feira (12), o boletim epidemiológico contabiliza 24.381 pessoas que já se infectaram com a Covid-19 em Conquista. Desse total, 23.602 já estão recuperadas e 394 pacientes sintomáticos seguem em recuperação – 75 estão internados em Vitória da Conquista e 319 em tratamento domiciliar.

Outros 2.043 casos notificados por suspeita de infecção pela Covid aguardam classificação final por investigação clínico-epidemiológico e/ou laboratorial. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou o falecimento de um paciente em decorrência de complicações da Covid, somando 385 óbitos de moradores do município.

385º óbito – Homem de 37 anos, morador do bairro Jurema, sem comorbidades relatadas. Foi internado no dia 18 de fevereiro na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e transferido no dia 20 de fevereiro para o Hospital Espanhol, em Salvador, onde veio a falecer em 23 de fevereiro. O óbito foi comunicado à Secretaria Municipal de Saúde somente nesta segunda-feira, 12 de abril.

Ocupação de Leitos – Neste momento, 120 pacientes estão internados em parte dos 148 leitos disponíveis (78 enfermarias e 70 leitos de UTI) na rede SUS para tratamento de pacientes confirmados ou com suspeita de infecção pelo novo Coronavírus. Além de moradores de Vitória da Conquista, também estão internados residentes em outros municípios.

Campanha de vacinação contra gripe foi iniciada nesta segunda (12) em todas as unidades de saúde do município


A Secretaria Municipal de Saúde iniciou hoje (12) a campanha de vacinação contra a Influenza, o vírus da Gripe, em todas as unidades de saúde de Vitória na Conquista. Crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde terão até o dia 10 de maio para procurar a unidade de saúde mais próxima de casa para serem vacinados.

Pela manhã, Ana Carolina Freitas levou o filho de 3 anos, Ramidualc Freitas para ser vacinado na Unidade Básica de Saúde Régis Pacheco, e lembrou da importância de garantir a vacinação que é feita anualmente: “Nós temos que nos precaver de todas as maneiras, enquanto a vacina contra a Covid não chega para todo mundo. Evitamos de pegar a gripe e pode até ajudar a identificar, caso apareça algum sintoma”.

A mãe Ana Carolina se antecipou e levou o filho Ramidualc no primeiro dia da campanha de vacinação

Para vacinar as crianças é necessário que o responsável apresente o cartão de vacina e documento pessoal de identificação. Já as gestantes e puérperas podem apresentar a caderneta da gestante e os trabalhadores da saúde devem apresentar algum documento ou declaração que comprove atuação na área, como contracheque ou carteirinha de conselho de classe.

A vacina está disponível em todas as 42 unidades de saúde da zona urbana e rural, das 7h às 17h. A meta da campanha contra a gripe no município é vacinar aproximadamente 85 mil pessoas dos grupos prioritários até o dia 9 de julho.

‘O que tem que ser precoce é o monitoramento’, diz médica sobre Covid-19


Cardiologista e intensivista, Stephanie Rizk explica sobre fases da infecção e a importância de um tratamento adequado e na hora certa

Jorge Fernando Rodrigues e Thiago Félix, da CNN São Paulo

O Brasil chegou à marca de 350 mil mortes em decorrência da Covid-19 e a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ainda é bastante alta. Cardiologista e intensivista do InCor e da Rede D’Or, Stephanie Rizk avaliou em entrevista à CNN que a doença tem tido um comportamento diferente neste repique. Ela defendeu que o acompanhamento através de exames feitos desde o início da infecção é a saída para que os pacientes consigam sobreviver.

“O que tem que ser precoce é o monitoramento. Seria importante se toda a população pudesse ter um oxímetro. Na fase inicial, ficamos mais atento ao sintoma sistêmico, como febre, mal-estar e queda do quadro geral. A partir do sétimo dia, a gente começa a ficar de olho na oximetria, se teve alguma mudança de padrão”, explica.

“Os colegas conversam entre si, entre outras UTIs do SUS, e é semelhante a observação. Antes, a gente conseguia pegar um paciente grave e com um desfecho mais favorável, ultimamente, chega paciente que em 24 horas morre”, completa a médica.

A médica ressalta que a doença começa a ser contada a partir do primeiro dia de sintoma. Já que um paciente que testou positivo para PCR, pode só desenvolver um quadro sintomático após alguns dias. E que mesmo estando bem, a realização de exames é crucial para o tratamento.

“Muitas vezes a gente está acompanhando alguém e a pessoa diz que está ótima e que não quer fazer exame nenhum e eu falo: ‘Por favor, faça’. Eu sei que muita gente não tem condição. Estes dias me perguntaram: ‘E o povo do SUS, como vai fazer? Ninguém vai pedir tomografia’. Mas pelo menos se a gente tiver a oportunidade de ter uma oximetria já ajuda”, diz.

Segundo ela, o tratamento deve acontecer na hora certa. “Identificou pneumonia viral? Já se muda o esquema terapêutico”, por exemplo.

“Passando para a fase inflamatória, a gente fica mais de olho. Teve a oportunidade de fazer uma tomografia e exames de sangue para a gente entender o perfil e a agressividade? Excelente. E a gente começa a tratar na fase adequada”, explica.

Graça, do Ogum Xorokê: “Conquista não tinha negro. As pessoas não se reconheciam, ninguém aceitava”


Por Fábio Sena


Ele é de Ogum Xorokê, ela é de Iemanjá Ogunté. Unidos pela militância e pelo amor, ambos constituíram um dos mais longevos e proeminentes movimentos musicais com enfoque na questão negra em Vitória da Conquista. Ele é Azul, ela é Graça. Profundamente identificados com a ancestralidade africana, guerreiros no sentido lato da palavra, fiéis escudeiros dos menos favorecidos, ele e ela simbolizam a força da ancestralidade africana e continuam, apesar das aparências dizerem o contrário, em pé de guerra contra toda forma de racismo e preconceito. Nesta saborosa e elucidativa entrevista ao Blog do Fábio Sena, Azul e Graça narraram a exuberante história do Movimento Cultural Ogum Xorokê, todas as dificuldades para mantê-lo de pé apesar dos pesares, e todos os sabores também de protagonizar a cena cultural conquistense com uma proposta que é mais que musical, mas a defesa de um novo modelo de sociedade. Abaixo, a entrevista, cuja leitura eu recomendo:

FÁBIO SENA: Sim, Graça, me conte como foi esse seu mergulho nesse universo afro, na luta contra o racismo, contra a discriminação…

GRAÇA ALVES: Eu fui criada por uma avó preta, que foi quem criou minha mãe, meus tios. Ela trabalhava com minha avó e depois foi morar com mainha e criou a gente. Então, eu tinha uma convivência muita perto, uma noção de igualdade muito grande por causa dela. Eu me sentia muito revoltada quando via as pessoas a diminuírem ou até mesmo ela que achava que não era digna do amor da gente porque era preta e a gente era branca. Mas eu não tinha uma consciência do que era no mundão essa coisa da negritude, do racismo, da discriminação, do racismo velado, do racismo natural. E aí, quando eu casei com Azul, logo nos primeiros dias, encontrei uma senhorinha que conhecia ele desde pequenininho, era apaixonada por ele e que ficou super feliz de a gente se envolver e falou para mim que ele era gente muito boa, que era um menino muito correto, pena que era pretinho.

FÁBIO SENA: Foi um choque.

GRAÇA ALVES: Ah, sim, isso para mim foi um baque, porque eu comecei a perceber que essa questão da cor era um negócio bem forte e não era a mesma coisa que com vó, porque vó não tinha muito contato com as pessoas na rua. Todo mundo que ela tinha contato era o povo que ela cresceu amando. E Azul, não. Azul tinha um universo de conhecimento muito grande e que, volta e meia, as pessoas faziam esse tipo de observação. E aí que eu comecei a perceber o que era realmente essa questão de discriminar, essa questão de achar que a pessoa era inferior ou que tinha pelo menos alguma coisinha de errado pelo fato de ser “pretinho”. E foi também um período que logo depois a gente idealizou o Xorokê e eu comecei a perceber também com os meninos o tipo de tratamento que esses meninos tinham, tipo de coisa que acontecia assim naturalmente. Aí eu comecei a me inteirar dessas coisas, comecei a procurar ler a respeito, comecei a me relacionar com outras pessoas que estavam envolvidas também no mesmo segmento, começando com Beta, que foi a pessoa que mais me ajudou em relação a fazer parte de movimento negro, a lutar sobre esse tipo de coisa. E aí com o tempo eu fui me engajando cada vez mais e estamos aí nessa luta há dezessete, dezoito anos.

Ele é muito de brigar pelos direitos das pessoas, mas se estiver errado ele não defende, não. Ele é de Ogum Xorokê. Inclusive o nome do movimento foi em homenagem ao orixá dele. É o Movimento Cultural Ogum Xorokê. O Ogum no Candomblé é o Santo Guerreiro, é o Santo de Batalha e é o que abre as estradas, abre caminhos”.

FÁBIO SENA: E então vocês encontraram no universo musical uma forma de fazer o debate social sobre o tema. Por que a música como instrumento?

GRAÇA ALVES: Azul desde menino gostou sempre de percussão, ele começou a tocar muito cedo, depois foi para as escolas de samba que tinham aqui em Conquista, ele tocou na União de São Vicente, Em cima da Hora, que era do irmão de Beta, Águia Dourada. Beleza! Aí quando chegou em 1997, uma pessoa da família tinha um bar na Vila Serrana e estava querendo passar esse bar e nós pegamos esse bar. E tinha um espaço físico bem legal e ele teve a ideia de fazer um bloco percussivo só com meninos que não soubessem ainda tocar, que não tivessem vícios musicais. Ele queria começar do zero para fazer a galera do jeito dele.

FÁBIO SENA: E como foi a repercussão?

GRAÇA ALVES: Lançamos a ideia no bar, apareceram mais de cinquenta pessoas interessadas em fazer parte, só que a maioria absoluta de adolescentes, meninos pré-adolescentes de dez, onze anos, meninos de treze, quatorze. Foi uma quantidade muito grande, tipo setenta por cento. A gente não tinha instrumentos suficientes para ensaiar todo mundo ao mesmo tempo e não tinha nem espaço, lá não era grande o suficiente para colocar cinquenta pessoas. Então a gente dividia, ensaiava com um grupo e depois outro. E colocamos essa coisa do comportamento para a pessoa conquistar o lugar, não só o lado musical. E aí, com isso, a gente começou a observar que eles começaram realmente a mudar de comportamento. Os pais começaram a chegar lá e falar que fulano que não estava indo à escola passou a ir, que beltrano que começou a beber, parou, que o outro que xingava e queria bater na mãe não estava fazendo mais. Então eles começaram realmente a mudar o comportamento deles. E como a gente já estava nessa coisa de trilhar a questão da militância, eu sugeri a Azul que, ao invés de a gente fazer um bloco percussivo para só se apresentar em festas, Carnaval, Micareta, esse tipo de coisa, que a gente fizesse um movimento cultural que íamos conseguir trabalhar com esses meninos permanentemente, trabalhar o ano todo e trabalhar outras coisas ligadas à cultura, que não só a música, inclusive por conta dessa coisa de que negro é só alegria, é só festa. E aí foi que o Movimento Cultural Xorokê apareceu. Na verdade, no início era para ser um bloco afro, um bloco afro não, um bloco percussivo. A data de fundação do Xorokê é 30 de setembro de 1997.

FÁBIO SENA: Bem ao seu estilo e de Azul, foi na cara e na coragem?

GRAÇA ALVES: Pois é, com isso, a gente começou a fazer esse trabalho meio que amador, no voluntariado 100% e continuamos até hoje. E até hoje é a gente que banca o Xorokê e, assim, tivemos muitos frutos. Perdemos algumas pessoas, mas tivemos frutos muito bons. Tivemos meninos que passaram para a gente que estão fora daqui trabalhando com música em Belo Horizonte, Montes Claros, naquela região de Minas. Tem meninos que trabalham como modelo, tem meninos que trabalham como segurança em São Paulo, gente que já estava desembestada e que voltou a estudar, terminou os estudos, casou, teve filhos. Então, a gente teve vários níveis de resultados. Acho que só tivemos dois ou três que realmente perdemos, um inclusive faleceu, mas o restante, graças a Deus, a gente não perdeu não.

FÁBIO SENA: Graça, é comum a ausência dos poderes públicos, de modo geral, no sentido de assegurarem condições mínimas de funcionamento dessas iniciativas populares. Como foi com o blco percussivo?

GRAÇA ALVES: Veja, Fábio, este tipo de movimento não merece a atenção nem de poder público e, principalmente, das empresas privadas, porque os poderes públicos você ainda acha uma coisa ou outra que está sendo criada, principalmente agora recentemente tem acontecido vários projetos, várias coisas ligadas diretamente à cultura negra, à cultura de religiões de matriz africana, esse tipo de coisa. Mas, para as empresas privadas, parece que a gente tem uma doença contagiosa e chegam ao ponto de dizerem que não querem o nome da empresa vinculada a esse tipo de trabalho. Inclusive já falaram para mim diretamente. Patrocinam shows imensos de pagode que, de cultura, não têm nada, patrocinam um monte de coisas que você vê que não leva ninguém a lugar nenhum, só ao interesse financeiro mesmo, e quando a gente precisa de alguma coisa, de algum apoio, de algum patrocínio e muitas vezes a gente nem vai atrás de patrocínio de milhares de reais, é coisa de 200, 300, 500 reais e eles viram e falam que não podem, que não tem, que já ajudou fulano e beltrano. É bem complicado.