{"id":129550,"date":"2026-06-11T11:05:52","date_gmt":"2026-06-11T14:05:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=129550"},"modified":"2026-06-11T11:05:52","modified_gmt":"2026-06-11T14:05:52","slug":"pobreza-atinge-menor-nivel-da-serie-historica-nas-metropoles-brasileiras-mas-desigualdade-cresce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2026\/06\/11\/pobreza-atinge-menor-nivel-da-serie-historica-nas-metropoles-brasileiras-mas-desigualdade-cresce\/","title":{"rendered":"Pobreza atinge menor n\u00edvel da s\u00e9rie hist\u00f3rica nas metr\u00f3poles brasileiras, mas desigualdade cresce"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estudo da PUCRS e Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles mostra queda da pobreza em 2025, enquanto renda dos mais ricos avan\u00e7ou mais que a dos mais pobres.<\/strong><\/p>\n<p>&#8211; A propor\u00e7\u00e3o de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza nas principais regi\u00f5es metropolitanas do Brasil caiu para o menor n\u00edvel desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 2012. Apesar do avan\u00e7o social, a desigualdade de renda voltou a crescer em 2025, impulsionada pelo aumento mais acelerado dos rendimentos entre os segmentos mais ricos da popula\u00e7\u00e3o. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2026\/06\/pobreza-cai-a-menor-nivel-da-serie-historica-nas-metropoles-brasileiras-mas-desigualdade-sobe.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Folha de S\u00e3o Paulo<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados fazem parte do 17\u00ba boletim\u00a0<i>Desigualdade nas Metr\u00f3poles<\/i>, produzido pelo centro de estudos PUC-RS Data Social em parceria com o Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles, vinculado ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (Ippur) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o levantamento, a taxa de pobreza recuou de 19,5% em 2024 para 18,4% em 2025, renovando pelo terceiro ano consecutivo o menor patamar da s\u00e9rie hist\u00f3rica. A redu\u00e7\u00e3o foi acompanhada por crescimento da renda em todas as faixas da popula\u00e7\u00e3o, inclusive entre os mais pobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, o aumento dos rendimentos foi mais intenso entre os grupos de maior renda. Como consequ\u00eancia, o \u00edndice de Gini \u2014 principal indicador de desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o de renda \u2014 subiu de 0,533 em 2024 para 0,541 em 2025, uma alta de 1,4%. Embora represente o quarto menor resultado desde 2012, o movimento indica uma revers\u00e3o da tend\u00eancia de queda observada nos anos anteriores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A escala do \u00edndice de Gini varia de 0 a 1, sendo que valores mais pr\u00f3ximos de 1 indicam maior concentra\u00e7\u00e3o de renda. O resultado registrado nas metr\u00f3poles brasileiras permanece acima de 0,5, n\u00edvel considerado elevado por especialistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA renda continuou aumentando, mas a desigualdade subiu um pouco. Quer dizer, o volume de recursos aumentou, mas a gente passou a distribu\u00ed-los [de modo] um pouco pior, de maneira mais desigual\u201d, afirmou Andr\u00e9 Salata, pesquisador do PUC-RS Data Social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o pesquisador, apesar da piora, o aumento da desigualdade foi relativamente moderado. Ainda assim, ele ressalta que tanto o \u00edndice das metr\u00f3poles quanto o nacional permanecem em n\u00edveis elevados de concentra\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n<h2><b>Renda m\u00e9dia bate recorde hist\u00f3rico<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2025, a renda domiciliar per capita m\u00e9dia das regi\u00f5es metropolitanas chegou a R$ 2.766 mensais, valor recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica e 6,8% superior ao registrado no ano anterior. O c\u00e1lculo considera tanto os rendimentos do trabalho quanto outras fontes de renda, como aposentadorias, pens\u00f5es, benef\u00edcios sociais, alugu\u00e9is e aplica\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os 40% mais pobres da popula\u00e7\u00e3o, a renda m\u00e9dia mensal alcan\u00e7ou R$ 734 por pessoa, com crescimento de 4,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2024. J\u00e1 entre os 10% mais ricos, o rendimento m\u00e9dio chegou a R$ 11.837, registrando avan\u00e7o de 9,1%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Marcelo Ribeiro, pesquisador do Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles e professor do Ippur, os dados sugerem que a parcela mais rica da popula\u00e7\u00e3o foi a principal beneficiada pela recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho ao longo de 2025.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pesquisador tamb\u00e9m aponta que os elevados juros praticados no per\u00edodo podem ter ampliado os ganhos provenientes de aplica\u00e7\u00f5es financeiras para os grupos de renda mais alta. \u201c\u00c9 um aspecto relevante que precisa ser considerado\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 entre os segmentos de menor renda, Andr\u00e9 Salata avalia que o ritmo mais lento de expans\u00e3o dos programas sociais pode ter limitado um crescimento maior dos rendimentos, embora o cen\u00e1rio permane\u00e7a positivo.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Mais de 15 milh\u00f5es ainda vivem na pobreza<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo com a melhora dos indicadores, a taxa de pobreza de 18,4% representa cerca de 15,2 milh\u00f5es de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza nas regi\u00f5es metropolitanas brasileiras em 2025.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O n\u00famero \u00e9 o menor da s\u00e9rie hist\u00f3rica, mas ainda supera a popula\u00e7\u00e3o total da cidade de S\u00e3o Paulo, estimada em 11,9 milh\u00f5es de habitantes. Em compara\u00e7\u00e3o com 2021, auge dos impactos sociais da pandemia de Covid-19, houve redu\u00e7\u00e3o de aproximadamente 10,4 milh\u00f5es de pessoas nessa condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A extrema pobreza tamb\u00e9m apresentou queda. O indicador recuou de 3,4% em 2024 para 3,2% em 2025, ficando pr\u00f3ximo da m\u00ednima hist\u00f3rica de 3,1%, registrada em 2013 e 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na pr\u00e1tica, isso significa que cerca de 2,6 milh\u00f5es de moradores das regi\u00f5es metropolitanas estavam em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza no ano passado. Embora o contingente ainda seja expressivo, representa menos da metade do registrado em 2021, quando o n\u00famero chegou a 5,6 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo segue os par\u00e2metros do Banco Mundial para defini\u00e7\u00e3o das linhas de pobreza e extrema pobreza, com base em crit\u00e9rios de paridade de poder de compra. Em 2025, foram considerados pobres os moradores com renda mensal per capita inferior a aproximadamente R$ 729. Para a extrema pobreza, o limite foi de cerca de R$ 229 por m\u00eas.<\/p>\n<h2><b>Dist\u00e2ncia entre ricos e pobres voltou a aumentar<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro indicador acompanhado pelo estudo mostra que os 10% mais ricos receberam, em m\u00e9dia, 16,1 vezes mais do que os 40% mais pobres em 2025. No ano anterior, essa rela\u00e7\u00e3o era de 15,4 vezes, o menor n\u00edvel da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O aumento refor\u00e7a o diagn\u00f3stico de que, embora a renda tenha crescido para toda a popula\u00e7\u00e3o, os ganhos foram distribu\u00eddos de forma desigual.<\/p>\n<h2><b>Bras\u00edlia lidera ranking de desigualdade<\/b><\/h2>\n<p>O levantamento tamb\u00e9m evidencia diferen\u00e7as significativas entre as regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bras\u00edlia registrou o maior \u00edndice de Gini em 2025, com 0,570, enquanto Cuiab\u00e1 apresentou a menor desigualdade, com \u00edndice de 0,459.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A capital federal tamb\u00e9m liderou o ranking de renda m\u00e9dia per capita, alcan\u00e7ando R$ 4.401 mensais por habitante. O valor \u00e9 cerca de 2,7 vezes superior ao observado na Grande S\u00e3o Lu\u00eds, que registrou a menor renda m\u00e9dia do estudo, de R$ 1.616.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando analisada a pobreza, Florian\u00f3polis apresentou a menor taxa entre as metr\u00f3poles brasileiras, com 7,7% da popula\u00e7\u00e3o nessa condi\u00e7\u00e3o. No extremo oposto apareceu Fortaleza, onde 34,1% dos moradores eram considerados pobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo, a taxa de pobreza ficou em 13,1%, abaixo da m\u00e9dia geral das metr\u00f3poles, de 18,4%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 extrema pobreza, Goi\u00e2nia registrou o menor \u00edndice do pa\u00eds, com 1,5%, enquanto S\u00e3o Lu\u00eds apresentou o maior percentual, de 6,6%. Em S\u00e3o Paulo, a taxa foi de 2,6%, tamb\u00e9m inferior \u00e0 m\u00e9dia metropolitana nacional, de 3,2%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da PUCRS e Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles mostra queda da pobreza em 2025, enquanto renda dos mais ricos avan\u00e7ou mais que a dos mais pobres. &#8211; A propor\u00e7\u00e3o de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de pobreza nas principais regi\u00f5es metropolitanas do Brasil caiu para o menor n\u00edvel desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 2012. Apesar do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":129551,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[78,105],"tags":[275,8384,8385,1307],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129550"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=129550"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129550\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":129552,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129550\/revisions\/129552"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/129551"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=129550"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=129550"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=129550"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}