Quem comemora ‘recuperação’ não conhece economia nem história, diz Sicsú


Economista contesta alarde em torno de uma suposta retomada da economia brasileira. “O PIB perdeu 8 e cresce 1 e o desemprego segue alto. Ninguém pode comemorar uma coisa dessa”

crescimento

Uma das medidas para sair da crise é ampliar os investimentos em infra-estrutura

São Paulo – Enquanto o discurso oficial é de que o Brasil saiu da crise rumo ao crescimento, o economista João Sicsú, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) usa a imagem de um homem no fundo do poço: “Ele dá uns saltos, mas continua lá”. Com isso, Sicsú procura demonstrar que o país segue em crise “e nada indica que a gente viva uma verdadeira recuperação”. E identifica um período ainda pior, de depressão.

Sicsú observa que crescimento não é sinônimo de recuperação. Para ele, a alta de 1% no Produto Interno Bruto (PIB) de 2017 deve-se, basicamente, a dois fatores: exportações do agronegócio e saques do FGTS. “Agora, no primeiro trimestre, muitos analistas do sistema financeiro já começam a reconhecer que o PIB será um desastre”, diz.

Quem comemorou o resultado do ano passado não conhece economia e nem história, afirma o professor. Os Estados Unidos só se recuperam da depressão de 1929 após 14 anos, exemplifica. Na crise atual, “o PIB perdeu 8 e cresceu 1” e o desemprego segue elevado. “Ninguém pode comemorar uma coisa dessas.”

Ele não vê consistência na “recuperação” atual. “Pode ter crescimento, mas as taxas são baixas e voláteis. Só se sai da depressão com um plano organizado. O Brasil precisa ter um plano de investimento em infra-estrutura. E de ampliação de benefícios sociais”, cita. Exatamente o contrário da política atual.

“Estamos completamente paralisados. Não temos ninguém para lançar corda ou escada no poço”, diz, novamente citando aquela imagem. “A crise política permanece. E as políticas de austeridade permanecem. Não é que a gente não tem um plano (de recuperação). Os fatores que levaram à depressão estão aí, deixando o nosso cidadão no fundo do poço.”

Após desistência de Neto, 90 dos 120 prefeitos da oposição estão com Rui


Segundo o governador, o número aumentou após o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), desistir de disputar com ele as eleições de outubro

Foto: Manu Dias/ GOVBA
Foto: Manu Dias/ GOVBA

 

Na pré-campanha para a reeleição ao governo do estado, Rui Costa (PT) afirma contar com mais de dois terços dos prefeitos da Bahia em sua base.

Nesta segunda-feira (23), durante assinatura de ordem de serviço para contenção de encostas no Alto do Peru, em Salvador, o petista disse ao bahia.ba que aproximadamente 50 gestores já haviam declarado apoio a ele e o número aumentou para 90 após o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), desistir de disputar as eleições de outubro.

“Já tinha um fluxo antes mesmo do anúncio, eu diria, se fosse chutar um número aqui, a oposição tinha uns 120 prefeitos ligados à oposição, desde a eleição de 2016, passando pela eleição da UPB”, afirmou o governador.

Campanha nacional de vacinação contra a gripe começa nesta segunda


A meta é vacinar 90% do público alvo formado por 3,6 milhões de pessoas, entre idosos, crianças, gestantes, povos indígenas e professores
Foto: Reprodução / Agência Brasil
Foto: Reprodução / Agência Brasil

 

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começa nessa segunda-feira (23) e termina 1º de junho, tendo o dia 12 de maio como o Dia D de mobilização nacional. Essa é a 20ª campanha nacional contra a Influenza e tem como meta vacinar 90% do público alvo, formado por 3,6 milhões de pessoas.

Fazem parte do grupo prioritário da vacina idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais também devem se imunizar. Neste caso, é preciso apresentar uma prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar os postos de saúde em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

Medo de escândalos relacionados à Lava Jato inibe doações de eleitores


Executivos e funcionários de grandes empresas não estão dispostos a apoiar financeiramente um candidato neste ano

O medo de ter o nome associado a um escândalo de corrupção e o atual cenário de crise econômica devem fazer com que executivos e funcionários de grandes empresas evitem apoiar financeiramente um candidato. “Pelo que eu tenho conversado, os acionistas e executivos de grandes empresas não estão dispostos a participar desse processo”, disse o presidente da Confederação Nacional de Indústrias (CNI), Robson Andrade.

Segundo ele, escândalos como a Operação Lava Jato farão com que muita gente deixe de contribuir. “O problema todo é que as pessoas físicas não querem participar de um financiamento de campanha que, no fundo, você não sabe direito de onde vêm todos os recursos.”

Quarta Turma acolhe pedido de adoção póstuma que apresentou prova inequívoca de vínculo familiar


Por unanimidade de votos, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reformou decisão que havia declarado a impossibilidade jurídica de um pedido de adoção em razão de o adotante não ter proposto a ação em vida.

O caso envolveu a adoção informal de dois irmãos biológicos, na década de 1970. Apesar de o Tribunal de Justiça reconhecer a filiação socioafetiva com o homem falecido, o acórdão entendeu não haver condições jurídicas para acolhimento do pedido de adoção – formulado pelos adotandos e pela viúva – por ausência de norma específica.

No STJ, o relator, desembargador convocado Lázaro Guimarães, votou pela reforma da decisão. Segundo ele, “a jurisprudência evoluiu progressivamente para, em situações excepcionais, reconhecer a possibilidade jurídica do pedido de adoção póstuma, quando, embora não tenha ajuizado a ação em vida, ficar demonstrado, de forma inequívoca, que diante da longa relação de afetividade, o falecido pretendia realizar o procedimento”.

Contundente e decisiva

Lázaro Guimarães destacou as inúmeras provas, reconhecidas como verídicas em segunda instância, que atestam, “de forma contundente e decisiva”, que os irmãos cresceram na família como membros natos.

Além de fotos, testemunhas e documentos nos quais o falecido figurou como “pai” dos autores da ação, também foi apresentado um convite de casamento em que constava seu nome convidando para a cerimônia de matrimônio da “filha”.

Quarta Turma decide que é possível prisão civil por pensão alimentícia devida a ex-cônjuge


A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acompanhando o voto do relator, ministro Luis Felipe Salomão, decidiu que é possível a decretação de prisão civil em razão do não pagamento de pensão alimentícia a ex-cônjuge.

O julgamento, que havia sido interrompido na última terça-feira (17) por um pedido de vista, foi concluído nesta quinta-feira (19). De forma unânime, o colegiado cassou a liminar anteriormente concedida e denegou o habeas corpus requerido pela defesa do alimentante.

No entendimento do relator, a lei não faz distinção entre alimentados. Para ele, uma vez definidos e fixados os alimentos em favor do ex-cônjuge, presume-se que sejam “voltados para a sobrevida do alimentado”, independentemente de este ser maior e capaz e de o arbitramento da pensão ter caráter transitório.

“A lei não faz distinção, para fins de prisão, entre a qualidade da pessoa que necessita de alimentos – maior, menor, capaz, incapaz, cônjuge, filho, neto –, mas, tão somente, se o débito é atual ou pretérito”, destacou o ministro.

No caso apreciado, como a execução considerou as prestações vencidas no trimestre anterior ao ajuizamento da execução e as que vierem a vencer no curso do processo, o relator votou para negar o pedido de habeas corpus.

Cão surdo e parcialmente cego ajuda a resgatar criança


Max, um cachorro surdo e parcialmente cego de 17 anos de idade, tornou-se, de forma honorária, um cão policial no estado de Queensland, na Austrália.

A honraria foi dada por conta da lealdade do cãozinho, que ficou ao lado de sua dona, Aurora, de apenas três anos, durante todo o período em que ficou desaparecida após sair para caminhar nas proximidades de sua casa.

“Bom garoto, Max! Ele ficou com sua humana de três anos que havia se perdido perto de Warwick na noite passada enquanto nós buscávamos freneticamente por ela. Por mantê-la a salvo, você é agora um cão honorário da polícia”, escreveu o perfil da polícia de Queensland no Twitter.

De acordo com o site australiano ABC News, a garotinha chamada Aurora foi dada como desaparecida por volta das 15h de sexta-feira, 20. No dia seguinte, mais de uma centena de voluntários, policiais e agentes públicos buscaram a pequena até encontrá-la ao lado de Max, às 8h.

Kelly Benston, companheira de Leisa Bennett, avó de Aurora, disse que o cão foi encontrado primeiro, e, em seguida, ele levou-os até a menina.

Juiz autoriza 42 testemunhas no processo do ‘quadrilhão do MDB’


Maioria dos depoimentos autorizados será de delatores, incluindo Marcelo e Emílio Odebrecht, Alberto Youssef e ex-diretores da Petrobras

O juiz da 12ª Vara da Justiça Federal em Brasília, Marcus Vinicius Reis Bastos, acolheu pedido do Ministério Público Federal e autorizou o depoimento de 42 testemunhas no processo contra integrantes do chamado “Quadrilhão do MDB” da Câmara dos Deputados. Entre os réus nesse caso estão os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (MDB-RN), o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) e o ex-assessor da Presidência da República Rodrigo Rocha Loures.

O caso foi desmembrado do processo que tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF) e enviado para a 1ª instância após a Câmara dos Deputados negar o prosseguimento da denúncia em relação ao presidente Michel Temer. Na semana passada, Reis Bastos aceitou a denúncia e o aditamento feito pela Procuradoria da República no Distrito Federal para a inclusão do ex-assessor de Michel TemerJosé Yunes, do amigo do presidente, o coronel João Baptista Lima Filho, e de três operadores financeiros ligados ao ex-deputado Eduardo Cunha.

Conquista, Minha Senhora


Ezequias Araújo e Carlos Jehovah

O canto da mãe-da-lua gemeu
carregado de maus presságios
e o coração do guerreiro se
armou para a luta.

As águas do poço escuro
tingiram-se de sangue
e uma lua negra rodopiou sobre
a tarde nervosa.

Eh! Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
Um grito de guerra pendurou-se no beiço
da floresta,
enquanto um enxame de setas assobiava
na sanha dos mongoiós.
Tambores rufaram o macabro balé da morte
e um gemido de dor chegou aos ouvidos de Tupã
despertando os seus mortos!
Mas o facão surdo de João Gonçalves brandiu
traição e partilha no terreiro da
sesmaria, assentando com sangue
o registro de nascimento da
Imperial Vila da Vitória.

– Veja a mancha negra das andorinhas
rezando o exílio do verão!
– Ouça o soluço dobrado de Sabina do Ouro
doída de amor e de suplício pelo filho do branco.
cantando sua missa negra de rainha sem cetro.

Escutem o riso desbragado de

Rogaciana,
escrevendo com sangue seu
poema de liberdade.
E o minueto da neblina em
cordoalhos pelos telhados,
O algodão do nevoeiro cegando os olhos
de Cafezinho
que entoa sua cantiga dolente e monossilábica.

Venham, venham ver o lampeeiro capenga
subir a Rua Grande, no seu ritual
noturno de acender estrelas.
As trupes de palhaços rotos desfilarem pela
rua do Gancho,

Lúcio Vieira Lima e Carletto são os baianos mais faltosos da Câmara dos Deputados


Lúcio Vieira Lima e Carletto são os baianos mais faltosos da Câmara dos Deputados

Foto: Divulgação | Câmara dos Deputados

Os deputados federais Lúcio Vieira Lima (PMDB) e Ronaldo Carletto (PP) são os mais faltosos entre os 39 parlamentares na Câmara. De acordo com levantamento feito pela coluna Satélite, do jornal Correio, Cada um deles faltou a oito encontros nas 28 sessões deliberativas realizadas em 2018, o que representa 28,5% do total. Depois deles vem Sérgio Brito (PSD), que não foi a sete sessões. Jorge Solla (PT), com seis faltas, aparece em seguida e Elmar Nascimento (DEM), com cinco, completa o top cinco. Entre os mais assíduos, João Gualberto e Jutahy Júnior, ambos do PSDB, marcaram presença em todas as sessões. Os tucanos são pré-candidatos a governador e senador, respectivamente. Seis deputados do estado têm apenas uma ausência: Antonio Imbassahy (PSDB), Antonio Brito (PSD), Cacá Leão (PP), Daniel Almeida (PCdoB), José Carlos Aleluia (DEM), Valmir Assunção (PT) e Waldenor Pereira (PT). Os deputados Márcio Marinho (PRB) e José Rocha (PR) têm sete e seis faltas na Câmara, respectivamente. Contudo, todas elas foram justificadas. Irmão Lázaro (PSC) também tem sete ausências, mas justificou como tratamento médico quatro delas.

Seis deputados da Bahia investigados na Lava Jato podem perder foro se não se reelegerem


Seis deputados da Bahia investigados na Lava Jato podem perder foro se não se reelegerem

Foto: EBC

Seis deputados federais da Bahia com foro privilegiado que estão sendo investigados ou foram denunciados na operação Lava Jato correm o risco de ter seus casos enviados à primeira instância caso não consigam se reeleger em outubro. De acordo com o levantamento feio pelo BBC Brasil, Antônio Brito (PSD), Arthur Maia (PPS), Cacá Leão (PP-BA), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Lúcio Vieira Lima (MDB-BA) e Mário Negromonte Jr. (PP-BA), este último a Procuradoria Geral da República (PGR) pediu o arquivamento das investigações, mas o pleito ainda não foi analisado pelo STF. Ao todo, a lista inclui o presidente Michel Temer, três governadores, dez senadores e 34 deputados federais. Não estão na lista políticos citados em delações da Lava Jato, mas que tiveram os processos arquivados ou desvinculados da operação, nos casos em que a Justiça avaliou que as denúncias não tinham relação com o desvio de recursos da Petrobras. Caso os políticos não se reelejam e percam o foro, seus casos podem ser enviados a juízos de primeira instância, entre as quais a 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, onde atua o juiz Sérgio Moro, responsável por grande parte das condenações na Lava Jato.

Depois de implodir Aécio, Andrade separa provas contra Alckmin e Serra


Depois de confirmar propina de R$ 35 milhões ao senador Aécio Neves por meio de seu amigo Alexandre Accioly, a Andrade Gutierrez separou documentos para adensar informações sobre obras no metrô e no Rodoanel de SP – marcas das gestões de José Serra e Geraldo Alckmin; entre eles, um e-mail, que registra um encontro com membros do partido e uma agenda que mostra quem participou da reunião

O recall da delação da empreiteira Andrade Gutierrez, iniciado semana passada, deve ampliar a tensão entre políticos do PSDB.

Depois que a cúpula da empresa confirmou que o senador Aécio Neves recebeu R$ 35 milhões em propina por meio de contrato firmado com uma empresa de Alexandre Accioly, amigo de Aécio, a Andrade Gutierrez separou documentos para adensar informações sobre obras no metrô e no Rodoanel de SP –marcas das gestões de José Serra (2007-2011) e Geraldo Alckmin (2003-2007 e 2010-2018).

Segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, entre eles, um e-mail, que registra um encontro com membros do partido e uma agenda que mostra quem participou da reunião. As negociações pela retomada de depoimentos de delatores da Andrade começaram no final de 2016, mas só deslancharam agora.