{"id":130030,"date":"2026-07-15T23:29:23","date_gmt":"2026-07-16T02:29:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=130030"},"modified":"2026-07-15T23:29:23","modified_gmt":"2026-07-16T02:29:23","slug":"estudo-inedito-mostra-que-um-terco-das-mulheres-confunde-os-sintomas-perimenopausa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2026\/07\/15\/estudo-inedito-mostra-que-um-terco-das-mulheres-confunde-os-sintomas-perimenopausa\/","title":{"rendered":"Estudo in\u00e9dito mostra que um ter\u00e7o das mulheres confunde os sintomas perimenopausa"},"content":{"rendered":"<p><strong>Falta de informa\u00e7\u00e3o e descaso m\u00e9dico deixam popula\u00e7\u00e3o feminina perdida na transi\u00e7\u00e3o menopausal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um ter\u00e7o (34%) das mulheres americanas com 35 anos ou mais n\u00e3o sabe dizer com certeza em que fase reprodutiva se encontra, segundo o artigo \u201cExploring Prevalence and Drivers of Perimenopause Uncertainty Among US Women: A Mixed-Methods Study\u201d, publicado em 15 de julho de 2026 na revista Menopause, da Menopause Society. Com mais de 7.600 participantes, \u00e9 o maior levantamento j\u00e1 realizado sobre o tema, o primeiro a quantificar essa incerteza e mapear suas causas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A incerteza varia por idade e intensidade de sintomas atingindo o pico de 42% entre mulheres de 40 a 44 anos e chega a 37% entre aquelas com sintomas graves. A confus\u00e3o de sintomas e a dificuldade em atribuir suas causas respondem por 56% dos relatos, refletindo a dificuldade em distinguir a perimenopausa de outras condi\u00e7\u00f5es. Lacunas de conhecimento e busca ativa por informa\u00e7\u00e3o aparecem em 28% dos casos, e barreiras \u00e0 confirma\u00e7\u00e3o e ao cuidado, incluindo descaso e relut\u00e2ncia de profissionais de sa\u00fade em reconhecer a fase, em 16%. Mulheres de 35 a 39 anos relatam mais lacunas de conhecimento, enquanto as barreiras de acesso ao cuidado atingem o pico entre 40 e 44 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMais da metade das mulheres do estudo confunde os sintomas da perimenopausa com outra coisa e isso n\u00e3o me surpreende. Na pr\u00e1tica cl\u00ednica, a paciente chega falando de ins\u00f4nia, irritabilidade, esquecimento, palpita\u00e7\u00e3o, e raramente associa isso \u00e0 fase reprodutiva em que est\u00e1. Ela vai de especialista em especialista, tratando cada sintoma isoladamente, at\u00e9 algu\u00e9m finalmente juntar os pontos e nomear o que est\u00e1 acontecendo\u201d, observa a ginecologista e pesquisadora Fabiane Berta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos Estados Unidos, cerca de 2 milh\u00f5es de mulheres entram na perimenopausa a cada ano e permanecem nessa fase de transi\u00e7\u00e3o por 4 a 8 anos. De 59% a 65% apresentam ondas de calor, al\u00e9m de sintomas psicol\u00f3gicos e urogenitais que podem prejudicar o funcionamento di\u00e1rio e reduzir a produtividade no trabalho. \u201cN\u00e3o existe exame laboratorial ou biomarcador que confirme definitivamente o est\u00e1gio da perimenopausa, e os sintomas se sobrep\u00f5em a quadros como s\u00edndrome pr\u00e9-menstrual, doen\u00e7as da tireoide e transtornos de sa\u00fade mental, o que dificulta o diagn\u00f3stico e alimenta a desinforma\u00e7\u00e3o sobre o tema\u201d, alerta a especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante dos resultados, os pesquisadores recomendam que m\u00e9dicos sejam mais abertos aos perfis multidimensionais de sintomas da perimenopausa, normalizando altera\u00e7\u00f5es cognitivas, emocionais e f\u00edsicas que podem surgir antes da irregularidade menstrual, sintoma ainda tratado, na pr\u00e1tica cl\u00ednica, como principal indicador da fase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cIrregularidade menstrual n\u00e3o pode continuar sendo o \u00fanico sinal que a medicina reconhece. Muitas pacientes chegam ao consult\u00f3rio dizendo que j\u00e1 procuraram ajuda antes e ouviram que estavam novas demais para isso, mesmo com o ciclo ainda regular. Essa recomenda\u00e7\u00e3o do estudo \u00e9 exatamente o que defendemos: escutar o conjunto de sintoma e n\u00e3o esperar a menstrua\u00e7\u00e3o atrasar para validar o que a paciente est\u00e1 sentindo\u201d, avalia Fabiane Berta.<\/p>\n<p>Enquanto os Estados Unidos j\u00e1 t\u00eam um n\u00famero para essa confus\u00e3o, o Brasil n\u00e3o sabe sequer quantas mulheres est\u00e3o na perimenopausa. Diante dessa aus\u00eancia de dados, o MyPausa, movimento liderado pela ginecologista e pesquisadora Fabiane Berta, busca colocar a menopausa e a perimenopausa das brasileiras no centro do debate cient\u00edfico e das pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>\u201cQuando falamos de perimenopausa, os estudos internacionais, americanos, europeus, asi\u00e1ticos, descrevem um certo padr\u00e3o. Mas quando essa discuss\u00e3o atravessa a fronteira transcontinental e chega ao cen\u00e1rio brasileiro, a perimenopausa aqui tem sotaque, tem CEP. Ela se comporta de acordo com a regi\u00e3o onde essa mulher mora, com a cultura e com a etnia dela, porque o Brasil n\u00e3o \u00e9 um pa\u00eds, \u00e9 um continente\u201d, destaca Fabiane Berta.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora, esse estudo d\u00e1 n\u00famero a algo que se ouve das pacientes todos os dias. \u201cElas sentem que alguma coisa mudou, mas n\u00e3o sabem nomear o que \u00e9, e muitas vezes s\u00e3o desacreditadas quando procuram ajuda. No consult\u00f3rio, essa confus\u00e3o j\u00e1 \u00e9 a regra. O problema \u00e9 que no Brasil nunca medimos isso, ent\u00e3o n\u00e3o temos como dimensionar o tamanho real do problema nem cobrar resposta do sistema de sa\u00fade. Exatamente nesta lacuna que o MyPausa quer preencher com o primeiro registro nacional da menopausa, mapeando os 27 estados para entender a realidade das mulheres brasileiras nessa fase da vida\u201d, finaliza Berta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falta de informa\u00e7\u00e3o e descaso m\u00e9dico deixam popula\u00e7\u00e3o feminina perdida na transi\u00e7\u00e3o menopausal Um ter\u00e7o (34%) das mulheres americanas com 35 anos ou mais n\u00e3o sabe dizer com certeza em que fase reprodutiva se encontra, segundo o artigo \u201cExploring Prevalence and Drivers of Perimenopause Uncertainty Among US Women: A Mixed-Methods Study\u201d, publicado em 15 de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":130031,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[29,71],"tags":[385,8553],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130030"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=130030"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130030\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":130032,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130030\/revisions\/130032"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/130031"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=130030"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=130030"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=130030"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}