{"id":129374,"date":"2026-05-30T11:36:45","date_gmt":"2026-05-30T14:36:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=129374"},"modified":"2026-05-30T11:36:45","modified_gmt":"2026-05-30T14:36:45","slug":"o-capital-da-submissao-soberania-nao-se-negocia-o-vassalismo-como-sistema-de-apropriacao-do-estado-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2026\/05\/30\/o-capital-da-submissao-soberania-nao-se-negocia-o-vassalismo-como-sistema-de-apropriacao-do-estado-brasileiro\/","title":{"rendered":"O capital da submiss\u00e3o: Soberania n\u00e3o se negocia, o vassalismo como sistema de apropria\u00e7\u00e3o do Estado Brasileiro"},"content":{"rendered":"<p>(Prof. Dirlei A Bonfim).*<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Historicamente, os vassalos eram intermedi\u00e1rios a (nobres), que recebiam terras nos (feudos) e prote\u00e7\u00e3o de um suserano<\/em><\/strong>\u00a0<strong><em>em troca de fidelidade e apoio militar.<\/em><\/strong>\u00a0Diferente dos servos, eles eram homens livres, que normalmente faziam parte de uma parte dos aristocratas. O que se discute nesse momento, \u00e9 o uso moderno e metaf\u00f3rico do termo, aplicado a quem troca princ\u00edpios por vantagens, a quem troca soberania e autonomia, por trai\u00e7\u00e3o e submiss\u00e3o, a quem desconhece completamente os fundamentos da \u00e9tica, lisura e firmeza de car\u00e1ter. <strong><em>O conceito medieval de vassalagem, baseado na troca de prote\u00e7\u00e3o por fidelidade cega, n\u00e3o desapareceu com o feudalismo; ele apenas trocou as armaduras pelos ternos de alta costura no ambiente corporativo e pol\u00edtico contempor\u00e2neo.<\/em><\/strong><em>\u00a0No cen\u00e1rio atual, a ascens\u00e3o financeira e o sucesso pol\u00edtico frequentemente deixam de ser frutos do m\u00e9rito ou da compet\u00eancia t\u00e9cnica para se tornarem subprodutos de uma bajula\u00e7\u00e3o institucionalizada. A <\/em><strong><em>a<\/em><\/strong><strong><em><b>propria\u00e7\u00e3o do Estado<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0\u00e9 o processo pelo qual grupos de interesse privado assumem o controle das institui\u00e7\u00f5es, verbas e decis\u00f5es estatais. Em vez de atuar como um \u00e1rbitro imparcial para o bem comum, o Estado passa a funcionar como uma extens\u00e3o dos interesses particulares de corpora\u00e7\u00f5es e elites, gerando o patrimonialismo. Empres\u00e1rios e pol\u00edticos alimentam uma simbiose anti\u00e9tica e profundamente hip\u00f3crita, onde o &#8220;puxa-saquismo&#8221; estrat\u00e9gico disfar\u00e7a o oportunismo sob o manto de uma falsa lealdade de mercado.<\/em><em>\u00a0<\/em><strong>A\u00a0<\/strong><strong><b>suserania e vassalagem<\/b><\/strong>\u00a0eram parte da rela\u00e7\u00e3o de vassalagem, uma esp\u00e9cie de <strong><em>acordo realizado na Europa Ocidental durante a\u00a0<\/em><\/strong><a href=\"https:\/\/mundoeducacao.uol.com.br\/historiageral\/idade-media.htm\"><strong><em>Idade M\u00e9dia<\/em><\/strong><\/a><strong><em>. Na baixa idade m\u00e9dia (entre os s\u00e9culos XI e XV).<\/em><\/strong>\u00a0Nessa rela\u00e7\u00e3o, um dos lados (vassalo) oferecia seus servi\u00e7os e fidelidade, em troca de terra ou outros benef\u00edcios advindos do suserano. <strong><em>Segundo Maquiavel (1532), \u201c<\/em><\/strong><em>O risco dos Vassalos, <\/em><strong><em>ocorria quando o poder era dividido com nobres que possu\u00edam dom\u00ednios pr\u00f3prios e influ\u00eancia heredit\u00e1ria. Maquiavel explica que \u00e9 f\u00e1cil conquistar um reino governado por vassalos, pois sempre haver\u00e1 algum nobre descontente ou ambicioso disposto a trair o rei para usurpar o poder. Contudo, manter esse reino \u00e9 extremamente dif\u00edcil, pois o pr\u00edncipe nunca ter\u00e1 controle total sobre eles\u201d. Mas, quem escolheu um pseudo poder sem m\u00e9rito<\/em><\/strong><strong><em>\u00a0atrav\u00e9s da adula\u00e7\u00e3o e puxa-saco\u201d, para atingir os seus objetivos s\u00f3rdidos. <\/em><\/strong><em>No Brasil, num passado recente, os pol\u00edticos brigavam, debatiam mas, havia um respeito m\u00ednimo pelo advers\u00e1rio, atualmente, eles se degladiam e o tratamento \u00e9 de inimigos, quem trouxe esse mal\u00e9fico expediente para a pol\u00edtica partid\u00e1ria nacional foi o (cl\u00e3 bolsonarista), (que transformou advers\u00e1rios em inimigos), todavia, nenhuma das partes era capaz de colocar a <\/em><strong><em>SOBERANIA NACIONAL EM RISCO, <\/em><\/strong><em>\u00a0o que degradou ainda mais a corrida eleitoral nacional com o processo esp\u00fario da polariza\u00e7\u00e3o burra, insana e inconsequente, chegando atualmente, as raias do inimagin\u00e1vel quando esse cl\u00e3 de n\u00e3o mede esfor\u00e7os para lutar contra os interesses nacionais e como entreguistas, puxa-sacos dos EUA), causando s\u00e9rios problemas a diplomacia e a soberania nacional. <\/em><strong><em>Em qualquer lugar do mundo (soberania, n\u00e3o se negocia)<\/em><\/strong><em>\u00a0e mais,<\/em><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><em>aqueles que se arvoram a trai\u00e7\u00e3o a sua p\u00e1tria, s\u00e3o julgados pela pr\u00e1tica do crime de lesa-p\u00e1tria, em alguns pa\u00edses, normalmente com a pena Capital. <\/em><em>No Brasil, a pena de morte n\u00e3o \u00e9 aplicada para crimes de trai\u00e7\u00e3o ou lesa-p\u00e1tria em tempos de paz. A <\/em><strong><em><b>Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0veda a pena capital, cuja \u00fanica exce\u00e7\u00e3o restrita \u00e9 para o crime militar de deser\u00e7\u00e3o em caso de guerra declarada. Atos contra a soberania s\u00e3o julgados como crimes contra o Estado Democr\u00e1tico de Direito, com penas de reclus\u00e3o. <\/em><strong><em><b>Crimes Atuais contra a Soberania:<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0A antiga Lei de Seguran\u00e7a Nacional (Lei 7.170\/83) foi revogada. Em seu lugar, a Lei 14.197\/2021 instituiu os crimes contra o Estado Democr\u00e1tico de Direito no C\u00f3digo Penal. A legisla\u00e7\u00e3o pune condutas como atentar contra a soberania ou tentar submeter o pa\u00eds ao dom\u00ednio estrangeiro com penas de <\/em><strong><em><b>reclus\u00e3o<\/b><\/em><\/strong><em>, sem possibilidade de pena capital.<\/em><em>\u00a0<\/em><strong><em>A rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da vassalagem foi a forma encontrada pelos reis de garantir apoio da nobreza e a forma da nobreza de conquistar terras e benef\u00edcios a seu favor. Essa pr\u00e1tica foi estabelecida<\/em><\/strong><strong>\u00a0por Pepino,<\/strong>\u00a0o Breve, no Reino dos Francos, durante a dinastia carol\u00edngia, sendo muito comum no per\u00edodo auge do feudalismo<em>. Ele governou os francos no s\u00e9culo VIII, estabelecendo a vassalagem como uma forma de hierarquizar a sociedade franca, estabelecendo maior controle sobre os nobres.<\/em>\u00a0A\u00a0rela\u00e7\u00e3o de vassalagem era tamb\u00e9m realizada em uma cerim\u00f4nia que envolvia as duas partes, n\u00e3o podendo ser realizada por procura\u00e7\u00e3o. <strong><em>Segundo o Professor Jess\u00e9 Souza (2017), sobre o Vassalo p\u00f3s-moderno \u201c<\/em><\/strong><strong><em>\u00a0argumenta que o capitalismo selvagem e financeirizado n\u00e3o sobrevive sozinho\u201d. Para ele, a elite econ\u00f4mica delega \u00e0 classe m\u00e9dia o &#8220;trabalho sujo&#8221; de legitimar a explora\u00e7\u00e3o. Essa classe m\u00e9dia atua como &#8220;capit\u00e3o-do-mato&#8221; moderno, reproduzindo os interesses dos donos do capital em troca de status e privil\u00e9gios. <\/em><\/strong>O contrato feudo-vass\u00e1lico era marcado pela homenagem, juramento de fidelidade e investidura. Vejamos o que representava cada uma dessas partes da cerim\u00f4nia: <strong><b>Homenagem<\/b><\/strong>: momento da cerim\u00f4nia em que o vassalo colocava suas m\u00e3os entre as m\u00e3os de seu suserano, fazendo uma declara\u00e7\u00e3o em que apresentava sua vontade de ser vassalo de tal senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><b>Juramento de fidelidade<\/b><\/strong>: o vassalo prestava sua fidelidade ao seu suserano por meio de um juramento que era realizado com uma de suas m\u00e3os sobre uma B\u00edblia ou sobre um relic\u00e1rio. <strong><b>Investidura<\/b><\/strong>: oficializava-se a rela\u00e7\u00e3o de vassalagem com o vassalo recebendo algum objeto que servia como s\u00edmbolo dos benef\u00edcios que ele receberia.\u00a0<strong><em>No s\u00e9culo XXI, essa din\u00e2mica metaf\u00f3rica descreve indiv\u00edduos que abrem m\u00e3o de autonomia \u00e9tica para obter e manter privil\u00e9gios ou poder.<\/em><\/strong>\u00a0Os vassalos medievais e os &#8220;vassalos&#8221; modernos agem de formas totalmente diferentes, pois os primeiros cumpriam obriga\u00e7\u00f5es vitais de sobreviv\u00eancia, enquanto os atuais buscam vantagens pessoais em estruturas de poder. <strong>A <\/strong><strong><em>vassalagem moderna no s\u00e9culo XXI, a \u00e2nsia por poder substitui feudos por contratos e benesses, enquanto &#8220;puxa-saecos&#8221; trocam a dignidade por proximidade com chefes, causando o mesmo constrangimento hist\u00f3rico da submiss\u00e3o cega. (chegamos ao fundo do po\u00e7o, em muitos casos, de esc\u00e2ndalos e at\u00e9 a trai\u00e7\u00e3o da p\u00e1tria, crimes inafian\u00e7\u00e1veis punidos em alguns pa\u00edses, com a pena capital, que certas fam\u00edlias cometem o tempo todo).<\/em><\/strong>\u00a0<strong><em>A partir do Professor Edgar Morin (2024), vai dizer que \u201c<\/em><\/strong><strong><em>em sua antropologia, o Professor Morin (2024), \u201cexplica que o indiv\u00edduo perde sua autonomia quando \u00e9 dominado n\u00e3o apenas pela for\u00e7a externa, mas por dogmas ou hierarquias internas que tomam o controle. Esse indiv\u00edduo deixa de ser um &#8220;sujeito&#8221; ativo e criador, passando a servir cegamente a uma l\u00f3gica de poder ou a uma ideologia menor, dragada pela gan\u00e2ncia capital de poder, submetendo-se ao processo de vassalagem contempor\u00e2neo\u201d.<\/em><\/strong>\u00a0A Engrenagem da Vassalagem Atrav\u00e9s dos Tempos: Idade M\u00e9dia (Ontem): O sistema feudal baseava-se na rela\u00e7\u00e3o entre suseranos (senhores que doavam terras) e vassalos (nobres que juravam fidelidade e prote\u00e7\u00e3o <strong><em>militar). Era uma rela\u00e7\u00e3o de interdepend\u00eancia, mas hier\u00e1rquica e desigual. S\u00e9culo XXI (Hoje): O &#8220;feudo&#8221; atual engloba cargos de confian\u00e7a, lobbies, contratos p\u00fablicos, influ\u00eancia pol\u00edtica e<\/em><\/strong>\u00a0<strong><em>vantagens financeiras.<\/em><\/strong>\u00a0O vassalo moderno vende sua autonomia e senso cr\u00edtico em troca de <strong><em>prote\u00e7\u00e3o e acesso ao &#8220;castelo&#8221; do poder. Oportunistas e &#8220;Puxa-sacos&#8221;: Na base dessa cadeia est\u00e3o<\/em><\/strong>\u00a0<strong><em>os bajuladores de plant\u00e3o.<\/em><\/strong>\u00a0Eles n\u00e3o buscam apenas terras, mas valida\u00e7\u00e3o e migalhas de poder. O vexame reside na aus\u00eancia de princ\u00edpios, onde a bajula\u00e7\u00e3o substitui o debate de ideias. <strong><em>A Perda de Autonomia: A verdadeira trag\u00e9dia da vassalagem, tanto no feudalismo quanto na atualidade, \u00e9 a perda da pr\u00f3pria voz. O vassalo age n\u00e3o por convic\u00e7\u00e3o, mas para agradar seu suserano e garantir a manuten\u00e7\u00e3o do seu &#8220;status quo&#8221;, o que na pol\u00edtica e no empresariado corrompe a democracia e o m\u00e9rito.<\/em><\/strong>\u00a0Para aprofundamento sociol\u00f3gico, acad\u00eamicos e cr\u00edticos analisam como essas rela\u00e7\u00f5es de depend\u00eancia pessoal continuam a ditar as estruturas de poder na sociedade moderna. As rela\u00e7\u00f5es de suserania e vassalagem, comuns no feudalismo durante a Idade M\u00e9dia, foram compromissos de fidelidade entre nobres originadas a partir da doa\u00e7\u00e3o de terras. Quando um nobre doava terras a outro,<strong><b>\u00a0o que doou se torna suserano e o que recebeu, vassalo.\u00a0<\/b><\/strong>Esse acordo implicava direitos e obriga\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas. Assim, enquanto\u00a0<strong><b>os suseranos eram os nobres que doavam as terras (at\u00e9 mesmo castelos), os vassalos, protegidos por eles, representavam os nobres que recebiam as terras<\/b><\/strong>\u00a0e em troca, cuidavam e protegiam delas ao mesmo tempo que serviam os suseranos de diversas maneiras, sobretudo, para servi\u00e7os militares, com o intuito de defend\u00ea-lo em tempos de guerra. <strong>A cerim\u00f4nia geralmente ocorria numa Igreja, onde os vassalos, segurando suas espadas, se<\/strong>\u00a0ajoelhavam diante de seus suseranos, prometendo fidelidade total &#8211; selado com um beijo &#8211; e prote\u00e7\u00e3o nas guerras. Caso o vassalo tra\u00edsse seu suserano, perderia todos seus direitos, posses e t\u00edtulos. Durante a cerim\u00f4nia, a submiss\u00e3o do vassalo perante seu suserano era selada com um tapa no rosto do vassalo. <strong>A rela\u00e7\u00e3o de suserania e vassalagem era, em grande parte, de car\u00e1ter heredit\u00e1rio (ocorriam entre<\/strong>\u00a0membros da fam\u00edlia). <strong>Ela demostrava a descentraliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da \u00e9poca, sendo estabelecida diante de uma cerim\u00f4nia<\/strong>\u00a0solene (juramento) denominada \u201cHomenagem\u201d. Esse juramento selava os la\u00e7os de lealdade e fidelidade entre seus elementos. <strong>Eles operam atrav\u00e9s de:<\/strong>\u00a0<strong><b>Adula\u00e7\u00e3o Estrat\u00e9gica:<\/b><\/strong>\u00a0Praticam o famoso &#8220;puxa-saquismo&#8221; institucional, exaltando figuras de poder (pol\u00edticos ou empres\u00e1rios) n\u00e3o por m\u00e9rito, mas para garantir ascens\u00e3o r\u00e1pida. <strong><b>Toma l\u00e1, d\u00e1 c\u00e1:<\/b><\/strong>\u00a0Operam redes de tr\u00e1fico de favores e interesses mesquinhos, onde o apoio cego a um &#8220;cacique&#8221; garante prote\u00e7\u00e3o e benesses particulares. <strong><b>Alian\u00e7as por Conveni\u00eancia:<\/b><\/strong>\u00a0Abandonam convic\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas ou \u00e9ticas rapidamente, alinhando-se a quem det\u00e9m os recursos (cargos, verbas, influ\u00eancia) no momento, demonstrando uma &#8220;fidelidade&#8221; puramente transacional. <strong><b>O que faziam os vassalos no per\u00edodo feudal<\/b><\/strong>: No feudalismo, a vassalagem era um pacto de fidelidade militar e pol\u00edtica entre nobres (o suserano e o vassalo), e n\u00e3o se confunde com a servid\u00e3o (os camponeses que eram quase escravos). O vassalo medieval devia: <strong><b>Prestar apoio militar<\/b><\/strong>: Defender as terras do suserano e lutar em suas guerras. <strong><b>Fornecer ajuda financeira<\/b><\/strong>: Pagar resgates se o suserano fosse capturado e dar dotes de casamento. <strong><b>Oferecer conselho<\/b><\/strong>: Participar do tribunal do senhor e ajudar em decis\u00f5es pol\u00edticas. <strong><b>Administrar o feudo<\/b><\/strong>: Governar a por\u00e7\u00e3o de terra recebida (benef\u00edcio) e proteger a popula\u00e7\u00e3o local. <strong><b>O que fazem os &#8220;vassalos&#8221; do s\u00e9culo XXI:<\/b><\/strong>\u00a0A met\u00e1fora moderna descreve o comportamento de subordinados oportunistas, pol\u00edticos e bajuladores em corpora\u00e7\u00f5es e governos. Eles fazem: <strong><b>Praticar o clientelismo<\/b><\/strong>: Trocar favores pol\u00edticos e apoio cego por cargos, verbas ou contratos p\u00fablicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><b>Praticar o &#8220;puxa-saquismo&#8221;<\/b><\/strong>: Elogiar lideran\u00e7as de forma desmedida para blindar a pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o e subir na carreira. <strong><b>Proteger interesses m\u00fatuos<\/b><\/strong>: Blindar superiores corruptos ou incompetentes em troca de impunidade e vantagens financeiras. <strong><b>Alimentar o jogo de apar\u00eancias<\/b><\/strong>: Defender agendas em que n\u00e3o acreditam, focando apenas no lucro e no poder individual. <strong><em>Na pol\u00edtica atual, figuras que atuam como &#8220;vassalos&#8221; ou &#8220;puxa-sacos&#8221; internacionais s\u00e3o comumente<\/em><\/strong>\u00a0identificadas por analistas pol\u00edticos como operadores, parlamentares e influenciadores alinhados \u00e0 extrema-direita que buscam ativamente o endosso de l\u00edderes estrangeiros, como o presidente dos (EUA), o senhor Donald Trump. \u00a0O termo \u00e9 frequentemente associado a aliados e a certas fam\u00edlias e familiares que priorizam agendas externas, fazem lobby por san\u00e7\u00f5es contra o pr\u00f3prio pa\u00eds, como verdadeiros \u201cgolpistas\u201d e ou \u201ctraidores da p\u00e1tria\u201d, ou mesmo, buscam legitima\u00e7\u00e3o em Washington para contornar desgastes e crises internas. <strong><b>O fen\u00f4meno do &#8220;Vassalismo Pol\u00edtico&#8221;: <\/b><\/strong><strong><em>Na din\u00e2mica de poder entre a extrema direita brasileira e a Casa Branca, o papel de &#8220;bajulador&#8221; ou<\/em><\/strong><strong>\u00a0&#8220;quase<\/strong>\u00a0<strong>servo&#8221;, ou ainda do \u201cpuxa-saco oficial\u201d,<\/strong>\u00a0\u00e9 atribu\u00eddo pela oposi\u00e7\u00e3o a figuras que se submetem \u00e0 tutela de pot\u00eancias estrangeiras. Exemplos pr\u00e1ticos incluem: <strong><b>Articuladores Internacionais:<\/b><\/strong>\u00a0Figuras ligadas a uma certa fam\u00edlia de um que se mudaram para os EUA para fazer pontes com setores conservadores norte-americanos.<strong><b>\u00a0Busca por Fotos, Imagens e Bajula\u00e7\u00e3o:<\/b><\/strong>\u00a0Pol\u00edticos e pr\u00e9-candidatos que viajam para reuni\u00f5es r\u00e1pidas em Washington \u2014 como a recente ida de um certo senador do (PL-RJ) \u00e0 Casa Branca \u2014 na tentativa de usar o &#8220;carimbo&#8221; internacional para tentar <strong>fortalecer sua candidatura e narrativas. \u00c9 um fato cl\u00e1ssico do \u201cvassalismo contempor\u00e2neo\u201d, do \u201cbajulador-mor de plant\u00e3o\u201d, ou do \u201cpopular puxa-saco\u201d, inexpressivo, que procura se aparecer de qualquer<\/strong>\u00a0<strong>maneira,<\/strong>\u00a0para tirar algum proveito pol\u00edtico partid\u00e1rio, na replica\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o de fotos e imagens e postar nas suas redes sociais. <strong><em>Portanto bastante question\u00e1vel, do ponto de vista \u00e9tico, do ponto de vista da (soberania nacional), a prop\u00f3sito, ser\u00e1 que essa gente sabe l\u00e1, o que \u00e9 a \u00c9tica e Soberania&#8230;? <\/em><\/strong><strong><em><b>Lobby por Tarifas e<\/b><\/em><\/strong><strong><b>\u00a0San\u00e7\u00f5es:<\/b><\/strong>\u00a0Casos de aliados que apoiam ou fazem press\u00e3o para a imposi\u00e7\u00e3o de tarifas econ\u00f4micas ao Brasil, vistas por cr\u00edticos como medidas de ataque aos interesses nacionais para obter dividendos pol\u00edticos partid\u00e1rios. <strong><b>Cr\u00edticas e Repercuss\u00f5es: <\/b><\/strong><strong><em>A postura de submiss\u00e3o a lideran\u00e7as estrangeiras recebe fortes cr\u00edticas no Brasil e no mundo, com as diversas manifesta\u00e7\u00f5es tanto de populares, como professores, jornalistas, intelectuais e analistas rotulando tal comportamento como entreguista. Pol\u00edticos t\u00eam sido alvo de rep\u00fadio sob a acusa\u00e7\u00e3o de agirem contra o pr\u00f3prio pa\u00eds para satisfazer interesses de uma lideran\u00e7a global. A express\u00e3o &#8220;complexo de vira-lata&#8221; foi cunhada pelo dramaturgo Nelson Rodrigues. Contudo, a aplica\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong><em>\u00a0de conceitos sociol\u00f3gicos ao bolsonarismo, <\/em><strong><em>o termo &#8220;vassalos&#8221;<\/em><\/strong><em>\u00a0e a classifica\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia Bolsonaro como &#8220;traidores da p\u00e1tria&#8221; s\u00e3o debates frequentes no cen\u00e1rio pol\u00edtico<\/em>\u00a0nacional, frequentemente associados a diplomatas e <strong><em>analistas. Alguns pontos de cruzamento entre essas ideias: O &#8220;Vassalismo&#8221;: A submiss\u00e3o ideol\u00f3gica e o alinhamento incondicional a pot\u00eancias estrangeiras (especialmente a setores pol\u00edticos dos Estados Unidos),<\/em><\/strong>\u00a0s\u00e3o frequentemente classificados por cr\u00edticos como um &#8220;vassalismo moderno&#8221; ou o cl\u00e1ssico &#8220;complexo de vira-lata&#8221; invertido, onde a classe pol\u00edtica busca valida\u00e7\u00e3o externa em detrimento da <strong><em>soberania nacional. O &#8220;Her\u00f3i sem escr\u00fapulos&#8221;: Na sociologia de Roberto DaMatta(1997), existe uma grande<\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><strong><em>discuss\u00e3o sobre as figuras do &#8220;malandro&#8221; e do &#8220;her\u00f3i&#8221; na sociedade brasileira. Ele analisa como o Brasil opera na tens\u00e3o entre as leis universais (do Estado) e as rela\u00e7\u00f5es pessoais (da rua\/fam\u00edlia).<\/em><\/strong><strong>\u00a0<\/strong>No discurso pol\u00edtico contempor\u00e2neo, a figura do &#8220;her\u00f3i&#8221; por vezes assume tra\u00e7os pragm\u00e1ticos e autorit\u00e1rios que operam nas <strong><em>margens do sistema. A &#8220;Trai\u00e7\u00e3o \u00e0 P\u00e1tria&#8221;: A acusa\u00e7\u00e3o de trai\u00e7\u00e3o \u00e0 p\u00e1tria por parte da fam\u00edlia Bolsonaro<\/em><\/strong>\u00a0<strong><em>ganhou grande repercuss\u00e3o no debate p\u00fablico.<\/em><\/strong>\u00a0<strong>O Professor Roberto Da Matta (1997), vai dizer \u201csobre as rela\u00e7\u00f5es pessoais, que provavelmente diria que os<\/strong>\u00a0lojistas e puxa-sacos operam na &#8220;fronteira&#8221; entre o espa\u00e7o da\u00a0<strong><b>casa<\/b><\/strong>\u00a0as liga\u00e7\u00f5es pessoais, favores e afeto) e da\u00a0<strong><b>rua<\/b><\/strong>\u00a0(leis impessoais e neg\u00f3cios)\u201d. Na vis\u00e3o do antrop\u00f3logo, essas figuras personificam o famoso &#8220;jeitinho&#8221; e a tradicional dificuldade brasileira em aceitar o igualitarismo e a cidadania moderna. <strong><b>Personalismo x <\/b><\/strong><strong><em><b>Burocracia:<\/b><\/em><\/strong><strong><em>\u00a0Para Da Matta (1997), \u201co mercado e o consumo no Brasil n\u00e3o s\u00e3o impessoais. O &#8220;lojista&#8221; muitas vezes tenta transformar o cliente em um conhecido ou &#8220;amigo&#8221;, criando uma teia de favores e lealdades. <\/em><\/strong><strong><em><b>A Ind\u00fastria do Puxa-saquismo:<\/b><\/em><\/strong><strong><em>\u00a0\u00c9 um mecanismo que refor\u00e7a a desigualdade social\u201d. <\/em><\/strong><em>A<\/em>\u00a0riqueza, a influ\u00eancia ou a proximidade com o poder geram &#8220;fidalguias&#8221;. O puxa-saco busca reconhecimento pessoal driblando o sistema impessoal de leis e meritocracia. <strong><b>Contraste na Modernidade:<\/b><\/strong>\u00a0Na p\u00f3s-modernidade, esses rituais arcaicos de apadrinhamento e submiss\u00e3o colidem com o desejo por direitos universais, resultando em uma sociedade que oscila entre a obedi\u00eancia \u00e0s leis e o desejo <strong>de &#8220;levar vantagem&#8221;.\u00a0<\/strong>Assim,<strong>\u00a0<\/strong>como as rela\u00e7\u00f5es de poder e as distin\u00e7\u00f5es de classe funcionam no imagin\u00e1rio brasileiro, aprofunde-se na obra cl\u00e1ssica\u00a0<strong><b>&#8220;Carnavais, Malandros e Her\u00f3is&#8221;<\/b><\/strong>.\u00a0Um caso emblem\u00e1tico ocorreu ap\u00f3s declara\u00e7\u00f5es e articula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas no exterior, quando o ex-embaixador do Brasil em Washington, Roberto Abdenur, e outras lideran\u00e7as pol\u00edticas utilizaram publicamente o termo &#8220;traidores da p\u00e1tria&#8221; para descrever a postura da fam\u00edlia em epis\u00f3dios de choque <strong><em>geopol\u00edtico e econ\u00f4mico. O antrop\u00f3logo Roberto DaMatta (1997), dedica sua obra a decifrar a alma brasileira, a hierarquia e o sistema relacional do pa\u00eds, refletindo sobre como o &#8220;jeitinho&#8221; muitas vezes substitui a cidadania republicana. <\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>A associa\u00e7\u00e3o desses comportamentos (subservi\u00eancia internacional e manipula\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es) \u00e0 sua obra pode ser<\/em><\/strong>\u00a0explorada mais a fundo em suas an\u00e1lises sobre as ambiguidades da identidade e do autoritarismo brasileiro, dispon\u00edveis em livros como Carnavais, Malandros e Her\u00f3is.\u00a0 Nelson Rodrigues cunhou a express\u00e3o <strong><em>&#8220;complexo de vira-lata&#8221; na cr\u00f4nica intitulada &#8220;Complexo de vira-latas&#8221;. Obra original: Publicada originalmente<\/em><\/strong>\u00a0na revista Manchete Esportiva em 31 de maio de 1958. Obra em livro: O texto foi republicado no livro p\u00f3stumo \u00c0 sombra das chuteiras imortais: cr\u00f4nicas de futebol (organizado por Ruy Castro). Ano e Edi\u00e7\u00e3o em livro: A primeira edi\u00e7\u00e3o desse livro pela Companhia das Letras foi lan\u00e7ada em 1993. Nessa famosa cr\u00f4nica, o autor descreveu o fen\u00f4meno como &#8220;a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo&#8221;, referindo-se principalmente ao trauma coletivo da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira ap\u00f3s a derrota na Copa do Mundo de (1950). <strong><em>O <\/em><\/strong><strong><em><b>vassalismo moderno<\/b><\/em><\/strong><strong><em>\u00a0e o &#8220;puxa-saquismo&#8221; no Brasil s\u00e3o frequentemente discutidos como heran\u00e7as de estruturas coloniais, onde o poder se consolidava atrav\u00e9s de rela\u00e7\u00f5es<\/em><\/strong><strong>\u00a0de<\/strong>\u00a0favor, compadrio e depend\u00eancia m\u00fatua, em vez do m\u00e9rito ou de regras institucionais impessoais. H\u00e1 uma din\u00e2mica, que apresenta v\u00e1rias caracter\u00edsticas estruturais, que s\u00e3o velhas <strong><em>conhecidas do cotidiano e do expediente da pol\u00edtica partid\u00e1ria no Brasil e no mundo.<\/em><\/strong>\u00a0<strong><b>Patrimonialismo e Clientelismo:<\/b><\/strong>\u00a0A confus\u00e3o entre o p\u00fablico e o privado faz com que o acesso a recursos do Estado seja intermediado por favores pessoais. Pol\u00edticos distribuem cargos e verbas em troca de apoio incondicional. (Crimes eleitorais e financeiros), cometidos permanentemente ao arrepio da Legisla\u00e7\u00e3o. <strong><b>&#8220;Toma l\u00e1, d\u00e1 c\u00e1&#8221;:<\/b><\/strong>\u00a0Empres\u00e1rios que buscam facilidades em licita\u00e7\u00f5es, subs\u00eddios ou afrouxamento de regula\u00e7\u00f5es muitas vezes se submetem a esse sistema, financiando campanhas ou prestando vassalagem pol\u00edtica para garantir a sobreviv\u00eancia e o lucro de seus neg\u00f3cios. <strong><b>Falta de Republicanismo:<\/b><\/strong>\u00a0O grande problema \u00e9tico reside na quebra da isonomia. Quando ao acesso \u00e0s oportunidades depende de quem voc\u00ea conhece ou de quem <strong>voc\u00ea &#8220;puxa o saco&#8221;, a meritocracia e a igualdade perante a lei s\u00e3o subvertidas.<\/strong>\u00a0Do ponto de vista da \u00e9tica e da integridade institucional, essa postura \u00e9 amplamente considerada hip\u00f3crita porque muitos dos que pregam discursos liberais ou de efici\u00eancia na gest\u00e3o p\u00fablica nos bastidores operam atrav\u00e9s de pr\u00e1ticas corporativistas e de depend\u00eancia do Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><b>Algumas refer\u00eancias: <\/b><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><b>\u00a0\u00a0\u00a0<\/b><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><b><i>Bauman, Z. Danos colaterais: Desigualdades sociais numa era global<\/i><\/b><\/em><\/strong><strong><em><b>\u00a0(Nova edi\u00e7\u00e3o: 2022)<\/b><\/em><\/strong><em>: Examina como o crescimento da desigualdade social gera &#8220;danos colaterais&#8221; (popula\u00e7\u00f5es marginalizadas) na era global. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><strong><em><b><i>Bauman, Z. A riqueza de poucos beneficia a todos n\u00f3s<\/i><\/b><\/em><\/strong><strong><em><b>\u00a0(2015)<\/b><\/em><\/strong><em>: Analisa a fal\u00e1cia de que a acumula\u00e7\u00e3o de riqueza por uma elite beneficia a sociedade, demonstrando o aumento da disparidade entre ricos e pobres. \u00a0<\/em> <em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><strong><em><b><i>Bauman, Z. Modernidade l\u00edquida<\/i><\/b><\/em><\/strong><strong><em><b>\u00a0(2001)<\/b><\/em><\/strong><em>: Obra central onde Bauman descreve a sociedade vol\u00e1til, focando na fragmenta\u00e7\u00e3o social e na desigualdade resultante. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><b><i>Bauman, Z. O mal-estar da p\u00f3s-modernidade<\/i><\/b><\/em><\/strong><strong><em><b>\u00a0(Nova edi\u00e7\u00e3o: 2022 \/ Original: 1997)<\/b><\/em><\/strong><em>: Discute a supress\u00e3o dos desiguais (estrangeiros, vagabundos) em contraste com a liberdade de consumo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><b>Bourdieu, Pierre. <\/b><\/em><\/strong><em><i>Contrafogos: T\u00e1ticas para Enfrentar a Invas\u00e3o Neoliberal<\/i><\/em><em>\u00a0(1998).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Brown, <\/em><\/strong><strong><em><b>Wendy.<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><em>Nas Ru\u00ednas do Neoliberalismo<\/em><em>\u00a0(2019).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Casara, Rubens.<\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><em><i>Contra a Mis\u00e9ria Neoliberal<\/i><\/em><em>\u00a0(2021).<\/em><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><b>Christian Dardot e Christian Laval. \u00a0<\/b><\/em><\/strong><em><i>A Nova Raz\u00e3o do Mundo: Ensaio sobre a Sociedade Neoliberal<\/i><\/em><em>\u00a0(2016 &#8211; tradu\u00e7\u00e3o brasileira).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><b>Fraser, Nancy.<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><em><i>Capitalismo, Neoliberalismo Progressista e Lutas.<\/i><\/em><em>(Reflex\u00f5es contempor\u00e2neas &#8211; 2021).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><b>Harvey, David.<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><em><i>O Neoliberalismo: Hist\u00f3ria e Implica\u00e7\u00f5es<\/i><\/em><em>\u00a0(2005). \u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Maquiavel, N. <\/em><\/strong><strong>O pr\u00edncipe<\/strong><strong><em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Maur\u00edcio Santana Dias. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2010.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Matta, R.<\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><strong><b>Carnavais, malandros e her\u00f3is: para uma sociologia do dilema brasileiro<\/b><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><b>Edi\u00e7\u00e3o\/Ano:<\/b><\/strong>\u00a06\u00aa Edi\u00e7\u00e3o | Rio de Janeiro: Rocco, 1997 (Publicado originalmente em 1979)<em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><b>Morin, E. <\/b><\/em><\/strong><strong><em>De Guerra Em Guerra: De 1940 A Ucr\u00e2nia.<\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><em>Publica\u00e7\u00e3o:<\/em><em>\u00a02024 (1\u00aa Edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas pela Editora Sesc SP).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Rodrigues, N. O Complexo de vira-lata, foi cunhada pelo c\u00e9lebre dramaturgo e jornalista N. Rodrigues, R. Manchete.1958.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><b>Souza, J. A Elite do Atraso: Da Escravid\u00e3o \u00e0 Lava Jato (2017):<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0Escancara o pacto das elites para manter privil\u00e9gios, utilizando a corrup\u00e7\u00e3o como discurso para atacar projetos de inclus\u00e3o social. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><strong><em><b>Souza, J. A Ral\u00e9 Brasileira: Quem \u00e9 e Como Vive (2009\/2017\/2023):<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0Obra cl\u00e1ssica que utiliza dados e depoimentos para mapear a &#8220;subcidadania&#8221;, um grupo de 70 milh\u00f5es de brasileiros vivendo em condi\u00e7\u00f5es de desvantagem acumulada. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><strong><em><b>Souza, J. Brasil dos Humilhados: Uma den\u00fancia da ideologia elitista (2022):<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0Demonstra como a elite intelectual constr\u00f3i uma imagem depreciativa do povo para justificar seu abandono. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><strong><em><b>Souza, J. A constru\u00e7\u00e3o social da subcidadania (2023):<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0Re\u00fane estudos sobre como a sociedade aceita a marginaliza\u00e7\u00e3o de <\/em><strong><em><b>Souza, J. A Radiografia do Golpe (2016):<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0Analisa o impeachment de 2016 como uma a\u00e7\u00e3o da elite para frear a inclus\u00e3o. \u00a0\u00a0\u00a0<\/em><strong><em><b>Souza, J. O Pobre de Direita (2024\/2025):<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0Explora as raz\u00f5es pelas quais pessoas de baixa renda votam contra seus pr\u00f3prios<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><b>Peketty, Thomas. <\/b><\/em><\/strong><em>O Capital no S\u00e9culo XXI,<\/em><em>(2013).<\/em><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><b>Sandel, Michael J.<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0<\/em><em><i>A Tirania do M\u00e9rito: O que aconteceu com o bem comum?<\/i><\/em><em>\u00a0(2020).<\/em><em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><b>Williams, Eric.<\/b><\/em><\/strong><em>\u00a0Em\u00a0<\/em><em><i>&#8220;Capitalism and Slavery&#8221;<\/i><\/em><em>\u00a0(reeditado em 2022).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><u>**contribui\u00e7\u00e3o do Professor DsC Dirlei A Bonfim, Doutor em Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Ambiental, Professor da Rede Estadual da Bahia, Professor Formador IAT\/SEC\/BA.*06\/2026.1.**<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Prof. Dirlei A Bonfim).* \u00a0 Historicamente, os vassalos eram intermedi\u00e1rios a (nobres), que recebiam terras nos (feudos) e prote\u00e7\u00e3o de um suserano\u00a0em troca de fidelidade e apoio militar.\u00a0Diferente dos servos, eles eram homens livres, que normalmente faziam parte de uma parte dos aristocratas. 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