{"id":128523,"date":"2026-03-29T21:46:29","date_gmt":"2026-03-30T00:46:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=128523"},"modified":"2026-03-29T21:46:29","modified_gmt":"2026-03-30T00:46:29","slug":"o-mercado-e-nao-os-sindicatos-nos-propicia-lazer-e-seguranca-no-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2026\/03\/29\/o-mercado-e-nao-os-sindicatos-nos-propicia-lazer-e-seguranca-no-trabalho\/","title":{"rendered":"O mercado, e n\u00e3o os sindicatos, nos propicia lazer e seguran\u00e7a no trabalho"},"content":{"rendered":"<div class=\"imagem-topo-container\"><picture class=\"imagem-topo-artigo wp-post-image\"><source srcset=\"https:\/\/mises.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/159ae8d9-be74-4adb-a7d8-576f33a85222-1024x683.jpg.webp 1024w, https:\/\/mises.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/159ae8d9-be74-4adb-a7d8-576f33a85222-768x512.jpg.webp 768w, 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Lembrei-me disso recentemente ao ver um adesivo de p\u00e1ra-choque aclamando um dos credos fundamentais do sindicalismo: \u201cO movimento sindical: as pessoas que lhe trouxeram o fim de semana\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o exatamente.\u00a0 Nas \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX, a semana de trabalho era de, em m\u00e9dia, 61 horas de trabalho.\u00a0 Atualmente, nos pa\u00edses mais ricos, ela \u00e9 de 34 horas.\u00a0 E esta quase duplica\u00e7\u00e3o do tempo de lazer para os trabalhadores foi possibilitada pelo capitalismo, e n\u00e3o pelo sindicalismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como\u00a0<a href=\"https:\/\/mises.org.br\/livros\/90\/acao-humana-um-tratado-de-economia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">explicou<\/a>\u00a0Mises: \u201cNa sociedade capitalista prevalece uma tend\u00eancia de cont\u00ednuo aumento da quota de capital investido per capita. \u00a0\u2026 \u00a0Consequentemente, a produtividade marginal do trabalho, os sal\u00e1rios reais e o padr\u00e3o de vida dos assalariados tendem a aumentar continuamente.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 claro que isso s\u00f3 ocorre em economias capitalistas em que a prevalecem a propriedade privada, a livre iniciativa e o empreendedorismo.\u00a0 O cont\u00ednuo aumento observado no padr\u00e3o de vida dos pa\u00edses (predominantemente) capitalistas se deve aos benef\u00edcios gerados pelo investimento em capital, pelo empreendedorismo, pelo avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, e por uma for\u00e7a de trabalho mais bem educada (e n\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o estatal, que serviu apenas para tornar a popula\u00e7\u00e3o mais ignorante).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os sindicatos rotineiramente conseguem um feito inegavelmente astuto: eles conseguem ganhar o cr\u00e9dito por essas melhorias ao mesmo tempo em que defendem pol\u00edticas que afetam e obstruem justamente as institui\u00e7\u00f5es do capitalismo que s\u00e3o a causa da prosperidade deles pr\u00f3prios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A semana de trabalho mais curta \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o inteiramente capitalista.\u00a0 \u00c0 medida que os investimentos em capital \u2014 isto \u00e9, em m\u00e1quinas, equipamentos e instala\u00e7\u00f5es mais modernas \u2014 levaram a um aumento na produtividade marginal dos trabalhadores ao longo do tempo, foi poss\u00edvel que uma quantidade menor de trabalho gerasse os mesmos n\u00edveis de produ\u00e7\u00e3o.\u00a0 \u00c0 medida que a concorr\u00eancia por m\u00e3o-de-obra foi se tornando mais intensa, v\u00e1rios empregadores passaram a competir pelos melhores empregados.\u00a0 E esta competi\u00e7\u00e3o se deu de duas maneiras: oferecendo sal\u00e1rios maiores e horas de trabalho menores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqueles que n\u00e3o oferecessem semanas de trabalho menores eram obrigados pelas for\u00e7as da concorr\u00eancia a compensar esta desvantagem oferecendo sal\u00e1rios maiores \u2014 caso contr\u00e1rio, estes empreendedores se tornariam pouco competitivos junto ao mercado de trabalho, ficando sem m\u00e3o-de-obra qualificada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A concorr\u00eancia capitalista, n\u00e3o obstante as alega\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias dos sindicalistas, tamb\u00e9m explica por que o \u201ctrabalho infantil\u201d desapareceu nos pa\u00edses ricos.\u00a0 Antigamente, os jovens deixavam o campo e iam para a cidade trabalhar sob condi\u00e7\u00f5es severas nas f\u00e1bricas porque isso era uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia para eles e para suas fam\u00edlias.\u00a0 Por\u00e9m, \u00e0 medida que os trabalhadores foram se tornando mais bem pagos \u2014 gra\u00e7as aos investimentos em capital e aos subsequentes aumentos na produtividade \u2013, um n\u00famero cada vez maior de pessoas passou a poder se dar ao luxo de manter seus filhos em casa e na escola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As legisla\u00e7\u00f5es, apoiadas pelos sindicatos, proibindo o trabalho infantil s\u00f3 surgiram\u00a0<a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/Child-Labor-Industrial-Revolution-Nardinelli\/dp\/0253339715\"><em>depois<\/em>\u00a0<\/a>que o trabalho infantil j\u00e1 havia declinado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ademais, as leis contra o trabalho infantil aprovadas nos s\u00e9culos seguintes sempre foram de cunho protecionista e sempre tiveram o objetivo de privar os mais jovens da oportunidade de trabalhar.\u00a0 Dado que o trabalho infantil, em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, concorria com a m\u00e3o-de-obra sindicalizada, os sindicatos se esfor\u00e7aram ao m\u00e1ximo para usar o poder do estado com o intuito de privar os mais jovens do direito de trabalhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, nos pa\u00edses mais atrasados, o amor incontido dos sindicalistas \u00e0s crian\u00e7as fez com que a alternativa ao \u201ctrabalho infantil\u201d passasse a ser a mendic\u00e2ncia, a prostitui\u00e7\u00e3o, o crime e a inani\u00e7\u00e3o.\u00a0 Os sindicatos absurdamente proclamam estar adotando uma postura altamente moral ao defenderem pol\u00edticas protecionistas que inevitavelmente levam a estas desumanas consequ\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os sindicatos tamb\u00e9m se vangloriam de ter defendido todas as legisla\u00e7\u00f5es sobre seguran\u00e7a do trabalho impostas pelo Minist\u00e9rio do Trabalho e similares ag\u00eancias governamentais.\u00a0 \u00c9 fato que os ambientes de trabalho s\u00e3o hoje muito mais seguros do que eram h\u00e1 mais de um s\u00e9culo, mas isso foi tamb\u00e9m uma consequ\u00eancia das for\u00e7as da concorr\u00eancia capitalista, e n\u00e3o das regulamenta\u00e7\u00f5es defendidas pelos sindicatos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[N. do E.: ainda hoje, h\u00e1 pessoas que realmente acreditam que no s\u00e9culo XVIII havia o mesmo tanto de riqueza que h\u00e1 hoje, de modo que, se os sal\u00e1rios eram baixos (comparado aos padr\u00f5es de hoje), se a seguran\u00e7a no trabalho era prec\u00e1ria (de novo, comparado aos padr\u00f5es de hoje) e se mulheres e crian\u00e7as trabalhavam, isso s\u00f3 ocorria porque os malditos e gananciosos capitalistas se recusavam a prover seguran\u00e7a e sal\u00e1rios altos, e obrigavam mulheres e crian\u00e7as a trabalhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tais pessoas realmente acreditam que bastava apenas um decreto governamental para que um trabalhador em 1750 gozasse dos mesmos confortos, seguran\u00e7a no trabalho e n\u00edveis salariais vigentes hoje!\u00a0 \u00c9 inacredit\u00e1vel.\u00a0 Para quem est\u00e1 acostumado a todas as comodidades e confortos do s\u00e9culo XXI, \u00e9 claro que as condi\u00e7\u00f5es de vida do s\u00e9culo XVIII pareciam \u201csub-humanas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falar que a qualidade de vida era ruim nos s\u00e9culos XVIII e XIX tendo por base o s\u00e9culo XXI, e da\u00ed tirar conclus\u00f5es, \u00e9 vigarice intelectual.\u00a0 Tal postura ignora toda a acumula\u00e7\u00e3o de capital que ocorreu ao logo dos s\u00e9culos seguintes.\u00a0 Era simplesmente imposs\u00edvel ter nos s\u00e9culos XVIII e XIX a qualidade de vida que usufru\u00edmos hoje no s\u00e9culo XXI, a seguran\u00e7a no trabalho, e a renda.\u00a0 Naquela \u00e9poca, n\u00e3o havia a mesma acumula\u00e7\u00e3o de capital que temos hoje.\u00a0 A produtividade era menor, os investimentos eram menores, a quantidade e a variedade de bens e servi\u00e7os eram menores.\u00a0 Era imposs\u00edvel ter naquela \u00e9poca a mesma quantidade de comodidades que temos hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trabalhar muito e receber pouco n\u00e3o era uma decis\u00e3o de capitalistas maldosos.\u00a0 Era a necessidade da \u00e9poca.\u00a0 Quem realmente acredita que era poss\u00edvel trabalhar 6 horas por dia nos s\u00e9culos XVIII e XIX e ainda assim viver bem n\u00e3o entende absolutamente nada de economia.\u00a0 Tal racioc\u00ednio parte do princ\u00edpio de que vivemos no Jardim do \u00c9den, que a riqueza j\u00e1 est\u00e1 dada, e que tudo \u00e9 uma mera quest\u00e3o de redistribui\u00e7\u00e3o.]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ambientes de trabalho perigosos e prec\u00e1rios s\u00e3o extremamente custosos para os empregadores, pois eles s\u00e3o obrigados a oferecer uma diferen\u00e7a compensadora (sal\u00e1rios maiores) para conseguir atrair m\u00e3o-de-obra.\u00a0 Mais ainda: a diferen\u00e7a salarial teria de ser muito alta para atrair trabalhadores qualificados, que \u00e9 o que todo empregador realmente quer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, qualquer empreendedor possui um poderoso interesse financeiro em aperfei\u00e7oar a seguran\u00e7a de seu ambiente de trabalho, especialmente nas ind\u00fastrias, onde os sal\u00e1rios normalmente s\u00e3o a maioria dos custos totais.\u00a0 Adicionalmente, caso o mercado de trabalho seja livre, permitindo ampla liberdade de mobilidade para os trabalhadores e ampla oferta de trabalho, empregadores que n\u00e3o aumentarem continuamente tanto a seguran\u00e7a quanto os sal\u00e1rios de seus empregados ir\u00e3o perder m\u00e3o-de-obra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toda perda de m\u00e3o-de-obra implica grandes custos para os empregadores, que t\u00eam de arcar com os custos da m\u00e3o-de-obra perdida, treinando e qualificando novos empregados.\u00a0 Da mesma maneira, quanto menor for a seguran\u00e7a no trabalho, maiores ser\u00e3o os gastos com compensa\u00e7\u00f5es trabalhistas em decorr\u00eancia de acidentes de trabalho \u2014 para n\u00e3o mencionar a simples amea\u00e7a de processos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Investimentos em tecnologia \u2014 desde tratores e retroescavadeiras com ar condicionado aos rob\u00f4s utilizados nas f\u00e1bricas de autom\u00f3veis \u2014 tamb\u00e9m tornaram o ambiente de trabalho mais seguro.\u00a0 No entanto, os sindicatos quase sempre se\u00a0<em>opuseram<\/em>\u00a0a estas tecnologias, recorrendo ao argumento\u00a0<a href=\"https:\/\/mises.org.br\/\">ludita<\/a>\u00a0de que elas \u201cdestroem empregos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mises estava certo ao dizer que os sindicatos sempre foram uma das principais fontes de propaganda anticapitalista.\u00a0 Por\u00e9m, desde que ele escreveu\u00a0<em>A\u00e7\u00e3o Humana<\/em>, os sindicatos tamb\u00e9m se tornaram a principal frente de esfor\u00e7os lobistas em prol da regulamenta\u00e7\u00e3o e da tributa\u00e7\u00e3o de empresas, algo que serve apenas para destruir seu capital e consequentemente impedir aprimoramentos na produ\u00e7\u00e3o e na seguran\u00e7a do trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso obstruiu severamente o progresso da economia de mercado, fazendo com que todos, inclusive os sindicalistas, ficassem em uma situa\u00e7\u00e3o pior do que poderiam estar em termos econ\u00f4micos.\u00a0 As regulamenta\u00e7\u00f5es impostas sobre as empresas por burocracias federais, estaduais e municipais constituem um tributo efetivo sobre os investimentos em capital, fazendo com que tais investimentos sejam menos lucrativos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Menos investimentos em capital geram um decl\u00ednio no crescimento da produtividade da m\u00e3o-de-obra, o que por sua vez diminui o crescimento dos sal\u00e1rios e do padr\u00e3o de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adicionalmente, um aumento mais lento da produtividade leva a um aumento mais lento de tudo o que \u00e9 produzido na economia, fazendo com que os pre\u00e7os de bens e servi\u00e7os sejam maiores do que seriam em um contexto de maior liberdade.\u00a0 Adicionalmente, uma quantidade menor de produtos ser\u00e1 inventada e comercializada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo isso \u00e9 prejudicial para a economia e para o bem-estar daquelas mesmas pessoas que os sindicatos alegam \u201crepresentar\u201d.\u00a0 (Inacreditavelmente, existem economistas que afirmam que os sindicatos s\u00e3o\u00a0<em>bons<\/em>\u00a0para a produtividade.\u00a0 Se isso fosse verdade, as empresas estariam\u00a0<em>recrutando<\/em>\u00a0sindicalistas, e n\u00e3o se esfor\u00e7ando para tentar impedir a sindicaliza\u00e7\u00e3o de seus empregados.)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mises tamb\u00e9m demonstrou que, \u00e0 medida que as empresas v\u00e3o se tornando mais estritamente reguladas, suas decis\u00f5es empreendedoriais v\u00e3o se tornando cada vez mais baseadas na aquiesc\u00eancia aos ditames governamentais e n\u00e3o na busca pelo lucro.\u00a0 Os sindicatos continuam a clamar por mais regulamenta\u00e7\u00f5es porque, para poderem sobreviver, eles t\u00eam de convencer os trabalhadores \u2014 e a sociedade \u2014 de que \u201cas empresas s\u00e3o o inimigo\u201d.\u00a0 \u00c9 por isso que, como observou Mises, a propaganda sindicalista sempre foi anticapitalista.\u00a0 Os trabalhadores supostamente necessitam de ser protegidos do \u201cinimigo\u201d pelos sindicatos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a realidade \u00e9 que substituir decis\u00f5es que visam ao lucro pela mera complac\u00eancia \u00e0 burocracia \u00e9 uma postura que reduz a lucratividade sem trazer benef\u00edcio algum para ningu\u00e9m.\u00a0 O resultado final ser\u00e1, mais uma vez, uma redu\u00e7\u00e3o na lucratividade do investimento e uma subsequente redu\u00e7\u00e3o na quantidade de investimentos.\u00a0 Os sal\u00e1rios estagnam e qualidade de vida fica abaixo do potencial, gra\u00e7as \u00e0 autodestrutiva propaganda sindical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As altas hostes sindicais, extremamente bem remuneradas, conseguem manter seus empregos e seus privil\u00e9gios ao perpetuarem tais propagandas.\u00a0 V\u00e1rios l\u00edderes sindicais conseguem se tornar pol\u00edticos bem-sucedidos.\u00a0 Mas o que eles realmente fazem \u00e9 prejudicar exatamente aquelas pessoas que compulsoriamente pagam as taxas que s\u00e3o utilizadas para sustentar seus luxos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Thomas DiLorenzo\u00a01 de maio de 2016 Em seu livro\u00a0A\u00e7\u00e3o Humana, Ludwig von Mises escreveu que os sindicatos sempre foram a fonte prim\u00e1ria de propaganda anticapitalista.\u00a0 Lembrei-me disso recentemente ao ver um adesivo de p\u00e1ra-choque aclamando um dos credos fundamentais do sindicalismo: \u201cO movimento sindical: as pessoas que lhe trouxeram o fim de semana\u201d. 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