{"id":130260,"date":"2026-08-04T17:49:49","date_gmt":"2026-08-04T20:49:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=130260"},"modified":"2026-08-04T17:49:49","modified_gmt":"2026-08-04T20:49:49","slug":"o-vazio-que-nos-habita-ensaio-sobre-a-dor-o-nada-e-a-perda-corpos-doceis-dores-silenciadas-a-medicalizacao-do-sofrimento-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2026\/08\/04\/o-vazio-que-nos-habita-ensaio-sobre-a-dor-o-nada-e-a-perda-corpos-doceis-dores-silenciadas-a-medicalizacao-do-sofrimento-humano\/","title":{"rendered":"O vazio que nos habita: Ensaio sobre a dor, o nada e a perda, corpos d\u00f3ceis, dores silenciadas, a medicaliza\u00e7\u00e3o do sofrimento humano"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>\u00a0\u00a0(Prof. Dirlei A Bonfim).* <\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse ensaio, se inicia, depois de um momento estanque de grande impacto, muitas reflex\u00f5es, <strong><em>sil\u00eancio, vazio, provocado pela dor, essa eterna companheira, que por vezes se esconde pelos rec\u00f4nditos labirintos do cerebelo, ou mesmo da mem\u00f3ria, dos lugares mais profundos da<\/em><\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong><em>(consci\u00eancia\/inconsci\u00eancia)<\/em><\/strong><em>\u00a0o sofrimento, que nos remete \u00e0 necessidade de buscar amparo (nas<\/em>\u00a0leituras, an\u00e1lises, pesquisas, releituras dos novos e dos cl\u00e1ssicos, <strong><em><u>dos pensadores<\/u><\/em><\/strong>, <strong><em><u>intelectuais) e suas contribui\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e valiosas, (\u00e0 compreens\u00e3o mais profunda sobre a dor humana<\/u><\/em><\/strong><strong><em>),<\/em><\/strong>\u00a0para tentar entender, a sua origem, as suas marcas profundas no universo psicanal\u00edtico, biol\u00f3gico, neural, emocional, psic\u00f3tico, corp\u00f3reo, do vazio, humano. O sofrimento, nesse cen\u00e1rio, deixa de ser um mero afeto passageiro e passa a figurar como o testemunho vivo de uma aus\u00eancia concreta. A perda de um ente querido opera uma quebra radical na continuidade da exist\u00eancia, onde o mundo familiar subitamente emudece. <strong><em><u>Segundo Sigmund Freud (1930), <\/u><\/em><\/strong><strong><em><u><i>&#8220;A vida, que nos \u00e9 imposta, \u00e9 demasiadamente pesada para n\u00f3s; traz-nos dores, decep\u00e7\u00f5es, tarefas imposs\u00edveis. Para suport\u00e1-la, n\u00e3o podemos dispensar as medidas paliativas.&#8221;<\/i><\/u><\/em><\/strong><u>\u00a0<\/u><em><u><i>&#8220;O selvagem, como o animal, \u00e9 cruel, mas n\u00e3o tem a maldade do homem civilizado.&#8221;<\/i><\/u><\/em><em>\u00a0\u2014 Entrevista a George Sylvester Viereck (<\/em><strong><em><b>1926<\/b><\/em><\/strong><em>, publicada posteriormente). <\/em><strong><em><b>Para Carl Jung (1935), <\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0o sofrimento humano n\u00e3o \u00e9 uma anomalia patol\u00f3gica a ser eliminada \u00e0s pressas, mas <\/em><strong><em><b>o motor e a mat\u00e9ria-prima do processo de individua\u00e7\u00e3o<\/b><\/em><\/strong><em>. Em sua psicologia anal\u00edtica, a dor representa a tens\u00e3o de opostos necess\u00e1ria para que a consci\u00eancia se expanda e integre os conte\u00fados ocultos da <\/em>Sombra<em>\u00a0e do inconsciente<\/em><strong><em><b>. Sentido do Sofrimento:<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><strong><em>A partir de Jung (1935), vai dizer que a dor e o sofrimento n\u00e3o s\u00e3o erros ou desvios, mas elementos centrais e necess\u00e1rios do processo de individua\u00e7\u00e3o (a busca pela totalidade do si-mesmo).<\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><strong><em><b>O Instinto e a Psique:<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0O afastamento do homem de sua base animal instintiva gera neurose. A dor ps\u00edquica surge quando ignoramos nossa &#8220;sombra&#8221; e nossa conex\u00e3o com a natureza primordial. <\/em><em><i>Ao mesmo tempo que, &#8220;N\u00e3o h\u00e1 despertar de consci\u00eancia sem dor.&#8221;<\/i><\/em><em>\u00a0\u2014 Conceito recorrente em sua obra sobre os confrontos com o inconsciente (amplamente consolidado em <\/em><em><i>A Energ\u00e9tica Ps\u00edquica<\/i><\/em><em>, <\/em><strong><em><b>1928<\/b><\/em><\/strong><em>). A diferen\u00e7a exata entre <\/em><strong><em><b>dor f\u00edsica e sofrimento mental<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0em Freud.<\/em>\u00a0<strong><b>J\u00e1 a din\u00e2mica junguiana da dor:<\/b><\/strong>\u00a0<strong><em>A<\/em><\/strong>\u00a0<strong><em>psicologia anal\u00edtica v\u00ea o sofrimento como um processo:<\/em><\/strong><strong><em><br \/>\n<\/em><\/strong><strong><em>[sintoma] \u2500\u2500&gt; [colapso da persona (crise)] \u2500\u2500&gt; [confronto com a sombra] \u2500\u2500&gt; [individua\u00e7\u00e3o]. <\/em><\/strong>Jung destacava que evitar o luto leg\u00edtimo, que \u00e9 a rea\u00e7\u00e3o natural do psiquismo para reorganizar o amor, transforma o sofrimento em sintomas psicossom\u00e1ticos destrutivos, em vez de <strong>apenas medicalizar<\/strong>\u00a0<strong><em>a dor, a abordagem cl\u00ednica visa integrar a experi\u00eancia ao processo de individua\u00e7\u00e3o. <\/em><\/strong><strong><em><b>J\u00e1 segundo o Edwin Shneidman (2010), O Conceito de <\/b><\/em><\/strong><strong><b>Psychache<\/b><\/strong><strong><em><b>\u00a0(Dor Ps\u00edquica Infinitamente Intoler\u00e1vel) <\/b><\/em><\/strong><strong><em>Shneidman foi o maior psic\u00f3logo cl\u00ednico focado na ci\u00eancia do comportamento autodestrutivo e<\/em><\/strong>\u00a0delineou por que a dor extrema gera o gatilho de escape.<strong><b>\u00a0Conceito:<\/b><\/strong>\u00a0<strong><em><u>O gatilho para a autodestrui\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o desejo biol\u00f3gico de morrer, mas a necessidade psicol\u00f3gica urgente de fugir de uma dor mental imposs\u00edvel de suportar (<\/u><\/em><\/strong><strong><u>psychache<\/u><\/strong><strong><em><u>). Se a dor diminui, o gatilho desaparece.<\/u><\/em><\/strong><strong><em><u>\u00a0<\/u><\/em><\/strong><strong><u>&#8220;A dor psicol\u00f3gica \u00e9 o componente central. O suic\u00eddio ocorre quando a dor psicog\u00eanica<\/u><\/strong><em><i>\u00a0<\/i><\/em><strong><em><i>\u00e9 considerada pelo sujeito como totalmente insuport\u00e1vel e imut\u00e1vel. \u00c9 o tormento de uma mente que n\u00e3o consegue mais encontrar repouso no existir.&#8221;<\/i><\/em><\/strong><strong><em>\u00a0Enquanto Jacques Lacan desdobra as ideias de Freud a partir da linguagem e da estrutura do inconsciente, Michel Foucault (que n\u00e3o era psicanalista, mas sim fil\u00f3sofo e historiador) segue<\/em><\/strong>\u00a0um caminho diferente. Foucault analisa como a medicina, o poder e as institui\u00e7\u00f5es moldam, controlam e d\u00e3o significado pol\u00edtico e social \u00e0s <em>dores e \u00e0s perdas humanas. <\/em><strong><em><b>Jacques Lacan: A Dor, a Perda e o &#8220;Gozo&#8221;.<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><strong><em>Para Lacan, a dor e a perda n\u00e3o s\u00e3o acidentes, mas <\/em><\/strong><strong><em><b>fundamentais para a constru\u00e7\u00e3o do sujeito humano<\/b><\/em><\/strong><em>. O ser<\/em>\u00a0humano perde o contato direto com a realidade puramente instintiva (animal) ao entrar no mundo <em>das palavras e da linguagem. <\/em><strong><em><b>O Conceito de Perda e o <\/b><\/em><\/strong><strong><em><b><i>Objeto a<\/i><\/b><\/em><\/strong><strong><em><b>:<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0Ao entrarmos na linguagem, sofremos uma perda original. Lacan chama o resto dessa perda de <\/em><strong><em><b>objeto petit a<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0(objeto a). Esse objeto \u00e9 a falta eterna que nos move a desejar. A perda, portanto, gera o pr\u00f3prio motor da nossa exist\u00eancia. <\/em><strong><em><b>A Dor e o Gozo (<\/b><\/em><\/strong><strong><em><b><i>Jouissance<\/i><\/b><\/em><\/strong><strong><em><b>):<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0Lacan distingue o prazer (que busca o equil\u00edbrio e a<\/em>\u00a0paz) do <strong><b>Gozo<\/b><\/strong>\u00a0(um excesso que cruza a linha do prazer e se torna doloroso). Sentir dor ou manter um sofrimento ps\u00edquico (como um sintoma repetitivo) \u00e9 uma forma paradoxal de o inconsciente obter uma satisfa\u00e7\u00e3o excessiva e destrutiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><b>Vai afirmar Lacan (1968), <\/b><\/em><\/strong><strong><em><i>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 outra coisa a dizer \u2014 n\u00e3o for\u00e7osamente \u00e0 dor, e sim ao desprazer, que n\u00e3o quer dizer outra coisa sen\u00e3o o gozo, descontextualizado na dor.&#8221;<\/i><\/em><\/strong><strong>.<\/strong><strong><em>\u00a0\u00a0<\/em><\/strong><em>A <\/em><strong><em>partir<\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><strong><em>de Hannah Arendt,<\/em><\/strong><em>\u00a0em homenagem prestada a Isak Dinesen (pseud\u00f4nimo da escritora dinamarquesa Segundo <\/em><strong><em>Karal\u00edtien Blixen, (1885-1962), <\/em><\/strong><strong><em><u>citou o que a romancista dissera sobre a dor: &#8220;Todas as dores podem ser suportadas se vo<\/u><\/em><\/strong><strong><em>c\u00ea as puser em uma hist\u00f3ria ou contar uma hist\u00f3ria sobre elas&#8221; (Arendt, 2010, p. 115). A dor \u00e9 constitutiva da esp\u00e9cie humana, desde a fun\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica protetora contra a automutila\u00e7\u00e3o ou mesmo pelas refer\u00eancias \u00e0 dor e ao sofrimento encontradas na cultura, arte,<\/em><\/strong>\u00a0<strong><em>religi\u00e3o.<\/em><\/strong>\u00a0A dor sempre esteve presente nas formula\u00e7\u00f5es humanistas em geral &#8211; e, em particular, na psican\u00e1lise, pela possibilidade de transforma\u00e7\u00e3o, por meio da simboliza\u00e7\u00e3o, das viv\u00eancias humanas geradoras de sofrimento, de modo a lhes dar sentido. <strong><em>Para uma compreens\u00e3o sobre o que leva o disparar de gatilhos que levam o animal racional a um processo dorido de fortes sofrimentos, desencadeando uma desumaniza\u00e7\u00e3o neural ps\u00edquica humana. Segundo o Professor <\/em><\/strong><strong><em><b>Stephen Porges (<\/b><\/em><\/strong><strong><em><b><i>Teoria Polivagal<\/i><\/b><\/em><\/strong><strong><em><b>, 2011), <\/b><\/em><\/strong>ele vai detalhar o papel do nervo vago na regula\u00e7\u00e3o emocional e nas respostas autom\u00e1ticas de luta, fuga ou imobiliza\u00e7\u00e3o diante da dor severa. <strong><em>Mostra como os gatilhos de estresse extremo desconectam o sistema de engajamento social, gerando um colapso na seguran\u00e7a neurobiol\u00f3gica do indiv\u00edduo, desencadeando os sofrimentos muitas vezes insuport\u00e1veis aos indiv\u00edduos, no processo de conex\u00f5es neurais, biol\u00f3gicas, corporais, ps\u00edquicas com o mundo externo social, fragilizando o(s) indiv\u00edduos e muitas<\/em><\/strong><strong>\u00a0vezes<\/strong>\u00a0tirando-os a capacidade de rea\u00e7\u00e3o, dado ao processo biol\u00f3gico j\u00e1 fragilizado e n\u00e3o \u00a0conseguem reagir e os pr\u00f3prios tratamentos medicamentosos disparam novos quadros e gatilhos.<strong><em>\u00a0A dor das perdas, o temor, as frustra\u00e7\u00f5es a depress\u00e3o sempre estiveram no cotidiano humano, ao longo imemorial dos tempos, essa exposi\u00e7\u00e3o \u00e4 dor e todas os males e infort\u00fanios<\/em><\/strong>\u00a0causados pela dor, como algo quase insol\u00favel. <em>Segundo <\/em><strong><em><b>Bessel van der Kolk (<\/b><\/em><\/strong><strong><em><b><i>O Corpo Guarda o Score<\/i><\/b><\/em><\/strong><strong><em><b>, 2014), <\/b><\/em><\/strong><em>explica de como o(s) trauma(s)<\/em>\u00a0cr\u00f4nico(s) e o sofrimento intenso alteram permanentemente regi\u00f5es cerebrais como a am\u00edgdala e o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal. Demonstra que a dor extrema desorganiza a capacidade de elaborar narrativas racionais, mantendo o corpo em estado constante de defesa e amea\u00e7a. Alguns dos principais autores e pensadores que abordam os impactos da dor, do trauma e do sofrimento na sa\u00fade ps\u00edquica e neural humana s\u00e3o (Bessel van der Kolk, Stephen Porges e Antonio Dam\u00e1sio). Afirmam que <strong><em>a distin\u00e7\u00e3o entre dor f\u00edsica e ps\u00edquica talvez seja um tanto artificial. Toda experi\u00eancia de dor f\u00edsica traz repercuss\u00f5es ps\u00edquicas, do mesmo modo que o sofrimento ps\u00edquico \u00e9 tamb\u00e9m acompanhado<\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><strong><em>por sensa\u00e7\u00f5es corporais<\/em><\/strong>. \u00c9 um problema complexo: dor f\u00edsica e dor mental, o que remete para uma quest\u00e3o de grande pertin\u00eancia, que \u00e9 a continuidade versus descontinuidade psiquismo-soma. <strong><em>Segundo Fleming (2003), essa foi uma das interroga\u00e7\u00f5es que perpassou todo o percurso freudiano<\/em><\/strong><em>. <\/em><strong><em>No &#8220;Projeto para uma psicologia cient\u00edfica&#8221; (1895\/1988), a dor \u00e9 tratada como entidade global; no trabalho &#8220;Inibi\u00e7\u00e3o, sintoma e ang\u00fastia&#8221; (1926\/1988) h\u00e1 uma discrimina\u00e7\u00e3o entre os conceitos de dor corporal e dor ps\u00edquica. A diferen\u00e7a \u00e9 compreendida de acordo com a natureza do investimento:<\/em><\/strong><em>\u00a0enquanto na dor f\u00edsica predomina o investimento de<\/em>\u00a0natureza narc\u00edsica, na dor mental predomina o investimento libidinal do objeto, ou seja, o hiperinvestimento deste. A autora assinala que h\u00e1 um consenso de que a dor seja simultaneamente um fen\u00f4meno ps\u00edquico e som\u00e1tico. <strong>Freud introduziu o conceito na literatura psicanal\u00edtica como &#8220;dor na alma&#8221; (Seelenschmerz) e no &#8220;Projeto&#8221; (1895\/1988) passou a distinguir dor e sofrimento, dor e desprazer, dor e ang\u00fastia, bem como a liga\u00e7\u00e3o entre dor e desamparo. Para ele, a dor primordial \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o de<\/strong>\u00a0desamparo do beb\u00ea humano. Ao abandonar o &#8220;Projeto&#8221; e a concep\u00e7\u00e3o quantitativa, Freud passou a se dedicar ao estudo da ang\u00fastia. Em &#8220;Formula\u00e7\u00f5es sobre os dois princ\u00edpios do funcionamento mental&#8221; (1911\/1988), ele se pergunta do que depende a capacidade de tolerar a frustra\u00e7\u00e3o; em &#8220;Sobre o narcisismo: uma introdu\u00e7\u00e3o&#8221; (1914\/1988), <em>apresenta o investimento na dor <\/em><strong><em>corporal; mas \u00e9 em &#8220;Luto e melancolia&#8221; (1917\/1988) que abordar\u00e1 a dor relacionada \u00e0 perda do objeto amado. Mais tarde, em &#8220;Mais al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer&#8221; (1920\/1988), Freud retoma a<\/em><\/strong><em>\u00a0concep\u00e7\u00e3o quantitativa entre dor e prazer, bem como em<\/em>\u00a0&#8220;O <strong><em>problema econ\u00f4mico do masoquismo&#8221; (1924\/1988).<\/em><\/strong>\u00a0Finalmente, em &#8220;Inibi\u00e7\u00e3o, sintoma e <strong><em><u>ang\u00fastia&#8221; (1926\/1988), traz novas concep\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas, ao diferenciar dor corporal, narc\u00edsica, da dor mental,<\/u><\/em><\/strong>\u00a0<strong><em>envolvida em uma rela\u00e7\u00e3o de objeto. Para Fleming (2003), apesar de nesse trabalho Freud ter se<\/em><\/strong><em>\u00a0indagado sobre as situa\u00e7\u00f5es em que a separa\u00e7\u00e3o do objeto produz<\/em>\u00a0ang\u00fastia, <strong><u>luto ou dor, o tema ainda n\u00e3o foi suficientemente abordado nas conceitua\u00e7\u00f5es psicanal\u00edticas.<\/u><\/strong><strong>\u00a0<\/strong>Ainda voltando \u00e0 uma an\u00e1lise de Foucault sobre a morte por desespero: <strong><em><u><b>A Geometria do Vazio e do Sil\u00eancio: <\/b><\/u><\/em><\/strong><strong><em><u>A dor do luto n\u00e3o ocupa espa\u00e7o; ela cria um espa\u00e7o vazio. Quando o v\u00ednculo biogr\u00e1fico com o outro \u00e9 cortado pela morte, o psiquismo depara-se com uma<\/u><\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><strong><em><u>paisagem devastada.<\/u><\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><strong><em>As palavras comuns perdem a utilidade. O sil\u00eancio que se instala n\u00e3o \u00e9 a aus\u00eancia de som, mas a densidade de uma pergunta que n\u00e3o obter\u00e1 mais resposta. <\/em><\/strong><strong><em><u><b>O Estanque do Tempo:<\/b><\/u><\/em><\/strong><strong><em>\u00a0O trauma da<\/em><\/strong><em>\u00a0perda suspende a linearidade cronol\u00f3gica. O sujeito enlutado habita um presente perene, onde o futuro foi cancelado e o passado se recusa a passar.<\/em><strong><em><b>\u00a0<\/b><\/em><\/strong><strong><em><b>A Consci\u00eancia e o Inconsciente:<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0Na superf\u00edcie consciente, busca-se racionalizar e organizar o cotidiano. No entanto, nos labirintos da<\/em><em>\u00a0inconsci\u00eancia, a perda ecoa atrav\u00e9s de sonhos, repeti\u00e7\u00f5es e lapsos, lembrando que a fratura <\/em><strong><em><u>permanece ativa.<\/u><\/em><\/strong><strong><em><u>As mortes por desespero decorrem da eros\u00e3o institucional e econ\u00f4mica que alimenta a depress\u00e3o e o suic\u00eddio juvenil global.<\/u><\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Os principais pensadores do tema s\u00e3o os economistas Anne Case e Angus <\/em><strong><em>Deaton, al\u00e9m de te\u00f3ricos da biopol\u00edtica inspirados em Michel Foucault.(1975\/1976). <\/em><\/strong><em>Na perspectiva foucaultiana, o sofrimento social decorrente da precariza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u00e9 transmutado em patologia individual gerida por saberes m\u00e9dicos. Em sua obra <\/em><em><i>Vigiar e Punir<\/i><\/em><em>\u00a0(Editora Vozes, <\/em><strong><em><b>1975<\/b><\/em><\/strong><em>), <\/em><strong><em><b>Michel Foucault<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0cunhou o conceito de <\/em><strong><em><b>corpos d\u00f3ceis<\/b><\/em><\/strong><em>, adaptados \u00e0 utilidade econ\u00f4mica. Complementarmente, em <\/em><em><i>Microf\u00edsica do Poder<\/i><\/em><em>\u00a0(Edi\u00e7\u00f5es Graal, <\/em><strong><em><b>1979<\/b><\/em><\/strong><em>), ele examinou o <\/em><strong><em><b>biopoder<\/b><\/em><\/strong><em>. <\/em><strong><em><i>&#8220;O homem, durante mil\u00eanios, permaneceu o que era para Arist\u00f3teles: um animal vivo e capaz, al\u00e9m disso, de exist\u00eancia pol\u00edtica; o homem moderno \u00e9 um animal na cuja pol\u00edtica est\u00e1 em quest\u00e3o a sua vida de ser vivo.&#8221;<\/i><\/em><\/strong><strong><em>\u00a0\u2014 <\/em><\/strong><strong><em><b>Michel Foucault<\/b><\/em><\/strong><strong><em>\u00a0(<\/em><\/strong><strong><em><i>Hist\u00f3ria da Sexualidade I: A Vontade de Saber<\/i><\/em><\/strong><strong><em>, <\/em><\/strong><strong><em><b>1976<\/b><\/em><\/strong><strong><em>). A extens\u00e3o<\/em><\/strong><em>\u00a0desses conceitos para a <\/em><strong><em><b>medicaliza\u00e7\u00e3o do sofrimento humano<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0\u2014 o processo em que dores sociais, o luto, o vazio existencial e a falta de perspectiva econ\u00f4mica viram dist\u00farbios psiqui\u00e1tricos controlados por f\u00e1rmacos \u2014 \u00e9 debatida por comentadores contempor\u00e2neos da arqueologia de Foucault. A perspectiva da <\/em><strong><em><b>Arqueologia de Foucault<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0e dos pensadores da <\/em><strong><em><b>&#8220;ordem foucaultiana&#8221;<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0(ou p\u00f3s-foucaultianos) oferece uma lente poderosa para entender a morte prematura e o suic\u00eddio de jovens hoje. Para a Arqueologia fustigante de Foucault, os fen\u00f4menos mentais e comportamentais n\u00e3o s\u00e3o &#8220;naturais&#8221;: eles s\u00e3o produzidos por <\/em><strong><em><b>forma\u00e7\u00f5es discursivas<\/b><\/em><\/strong><em>, regras hist\u00f3ricas e saberes institucionais que definem o que \u00e9 ser um sujeito &#8220;normal&#8221; ou um &#8220;fracasso&#8221;. Na contemporaneidade, os pensadores que d\u00e3o continuidade a esse m\u00e9todo analisam como a <\/em><strong><em><b>racionalidade neoliberal<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0molda a subjetividade dos jovens, transformando-os em &#8220;empres\u00e1rios de si mesmos&#8221;. Quando esses jovens falham em alcan\u00e7ar o sucesso econ\u00f4mico e social em um mundo precarizado, as pr\u00f3prias ferramentas de governabilidade transformam esse fracasso em depress\u00e3o, automutila\u00e7\u00e3o e, no limite, em <\/em><strong><em><b>morte prematura<\/b><\/em><\/strong><em>.<\/em>\u00a0<strong><em>Segundo McDougall (1991) afirma que &#8220;na posi\u00e7\u00e3o de analistas, \u00e9 a dor e o mal-estar<\/em><\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong><em>ps\u00edquico que<\/em><\/strong><em>\u00a0constituem a dimens\u00e3o fundamental do nosso campo de observa\u00e7\u00e3o e de explora\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0<em>cotidiana&#8221; <\/em><strong><em>(McDougall, 1991, p. 152). De fato, a dor \u00e9 o que leva uma pessoa \u00e0 procura de<\/em><\/strong><strong>\u00a0an\u00e1lise e &#8211; pela<\/strong>\u00a0impossibilidade de suport\u00e1-la &#8211; promove a forma\u00e7\u00e3o de sintomas. <strong><em>O conceito de dor mental tem adquirido maior import\u00e2ncia na teoria e na cl\u00ednica psicanal\u00edtica,<\/em><\/strong>\u00a0<strong><em>principalmente em raz\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o de Bion (1963), que considera a dor ps\u00edquica um dos elementos de psican\u00e1lise e pressup\u00f5e ser a capacidade de contin\u00eancia e toler\u00e2ncia \u00e0 dor um<\/em><\/strong>\u00a0dos pilares do desenvolvimento do indiv\u00edduo. <strong>Quanto \u00e0 diferen\u00e7a entre dor e sofrimento, ambos dizem respeito a experi\u00eancias afetivas. Segundo Fleming (2003) assinala que &#8220;etimologicamente, sofrer se refere \u00e0 capacidade de suportar, tolerar<\/strong>\u00a0e conter no espa\u00e7o ps\u00edquico da experi\u00eancia, enquanto a dor, proveniente de um verbo intransitivo, n\u00e3o contempla a toler\u00e2ncia e transborda da \u00e1rea ps\u00edquica&#8221; <strong><em>(Fleming, 2003, p. 37).<\/em><\/strong>\u00a0<strong><em>Algumas discuss\u00f5es te\u00f3ricas cient\u00edficas para compreens\u00e3o dos sofrimentos causados pela(s) dor(es).<\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><strong><em>V\u00e1rias s\u00e3o as concep\u00e7\u00f5es que abordam a rela\u00e7\u00e3o entre as emo\u00e7\u00f5es e o corpo. <\/em><\/strong>\u00a0<strong><em>Para McDougall (1991), as manifesta\u00e7\u00f5es corporais s\u00e3o express\u00f5es corriqueiras tanto de conflitos internos quanto<\/em><\/strong><em>\u00a0de<\/em>\u00a0acontecimentos externos da vida cotidiana. Assinala essa autora que a resposta a situa\u00e7\u00f5es <em>estressantes envolver\u00e1 aspectos variados de organiza\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o <\/em><strong><em>da personalidade. A doen\u00e7a surgir\u00e1 quando as condi\u00e7\u00f5es internas para enfrentar e manejar<\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><strong><em>frustra\u00e7\u00e3o e tens\u00e3o forem insuficientes. McDougall (1994) compreende o fen\u00f4meno da somatiza\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><em>\u00a0como um<\/em>\u00a0mecanismo mental de defesa. Usa o termo &#8220;potencialidade psicossom\u00e1tica&#8221;, ou seja, qualquer indiv\u00edduo, neur\u00f3tico ou psic\u00f3tico, pode somatizar se um limiar de conflito ou de dor ps\u00edquica for ultrapassado. Os pacientes somatizadores muitas vezes &#8220;n\u00e3o t\u00eam palavras para dar nome a seus estados afetivos ou n\u00e3o conseguem distinguir um estado afetivo do outro&#8221; (McDougall, 1991, p. 26). <strong><em>A esse fen\u00f4meno, Nemiah e Sifneos (1970) denominam alexitimia, incapacidade para descrever com palavras os sentimentos, dadas as dificuldades para localizar sensa\u00e7\u00f5es corporais,<\/em><\/strong>\u00a0diferenciar os afetos e integrar fantasia e experi\u00eancia afetiva. <strong><em>Segundo Marty (1994) introduz a no\u00e7\u00e3o de pensamento operat\u00f3rio como subjacente ao fen\u00f4meno e \u00e0 queixa som\u00e1tica recorrente de pacientes &#8220;psicossom\u00e1ticos&#8221;, conceito que enfatiza pobreza da vida<\/em><\/strong><em>\u00a0imaginativa e da afetividade, e presen\u00e7a de bloqueios na capacidade de <\/em>representar ou elaborar as demandas pulsionais que o corpo dirige \u00e0 mente. Quando falham as possibilidades de sonhar, fantasiar, pensar, restam ao indiv\u00edduo a via org\u00e2nica e a a\u00e7\u00e3o como descarga da excita\u00e7\u00e3o que n\u00e3o pode ser elaborada psiquicamente. O autor usa a express\u00e3o &#8220;falha no processo de mentaliza\u00e7\u00e3o&#8221; <strong><em>como impossibilidade das representa\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas &#8211; fantasias, sonhos, associa\u00e7\u00f5es de ideias &#8211; base da vida ps\u00edquica, j\u00e1 que permitem o pensar, o elaborar, o refletir. <\/em><\/strong><strong>Segundo a <\/strong><strong><em>teoria de Bion (1962), \u00e9 fun\u00e7\u00e3o do pensamento transformar as experi\u00eancias, emocionais e sensoriais de um estado bruto em uma forma mais elaborada e simbolizada. <\/em><\/strong><em>Essa<\/em>\u00a0transforma\u00e7\u00e3o dos aspectos desprovidos de significado em algo que possa ser utilizado para pensar, discriminar, avaliar e decidir \u00e9 designada como fun\u00e7\u00e3o \u03b1. Os dados sensoriais e as emo\u00e7\u00f5es em estado bruto s\u00e3o denominados elementos. Se as experi\u00eancias emocionais n\u00e3o s\u00e3o transformadas pela fun\u00e7\u00e3o \u03b1, acumulam-se sob forma de est\u00edmulos que tendem a perturbar o aparelho mental e devem por isso ser eliminados. E n\u00e3o deveriam em tese, se transformarem em quadros de sofrimentos normais e ou agudos demais. Essa elimina\u00e7\u00e3o pode ocorrer por v\u00e1rias vias, por exemplo, pelas alucina\u00e7\u00f5es ou pelas perturba\u00e7\u00f5es psicossom\u00e1ticas. Ainda, <strong><em><u>segundo Bion (1963), prop\u00f5e que a doen\u00e7a psicossom\u00e1tica encontra-se fora da \u00e1rea da fun\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica e desprovida de significado, e se relaciona ao fracasso das representa\u00e7\u00f5es da vida <\/u><\/em><\/strong><em><u>emocional, dada a impossibilidade de transforma\u00e7\u00e3o por meio da fun\u00e7\u00e3o. <\/u><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><u>Algumas Considera\u00e7\u00f5es finais, longe da Conclus\u00e3o\u00a0: Com rela\u00e7\u00e3o aos estudos e pesquisas apresentadas<\/u><\/em><\/strong>\u00a0demonstram um modo de funcionar pela descarga por uma capacidade de simboliza\u00e7\u00e3o, podemos perceber que \u00e9 um processo longo e constru\u00eddo de modo artesanal. \u00c9 poss\u00edvel caminhar da dor <em>f\u00edsica \u00e0 dor ps\u00edquica? <\/em><strong><em>Procuramos na literatura algumas hip\u00f3teses que pudessem ajudar a pensar essas caracter\u00edsticas<\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><strong><em>observadas por v\u00e1rios Pensadores, Fil\u00f3sofos, Psicanalistas, como o Valenstein (1973) refere-se ao apego \u00e0 dor como uma dificuldade<\/em><\/strong><em>\u00a0para processar as<\/em>\u00a0mudan\u00e7as ps\u00edquicas. Os afetos de qualidade dolorosa referem-se a eventos ocorridos precocemente na vida desses pacientes, provavelmente durante o primeiro ano de vida. <strong><em><u><b>Outras considera\u00e7\u00f5es quase finais: cartografando linhas de for\u00e7a, asfixia e resist\u00eancia:<\/b><\/u><\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em>Aproximar-se do fen\u00f4meno das mortes por desespero e do suic\u00eddio juvenil contempor\u00e2neo por meio do m\u00e9todo da cartografia exige, antes de tudo, recusar a ilus\u00e3o de uma conclus\u00e3o fechada ou de um <strong><em>diagn\u00f3stico definitivo. <\/em><\/strong><strong><em><u>Como nos ensina a esteira p\u00f3s-foucaultiana, cartografar n\u00e3o \u00e9 fotografar uma realidade est\u00e1tica, mas acompanhar um processo em pleno movimento: o embate cont\u00ednuo entre as for\u00e7as de assujeitamento do capitalismo tardio e os fluxos de vida que resistem nos corpos dos jovens.<\/u><\/em><\/strong>\u00a0Ao mapear a paisagem psicopol\u00edtica atual, esta pesquisa n\u00e3o encontrou um &#8220;vazio individual abstrato&#8221; ou um mero defeito neuroqu\u00edmico isolado nos c\u00e9rebros juvenis. O que se desenhou nesta cartografia foi uma intrincada <strong><b>linha de segmentaridade dura<\/b><\/strong>, onde o mercado, a racionalidade neoliberal e os saberes psiqui\u00e1tricos normatizadores operam em cons\u00f3rcio. Os jovens que hoje recorrem ao ato tr\u00e1gico do suic\u00eddio sofrem os efeitos diretos de um territ\u00f3rio existencial asfixiante, delimitado por tr\u00eas grandes blocos de for\u00e7as <em>cartografados ao longo deste estudo: <\/em><strong><em><b>A Captura da Subjetividade como Capital:<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0As linhas de <\/em><strong><em>for\u00e7a da governamentalidade neoliberal (Foucault, 2008) incitam o jovem a cartografar a si mesmo<\/em><\/strong>\u00a0exclusivamente como um &#8220;empres\u00e1rio de si&#8221;. Sob o imp\u00e9rio do desempenho e da visibilidade algor\u00edtmica, o horizonte do futuro foi privatizado; a falta de inser\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social deixa de ser vista como uma falha do sistema para ser internalizada como uma vergonha \u00edntima e incur\u00e1vel. <strong><b>A Malha da Medicaliza\u00e7\u00e3o e do Silenciamento:<\/b><\/strong>\u00a0Diante do colapso ps\u00edquico gerado por essa hipercompetitividade, os dispositivos biopol\u00edticos e os saberes &#8220;psi&#8221; contempor\u00e2neos (Rose, 2018) atuam anestesiando os sintom<strong><em><u>as. Em vez de se escutar a dor como um sintoma pol\u00edtico de uma \u00e9poca adoecida, o sofrimento \u00e9 despolitizado e enclausurado em diagn\u00f3sticos cl\u00ednicos. Os corpos d\u00f3ceis s\u00e3o dopados para que continuem funcionando, ocultando a precariza\u00e7\u00e3o estrutural sob o manto da patologia individual. <\/u><\/em><\/strong><strong><b>A Necropol\u00edtica da Obsolesc\u00eancia:<\/b><\/strong>\u00a0Para al\u00e9m da regula\u00e7\u00e3o da vida, a cartografia do desespero juvenil revelou a atua\u00e7\u00e3o de for\u00e7as necropol\u00edticas (Mbembe, 2018). Em um cen\u00e1rio de uberiza\u00e7\u00e3o e desmantelamento de garantias sociais, vastas parcelas da juventude enfrentam uma &#8220;morte social&#8221; programada. A aus\u00eancia de perspectivas econ\u00f4micas reais atua como um vetor que empurra esses corpos para zonas de descarte, transformando o suic\u00eddio em uma resposta extrema e desesperada diante de uma vida reduzida \u00e0 obsolesc\u00eancia. <strong><em><u>Portanto, longe de encerrar esta discuss\u00e3o, estas considera\u00e7\u00f5es, permeadas do exerc\u00edcio da Cartografia, servem como um <\/u><\/em><\/strong><strong><em><u><b>mapa de alertas e urg\u00eancias<\/b><\/u><\/em><\/strong><strong><em><u>. O aumento alarmante das mortes por desespero entre os jovens denuncia o esgotamento dos modos de vida propostos pela nossa atual <\/u><\/em><\/strong><strong><em><u><i>episteme<\/i><\/u><\/em><\/strong><strong><em><u>.<\/u><\/em><\/strong>\u00a0Se a dor e o nada habitam a juventude, \u00e9 porque o tecido social comunit\u00e1rio foi intencionalmente desfeito para dar lugar ao isolamento mercantil.<em>\u00a0<\/em><strong><em>Cartografar este cen\u00e1rio de dor silenciosa n\u00e3o \u00e9 um exerc\u00edcio de resigna\u00e7\u00e3o, mas um ato de convoca\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Ao dar visibilidade \u00e0s engrenagens discursivas que produzem o desespero, esta pesquisa busca fissurar o realismo capitalista.<\/em><\/strong>\u00a0O desafio que permanece aberto para investiga\u00e7\u00f5es futuras \u2014 e para as pr\u00e1ticas cl\u00ednicas e sociais \u2014 n\u00e3o \u00e9 o de criar novas formas de adestramento ou f\u00e1rmacos mais eficientes, mas sim o de tecer novas redes de solidariedade e acolhimento coletivo. \u00c9 preciso abrir <strong><b>linhas de fuga<\/b><\/strong>\u00a0que permitam aos jovens reapropriarem-se de seus futuros, inventando modos de exist\u00eancia onde o valor da vida jamais seja mensurado pela sua utilidade econ\u00f4mica. Assinala o autor que se os afetos &#8211; sobretudo aqueles mais primitivos, associados com as experi\u00eancias do self &#8211; tomam, predominantemente, uma dire\u00e7\u00e3o da dor, ent\u00e3o um padr\u00e3o \u00e9 estabelecido, no qual afetos dolorosos marcam as primeiras rela\u00e7\u00f5es e, provavelmente, mais tarde, as representa\u00e7\u00f5es de objeto e as <strong><em>representa\u00e7\u00f5es de si mesmo. Esses aspectos formam-se mais em bases afetivas do que cognitivas &#8211; o que<\/em><\/strong>\u00a0tamb\u00e9m contribui para que as mudan\u00e7as sejam mais lentas. Nesse sentido, \u00e9 poss\u00edvel que haja o apego \u00e0 dor, porque as experi\u00eancias associadas representam o self e os primeiros objetos. <strong><em><u>Desistir desses afetos \u00e9 como ter que renunciar a uma parte de si mesmo. Para Costa (2008), as car\u00eancias de um v\u00ednculo emp\u00e1tico na primeira<\/u><\/em><\/strong><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong><em><u>inf\u00e2ncia &#8211; que permita o desenvolvimento da subjetividade e da atividade fantasm\u00e1tica &#8211; t\u00eam<\/u><\/em><\/strong><strong><u>\u00a0como<\/u><\/strong>\u00a0uma de suas consequ\u00eancias cl\u00ednicas a manifesta\u00e7\u00e3o de patologias nas quais um narcisismo, com atividades mentais empobrecidas, \u00e9 acompanhado de uma tend\u00eancia a somatiza\u00e7\u00f5es. <strong>Costa <\/strong><strong><em>aborda pacientes com queixas corporais, bem como outros, regredidos, no contexto da &#8220;cl\u00ednica do desvalimento<\/em><\/strong>&#8220;. \u00a0Mostra ele a necessidade de um novo paradigma capaz de ampliar a psican\u00e1lise para uma mente primitiva, carente de instru\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas e de subjetividade. Conforme outros j\u00e1 assinalaram, ressalta esse autor que todas as pessoas apresentam pontos de vulnerabilidade em seu desenvolvimento arcaico e, em momentos de maior exig\u00eancia, podem regredir e apresentar uma patologia do desvalimento. Tais pacientes apresentam uma forte tend\u00eancia a desenvolver <strong><em><u>sintomas som\u00e1ticos, que costumam ser subestimados e podem lev\u00e1-los \u00e0 morte.<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com rela\u00e7\u00e3o ao modo como os pacientes se relacionam com seus afetos, o autor recomenda que<\/strong>\u00a0o trabalho deva ter como meta a constru\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias n\u00e3o sentidas, para que sejam significadas na rela\u00e7\u00e3o anal\u00edtica. A atitude do analista deve ser facilitadora, reanimadora, explicativa, discriminativa e inter-relacionada. Para que esse tratamento seja bem-sucedido, afirma <strong>Costa (2008), deve ser necess\u00e1ria uma permanente e ativa vitalidade do analista, sem<\/strong>\u00a0comprometimento da neutralidade. <strong>Muitas vezes, temos percebido o empenho dos terapeutas em mostrar novas possibilidades aos<\/strong>\u00a0pacientes; outras vezes, os terapeutas negam lados mais perturbados do funcionamento ps\u00edquico dos pacientes, presos ao desejo de mudan\u00e7a e de evolu\u00e7\u00e3o, o que nem sempre acontece.<strong><em>\u00a0Quanto \u00e0 possibilidade do trabalho psicanal\u00edtico com essas pacientes, \u00e9 preciso pensar na<\/em><\/strong><em>\u00a0contratransfer\u00eancia, que se refere ao pr\u00f3prio psicanalista e a seu sofrimento, sua toler\u00e2ncia \u00e0 dor <\/em><strong><em>mental. Para Bion, a possibilidade de &#8220;psicanalisar&#8221; depende da condi\u00e7\u00e3o do analista de suportar a dor mental. Ainda a partir de Fleming (2003), mostra a import\u00e2ncia de que \u201co analista possa reconhecer sua pr\u00f3pria dor ps\u00edquica e revela que muitos analistas t\u00eam se dedicado a falar sobre sua pr\u00f3pria dor mental\u201d.<\/em><\/strong><em>\u00a0Considera ele que a possibilidade da mente do analista acolher, sentir a dor mental suscitada \u00e9 que torna poss\u00edvel o reconhecimento e a elabora\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es contra transfer\u00eanciais, sem o perigo <\/em><strong><em>da a\u00e7\u00e3o ou da paralisia. Horn (2008) tamb\u00e9m considera o trabalho da contratransfer\u00eancia<\/em><\/strong><em>\u00a0fundamental nos pacientes psicossom\u00e1ticos. Assinala que esses pacientes &#8220;in\u00fameras vezes t\u00eam necessidade de que seja feito um trabalho preliminar, no sentido de criar condi\u00e7\u00f5es que lhes permitir\u00e3o alguns v\u00ednculos, com a esperan\u00e7a de que um trabalho anal\u00edtico possa acontecer <\/em><strong><em>posteriormente&#8221; (Horn, 2008, p. 56). Segundo Milheiro (1996) enfatiza que a transforma\u00e7\u00e3o da dor f\u00edsica em dor moral, e desta em sofrimento<\/em><\/strong><em>\u00a0(ansiedade), pode ocorrer se a dor f\u00edsica for contida em uma rela\u00e7\u00e3o com o outro, objeto externo (m\u00e3e) ou objeto interno, protetor e suficientemente bom.<\/em><em>\u00a0<\/em><strong><em>A dor mental ou f\u00edsica \u00e9 um fen\u00f4meno-limite entre corpo e mente, em um complexo de emo\u00e7\u00f5es e<\/em><\/strong><em>\u00a0sensa\u00e7\u00f5es de ansiedade, afli\u00e7\u00e3o, desamparo, para os quais a pessoa n\u00e3o encontra palavras ou representa\u00e7\u00f5es, e que pode posteriormente ser contido na situa\u00e7\u00e3o terap\u00eautica. A rela\u00e7\u00e3o terap\u00eautica ocorre com um terapeuta dispon\u00edvel, que n\u00e3o vai julgar nem retaliar, e nem se <\/em><strong><em><u>deixar destruir pela destrutividade do paciente (Fleming, 2003). Segundo essa autora, a retomada aos lugares da dor mental \u00e9 um longo processo, em que o analista procura acompanhar de perto o<\/u><\/em><\/strong>\u00a0paciente, para aumentar seu grau de toler\u00e2ncia \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o, relacionar emo\u00e7\u00f5es e pensamentos e reconstruir ou mesmo construir as hist\u00f3rias pessoais, a identidade e a capacidade de resson\u00e2ncia emocional. <strong>O atendimento dessas pacientes tem mostrado que \u00e9 poss\u00edvel contribuir para a constru\u00e7\u00e3o de uma<\/strong>\u00a0mente capaz de conter emo\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias intensas, que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o puderam ser representadas, significadas e simbolizadas. Por outro lado, o desenvolvimento dessa condi\u00e7\u00e3o ps\u00edquica \u00e9 lento, artesanal, n\u00e3o linear e com diversos obst\u00e1culos em seu percurso. <strong><em>De qualquer forma, a possibilidade para os pacientes de ter um encontro humano, com uma escuta privilegiada, que os acolha em sua ang\u00fastia, solid\u00e3o e desamparo ps\u00edquico, representa uma chance de atingir uma condi\u00e7\u00e3o de vida mental que v\u00e1 mais al\u00e9m da pura sobreviv\u00eancia e d\u00ea sentido \u00e0 exist\u00eancia.<\/em><\/strong>\u00a0Para os membros da equipe, \u00e9 uma oportunidade de amplia\u00e7\u00e3o do contato humano com outras realidades, da percep\u00e7\u00e3o al\u00e9m da cl\u00ednica mais tradicional, constituindo um desafio, no sentido de se aventurar por terras brutas, mas f\u00e9rteis. Portanto, continuaremos em nossa caminhada na dire\u00e7\u00e3o das poss\u00edveis transforma\u00e7\u00f5es da dor em crescimento. <strong><em><b>Ainda que comunguemos com algum vazio que nos habita<\/b><\/em><\/strong><strong><em>\u00a0e sempre nos remeter\u00e1 a novos ensaios sobre a dor, o nada e a perda, <\/em><\/strong><strong><em><b>corpos d\u00f3ceis, dores silenciadas<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><strong><em>e<\/em><\/strong><strong><em>\u00a0a medicaliza\u00e7\u00e3o dos sofrimentos humanos.<\/em><\/strong><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><strong><em>Nos vel\u00f3rios e nos ritos de passagem de quem se antecipou, o sil\u00eancio que se instala n\u00e3o \u00e9 o vazio da aus\u00eancia pura, mas a densidade das perguntas sem respostas e o eco de uma dor que a nossa sociedade \u2014 acelerada, produtivista e anestesiada pelo discurso da felicidade compuls\u00f3ria \u2014 recusa-se a escutar e acolher. Cartografar o &#8220;vazio que nos habita&#8221; n\u00e3o \u00e9 um ato de desespero ou<\/em><\/strong><em>\u00a0resigna\u00e7\u00e3o, mas sim uma <\/em><strong><em><b>convoca\u00e7\u00e3o \u00e9tica e pol\u00edtica<\/b><\/em><\/strong><em>. O texto nos convoca a desacelerar, a resgatar a capacidade de simbolizar nossas perdas, a reabilitar a escuta cl\u00ednica e humana, e a criar frestas de resist\u00eancia e solidariedade contra uma \u00e9poca que tenta transformar a dor da exist\u00eancia em descarte ou mercadoria.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Algumas Refer\u00eancias: \u00a0\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>ARENDT, Hannah. <\/em><strong><em><b>Homens em tempos sombrios<\/b><\/em><\/strong><em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Denise Bottmann. S\u00e3o Paulo: Companhia de Bolso, 2010. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>BION, Wilfred R. <\/em><strong><em><b>Learning from Experience<\/b><\/em><\/strong><em>. London: Heinemann, 1962. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0BION, Wilfred R. <\/em><strong><em><b>Elements of Psycho-Analysis<\/b><\/em><\/strong><em>. London: Heinemann, 1963. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0CASE, Anne; DEATON, Angus. <\/em><strong><em><b>Deaths of Despair and the Future of Capitalism<\/b><\/em><\/strong><em>. Princeton: Princeton University Press, 2020. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0COSTA, Gerson Pinto. <\/em><strong><em>Psicopatologia psicanal\u00edtica contempor\u00e2nea: cl\u00ednica do desvalimento<\/em><\/strong><em>. <\/em><strong><em><b>Revista Brasileira de Psican\u00e1lise<\/b><\/em><\/strong><em>, v. 42, n. 2, p. 89-101, 2008. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0DAM\u00c1SIO, Antonio R. <\/em><strong><em><b>O erro de Descartes: emo\u00e7\u00e3o, raz\u00e3o e o c\u00e9rebro humano<\/b><\/em><\/strong><em>. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1996. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0FLEMING, M\u00e1rcia. <\/em><strong><em><b>Dor sem nome: pensar o sofrimento<\/b><\/em><\/strong><em>. Porto<\/em><em>: Edi\u00e7\u00f5es Afrontamento, 2003.<\/em><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><em>FOUCAULT, Michel. <\/em><strong><em><b>Vigiar e punir: nascimento da pris\u00e3o<\/b><\/em><\/strong><em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Raquel Ramalhete. Petr\u00f3polis: Vozes, 1975.<\/em><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><em>FOUCAULT, Michel. <\/em><strong><em><b>Hist\u00f3ria da sexualidade I:<\/b><\/em><\/strong><strong><em><b>\u00a0A vontade de saber<\/b><\/em><\/strong><em>. Rio de Janeiro: Graal, 1977 [1976]. FOUCAULT, Michel. <\/em><strong><em><b>Microf\u00edsica do poder<\/b><\/em><\/strong><em>. Organiza\u00e7\u00e3o e tradu\u00e7\u00e3o de Roberto Machado. Rio de Janeiro: Edi\u00e7\u00f5es Graal, 1979. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0FOUCAULT, Michel. <\/em><strong><em><b>Em defesa da sociedade: curso no Coll\u00e8ge de France (1975-1976)<\/b><\/em><\/strong><em>. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1999. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0FOUCAULT, Michel. <\/em><strong><em><b>Nascimento da biopol\u00edtica: curso no Coll\u00e8ge de France (1978-1979)<\/b><\/em><\/strong><em>. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2008. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0FREUD, Sigmund; BREUER, Josef. Sobre o mecanismo ps\u00edquico dos fen\u00f4menos hist\u00e9ricos: comunica\u00e7\u00e3o preliminar (1893). <\/em><em><i>In<\/i><\/em><em>: <\/em><strong><em><b>Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud<\/b><\/em><\/strong><em>. Vol. 2. Rio de Janeiro: Imago, 1988. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0FREUD, Sigmund. Projeto para uma psicologia cient\u00edfica (1895). <\/em><em><i>In<\/i><\/em><em>: <\/em><strong><em><b>Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud<\/b><\/em><\/strong><em>. Vol. 1. Rio de Janeiro: Imago, 1988. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0FREUD, Sigmund. Formula\u00e7\u00f5es sobre os dois princ\u00edpios do funcionamento mental (1911). <\/em><em><i>In<\/i><\/em><em>: <\/em><strong><em><b>Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud<\/b><\/em><\/strong><em>. Vol. 12. Rio de Janeiro: Imago, 1988. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0FREUD, Sigmund. Sobre o narcisismo: uma introdu\u00e7\u00e3o (1914). <\/em><em><i>In<\/i><\/em><em>: <\/em><strong><em><b>Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud<\/b><\/em><\/strong><em>. Vol. 14. Rio de Janeiro: Imago, 1988. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0FREUD, Sigmund. Luto e melancolia (1917). <\/em><em><i>In<\/i><\/em><em>: <\/em><strong><em><b>Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud<\/b><\/em><\/strong><em>. Vol. 14. Rio de Janeiro: Imago, 1988. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0FREUD, Sigmund. Al\u00e9m do princ\u00edpio de prazer (1920). <\/em><em><i>In<\/i><\/em><em>: <\/em><strong><em><b>Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud<\/b><\/em><\/strong><em>. Vol. 18. Rio de Janeiro: Imago, 1988. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0FREUD, Sigmund. O problema econ\u00f4mico do masoquismo (1924). <\/em><em><i>In<\/i><\/em><em>: <\/em><strong><em><b>Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud<\/b><\/em><\/strong><em>. Vol. 19. Rio de Janeiro: Imago, 1988. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0FREUD, Sigmund. Inibi\u00e7\u00e3o, sintoma e ang\u00fastia (1926). <\/em><em><i>In<\/i><\/em><em>: <\/em><strong><em><b>Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud<\/b><\/em><\/strong><em>. Vol. 20. Rio de Janeiro: Imago, 1988. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0FREUD, Sigmund. O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o (1930). <\/em><em><i>In<\/i><\/em><em>: <\/em><strong><em><b>Edi\u00e7\u00e3o Standard Brasileira das Obras Psicol\u00f3gicas Completas de Sigmund Freud<\/b><\/em><\/strong><em>. Vol. 21. Rio de Janeiro: Imago, 1988. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0HORN, A. Constru\u00e7\u00f5es em psicossom\u00e1tica psicanal\u00edtica. <\/em><strong><em><b>Revista Brasileira de Psican\u00e1lise<\/b><\/em><\/strong><em>, v. 42, n. 3, p. 55-64, 2008. JUNG, Carl Gustav. <\/em><strong><em><b>A energ\u00e9tica ps\u00edquica<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0(1928). Petr\u00f3polis: Vozes, 2013 (Obras Completas de C. G. Jung, Vol. 8\/1). \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0JUNG, Carl Gustav. <\/em><strong><em><b>Tavistock Lectures<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0(1935). <\/em><em><i>In<\/i><\/em><em>: <\/em><strong><em><b>Sobre a Psicologia da Anal\u00edtica<\/b><\/em><\/strong><em>. Petr\u00f3polis: Vozes, 2011 (Obras Completas de C. G. Jung, Vol. 18\/1). \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0LACAN, Jacques. <\/em><strong><em><b>O Semin\u00e1rio, livro 14: A l\u00f3gica do fantasma<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0(1966-1967). Li\u00e7\u00e3o de 19 de junho de 1968. In\u00e9dito em portugu\u00eas (Circula\u00e7\u00e3o interna da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise). \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0LACAN, Jacques. <\/em><strong><em><b>O Semin\u00e1rio, livro 17: O avesso da psican\u00e1lise (1969-1970)<\/b><\/em><\/strong><em>. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1992. MARTY, Pierre; M&#8217;UZAN, Michel de. O pensamento operat\u00f3rio. <\/em><strong><em><b>Revista Brasileira de Psican\u00e1lise<\/b><\/em><\/strong><em>, v. 28, n. 1, p. 165-174, 1994. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0MBEMBE, Achille. <\/em><strong><em><b>Necropol\u00edtica<\/b><\/em><\/strong><em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Renata Santini. S\u00e3o Paulo: N-1 edi\u00e7\u00f5es, 2018. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0MCDOUGALL, Joyce. <\/em><strong><em><b>Teatros do corpo: o psicossoma em psican\u00e1lise<\/b><\/em><\/strong><em>. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1991. MCDOUGALL, Joyce. Corpo e linguagem: Da linguagem do soma \u00e0s palavras da mente. <\/em><strong><em><b>Revista Brasileira de Psican\u00e1lise<\/b><\/em><\/strong><em>, v. 28, n. 1, p. 5-20, 1994. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0MILHEIRO, Jaime. Dor no corpo&#8230; dor moral. <\/em><strong><em><b>Revista Portuguesa de Psican\u00e1lise<\/b><\/em><\/strong><em>, n. 15, p. 7-16, 1996. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0NEMIAH, John C.; SIFNEOS, Peter E. Affect and fantasy in patients with psychosomatic disorders. <\/em><em><i>In<\/i><\/em><em>: HILL, O. (Ed.). <\/em><strong><em><b>Modern Trends in Psychosomatic Medicine<\/b><\/em><\/strong><em>. Vol. 2. London: Butterworths, 1970. p. 26-34. PORGES, Stephen W. <\/em><strong><em><b>The Polyvagal Theory: Neurophysiological Foundations of Emotions, Attachment, Communication, and Self-regulation<\/b><\/em><\/strong><em>. New York: W. W. 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London: Taylor &amp; Francis\/Routledge, 1999. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0ROSE, Nikolas. <\/em><strong><em><b>Our Psychiatric Future<\/b><\/em><\/strong><em>. Cambridge: Polity Press, 2018. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0SARTRE, Jean-Paul. <\/em><strong><em><b>O ser e o nada: ensaio de ontologia fenomenol\u00f3gica<\/b><\/em><\/strong><em>. Petr\u00f3polis: Vozes, 1997 [1943]. SEMER, Norma Lottenberg; YAZIGI, Latife. Douleur chronique, r\u00e9ponses d&#8217;anatomie au Rorschach et narcissisme primaire. <\/em><strong><em><b>Psychologie M\u00e9dicale<\/b><\/em><\/strong><em>, v. 22, p. 697-700, 1990. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0SHNEIDMAN, Edwin S. <\/em><strong><em><b>Autopsy of a Suicidal Mind<\/b><\/em><\/strong><em>. Oxford: Oxford University Press, 2004 (e confer\u00eancia republicada em 2010). \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0STOLOROW, Robert D. On feeling understood. <\/em><strong><em><b>International Journal of Psychoanalytic Psychotherapy<\/b><\/em><\/strong><em>, v. 9, p. 415-417, 1982. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0VALENSTEIN, Arthur F. On attachment to painful feelings and the negative therapeutic reaction. <\/em><strong><em><b>The Psychoanalytic Study of the Child<\/b><\/em><\/strong><em>, v. 28, p. 365-392, 1973. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0VAN DER KOLK, Bessel A. <\/em><strong><em><b>O corpo guarda a dor: c\u00e9rebro, mente e corpo na cura do trauma<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0(<\/em><em><i>The Body Keeps the Score<\/i><\/em><em>). Tradu\u00e7\u00e3o de Pedro Sette-C\u00e2mara. Rio de Janeiro: Sextante, 2020 [2014]. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0VIERECK, George Sylvester. <\/em><strong><em><b>Glimpses of the Great<\/b><\/em><\/strong><em>. New York: Macauley, 1930 (Cont\u00e9m a famosa entrevista realizada com Sigmund Freud em 1926).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><u>**contribui\u00e7\u00e3o do Professor DsC Dirlei A Bonfim, Doutor em Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Ambiental, Professor da Rede Estadual da Bahia, Professor Formador IAT\/SEC\/BA.*08\/2026.<\/u><\/em><\/strong><em><u>2<\/u><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; \u00a0\u00a0(Prof. Dirlei A Bonfim).* &nbsp; Esse ensaio, se inicia, depois de um momento estanque de grande impacto, muitas reflex\u00f5es, sil\u00eancio, vazio, provocado pela dor, essa eterna companheira, que por vezes se esconde pelos rec\u00f4nditos labirintos do cerebelo, ou mesmo da mem\u00f3ria, dos lugares mais profundos da\u00a0(consci\u00eancia\/inconsci\u00eancia)\u00a0o sofrimento, que nos remete \u00e0 necessidade de buscar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":108697,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[67,71],"tags":[8660,8661],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130260"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=130260"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130260\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":130261,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130260\/revisions\/130261"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/108697"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=130260"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=130260"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=130260"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}