{"id":128783,"date":"2026-04-11T11:09:04","date_gmt":"2026-04-11T14:09:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=128783"},"modified":"2026-04-11T11:09:04","modified_gmt":"2026-04-11T14:09:04","slug":"vitoria-do-ira-contra-os-estados-unidos-mudou-o-mundo-para-sempre-diz-mearsheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2026\/04\/11\/vitoria-do-ira-contra-os-estados-unidos-mudou-o-mundo-para-sempre-diz-mearsheimer\/","title":{"rendered":"Vit\u00f3ria do Ir\u00e3 contra os Estados Unidos mudou o mundo para sempre, diz Mearsheimer"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cientista pol\u00edtico afirma que Donald Trump recuou diante de uma derrota estrat\u00e9gica e avalia que a guerra aprofundou a transi\u00e7\u00e3o para uma ordem multipolar<\/strong><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b>A vit\u00f3ria do Ir\u00e3 contra os Estados Unidos mudou o mundo de forma permanente, na avalia\u00e7\u00e3o do cientista pol\u00edtico John Mearsheimer. Em entrevista ao analista Glenn Diesen, publicada no YouTube, o professor afirmou que a guerra exp\u00f4s os limites do poder militar de Washington, enfraqueceu Israel, abalou a economia internacional e acelerou transforma\u00e7\u00f5es profundas na ordem global.<\/p>\n<div class=\"embed-block\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/H2K3qDshr70?si=0Rj0toTjpiNoDW31\" width=\"560\" height=\"315\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A entrevista foi ao ar no canal de Glenn Diesen, sob o t\u00edtulo original\u00a0<i>\u201cJohn Mearsheimer: World Changed Forever as Iran Defeated the U.S.\u201d<\/i>. Ao longo da conversa, Mearsheimer sustenta que Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, percebeu que o conflito havia se tornado insustent\u00e1vel e passou a buscar uma sa\u00edda emergencial. Para ele, a oscila\u00e7\u00e3o de Trump entre amea\u00e7as extremas e recuo diplom\u00e1tico n\u00e3o revela for\u00e7a, mas desespero diante de uma guerra que n\u00e3o podia vencer.<\/p>\n<h2>Trump recuou porque n\u00e3o tinha como vencer<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na avalia\u00e7\u00e3o de Mearsheimer, a posi\u00e7\u00e3o de Trump ficou clara em duas manifesta\u00e7\u00f5es feitas na segunda-feira, 6 de abril. Segundo ele, pela manh\u00e3 o presidente adotou um tom de amea\u00e7a absoluta contra o Ir\u00e3. Horas depois, por\u00e9m, mudou radicalmente de rumo e passou a admitir negocia\u00e7\u00f5es com base nas exig\u00eancias iranianas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor resumiu sua leitura de forma direta: \u201cO presidente Trump est\u00e1 desesperado para encerrar esta guerra\u201d. Em seguida, refor\u00e7ou que a mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o teve um significado inequ\u00edvoco: \u201cEle encontrou a sa\u00edda de emerg\u00eancia, e a sa\u00edda de emerg\u00eancia \u00e9 admitir a derrota\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Mearsheimer, Trump percebeu que os Estados Unidos n\u00e3o tinham uma via plaus\u00edvel para escalar o conflito sem mergulhar em uma cat\u00e1strofe ainda maior. Segundo ele, Washington n\u00e3o podia obter vit\u00f3ria militar decisiva, tampouco transformar a guerra em um sucesso pol\u00edtico. Por isso, a \u00fanica alternativa real teria sido o recuo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cientista pol\u00edtico foi ainda mais duro ao comentar a amea\u00e7a feita por Trump contra o povo iraniano. Segundo ele, tratou-se de uma formula\u00e7\u00e3o inaceit\u00e1vel: \u201cEsta \u00e9 uma amea\u00e7a genocida de primeira ordem. Este \u00e9 o tipo de linguagem que voc\u00ea espera de Adolf Hitler, n\u00e3o de um presidente americano\u201d.<\/p>\n<h2>Derrota estrat\u00e9gica dos Estados Unidos e de Israel<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mearsheimer afirma que a dimens\u00e3o da derrota pode ser medida pelos objetivos que, segundo ele, haviam sido fixados por Washington e Tel Aviv no in\u00edcio do conflito. Em sua an\u00e1lise, nenhum deles foi alcan\u00e7ado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele listou quatro metas centrais: mudan\u00e7a de regime no Ir\u00e3, elimina\u00e7\u00e3o da capacidade iraniana de enriquecimento nuclear, destrui\u00e7\u00e3o dos m\u00edsseis bal\u00edsticos de longo alcance e fim do apoio de Teer\u00e3 ao Hezbollah, ao Hamas e aos houthis. Sobre o resultado, foi taxativo: \u201cNenhuma dessas quatro exig\u00eancias foi realizada. Nenhuma\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mesmo tempo, afirmou, o Ir\u00e3 manteve capacidade de press\u00e3o regional e ampliou sua influ\u00eancia estrat\u00e9gica, sobretudo pela posi\u00e7\u00e3o em torno do estreito de Ormuz. Para Mearsheimer, isso alterou o equil\u00edbrio regional em favor de Teer\u00e3 e deixou os Estados Unidos e Israel em situa\u00e7\u00e3o mais delicada do que antes da guerra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele tamb\u00e9m ressaltou que o rev\u00e9s foi ainda mais profundo para o governo de Benjamin Netanyahu: \u201cEsta \u00e9 uma derrota clara. E, a prop\u00f3sito, \u00e9 uma derrota ainda maior para Israel\u201d.<\/p>\n<h2>O estreito de Ormuz e a nova alavanca iraniana<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos pontos centrais da entrevista foi o controle do estreito de Ormuz e seu impacto sobre o com\u00e9rcio global de energia. Mearsheimer argumenta que o Ir\u00e3 saiu da guerra com enorme capacidade de press\u00e3o geoecon\u00f4mica, embora tenha pago um pre\u00e7o alt\u00edssimo em destrui\u00e7\u00e3o interna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor fez uma pondera\u00e7\u00e3o importante. Disse que seria errado exagerar a for\u00e7a do Ir\u00e3, porque o pa\u00eds foi devastado por san\u00e7\u00f5es e ataques. Ainda assim, insistiu que o controle sobre rotas estrat\u00e9gicas mudou o tabuleiro. Nas palavras dele, \u201cn\u00e3o h\u00e1 d\u00favida, por\u00e9m, de que, dado o fato de controlarem o estreito de Ormuz, eles t\u00eam uma enorme quantidade de influ\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mearsheimer ampliou o racioc\u00ednio ao lembrar a articula\u00e7\u00e3o regional do Ir\u00e3 com os houthis, no I\u00eamen. Segundo ele, a combina\u00e7\u00e3o entre a press\u00e3o sobre o estreito de Ormuz e a possibilidade de interrup\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fego no Bab el-Mandeb d\u00e1 a Teer\u00e3 e a seus aliados capacidade concreta de afetar fluxos vitais de petr\u00f3leo, g\u00e1s, fertilizantes e mercadorias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, ele diz que o mundo passou a lidar com uma nova realidade estrat\u00e9gica, na qual os Estados Unidos continuam poderosos, mas muito menos capazes de impor sua vontade.<\/p>\n<h2>A economia mundial entrou no centro da crise<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na interpreta\u00e7\u00e3o de Mearsheimer, o fator decisivo para o recuo americano n\u00e3o foi apenas militar. O elemento central foi o temor de uma convuls\u00e3o econ\u00f4mica global de enormes propor\u00e7\u00f5es. Ele afirmou que China e R\u00fassia compreenderam rapidamente o alcance do problema e passaram a pressionar por uma sa\u00edda negociada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o professor, Pequim teria atuado em conjunto com os paquistaneses e mantido contato direto com Teer\u00e3 para estimular negocia\u00e7\u00f5es. Para ele, a continuidade da guerra colocaria em risco n\u00e3o apenas o mercado de energia, mas tamb\u00e9m cadeias globais de alimentos, insumos e transporte.<\/p>\n<blockquote><p>Mearsheimer enfatizou esse ponto com clareza: \u201cEu acho que \u00e9 a economia global que realmente est\u00e1 conduzindo o trem aqui\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao desenvolver o argumento, ele afirmou que a crise n\u00e3o atingiria apenas os pa\u00edses diretamente envolvidos, mas todo o planeta. \u201cSe esta guerra continuar, ela precisa ser encerrada\u201d, disse. E acrescentou: \u201cA palavra que quero sublinhar \u00e9 todos\u201d, ao afirmar que todos seriam atingidos pelas consequ\u00eancias do conflito.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Trump saiu politicamente ferido<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Mearsheimer, o fracasso militar e diplom\u00e1tico ter\u00e1 reflexos profundos dentro dos pr\u00f3prios Estados Unidos. Ele avalia que a guerra comprometeu a imagem constru\u00edda por Trump como l\u00edder forte, avesso a aventuras militares desastrosas e capaz de restaurar a grandeza americana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sua vis\u00e3o, esse capital pol\u00edtico foi seriamente abalado. \u201cEu acho que isso vai destruir a presid\u00eancia Trump\u201d, afirmou. Em seguida, ponderou que ele pode permanecer formalmente no cargo at\u00e9 o fim do mandato, mas j\u00e1 estaria \u201cseriamente danificado\u201d do ponto de vista pol\u00edtico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor destacou ainda o desgaste do presidente junto a setores que antes o apoiavam, mencionando conflitos com nomes influentes do campo conservador e da base do movimento MAGA. Para ele, a guerra n\u00e3o apenas agravou divis\u00f5es internas como tamb\u00e9m tornou muito mais dif\u00edcil para Trump sustentar a narrativa de que representa for\u00e7a, intelig\u00eancia estrat\u00e9gica e controle da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Rela\u00e7\u00f5es entre Estados Unidos e Israel tamb\u00e9m saem abaladas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro ponto forte da entrevista \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o de que a guerra provocou dano relevante na rela\u00e7\u00e3o entre Washington e Tel Aviv. Mearsheimer afirmou que h\u00e1 evid\u00eancias crescentes de que Israel empurrou os Estados Unidos para um conflito desastroso, prometendo uma vit\u00f3ria r\u00e1pida que jamais se concretizou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, quando a poeira baixar e a sociedade americana come\u00e7ar a discutir as causas do desastre, a responsabilidade israelense entrar\u00e1 com for\u00e7a no debate p\u00fablico. O professor lembrou que, em guerras perdidas, a investiga\u00e7\u00e3o sobre as origens do conflito costuma ganhar enorme centralidade.<\/p>\n<blockquote><p>Ele foi direto ao afirmar: \u201cOs israelenses conduziram Trump pelo nariz para dentro deste desastre\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na vis\u00e3o do cientista pol\u00edtico, isso pode acelerar uma mudan\u00e7a j\u00e1 em curso na percep\u00e7\u00e3o americana sobre Israel, tanto na opini\u00e3o p\u00fablica quanto entre setores da elite pol\u00edtica. Para ele, o conflito n\u00e3o terminou apenas com uma derrota militar, mas tamb\u00e9m com um abalo pol\u00edtico profundo na alian\u00e7a que estruturou parte importante da estrat\u00e9gia dos Estados Unidos no Oriente M\u00e9dio nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<h2>O risco de escalada nuclear<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um dos trechos mais graves da entrevista, Mearsheimer afirma que Israel pode chegar \u00e0 conclus\u00e3o de que n\u00e3o conseguir\u00e1 conter o Ir\u00e3 por meios convencionais. A partir da\u00ed, na vis\u00e3o dele, surge um cen\u00e1rio ainda mais perigoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o professor, a percep\u00e7\u00e3o israelense sobre o Ir\u00e3 \u00e9 distinta da vis\u00e3o predominante em outros pa\u00edses. Ele argumenta que Tel Aviv trata Teer\u00e3 como inimigo existencial e acredita que um Ir\u00e3 fortalecido representa amea\u00e7a mortal. Diante disso, e ap\u00f3s o fracasso militar no conflito recente, Mearsheimer v\u00ea crescer o risco de que setores israelenses passem a considerar seriamente o uso de armas nucleares.<\/p>\n<blockquote><p>Ele n\u00e3o suavizou a advert\u00eancia: \u201cEu n\u00e3o descartaria a possibilidade de eles usarem uma arma nuclear contra o Ir\u00e3\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se, em sua an\u00e1lise, de uma consequ\u00eancia extrema de uma guerra que terminou sem alcan\u00e7ar os objetivos declarados e ainda produziu um ambiente de instabilidade muito maior.<\/p>\n<h2>Mundo multipolar sai refor\u00e7ado<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao olhar para as consequ\u00eancias de longo prazo, Mearsheimer sustenta que o resultado da guerra n\u00e3o alterou a base material do poder americano, mas enfraqueceu fortemente sua capacidade de projetar esse poder e de influenciar outros Estados. Essa distin\u00e7\u00e3o, para ele, \u00e9 crucial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor afirmou que os Estados Unidos continuam sendo uma grande pot\u00eancia, mas sa\u00edram do conflito com menos capacidade de coer\u00e7\u00e3o, menos credibilidade entre aliados e maior dificuldade de moldar os acontecimentos em regi\u00f5es estrat\u00e9gicas. Isso beneficia especialmente China e R\u00fassia, n\u00e3o porque elas tenham se tornado subitamente mais poderosas, mas porque Washington passou a operar em condi\u00e7\u00f5es piores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele retomou, ent\u00e3o, sua tese j\u00e1 conhecida sobre a ordem internacional: \u201cVivemos em um mundo multipolar desde 2017\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na leitura de Mearsheimer, a guerra contra o Ir\u00e3 refor\u00e7ou essa transi\u00e7\u00e3o. Os Estados Unidos n\u00e3o deixaram de ser poderosos, mas sua autoridade global foi ainda mais corro\u00edda. Em v\u00e1rias regi\u00f5es, de acordo com ele, aliados passaram a ver Washington como parceiro menos confi\u00e1vel, menos previs\u00edvel e menos eficiente.<\/p>\n<h2>Europa, Otan e Ucr\u00e2nia diante de um cen\u00e1rio mais sombrio<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A entrevista tamb\u00e9m tratou dos impactos sobre a Europa, a Otan e a guerra na Ucr\u00e2nia. Mearsheimer avalia que Trump tentar\u00e1 transferir aos europeus a responsabilidade por derrotas e fracassos acumulados, tanto no Oriente M\u00e9dio quanto no Leste Europeu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, o presidente americano precisar\u00e1 de bodes expiat\u00f3rios para explicar o desastre, e os europeus aparecem como alvo prov\u00e1vel. Isso tende a agravar ainda mais a crise transatl\u00e2ntica e a esvaziar o papel da Otan como alian\u00e7a efetiva.<\/p>\n<blockquote><p>Sobre o futuro do bloco militar, o cientista pol\u00edtico foi sombrio: \u201cO futuro da Otan parece sombrio, para dizer o m\u00ednimo\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso da Ucr\u00e2nia, ele sustenta que a guerra contra o Ir\u00e3 drenou ainda mais recursos, armamentos e margem pol\u00edtica de Washington. Assim, a possibilidade de um novo esfor\u00e7o robusto dos Estados Unidos em favor de Kiev se tornaria ainda menor. Ao mesmo tempo, Trump, em sua avalia\u00e7\u00e3o, procurar\u00e1 culpar a Europa por qualquer colapso ucraniano no campo de batalha.<\/p>\n<h2>Uma guerra que deixou marcas permanentes<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao fim da entrevista, Mearsheimer voltou \u00e0 ideia central de que o conflito n\u00e3o foi apenas mais um epis\u00f3dio regional, mas um marco hist\u00f3rico. Para ele, o fracasso dos Estados Unidos e de Israel no confronto com o Ir\u00e3 produziu uma inflex\u00e3o duradoura, com efeitos sobre alian\u00e7as, fluxos econ\u00f4micos, percep\u00e7\u00e3o de poder e arquitetura internacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A guerra, segundo sua an\u00e1lise, mostrou que a for\u00e7a militar americana encontra limites cada vez mais evidentes quando confrontada com realidades geopol\u00edticas complexas, custos econ\u00f4micos globais e advers\u00e1rios dispostos a prolongar o confronto. Mais do que isso, revelou que a era da imposi\u00e7\u00e3o unilateral de Washington enfrenta desgaste acelerado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por essa raz\u00e3o, a fala que d\u00e1 t\u00edtulo ao v\u00eddeo e sintetiza o racioc\u00ednio do professor ganha peso especial: a vit\u00f3ria do Ir\u00e3 contra os Estados Unidos, segundo Mearsheimer, mudou o mundo para sempre.<\/p>\n<div class=\"tbl-read-more-box\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientista pol\u00edtico afirma que Donald Trump recuou diante de uma derrota estrat\u00e9gica e avalia que a guerra aprofundou a transi\u00e7\u00e3o para uma ordem multipolar \u00a0A vit\u00f3ria do Ir\u00e3 contra os Estados Unidos mudou o mundo de forma permanente, na avalia\u00e7\u00e3o do cientista pol\u00edtico John Mearsheimer. Em entrevista ao analista Glenn Diesen, publicada no YouTube, o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":128784,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[109,71],"tags":[8050,1496,8049,2361,8048,859],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128783"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=128783"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128783\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":128785,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128783\/revisions\/128785"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/128784"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=128783"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=128783"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=128783"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}