Ex-presidente da Câmara Municipal é punido pelo TCM-BA


Hermínio Oliveira Neto recebeu a sanção por ter gasto recursos públicos para ser homenageado pelo Instituto Tiradentes

Redação
Foto: Mateus Pereira/ GOVBA
Foto: Mateus Pereira/ GOVBA

 

O ex-presidente da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, vereador Hermínio Oliveira Neto, terá que devolver aos cofres públicos R$3.612,00 e ainda pagar uma multa de R$ 2 mil por ter gasto recursos públicos para ser homenageado pelo Instituto Tiradentes, que ganhou notoriedade nacional ao distinguir entre os “melhores prefeitos e vereadores do país’ o jumento “Precioso” – conforme denúncia apresentada há dois anos pelo jornalismo da Rede Globo.

Hermínio Oliveira Neto recebeu o título honorífico – com colar de ouro – “Alferes Tiradentes”. Ao analisar a ocorrência, os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios, na sessão desta quarta-feira (1º), decidiram punir o vereador e determinar o ressarcimento aos cofres municipais dos gastos com passagens, inscrições e diárias.

Além do ex-presidente Hermínio Oliveira Neto, também o vereador Gilmar Dias Ferraz foi “homenageado” pelo Instituto Tiradentes. Segundo o conselheiro relator, Paolo Marconi, não ficou demonstrado qualquer interesse público nas participações dos vereadores no evento “127º Seminário Brasileiro de Prefeitos, Vice-Prefeitos, Vereadores, Procuradores, Controladores Internos, Secretários e Assessores Municipais”, promovido pelo Instituto Tiradentes, em 14 e 15 de junho de 2018, na cidade de Salvador/BA, para distribuição de “medalhas e títulos de honraria”.

Segundo a Inspetoria Regional de Controle Externo do TCM em Vitória da Conquista, foram gastos R$3.612,46 na participação dos vereadores no evento entre inscrições (R$1.274,00), passagens (R$1.252,24) e diárias (R$1.086,22). As despesas foram custeadas pelo erário, por isso foi determinado o ressarcimento, com recursos pessoais, do valor total gasto com as despesas.

#Verificamos: É antigo vídeo de construção de ferrovia atribuída ao governo Bolsonaro


porCHICO MARÉS
Repórter | Rio de Janeiro | lupa@lupa.news
13.MAIO.2019 | 21H37 |

Circula nas redes sociais um vídeo que mostra um trilho de trem sendo construído por máquinas. Na legenda, é informado que essas máquinas foram um “golaço” do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“Golaço do presidente [Bolsonaro]. Se você não compartilhar ninguém ficará sabendo. A Globo não mostra”
Legenda de vídeo publicado no Facebook que, até as 21h do dia 13 de maio, já tinha sido compartilhado mais de mil vezes

FALSO

O vídeo analisado pela Lupa já está na internet desde, pelo menos, 16 de janeiro de 2018, quando foi publicado por uma conta pessoal no YouTube. Portanto, a obra mostrada no vídeo já estava sendo realizada antes de o presidente Jair Bolsonaro (PSL) ser eleito.

No próprio vídeo é dito que a ferrovia liga Marabá, no Pará, a São Luís, no Maranhão. É possível reparar, também, que há símbolos da mineradora Vale no maquinário. Ao que tudo indica, a cena foi registrada durante a expansão da Estrada de Ferro dos Carajás, obra concluída pela empresa em agosto de 2018.

Nota: esta reportagem faz parte do projeto de verificação de notícias no Facebook. Dúvidas sobre o projeto? Entre em contato direto com o Facebook./lupa@lupa

Editado por: Natália Leal

Governo Bolsonaro falsifica até fotos de inaugurações de obras públicas


Redes bolsonaristas têm distribuído imagens de obras atribuindo-as falsamente ao governo Bolsonaro. São todas fakes. Na mais disseminada, aparece um grupo de soldados do Exército trabalhando na transposição do rio São Francisco. Afirma-se que é uma foto recente. Na verdade, é uma imagem de 2014, durante o governo Dilma

(Foto: Reprodução | PR)

Uma das fotos mais disseminadas pela rede de fake news bolsonarista mostra soldados do Exército trabalhando em um dos trechos da transposição do rio São Francisco e afirma que seria um fato recente, durante o governo Bolsonaro (veja no alto desta reportagem). No entanto, uma checagem realizada  pela agência AFP constatou que a foto é de 2012, quando a presidente era Dilma Roussef: “a foto em questão aparece na página do Exército brasileiro no Flickr com data de 12 de maio de 2014. À AFP, por sua vez, o 1º Grupamento de Engenharia do Exército informou que ela se refere a uma obra de 2012 de drenagem externa do Canal de Aproximação à Estação de Bombeamento 01 do Eixo Leste do Projeto de Integração do rio São Francisco”.

O mesmo acontece com uma série de outras fotos distribuídas nas redes bolsonaristas nas últimas semanas.

Em outra delas, aparecem locomotivas sucateadas, numa comparação entre os “14 anos de PT” e os “18 meses de Bolsonaro”. A checagem da AFP mostrou, a partir de uma busca reversa no Google, que a imagem é de 2002, portanto, anterior ao governo Lula -no governo FHC- e foi feita pelo chargista Carlos Latuff, colaborador do Brasil 247. À agência, Latuff esclareceu que as fotos foram feitas em 2002 na oficina da companhia ferroviária MRS Logística no Horto Florestal, em Belo Horizonte, Minas Gerais. “São sucatas de locomotivas da antiga Rede Ferroviária Federal”, afirmou.

A mesma falsificação apresenta-se em uma série montagens bolsonaristas.

 Fotos de obras supostamente realizadas pelo governo Bolsonaro têm inundado as redes sociais nas últimas semanas, impulsionadas por bolsonaristas. Todas elas têm a mesma característica: são falsas. As fotos que mostram as obras são todas tiradas no período dos governos do PT. As que mostram situações de obras abandonadas, equipamentos estragados e outras do gênero e que foram divulgadas como referidas “aos 14 anos do PT” são todas anteriores ao governo Lula.   /247

Waldenor pede urgência para votação do Fundeb: “estamos diante de uma tragédia educacional anunciada”


O coordenador do Núcleo de Educação do PT no Congresso Nacional, o deputado federal Waldenor Pereira (PT/BA) defendeu nesta quarta-feira, 1º, que a Câmara dos Deputados aprecie, vote e aprove com urgência o Fundeb – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, que tem vigência até 31 de dezembro de 2020.

“Estamos diante de uma tragédia educacional anunciada se o fundeb não for imediatamente colocado em pauta, votado e aprovado”, disse o deputado convocando os colegas de Casa para a mobilização pela votação da PEC 15/2015.

Segundo ele, “o governo Bolsonaro resolveu eleger a educação como o principal alvo dos seus ataques e das suas agressões”, mas o Parlamento precisa tomar o caminho contrário e salvar a educação básica do País.

O deputado afirmou que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), já se comprometeu publicamente em colocar em pauta a Proposta de Emenda à Constituição do novo Fundeb, mas pediu empenho para que a PEC seja incluída ainda no mês de julho, devido a importância do assunto.

“O Fundeb é a principal ferramenta, instrumento de financiamento da educação básica pública do Brasil, sendo responsável por 63% do seu financiamento. Infelizmente, a não aprovação do Fundeb representará o fim da educação pública no país. É importante destacar que a não aprovação do Fundeb representará o fim do piso salarial dos trabalhadores da educação”, afirmou.

A campanha pelo #VotaFundeb vem se fortalecendo e ganhando apoios nas redes sociais, entre a sociedade e comunidade escolar e vêm mobilizando parlamentares, entidades, educadores e estudantes na luta para que o Fundeb não chegue ao fim, levando à paralisia da educação básica em todo o país, afetando especialmente o Nordeste, onde 98% dos municípios precisam dos recursos destinados pelo fundo para a manutenção da educação pública.

O que muda na eleição municipal com o novo calendário votado pela Câmara


 

A Câmara deve votar nesta quarta-feira (1º) proposta de emenda à Constituição que adia de outubro para 15 e 29 de novembro a realização do primeiro e do segundo turno das eleições municipais (veja o que deve mudar mais abaixo). O texto, já aprovado pelo Senado, faz um rearranjo em todo o calendário eleitoral e admite a possibilidade de a votação ocorrer em data posterior, desde que até 27 de dezembro, por impossibilidade organizacional decorrente da pandemia de covid-19.

O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avançou nas negociações com os líderes partidários em busca dos 308 votos, em dois turnos, necessários para a aprovação da PEC. A resistência, sobretudo de deputados do Centrão, tem sido quebrada com a promessa de votação de uma recomposição de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e da volta da propaganda partidária em ano não eleitoral. O PL, que integra o Centrão, no entanto, anunciou ontem que votará contra o adiamento da eleição.

O conteúdo deste texto foi publicado antes no Congresso em Foco Premium, serviço exclusivo de informações sobre política e economia do Congresso em Foco. Para assinar, entre em contato com comercial@congressoemfoco.com.br.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, defende que a eleição seja adiada, mas realizada ainda este ano, com base em estudos científicos sobre a pandemia. A conclusão é de que a realização de campanha política no calendário previsto poderia favorecer a disseminação da covid-19 e dificultar a organização da Justiça eleitoral.

Veja as principais datas:

Vedação de propaganda partidária – 11 de agosto

Proibição de aparição de apresentadores ou comentaristas pré-candidatos em programas de rádio e TV – 11 de agosto (pela regra atual, esse prazo teria se encerrado ontem, 30 de junho).

Escolha dos candidatos pelos partidos e formação de coligações – de 31 de agosto a 16 de setembro (atualmente, 20 de julho a 5 de agosto).

Registro de candidaturas – até 26 de setembro (15 de agosto, pelas regras de hoje).

Convocação, pela Justiça eleitoral, dos partidos e dos representantes das emissoras de televisão para elaborar plano de mídia – a partir de 26 de setembro (pelo calendário do TSE, seria em 16 de agosto)

Início da propaganda eleitoral, inclusive na internet – 27 de setembro (hoje, 16 de agosto)

Início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão relativa ao primeiro turno – 9 de outubro até 12 de novembro (pelas regras atuais seria de 28 de agosto a 1º de outubro)

Divulgação, pelos partidos políticos, coligações e candidatos, de relatório discriminando as transferências do Fundo Partidário, os recursos recebidos e os gastos realizados – 27 de outubro (atualmente, 15 de setembro)

Votação em primeiro turno – 15 de novembro (pelo atual calendário, 4 de outubro)

Votação em segundo turno – 29 de novembro (pelo atual calendário, 25 de outubro)

Encaminhamento à Justiça eleitoral das prestações de contas dos candidatos e dos partidos políticos – até 15 de dezembro (calendário atual prevê a data de 14 de novembro)

Diplomação dos candidatos eleitos – até 18 de dezembro (mesma data atual).

Eleições suplementares (na impossibilidade de a votação ocorrer nas datas previstas, municípios poderão adiar a data eleição) – até 27 de dezembro

Posse de prefeitos – 1º de janeiro de 2021 (mesma data prevista)/ Congressoemfoco

Falece em Curitiba o Desembargador Francisco Pinto Rabello Filho


Nos dias 1º e 2 de julho não haverá expediente e realização de sessões de julgamento no 2° Grau de Jurisdição
Ter, 30 Jun 2020 23:42:32 -0300

É com pesar que comunicamos o falecimento do Desembargador Francisco Pinto Rabello Filho nesta terça-feira (30/06), em Curitiba. A Presidência do TJPR decretou Luto Oficial de três dias em todas as repartições judiciárias do Estado. O Decreto Judiciário nº 345/2020-D.M. determina a suspensão do expediente no 2° Grau de Jurisdição e na Secretaria, bem como a suspensão das sessões de julgamento no Tribunal de Justiça do Paraná nos dias 1º e 2 de julho.

Biografia

Francisco Pinto Rabello Filho, filho de Francisco Pinto Rabello e de Inês Chagas Bonfim, nasceu em Ibicaraí (BA), no dia 25 de março de 1956. Formou-se em Direito pela Universidade Estadual de Maringá (turma 1981).

Ingressou na magistratura através de concurso para juiz substituto, sendo nomeado em 1º de julho de 1986 para a comarca de Cianorte. Novamente por concurso, atuou como Juiz de Direito a partir de 5 de março de 1987, nas comarcas de Cidade Gaúcha, Mandaguaçu, Paranavaí, Ponta Grossa, Maringá e Curitiba.

Foi promovido a Desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná no dia 31 de maio de 2006. Era professor universitário, mestre e doutor em Direito. É autor do livro “O Princípio da Anterioridade da Lei Tributária” e de artigos publicados em jornais e revistas especializadas.

Vitória da Conquista, o quadriênio perdido!


*Edwaldo Alves – PT Conquista

O Brasil, como acontece nos países capitalistas, tem o seu desenvolvimento econômico caracterizado por crises cíclicas. Tais fenômenos variam de intensidade e momento em cada país, mas todos observam algo em comum: na maioria dos casos, cada crise e sua consequente recuperação econômica é acompanhada de aumento da concentração de riquezas e aprofundamento da desigualdade social de forma relativa e muitas vezes de forma absoluta.
Em nosso país, o desenvolvimento do capitalismo não tem sido diferente. Se analisarmos o período pós-golpe de 1964, veremos um curto período (1969-1973) de expansão econômica fruto de maciços investimentos e empréstimos de capital internacional elevando a dívida externa, crescimento e associação das empresas nacionais com as estrangeiras, expansão do capital estatal e forte arrocho na renda dos trabalhadores. Esta política antinacional era glorificada como o “tripé de colaboração” entre os capitais externos, nacionais e o estatal.
A crise internacional, com base no problema da extração e indústria petrolífera, quebrou o tripé e o país afundou em depressão e econômica que durou um longo período, seguido de rápidas e frágeis recuperações e novos recuos, amparados pelos mais diversos planos econômicos que variaram entre a doidice do Plano Collor/Zélia e o plano real. Este período ficou simbolizado nos anos noventa, que passou a ser denominado a “década perdida” do sociólogo-presidente Fernando Henrique Cardoso.
A eleição de Lula/PT em 2002, iniciou uma nova direção na política econômica-social trazendo entre seus principais elementos o privilegiamento e desenvolvimento do mercado interno popular e o fortalecimento do Estado como indutor econômico e instrumento de criação e expansão de programas sociais e políticas públicas. A crise internacional eclodida em 2008 foi superada pelo governo Lula com o aprofundamento da mesma política, garantindo, pela primeira vez, na história brasileira que o desenvolvimento econômico se realizasse com distribuição de rendas e redução das desigualdades sociais e regionais. Ainda merece estudo o motivo que o segundo governo Dilma enfrentou a crise, desdobrada em em 2014/2015, apostando no ajuste fiscal e desviando-se do caminho até então seguido, solução que agravou a crise econômica e foi uma das causas que ajudou a ser vitorioso o golpe do qual foi vítima.
Este rápido passeio por alguns fatos recentes da história política brasileira é para tentar mostrar como a marcha dos acontecimentos é recheada de avanços e recuos, dependendo, sempre, em última instância, da classe, segmento social, interesses econômicos e fatores geopolíticos internacionais que determinado poder de estado quer representar e atender.
Como diz o meu velho e querido amigo Zé Augusto: é uma questão de classe¸ companheiro!
Aqui, em Vitória da Conquista, neste artigo, pretendo apenas refletir sobre as mudanças ocorridas em alguns dados sociais que indicam claramente o desprezo que o prefeito Herzem nutre pelas populações mais pobres que merecem e mais precisam da ação do poder público. A sanha neoliberal de diminuição do Estado e suas finalidades parece dominar completamente a política privatizante e irresponsável do governo municipal. Os resultados desse desatino estão claramente comprovados em indicadores oficiais que revelam a diminuição da qualidade de vida da população conquistense, acompanhando a mesma tendência no Brasil desde 2016.

Pereira expõe servidores à possibilidade de contágio, além da humilhação pública


 

 

Protagonista de cenas desagradáveis junto aos servidores públicos municipais, o prefeito Pereira, ao vender a folha de pagamentos dos servidores municipais ao baco Itaú, não se preocupou com a falta de estrutura da instituição financeira no município, em relação a tamanha demanda, pois trata-se de 9 mil servidores. O banco cadastrou os servidores e utilizou as dependências da Prefeitura, logo deveria fazer o mesmo para validar as senhas das respectivas conta. Todavia tal atitude sensata não foi efetivada e o prefeito não deu qualquer importância para o assunto.

Dessa maneira os servidores receberam os cartões pelos Correios, entretanto teriam que se deslocarem para as insalubres agências do banco na cidade de Vitória da Conquista,para ali, validarem as respectivas senhas, ou seja, provocar uma aglomeração de 9 mil pessoas. Não procede a afirmação bestial de alguns que ônus dessa lambança pereiral recaia sobre a agilidade dos  servidores em providenciar a respectiva validação dos cartões, mesmo porque, além de validar cartão, existem o labor de cada cada servidor, outras atividades pertinentes a vida de qualquer pessoa. Ademais a Prefeitura  teria que providenciar a mesma condição de que deu a instituição financeira  por ocasião da abertura das contas.

veja abaixo a matéria do Blog do Sena:

Fila, chuva, aglomeração, muita insatisfação e até ocorrência policial na fila do banco Itaú nos últimos dias. Os servidores municipais tiveram que esperar por muitas horas para abrir as contas, cadastrar a biometria e desbloquear os cartões nas duas agências da instituição em Vitória da Conquista, uma vez que os salários dos mais de 9 mil servidores começaram a ser pagos pagos pelo referido banco.

O Blog do Sena esteve no local registrando a situação e falando com os servidores. A diretora do Sindicato do Magistério Municipal Público de Vitória da Conquista (SIMMP), Ana Cláudia Santana, falou sobre o desgaste e a humilhação aos quais os servidores estão sendo submetidos.

“Nós já sofremos o desrespeito ao longo de 4 anos praticamente, desvalorização e muito desrespeito. Temos aqui professores que vão receber metade do salário, porque o salário foi cortado. Estamos sendo obrigados a vir para a fila de um banco privado, em plena pandemia, porque o prefeito Herzem Gusmão não respeita servidor público. Então nós estamos aqui pedindo um pingo de valorização”, afirmou a servidora.

Na noite de ontem, vários servidores precisaram ter as senha reagendadas para hoje, porque devido ao contingente de pessoas, não foi possível atender todos no mesmo dia. Por volta das 22h, a Polícia Militar foi chamada para conter um discussão entre funcionários do banco e servidores que ficaram indignados ao saber que não seriam atendidos mesmo após uma dia inteiro de espera.

 

 

Com segurança e cuidados com a higiene, avião da Gol acaba de pousar no aeroporto Glauber Rocha


O Nordeste do País é contemplado com o retorno das operações regionais nas cidades de Vitória da Conquista e Barreiras, na Bahia, além da volta de algumas rotas e o aumento da oferta de decolagens em capitais e no interior. Este avião da Gol acabou de pousar no  aeroporto Glauber Rocha em Vitória da Conquista, transportando 180 passageiros,  Os passageiros embarcara em São Paulo, onde passaram por um rigoroso controle de saúde, mesmo fato  ocorre agora em Vitória da Conquista. O empresário José Maria Caires da Maxtour nos informa sobre o controle de qualidade na viagem que reabre o aeroporto de Vitória da Conquista, após três meses do fechamento em virtude da pandemia que assola o país e ceifou  mais de 60 mim, vidas.

O que é golpe de Estado?


O que é golpe de Estado? Pode ser definido como a subversão da ordem institucional constituída em determinada nação.

Um golpe de Estado é comumente definido como uma subversão da ordem institucional constituída de determinada nação. Essa subversão pode apresentar ou não características violentas. Como bem pontua a pesquisadora Mafalda Félix do Sacramento, em seu artigo “Os golpes de Estado como principal meio de subversão”, em um golpe:

[…] não tem necessariamente de haver uma força de rebelião contra o governo. Acontece, por vezes, serem os próprios membros ou líderes do governo os que agem contra o sistema, de maneira a poderem aumentar o poder que têm sobre uma nação. A modo exemplificativo observamos o caso do Brasil no ano de 1937, com o governo de Getúlio Vargas, sendo que este declarou via rádio a implantação de um novo regime, ou até mesmo no caso do Peru, em 1992, onde o presidente Alberto Fujimori fez um golpe de Estado com o apoio das Forças Armadas, e dissolveu o Congresso; prendeu a maioria dos líderes partidários, censurou os meios de comunicações, e colocou o Exército nas principais ruas de Lima.” [1]

Puxando o gancho dos exemplos citados por Sacramento, devemos assinalar que, no caso brasileiro, o próprio Getúlio Vargas, que também era civil, antes do golpe do Estado Novo, de 1937, e esteve à frente da Revolução de 1930, que foi um golpe contra a República Oligárquica com ajuda militar. A Proclamação da República, em 1889, também foi um golpe contra o Império. Todos esses casos são exemplos de subversão da ordem institucional constituída, isto é, da estrutura de poder ordenada e garantida por leis e pela Carta Constitucional.

  • Origem da expressão “golpe de Estado”

Apesar de a definição de golpe de Estado, hoje em dia, ter o significado que apontamos acima, nem sempre ela foi compreendida nesse sentido. Para compreendermos as diferenças, é necessário que saibamos o contexto da elaboração dessa expressão.

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A expressão “golpe de Estado” foi elaborada por um teórico político francês do século XVII chamado Gabriel Naudé. Em seu livro Considérations politiques sur les coups-d’état (Considerações políticas sobre os golpes de Estado), publicado em 1639, Naudé dá para golpe de Estado (coup d’État, em francês) a seguinte definição:

[…] ações audazes e extraordinárias que os príncipes se veem obrigados a executar no acontecimento de empreitadas difíceis, beirando o desespero, contra o direito comum, e sem guardar qualquer ordem ou forma de justiça, colocando em risco o interesse de particulares pelo bem geral. [2]

É perceptível que o teórico está referindo-se não à derrubada de um poder constituído ou de subversão institucional, mas, sim, a ações autoritárias tomadas pelo próprio poder, no caso, representado pelo príncipe. Um golpe de Estado, para Noudé, teria a finalidade de autoconservação, nem que, para tanto, fosse necessária a agressão ao corpo político formado pelos súditos ou cidadãos (a depender do contexto). A grande referência teórica de Naudé era a obra O Príncipe, de Nicolau Maquiavel, publicada mais de cem anos antes da obra de Naudé, em 1513.

Um dos exemplos de golpe de Estado bem-sucedido, para Naudé, foi o Massacre da Noite de São Bartolomeu, ocorrido em Paris, em 24 de agosto de 1572, no contexto das guerras civis religiosas. Nesse dia, a rainha da França, Catarina de Médici, ordenou o massacre de milhares de protestantes huguenotes a fim de restabelecer o controle sobre o reinado.

NOTAS

[1] SACRAMENTO, Mafalda Felix do. Os Golpes de Estado como principal meio de subversão. Uma análise comparativa com outros sistemas subversivos. In: Sol Nascente – Revista do Centro de Investigação sobre Ética Aplicada. n. 4. p 89.

[2] NAUDÉ, Gabriel. apud GONÇALVES, Eugênio Mattioli. A apologia maquiaveliana de Gabriel Naudé ao massacre da noite de São Bartolomeu. In: Griot – Revista de Filosofia, v. 8, n.2, dez. 2013.

Por Me. Cláudio Fernandes

MPRJ denuncia deputado estadual Márcio Pacheco por esquema de rachadinha


Parlamentar do PSC é o primeiro denunciado na investigação, que envolve também o senador Flávio Bolsonaro

Por Mariana Queiroz, GloboNews


MP-RJ denuncia deputado Márcio Pacheco por "rachadinha"

MP-RJ denuncia deputado Márcio Pacheco por “rachadinha”

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou nesta quarta-feira (1) o deputado Márcio Pacheco, do PSC, por um esquema de rachadinha — a mesma investigação que envolve o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos).

Pacheco, ex-líder do governo Witzel na Alerj, é o primeiro denunciado no RJ pela prática.

A GloboNews apurou que Pacheco vai responder pelo crime de peculato. Até a última atualização desta reportagem, o G1 ainda não tinha conseguido contato com a defesa dele.

A investigação aponta que parlamentares — entre eles, Pacheco — teriam se apropriado de dinheiro público ao obrigar servidores da Alerj a lhes transferir parte de seus vencimentos.

Presidente da Alerj, André Ceciliano, e Márcio Pacheco — Foto: Rafael Wallace/Alerj/Divulgação

Presidente da Alerj, André Ceciliano, e Márcio Pacheco — Foto: Rafael Wallace/Alerj/Divulgação

Lista do Coaf

Pacheco apareceu na lista original do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), cujos relatórios de inteligência deram início às investigações em 2018.

Segundo o Coaf, no gabinete de Pacheco, nove servidores movimentaram R$ 25 milhões de forma suspeita.

A lista apontou transações de funcionários de 22 deputados. Outros citados na Alerj foram o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), Paulo Ramos (PDT) e Flávio Bolsonaro (Republicanos).

Pastor e conservador, Abílio Santana não assume paternidade de filha fora do casamento


Pastor e conservador, Abílio Santana teria sugerido aborto para amante grávida
No caso aqui, não é pastor, é o Homem
Foto: Reprodução / Montagem / Metrópoles

O pastor e deputado federal pela Bahia Abílio Santana (PL) tem uma filha fora do casamento e sugeriu que a mãe abortasse o bebê quando soube da gravidez, informou nesta terça-feira (30), a coluna de Leo Dias no site Metrópolesparceiro do Bahia Notícias.

 

A reportagem narra que foram oito meses de relacionamento entre Letícia Mariane e o pastor parlamentar. Segundo a esteticista, o caso aconteceu em 2012, quando ela era assessora dele e quem o acompanhava durante os cultos que Abílio fazia em São Paulo.

“Ele é Pastor Presidente da Assembleia de Deus de Salvador, mas viaja o mundo fazendo palestras e cultos. Quando ele vinha para São Paulo eu que o acompanhava. Tivemos um relacionamento amoroso, mas nunca soube que ele era casado. Na minha cabeça nunca passou que um pastor iria ter uma amante. Mas a coisa foi ficando séria e eu engravidei. Quando dei a notícia a ele, tive o primeiro choque: ele sugeriu fazer um aborto. Não com essas palavras diretamente, mas deixou subentendido ao me oferecer dinheiro para que eu resolvesse o problema”.

A pequena Esther hoje tem sete anos e não consta o sobrenome nem o nome do pai na certidão: “Já me dispus varias vezes a fazer o DNA, mas ele foge, diz que não é obrigado. No entanto, ele vê a filha quando vem a São Paulo e até diz para nossos amigos em comum da Igreja que é filha dele. Mas o negócio muda de figura quando está na justiça ou em locais públicos. Outro dia fui levá-la ao aeroporto para vê-lo e ele a tratou com muita frieza. Ela ficou arrasada, porque apesar de tudo sabe que é o pai dela e sofre”.

Letícia conta que, apesar de não querer registrar, Abílio Santana dá mensalmente uma ajuda de 3 mil reais. “Sei que isso é muito menos do que a justiça o obrigaria a dar. Mas não quero só dinheiro. Quero dignidade de a minha filha ter um pai. É muita hipocrisia ele postar em redes sociais que é a favor de família, contra o aborto e não querer registrar a própria filha. Já entrei na justiça várias vezes, mas como ele é político e bem influente na Igreja, não consegui nada concreto ainda. Além de Esther, ele tem mais três filhos, porém só a minha que ele não considera”, disse a mãe na criança.