Polícia intercepta plano para executar Marcelo Freixo


Crime estava planejado para o próximo sábado, em Campo Grande; agenda do político foi cancelada

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

 

Dois comerciantes e um policial militar foram citados em um relatório da Polícia Civil como suspeitos de envolvimento em um novo plano para executar o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). O crime estava planejado para o próximo sábado, em Campo Grande. A informação foi divulgada pelo site do jornal O Globo.

Os suspeitos são ligados a um grupo de milicianos da Zona Oeste, também investigado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes.

Na agenda programada para Campo Grande, Freixo encontraria com militantes e professores da rede particular de ensino, no sindicato da categoria. No entanto, ao saber do plano de execução, ele preferiu cancelar o compromisso.

“Há um grau de veracidade na ameaça. Eu tinha realmente um compromisso público no próximo sábado em Campo Grande, que obviamente vou cancelar. Mas o que chama a atenção, é que os milicianos continuam soltos, ameaçando e matando”, disse o deputado.

Símbolo no combate à ditadura, Eunice Paiva morre aos 86 anos


Também nesta quinta-feira, que o AI 5, símbolo da repressão às liberdades e cerceamento de direitos, completa 50 anos

Foto: Reprodução/Instituto Vladimir Herzog
Foto: Reprodução/Instituto Vladimir Herzog

 

Símbolo da luta contra a ditadura militar, Eunice Paiva morreu nesta quinta-feira (12), em São Paulo, aos 86 anos. Ela lutava contra o Mal de Alzheimer. Também nesta quinta-feira, que o AI 5, símbolo da repressão às liberdades e cerceamento de direitos, completa 50 anos.

Eunice foi mulher de Rubens Paiva, ex-deputado cassado em 1964 e desaparecido após ser preso, torturado e assassinado por militares no Rio de Janeiro, no início de 1971.

A luta de Eunice na busca por informações do paradeiro do marido foi lembrada por um dos filhos do casal, Marcelo Rubens Paiva, no livro “Ainda Estou Aqui”, lançado em 2015.

Após tragédia familiar, Jornalista baiano lança livro e cria Fundação para atuar contra erro médico


O Livro propõe uma reflexão do primeiro milagre de Jesus narrado no evangelho de João

Em seu mais novo Livro, o Jornalista e Escritor Jorge Ribeiro, convida o leitor a uma reflexão religiosa em mais uma história emocionante. No livro, O Primeiro Milagre — Quando o amor transborda, Jorge conta a história de Eugênio, um motivador de pessoas — Coach —, dos dias atuais que por uma razão curiosa consegue voltar no tempo, no inicio da era Cristã, em uma festa de casamento, nas Bodas de Caná. O choque de realidade o faz refletir da oportunidade única de conhecer o Mestre da vida, Jesus, a sua mãe Maria e ver acontecer o Primeiro Milagre. Ele terá que tomar decisões que serão cruciais para as suas intenções, adaptar-se a um ambiente quase que primitivo sem a tecnologia dos dias atuais e os costumes de um tempo onde as pessoas eram mais próximas uma das outras. Viverá os dilemas da barreira da língua, das vestes, o medo de ser reconhecido como alguém fora do seu tempo e descobrirá as razões que o levaram a viver no tempo de Jesus.
O que você faria se voltasse no tempo, justamente no início da era cristã, em um dia de festa de casamento, em Caná da Galiléia? Nas páginas de O Primeiro Milagre — Quando o Amor Transborda, Jorge Ribeiro, de forma envolvente, traz as respostas para estas e outras perguntas, além de apontar caminhos que poderão levar o leitor para uma vida de entrega ao amor de Deus. O leitor descobrirá também que é possível se tornar mais um discípulo do filho do Homem e caminhar com Ele.

Ação Social

Depois de ter os seus pais vitimados por erro médico, durante cirurgias mal sucedidas, e ter sentido a dor de quem fica órfão em tão pouco tempo, o jornalista, radialista e escritor Jorge Ribeiro, decidiu criar uma fundação, para debater e prevenir erro médico. A entidade, batizada de Fundação em Defesa da Vida, deverá iniciar suas atividades no próximo ano. Com sede em Salvador, A FDV deverá manter inicialmente um site com orientações para vítimas de erro médico. Além desse serviço, a entidade deverá promover debates sobre as causas estruturais que levam às falhas e monitorar a aplicação de recursos públicos na área de saúde. Inspirado no exemplo do criador do projeto ‘Carretas da Saúde’, do médico Roberto Kikawa, que foi morto durante assalto na zona sul de São Paulo, o escritor quer também promover saúde de qualidade para as pessoas. A fundação, para ele, deve atuar inicialmente no apoio e orientações às famílias vítima de erro médico, atuar na realização de consultas médicas e cirurgias de pequeno e médio porte, exames, além de dar apoio na formação de novos médicos, através de convênios, e que tenham um viés mais humano.

Por que formalizar um contrato de namoro?


Com a evolução do conceito de União Estável, os relacionamentos passaram a ter uma proteção maior perante a lei, ainda que os casais não optem pelo casamento formal.

Em razão dessa evolução e também de uma maior consciência no exercício da autonomia da vontade, verifica-se uma tendência de maior formalidade, inclusive nas relações de namoro.

As pessoas, de uma forma geral, buscam segurança patrimonial nas suas relações pessoais, optando por pactos nupciais nos casamentos, testamentos e, seguindo essa tendência, por contratos de namoro.

O contrato de namoro, por sua vez, é um instrumento viável e que pode ser utilizado como prova de que aquela relação amorosa não possui a intenção de constituir família e de que não preenche os requisitos da União Estável, por vontade expressa do casal.

A diferença quanto às consequências patrimoniais entre a União Estável – que já está prevista na lei e que possui requisitos específicos – e o contrato de namoro são muito grandes, sendo uma das mais importantes a vontade das partes em estabelecer uma entidade familiar, a qual não existe na relação de namoro.

De comum acordo, diante da plena e livre declaração de sua vontade, refletindo o que de fato o casal vivencia, ou seja, efetivamente um namoro, sem a vontade de constituir família, o contrato é um instrumento hábil para reger como funcionará tal relação, sem confusão patrimonial e consistindo em prova capaz de afastar a configuração da União Estável, já aceita pelos tribunais brasileiros.

É importante frisar que o contrato de namoro deverá refletir a realidade e requisitos do relacionamento, sendo escolhidos e efetivamente vivenciados pelo casal, para que possa ser utilizado em eventual demanda judicial em que um dos parceiros venha a requerer direitos patrimoniais.

Estudo apresenta diagnóstico de mercado do biscoito caseiro


Apresentação será realizada no próximo dia 18 e é direcionado aos parceiros do projeto, empresários e potenciais compradores do biscoito

O Sebrae em Vitória da Conquista e o Movimento PróConquistas realizam a apresentação do 1° Estudo de Competitividade do Biscoito Caseiro no próximo dia 18 de dezembro, às 18h30, no auditório do Multiplace Shopping Conquista Sul. O estudo é a primeira parte executada do Projeto Biscoito Caseiro.

De acordo com o técnico do Sebrae em Vitória da Conquista e gestor do projeto, Bruno Cruz, o biscoito caseiro é um promotor natural o município e de toda região produtora de biscoito. No ano de 2018, o projeto foi direcionado para o diagnóstico empresarial, que será apresentado a parceiros, empresários e potenciais compradores do biscoito.

“Preferimos, em 2018, conhecer o público-alvo. Fizemos o diagnóstico empresarial procurando ouvir cada empresário e cada empresa que aderiu ao projeto. Vimos o mercado do biscoito como um diamante bruto, que temos que lapidar para alcançar novos mercados, empresas que estão ávidas para comprar os biscoitos de Vitória da Conquista”, afirma.

Segundo o técnico, a partir das informações coletadas, o comitê gestor do projeto terá um perfil dos empresários, podendo, assim, direcionar melhor as próximas ações para trabalhar as vertentes de tecnologia e inovação, gestão e mercado, direcionadas à Indicação Geográfica.

Agência Sebrae de Notícias Bahia

UFRB abre seleção para aluno regular do Mestrado em Política Social e Territórios


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A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação, Criação e Inovação (PPGCI) e do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), torna público o processo seletivo para aluno regular para o Programa de Pós-Graduação em Política Social e Territórios (POSTERR), nível Mestrado, para ingresso no semestre 2019.1.

Os interessados devem realizar a inscrição pessoalmente no Prédio do Hansen Bahia, em Cachoeira, ou encaminhar a documentação via postal (exclusivamente SEDEX), no período de 10 de dezembro a 04 de janeiro. Podem participar da seleção graduados de Serviço Social e de áreas afins, com competência teórica, crítica e generalista nas áreas de gestão, formulação, implementação, análise e avaliação de políticas sociais.

Ao todo, são ofertadas 10 vagas, sendo cinco para a linha de pesquisa Políticas Sociais e Territórios e cinco para a linha de pesquisa Trabalho, Direitos e Serviço Social, podendo haver redistribuição das vagas. Um das vagas está reservada, caso necessário, a servidor técnico-administrativo da UFRB, conforme Resolução CONSUNI 002/2009. Também há reserva de duas vagas para candidatos autodeclarados negros, uma vaga para pessoas com deficiência e uma vaga para indígenas, quilombolas ou pessoas trans, conforme Resolução CONAC 033/2018.

Corrupção: Depósitos na conta de motorista coincidem com pagamentos na Alerj


 

Aumentam as suspeitas de lavagem de dinheiro que contra Fabrício Queiroz; cruzamento das datas dos depósitos feitos em dinheiro nas contas do ex-motorista do deputado Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) com os dias de pagamento dos salários da Alerj entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 mostra que em praticamente todos os meses, a maior parte do dinheiro entra na conta de Fabrício no mesmo dia ou poucos dias depois de os servidores receberem o salário; na maior parte dos meses, o dinheiro é sacado no mesmo dia em são feitos os depósitos 

Dados do relatório do Coaf sobre as movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz deixam o caso ainda mais sob suspeitas. A maior parte dos depósitos em dinheiro na conta do ex-motorista do deputado Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) coincidem com as datas de pagamento na Assembleia Legislativa do Rio.

Queiroz recebeu pagamentos de nove ex-assessores do senador eleito e filho do presidente eleito. Segundo cruzamento feito pelo Jornal Nacionalnesta terça-feira, 11, das datas dos depósitos feitos em dinheiro nas contas do ex-assessor com os dias de pagamento dos salários da Alerj entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, em praticamente todos os meses, a maior parte do dinheiro entra na conta de Fabrício no mesmo dia ou poucos dias depois de os servidores receberem o salário.

Em março, abril, maio, junho, agosto e novembro houve depósitos no mesmo dia do pagamento. Em dezembro, teve depósitos um dia depois do salário e no mesmo dia em que foi pago o décimo-terceiro para os funcionários da Alerj.

Nas datas em que Fabricio Queiroz sacou dinheiro também há informações que levantam suspeitas de que ele recolhia parte do salário dos assessores do parlamentar. Nos meses de março, abril, maio, junho e novembro ele começa a tirar dinheiro da conta no mesmo dia em que são feitos os depósitos ou nos dias seguintes. Na maioria das vezes, o saque é de R$ 5 mil, que é o limite diário por agência no banco dele.

O relatório do Coaf levanta a possibilidade de que os saques e os depósitos tenham sido feitos para ocultar a origem ou o destino final do dinheiro que passava todos os meses pela conta de Fabrício. Investigadores dizem que a quebra do sigilo bancário dos envolvidos poderia ajudar a esclarecer essas dúvidas.

ENCRUZILHADA: Ex-prefeita terá que devolver R$ 277 mil aos cofres públicos


Foram verificadas irregularidades em convênio com a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder)

Foto: Blog do Anderson
Foto: Blog do Anderson

 

A ex-prefeita do município de Encruzilhada, Ivani Andrade Fernandes Santos (PTB), terá que devolver R$ 277.353,98 aos cofres públicos e pagar multa de R$ 5 mil, após decisão do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), nesta terça-feira (11).

A Corte de Contas desaprovou a prestação de contas do convênio firmado pela prefeitura com a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) para reforma e ampliação de uma praça pública.

A equipe de auditores do Tribunal constatou a existência de irregularidades, a exemplo da não comprovação da aplicação de parte dos recursos conveniados.

Na mesma sessão, os conselheiros da Primeira Câmara também desaprovaram as prestações de contas de outros dois convênios. Um deles foi firmado pela Secretaria de Educação do Estado (SEC) com a prefeitura de Brejões. Neste caso, além da desaprovação, o ex-prefeito Orivaldo Santana Lopes terá que devolver R$ 27.599,77 aos cofres públicos e pagar multa de R$ R 1 mil.

Também foram desaprovadas as contas do convênio firmado pela Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) com a prefeitura de Santa Maria da Vitória. Em razão das irregularidades, o ex-prefeito Prudente José de Morais terá que devolver aos cofres públicos a quantia de R$ 704,27. Ainda cabem recursos das decisões.

Em busca de IBOPE prefeitura de Vitória da Conquista apreende uma “VAN”


Na manhã desta terça-feira (11) agentes dos Simtrans com escolta da Polícia Militar voltaram a apreender vans que fazem o chamado “transporte clandestino”, agora definido pelo Prefeitura como transporte “alternativo”. Nas redes sociais circulou uma foto mostrando uma blitz no cruzamento da avenida Frei Benjamim com a rua de acesso ao aeroporto. “A coisa mais feia que eu vejo é um carro de polícia com giroflex correndo atrás de um trabalhador, se não podia cumprir a promessa não deveria ter feito”, criticou um usuário de van no programa do Brasil Notícias (Brasil FM). A  Polícia não corre atrás de trabalhador, pois trabalhador é quem respeita a lei, quem faz transporte  de pessoas em solo urbano, precisa de licenciamento governamental, esse licenciamento é feito através de licitação pública e a prefeitura necessita de se cercar de garantias que visem a proteção e a saúde das pessoas transportadas por qualquer veículo que utilize cobrança por viagens de passageiros. Sem autorização para tanto o condutor, deixa de ser trabalhador e passa a ser um fora da lei, por isso a polícia vai sempre correr atrás.

Após eleger-se com o apoio dos vanzeiros prometendo legalizar o transporte “clandestino”, o prefeito decretou guerra às vans e promete que a fiscalização vai ser cada dia mais dura, “não vamos aceitar desordem e desobediência civil, não haverá flexibilização”, afirmou em entrevista.  Herzem Pereira disse ainda que os vanzeiros provaram em uma reunião dentro da prefeitura, que “não querem legalização, querem a desordem, querem é ficar pegando passageiro de forma desordenada”.

A promessa feita pelo prefeito em legalizar o transporte clandestino em troca de votos, foi um estelionato eleitoral, porém, todos os  ” vanzeiros” sabiam que o ato seria ilegal e que não passaria sob o crivo da lei, apostaram na irresponsabilidade. É verdade que o prefeito tentou de todas as formas ilegais e até imorais beneficiar seus cabos eleitorais  da campanha, mas foi barrado pelo rigor da lei, no início de seu governo chegou a cometer crime, quando proibiu os agentes públicos de aplicar a lei contra o transporte clandestino: ”  Nenhum agente do SIMTRANS,  poderá multar ou apreender  “vans” em Vitória da Conquista, vamos legalizar o transporte alternativo, pois esse é que resolve o transporte na cidade”  declarou Pereira em seu programa de rádio.  e mais: ” O coronel Esmeraldino me ligou  e disse: ” prefeito a Viação Vitória quebrou ônibus e deixou de atender várias linhas; eu disse, coronel, chame as VANS, bota VAN” , com isso, os vanzeiros se sentiram à vontade, entretanto, o prefeito ainda não sabia que não era um governante absoluto, estava sujeito às leis.  E, quem detém o transporte coletivo urbano, até o ano de 2024 é a concessionária  ” Cidade Verde”, para isso, pagou 6 milhões de reais pela outorga, após vencer licitação pública.  Ademais, coloca mais de cem veículos à disposição da sociedade conquistense e se responsabiliza pelo transporte gratuito nas  ações sociais, como também, pela saúde e conforto dos passageiros, todos sujeitos a indenização em caso de acidente, mantém a construção e conservação de todos os pontos de parada para embarque e desembarque de passageiros e paga os impostos devidos. naturalmente necessita do lucro para manter cerca de 540 empregados e  retorno do investimento, segundo informação da gerência da  Viação cidade Verde, um ônibus custa à empresa cerca de 400 mil reais.

Prefeitura não faz drenagem e a Bartolomeu de Gusmão virou barragem do rio Tosco


O ex-prefeito de Vitória da Conquista, Guilherme Menezes ao deixar o governo no dia 1 de janeiro de 2017, passou ao atual prefeito, Sr. Pereira, 57 obras em andamento, algumas com cerca de 80% de conclusão. essas obras somaram a importância de 111 milhões de reais, cerca de 20% do orçamento municipal, entre essa obras, estavam expressas o recapeamento asfáltico, drenagem, ajardinamento, construção de passeios, estacionamento dos 13 principais corredores de transporte da cidade, entre esses, Av. Bartolomeu de Gusmão. O atual prefeito, fez o recapeamento e o ajardinamento, todavia, esqueceu da drenagem, por isso a chuva transforma a avenida em barragem do rio Tosco.
Essa matéria realizada pelo blog Blitz Conquista, demonstra claramente o serviço mal feito protagonizado pelo prefeito Pereira.

Os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o governo Bolsonaro


Hoje, segunda-feira, 10 de dezembro, celebramos os 70 anos do documento público mais traduzido do mundo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, transcrita em 514 diferentes idiomas do planeta.

Na quinta-feira, 13 de dezembro, lembraremos os 50 anos do maior golpe contra os direitos humanos no Brasil: a edição do AI-5, o ato institucional mais implacável da ditadura de 21 anos que, a partir do golpe de 1º de abril de 1964, agrediu duramente os direitos humanos e políticos de milhares de brasileiros – perseguidos, presos, interrogados, torturados, mortos, desaparecidos, exilados ou cassados pelo regime dos generais.

E dentro de três semanas, na primeira terça-feira de 2019, primeiro dia do novo ano, teremos os militares de volta ao poder, 34 anos após a queda da ditadura em 1985.

Os militares brasileiros retomam o comando do país porque nós, o povo, elegemos o capitão Jair Bolsonaro e, com ele, seus camaradas de tropa. Esse é o paradoxo, essa é a tragédia da democracia brasileira.

A civilização do processo político é a radicalização do poder civil. A generalização do poder, pela exagerada presença e ingerência dos generais, é a degradação da política.

Nenhuma grande democracia no mundo dá tantos poderes aos generais.

Nem os cinco generais-presidentes da ditadura de 1964 deram tanto espaço aos militares como o capitão-presidente da democracia de 2018.

O primeiro deles, o marechal Castello Branco, tinha só 5 oficiais-generais em seu ministério. O segundo, general Costa e Silva, teve 7 militares no seu gabinete. O terceiro, general Garrastazú Médici, acolheu outros 7 militares. O quarto, general Ernesto Geisel, convocou também 7 militares para sua equipe. O último da ditadura, general João Figueiredo, abrigou 6 militares.

O novo governo terá 9 militares em postos chaves do ministério: Um general no Gabinete de Segurança Institucional – Augusto Heleno. Um general na Defesa – Fernando Azevedo e Silva. Um general na Secretaria de Governo – Carlos Alberto dos Santos Cruz. Um almirante nas Minas e Energia – Bento Costa Lima. Um general na Comunicação – Floriano Peixoto Vieira Neto. Um general na Secretaria de Assuntos Estratégicos – Maynard Marques de Santa Rosa. Um tenente-coronel na Ciência e Tecnologia – Marcos Pontes. Um capitão na infraestrutura – Tarcísio Gomes de Freitas.  Um capitão na Transparência, Fiscalização e CGU – Wagner Rosário.

São nove militares, sem contar o capitão presidente e o seu vice, general Hamilton Mourão. A overdose de militarismo revive a Guerra Fria e sua paranoia anticomunista. O muro de Berlim caiu no final da década de 1980, mas ele continua de pé no entorno de Bolsonaro, que vê ameaça marxista em tudo.

 

“Os militares brasileiros retomam o comando do país porque nós, o povo, elegemos o capitão e, com ele, seus camaradas de tropa. Esse é o paradoxo, essa é a tragédia da democracia brasileira” – Foto: Reprodução / Facebook

 

O capitão escolheu como chanceler um diplomata do baixo clero do Itamaraty, Ernesto Araújo, que como ele idolatra Donald Trump, “o único que pode salvar o Ocidente”. Missão dada ao chanceler por Bolsonaro, segundo ele: “Libertar o Itamaraty do marxismo cultural!”.

Araújo quer levantar “barricadas contra a China maoísta que dominará o mundo!”. Alguém precisa avisá-lo que a China pode ser qualquer coisa, menos maoísta… O chanceler esperto de Bolsonaro diz que os defensores do aborto querem “uma sociedade onde ninguém nasça, nenhum bebê, muito menos o menino Jesus…”.

Votação do Orçamento entra na reta final; não há nenhuma linha sobre barragem do rio Pardo


A Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso aprovou, no final da manhã desta terça-feira (11), os dois últimos relatórios setoriais do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2019. Agora o texto geral será consolidado pelo relator, o senador Waldemir Moka (MDB-MS), e deverá ser votado na Comissão na próxima quinta (13).

A expectativa “otimista” é que o texto seja aprovado e vá a plenário ainda nesta semana, o que dependerá de um acordo de líderes sobre o projeto. Uma vez no plenário, espera-se que o orçamento seja aprovado até a última semana antes do Natal, mas não há impedimento para que se inicie o ano de 2019 com o texto ainda em discussão no Legislativo.

O relatório preliminar do orçamento foi aprovado no último dia 28 de novembro, quando foram abertos os relatórios setoriais. Coordenada pelo futuro ministro da Economia Paulo Guedes, a equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) se reuniu com congressistas, mas não sugeriu nenhuma alteração significativa.

“A equipe econômica dele entrou em contato com a consultoria, do Senado, da Câmara, vários futuros ministros fizeram contato com os relatores setoriais, conforme a gente também tinha sugerido, e eles fizeram [sugestões], mas tudo muito pontual, sugestões. Nenhum texto, nada que chegou a mudar o orçamento”, afirmou Moka.

O prefeito de Vitória da conquista, Sr. Herzem Pereira visitou o presidente Michel Temer e tentou produzir um factóide dizendo que o presidente da República Michel Temer, despachou na hora  e usando sua caneta com o slogan: ” deus no comando”, mandara incluir no orçamento da  União a construção da famigerada barragem, fizemos contato com colegas jornalista  em brasília, eles acompanham o Congresso nacional, e nos deram a notícia de que, não há no orçamento nenhuma menção sobre barragem do rio Pardo no orçamento. portanto, se trata de mais uma mentira do prefeito Pereira.