{"id":128423,"date":"2026-03-24T00:16:10","date_gmt":"2026-03-24T03:16:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=128423"},"modified":"2026-03-23T20:26:12","modified_gmt":"2026-03-23T23:26:12","slug":"brasil-tem-menos-mulheres-no-parlamento-mas-populacao-e-das-mais-progressistas-entre-paises-lusofonos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2026\/03\/24\/brasil-tem-menos-mulheres-no-parlamento-mas-populacao-e-das-mais-progressistas-entre-paises-lusofonos\/","title":{"rendered":"Brasil tem menos mulheres no parlamento, mas popula\u00e7\u00e3o \u00e9 das mais progressistas entre pa\u00edses lus\u00f3fonos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Barometro da Lusofonia aponta sociedade brasileira como uma das que mais apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o ensino da hist\u00f3ria negra nas escolas.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil aparece como o pa\u00eds com menor presen\u00e7a de mulheres no parlamento entre as na\u00e7\u00f5es de l\u00edngua portuguesa, mas simultaneamente est\u00e1 entre os mais progressistas quando o assunto \u00e9 opini\u00e3o p\u00fablica. Os dados s\u00e3o da primeira edi\u00e7\u00e3o do Bar\u00f4metro da Lusofonia, pesquisa realizada pelo IPESPE &#8211; Instituto de Pesquisas Sociais, Pol\u00edticas e Econ\u00f4micas &#8211; com mais de 5 mil entrevistados em oito pa\u00edses (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Mo\u00e7ambique, Portugal, S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e Timor-Leste).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O levantamento mostra que a sociedade reconhece e debate essas desigualdades: 55% dos brasileiros consideram que as condi\u00e7\u00f5es entre homens e mulheres s\u00e3o desiguais ou muito desiguais. Entre os pa\u00edses lus\u00f3fonos, \u00e9 o terceiro na lista daqueles que mais detectam essa desigualdade de g\u00eanero. Os dois primeiros pa\u00edses dessa lista s\u00e3o africanos: Guin\u00e9-Bissau (76%) e Cabo Verde (62%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o Brasil, na sequ\u00eancia, mais duas na\u00e7\u00f5es da \u00c1frica: Angola (53%) e Mo\u00e7ambique (52%). Em Portugal, houve empate t\u00e9cnico entre os que consideram as condi\u00e7\u00f5es entre homens e mulheres muito desiguais ou desiguais (49%) e aqueles que consideram que h\u00e1 pouca ou nenhuma diferen\u00e7a entre eles (50%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Completam a lista S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe (44%) e Timor-Leste, o pa\u00eds que menos detectou diferen\u00e7a entre g\u00eaneros: 43% disseram que as condi\u00e7\u00f5es entre homens e mulheres s\u00e3o desiguais ou muito desiguais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa tamb\u00e9m aponta, a partir de dados internacionais, um d\u00e9ficit na representa\u00e7\u00e3o feminina no parlamento brasileiro, colocando o pa\u00eds na pen\u00faltima posi\u00e7\u00e3o entre os lus\u00f3fonos analisados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela ordem, os pa\u00edses com mais representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica feminina s\u00e3o Cabo Verde (44,4%), Mo\u00e7ambique (42,4%) e Timor-Leste (38,5%). Eles superam\u00a0 inclusive Portugal (36,1%), cujo percentual \u00e9 bastante pr\u00f3ximo ao de Angola (36,8%). A lista \u00e9 completada por S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe (20,0%), Brasil (17,7%) e Guin\u00e9-Bissau (14,9%). o pior no ranking de representa\u00e7\u00e3o feminina.<\/p>\n<p><strong>Comportamento progressista<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil aparece entre os pa\u00edses com maior apoio a pautas como o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o ensino da hist\u00f3ria negra nas escolas, sinalizando uma popula\u00e7\u00e3o mais aberta a temas ligados a direitos civis e inclus\u00e3o. \u00c9 o segundo na lista de apoio ao casamento homoafetivo, com 48% de respostas favor\u00e1veis, superado apenas por Portugal (70%). Na sequ\u00eancia v\u00eam Cabo Verde (38%), bem \u00e0 frente de Angola e Mo\u00e7ambique (ambos 10%), Timor-Leste (7%) e S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e Guin\u00e9-Bissau (ambos com 3%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A percep\u00e7\u00e3o sobre desigualdade racial tamb\u00e9m se destaca. Para 35% dos entrevistados, a heran\u00e7a da escravid\u00e3o ainda impacta fortemente a sociedade brasileira \u2014 \u00edndice superior \u00e0 m\u00e9dia dos pa\u00edses lus\u00f3fonos. Al\u00e9m da \u00e1rea social, o brasileiro considera que o legado da escravid\u00e3o afeta tamb\u00e9m a cultura (18%), a pol\u00edtica (17%) e a economia (9%); outros 12% dos entrevistados afirmaram que a escravid\u00e3o afeta todas essas \u00e1reas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-128425\" src=\"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/mulher-parlam-B.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"289\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, em Portugal 35% dos entrevistados tamb\u00e9m apontam o social como o setor em que a heran\u00e7a da escravid\u00e3o possui mais impacto. Economia (16%), cultura (13%) e pol\u00edtica (7%) foram citados na sequ\u00eancia, enquanto 13% das pessoas disseram que os efeitos da escravid\u00e3o perpassam todas essas \u00e1reas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No campo dos valores, o Brasil ocupa posi\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria na aceita\u00e7\u00e3o de imigrantes, com 69% favor\u00e1veis \u00e0 entrada de estrangeiros, indicando uma sociedade relativamente aberta, mas ainda atravessada por desigualdades estruturais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portugal \u00e9 o pa\u00eds com menor percep\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o, com 43%. L\u00e1, 52% dos entrevistados disseram ser desfavor\u00e1veis aos imigrantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pa\u00edses lus\u00f3fonos mais favor\u00e1veis \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o est\u00e3o na \u00c1frica: S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe (90%), Guin\u00e9-Bissau (75%) e Cabo Verde (70%). Angola e Mo\u00e7ambique (68%) e Timor-Leste (59%) completam a lista.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-128426\" src=\"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/barometro-da-lusofonia-q.jpg\" alt=\"\" width=\"501\" height=\"412\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre o Barometro da Lusofonia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Barometro da Lusofonia \u00e9 uma iniciativa in\u00e9dita de pesquisa comparada, com o prop\u00f3sito central de compreender como vivem, pensam e avaliam o seu mundo os cidad\u00e3os que integram um espa\u00e7o plural e diverso mas que t\u00eam em comum a l\u00edngua portuguesa\u201d, afirma Antonio Lavareda, presidente do IPESPE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O objetivo do estudo \u00e9 o fortalecimento da integra\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses de lus\u00f3fonos, aprofundando a compreens\u00e3o sobre percep\u00e7\u00f5es, valores e expectativas compartilhadas e destacando o papel estrat\u00e9gico do portugu\u00eas \u2013 que possui cerca de\u00a0<strong>300 milh\u00f5es<\/strong>\u00a0<strong>de falantes<\/strong>, constituindo-se como uma das l\u00ednguas mais faladas do mundo em n\u00famero de falantes nativos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ado inicialmente no come\u00e7o do ano em Portugal, o Barometro da Lusofonia \u00e9 um dos marcos dos 30 anos de exist\u00eancia da Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa (CPLP).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Barometro da Lusofonia aponta sociedade brasileira como uma das que mais apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o ensino da hist\u00f3ria negra nas escolas. 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