{"id":130646,"date":"2026-09-11T05:24:28","date_gmt":"2026-09-11T08:24:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=130646"},"modified":"2026-09-11T05:24:28","modified_gmt":"2026-09-11T08:24:28","slug":"reforma-tributaria-split-payment-pode-reduzir-fluxo-financeiro-das-empresas-em-ate-28","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2026\/09\/11\/reforma-tributaria-split-payment-pode-reduzir-fluxo-financeiro-das-empresas-em-ate-28\/","title":{"rendered":"Reforma Tribut\u00e1ria: Split payment pode reduzir fluxo financeiro das empresas em at\u00e9 28%"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estimativa apresentada em debate organizado pela Confedera\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Comerciais do Brasil (CACB) e pela Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo (ACSP) aponta impacto sobre capital de giro durante a transi\u00e7\u00e3o para a reforma tribut\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A implanta\u00e7\u00e3o do <b>split payment pode reduzir o fluxo financeiro dispon\u00edvel para as empresas em at\u00e9 12% no in\u00edcio da transi\u00e7\u00e3o para a reforma tribut\u00e1ria e chegar a 28% ao final do processo<\/b>, segundo estimativa apresentada pela <a href=\"https:\/\/cacb.org.br\/\"><b>Confedera\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Comerciais do Brasil (CACB) <\/b><\/a>nesta quinta-feira (10), em Bras\u00edlia. O mecanismo prev\u00ea que os tributos sejam segregados e recolhidos no momento em que a opera\u00e7\u00e3o \u00e9 liquidada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Anderson Trautman Cardoso, vice-presidente da <b>CACB<\/b>, um dos principais efeitos do <b>split payment<\/b> ser\u00e1 a <b>redu\u00e7\u00e3o do per\u00edodo em que os valores dos tributos permanecem temporariamente \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das empresas.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEsse per\u00edodo de fluxo de caixa financiado por valores de tributos \u00e9 retirado a partir desta mudan\u00e7a que come\u00e7a em 2027 com a CBS\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir de 2027, a <b>CBS substituir\u00e1 PIS e Cofins<\/b>, enquanto a transi\u00e7\u00e3o para o <b>IBS<\/b> ocorrer\u00e1 gradualmente. A substitui\u00e7\u00e3o de ICMS e ISS pelo novo imposto est\u00e1 prevista entre 2029 e 2032, com vig\u00eancia integral do novo modelo em 2033.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Trautman, o<b> impacto ser\u00e1 diferente conforme o perfil e o regime tribut\u00e1rio de cada empresa. <\/b>Micro e pequenos empreendedores que permanecerem fora do regime de cr\u00e9dito e d\u00e9bito do IBS e da CBS n\u00e3o sofrer\u00e3o o mesmo efeito do mecanismo. J\u00e1 as <b>empresas inseridas nesse regime precisar\u00e3o se adaptar \u00e0 nova din\u00e2mica de capital de giro<\/b>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDe fato, teremos uma perda de fluxo financeiro, o que \u00e9 inevit\u00e1vel no sistema, mas n\u00f3s precisamos de seguran\u00e7a\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Previsto na <b>Lei Complementar 214<\/b>, de janeiro de 2025, e posteriormente alterado pela <b>LC 227\/2026<\/b>, o split payment ter\u00e1 implementa\u00e7\u00e3o gradual, conforme regulamenta\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Gestor do IBS e da <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\"><b>Receita Federal<\/b><\/a>. O novo modelo estabelece a <b>separa\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) <\/b>dos demais recursos da venda.<\/p>\n<h2><b>Debate reuniu representantes do setor produtivo<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A discuss\u00e3o sobre os efeitos da mudan\u00e7a ocorreu durante a <b>\u201cSala Fechada: Split Payment\u201d<\/b>, promovida pela<a href=\"https:\/\/cacb.org.br\/\"> <b>CACB<\/b><\/a> e pela <a href=\"https:\/\/acsp.org.br\/\"><b>Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo (ACSP)<\/b><\/a>, em parceria com a <a href=\"https:\/\/fin.org.br\/\"><b>Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Institui\u00e7\u00f5es Financeiras<\/b><\/a><b> <\/b>(<a href=\"https:\/\/fin.org.br\/\"><b>Fin<\/b><\/a>). O encontro reuniu representantes do setor produtivo, transporte, ind\u00fastria e agricultura para discutir a implementa\u00e7\u00e3o do mecanismo e seus impactos sobre as empresas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na abertura, o presidente da CACB, da ACSP e da <a href=\"https:\/\/facesp-site-prd.sp1.br.saveincloud.net.br\/\">Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Comerciais de S\u00e3o Paulo (FACESP)<\/a>, <b>Alfredo Cotait Neto<\/b>, destacou a necessidade de avaliar os efeitos da nova forma de arrecada\u00e7\u00e3o. \u201cEssa reforma n\u00e3o \u00e9 a reforma dos nossos sonhos. Muitos falam que ela simplificou, mas a minha avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que ela est\u00e1 complicando e n\u00e3o simplificando. Simplificar tributos \u00e9 uma coisa, complicar a forma como voc\u00ea vai arrecadar e as consequ\u00eancias disso \u00e9 outra. Isso precisa ser melhor analisado\u201d, afirmou.<\/p>\n<h2><b>Split payment: primeira fase ser\u00e1 opcional entre empresas<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A implementa\u00e7\u00e3o do <b>split payment<\/b> ser\u00e1 gradual. Na primeira funcionalidade apresentada pela Fin durante o encontro, o mecanismo est\u00e1 concentrado nas opera\u00e7\u00f5es entre empresas, no chamado <b>B2B opcional<\/b>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cUma funcionalidade inicial vai ser voltada para transa\u00e7\u00f5es feitas entre empresas, apenas transa\u00e7\u00f5es entre empresas. N\u00e3o vai afetar, portanto, transa\u00e7\u00f5es feitas com o consumidor final. E a import\u00e2ncia de que ela ser\u00e1 opcional a cada transa\u00e7\u00e3o feita. Ter\u00e1 a op\u00e7\u00e3o de escolher com split ou sem split\u201d, explicou <b>Cristiane Coelho, diretora-presidente da Fin<\/b>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Cristiane, esse \u00e9 o escopo inicial previsto para a primeira fase apresentada durante o debate.<\/p>\n<h2><b>Prepara\u00e7\u00e3o das empresas<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a <b>CACB<\/b>, a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 <b>reforma tribut\u00e1ria<\/b> deve come\u00e7ar antes da entrada em vigor das novas regras. A entidade recomenda que empresas de todos os portes avaliem antecipadamente os efeitos da transi\u00e7\u00e3o sobre contratos, cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, cadeia log\u00edstica, estrutura societ\u00e1ria e sistemas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA recomenda\u00e7\u00e3o para todo o setor produtivo \u00e9, hoje, especialmente prepara\u00e7\u00e3o. A reforma tribut\u00e1ria que muitos olharam como uma perspectiva de demora para ocorrer ou at\u00e9 uma perspectiva de posterga\u00e7\u00e3o, adiamento, hoje ela \u00e9 uma realidade\u201d, afirmou Trautman.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O alerta tamb\u00e9m se estende aos <b>pequenos neg\u00f3cios<\/b>, que podem ter menos estrutura para acompanhar as mudan\u00e7as. Segundo o vice-presidente da CACB, altera\u00e7\u00f5es em contratos, fornecedores, cadeia log\u00edstica e incentivos atingir\u00e3o as empresas independentemente do porte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO fim dos incentivos, tudo isso acaba impactando a cadeia produtiva como um todo e n\u00e3o \u00e9 diferente para o micro pequeno empreendedor, que, infelizmente, est\u00e1 muito distante ainda das mudan\u00e7as\u201d, disse.<\/p>\n<h2><b>Seguran\u00e7a na opera\u00e7\u00e3o<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do efeito sobre o <b>fluxo de caixa<\/b>, o setor produtivo aponta a necessidade de seguran\u00e7a na opera\u00e7\u00e3o do sistema. A integra\u00e7\u00e3o entre documentos fiscais, empresas, institui\u00e7\u00f5es de pagamento e administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ser\u00e1 fundamental para evitar inconsist\u00eancias que possam gerar impactos financeiros aos contribuintes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trautman, da CACB, tamb\u00e9m chamou aten\u00e7\u00e3o para a mudan\u00e7a no papel do <b>documento fiscal<\/b>. Segundo ele, a nota fiscal emitida no novo modelo ter\u00e1 uma responsabilidade maior para a empresa, que passar\u00e1 a ter de lidar com uma din\u00e2mica diferente de apura\u00e7\u00e3o e recolhimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A implementa\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica ficar\u00e1 concentrada principalmente nas institui\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis pela liquida\u00e7\u00e3o financeira das opera\u00e7\u00f5es. Para as empresas, a transi\u00e7\u00e3o exigir\u00e1 adequa\u00e7\u00f5es nos processos fiscais e financeiros, al\u00e9m de aten\u00e7\u00e3o ao impacto da nova din\u00e2mica sobre o <b>capital de giro<\/b>.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/brasil61.com\/n\/reforma-tributaria-split-payment-pode-reduzir-fluxo-financeiro-das-empresas-em-ate-28-cacb260244?email=paulonunes4@gmail.com&amp;utm_source=newsletter&amp;utm_medium=newsletter&amp;utm_campaign=newsletter\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Brasil 61<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estimativa apresentada em debate organizado pela Confedera\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Comerciais do Brasil (CACB) e pela Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo (ACSP) aponta impacto sobre capital de giro durante a transi\u00e7\u00e3o para a reforma tribut\u00e1ria. 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