{"id":128247,"date":"2026-03-15T21:38:10","date_gmt":"2026-03-16T00:38:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/?p=128247"},"modified":"2026-03-15T21:38:10","modified_gmt":"2026-03-16T00:38:10","slug":"apoio-ao-fim-da-escala-6x1-cresce-e-atinge-71-dos-brasileiros-aponta-datafolha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.blogdopaulonunes.com\/v5\/index.php\/2026\/03\/15\/apoio-ao-fim-da-escala-6x1-cresce-e-atinge-71-dos-brasileiros-aponta-datafolha\/","title":{"rendered":"Apoio ao fim da escala 6&#215;1 cresce e atinge 71% dos brasileiros, aponta Datafolha"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pesquisa mostra aumento do respaldo popular \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da jornada semanal de trabalho e indica que maioria acredita em melhora na qualidade de vida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maioria dos brasileiros \u00e9 favor\u00e1vel ao fim da escala de trabalho 6&#215;1. O apoio \u00e0 mudan\u00e7a aumentou nos \u00faltimos meses e j\u00e1 alcan\u00e7a 71% da popula\u00e7\u00e3o, segundo levantamento do instituto Datafolha realizado entre 3 e 5 de mar\u00e7o.De acordo com dados divulgados pela\u00a0<b>Folha de S.Paulo<\/b>, a pesquisa indica crescimento em rela\u00e7\u00e3o ao levantamento anterior, feito em dezembro de 2024, quando 64% defendiam a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero m\u00e1ximo de dias trabalhados por semana. No novo estudo, 27% dos entrevistados disseram ser contr\u00e1rios \u00e0 mudan\u00e7a e 3% n\u00e3o opinaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 munic\u00edpios brasileiros. A margem de erro \u00e9 de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com n\u00edvel de confian\u00e7a de 95%.<\/p>\n<h2><b>Debate no Congresso e posi\u00e7\u00e3o do governo<\/b><\/h2>\n<p>A discuss\u00e3o sobre o fim da escala 6&#215;1 ocorre atualmente no Congresso Nacional. O governo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva tem indicado que a prioridade do debate n\u00e3o \u00e9 apenas o modelo de dias trabalhados, mas a redu\u00e7\u00e3o da jornada semanal de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a proposta defendida pelo governo prev\u00ea diminuir a carga semanal de 44 para 40 horas sem reduzir sal\u00e1rios. Em entrevista \u00e0 Folha, ele afirmou:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A lei tem que estabelecer a redu\u00e7\u00e3o de jornada sem redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rio, e a grade, com dois dias de descanso na semana, deve ser definida pelas negocia\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa posi\u00e7\u00e3o representa uma flexibiliza\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que prev\u00ea redu\u00e7\u00e3o mais ampla da jornada semanal, de 44 para 36 horas.<\/p>\n<h2><b>Perfil dos trabalhadores e apoio \u00e0 medida<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa tamb\u00e9m investigou o perfil da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa. Entre os entrevistados, 53% afirmam trabalhar at\u00e9 cinco dias por semana, enquanto 47% dizem atuar seis ou sete dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Curiosamente, o grupo que trabalha mais dias demonstra apoio um pouco menor ao fim da escala 6&#215;1. Entre aqueles que trabalham seis ou sete dias, 68% apoiam a mudan\u00e7a. J\u00e1 entre os que atuam at\u00e9 cinco dias por semana, o apoio chega a 76%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O levantamento sugere que parte dessa diferen\u00e7a pode estar relacionada ao perfil profissional. Entre quem trabalha mais dias, h\u00e1 maior presen\u00e7a de aut\u00f4nomos e empres\u00e1rios, para quem jornadas mais longas podem representar aumento de renda. J\u00e1 entre trabalhadores com jornadas de at\u00e9 cinco dias, h\u00e1 maior participa\u00e7\u00e3o de servidores p\u00fablicos, cuja remunera\u00e7\u00e3o n\u00e3o costuma variar com o n\u00famero de horas trabalhadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 carga di\u00e1ria, 66% dos entrevistados afirmam trabalhar at\u00e9 oito horas por dia. Outros 28% dizem atuar entre mais de oito e 12 horas di\u00e1rias, enquanto 5% relatam jornadas superiores a 12 horas.<\/p>\n<h2><b>Impactos esperados para empresas e economia<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A percep\u00e7\u00e3o sobre os efeitos da mudan\u00e7a nas empresas aparece dividida. Para 39% dos entrevistados, a redu\u00e7\u00e3o da jornada teria impactos positivos, enquanto o mesmo percentual acredita em consequ\u00eancias negativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2024, a vis\u00e3o pessimista era ligeiramente maior: 42% apontavam poss\u00edveis efeitos negativos para as empresas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Especialistas tamb\u00e9m divergem sobre os efeitos econ\u00f4micos da medida. Algumas an\u00e1lises apontam que a redu\u00e7\u00e3o da jornada poderia elevar custos empresariais, reduzir vagas formais e afetar o Produto Interno Bruto (PIB). Outros estudos indicam que os impactos poderiam ser administrados com planejamento, com aumento pontual de despesas e sem crescimento significativo do desemprego.<\/p>\n<h2><b>Qualidade de vida dos trabalhadores<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando a an\u00e1lise se volta para os trabalhadores, o otimismo \u00e9 maior. Segundo o Datafolha, 76% dos entrevistados acreditam que a redu\u00e7\u00e3o da jornada seria \u00f3tima ou boa para a qualidade de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre quem trabalha at\u00e9 cinco dias por semana, esse \u00edndice chega a 81%. J\u00e1 entre aqueles que atuam seis ou sete dias por semana, o percentual \u00e9 de 77%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o aos efeitos para a economia brasileira como um todo, metade dos entrevistados (50%) acredita que o impacto ser\u00e1 positivo. Outros 24% avaliam que os efeitos podem ser negativos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No plano individual, 68% dos entrevistados afirmam que o fim da escala 6&#215;1 teria impacto positivo em suas pr\u00f3prias vidas.<\/p>\n<h2><b>Tempo livre e rotina de trabalho<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O levantamento tamb\u00e9m investigou como os brasileiros percebem seu tempo para descanso e lazer. Quase metade dos entrevistados (49%) afirma ter tempo suficiente para essas atividades. J\u00e1 43% dizem que o tempo dispon\u00edvel \u00e9 insuficiente, enquanto 8% consideram que t\u00eam mais tempo do que o necess\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os trabalhadores que atuam seis ou sete dias por semana, 59% avaliam que n\u00e3o possuem tempo suficiente para descanso e lazer \u2014 propor\u00e7\u00e3o que \u00e9 praticamente o dobro da registrada entre quem trabalha at\u00e9 cinco dias (29%).<\/p>\n<h2><b>Diferen\u00e7as por posicionamento pol\u00edtico<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O apoio \u00e0 mudan\u00e7a tamb\u00e9m varia de acordo com prefer\u00eancias pol\u00edticas. Entre eleitores de Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das elei\u00e7\u00f5es de 2022, 55% apoiam o fim da escala 6&#215;1, enquanto 43% s\u00e3o contr\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 entre os eleitores de Lula, o apoio \u00e9 mais amplo: 82% defendem a redu\u00e7\u00e3o da jornada semanal e 16% s\u00e3o contr\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A percep\u00e7\u00e3o sobre os efeitos econ\u00f4micos da medida tamb\u00e9m acompanha essa divis\u00e3o. Entre os eleitores de Lula, 63% acreditam que a mudan\u00e7a traria impactos positivos para a economia. Entre os eleitores de Bolsonaro, esse \u00edndice cai para 37%.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><b>Religi\u00e3o, idade e g\u00eanero influenciam opini\u00f5es<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O levantamento tamb\u00e9m aponta diferen\u00e7as de opini\u00e3o segundo religi\u00e3o, idade e g\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre cat\u00f3licos, 69% apoiam o fim da escala 6&#215;1, enquanto entre evang\u00e9licos o percentual \u00e9 de 67%. J\u00e1 entre pessoas que frequentam igrejas mais de uma vez por semana, o apoio cai para 63%, enquanto entre aqueles que frequentam apenas uma vez por ano chega a 81%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No recorte et\u00e1rio, o apoio \u00e9 maior entre jovens. Entre entrevistados de 16 a 24 anos, 83% defendem a redu\u00e7\u00e3o da jornada. O \u00edndice cai para 75% entre pessoas de 35 a 44 anos e chega a 55% entre os com 60 anos ou mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No recorte de g\u00eanero, as mulheres demonstram maior apoio \u00e0 mudan\u00e7a: 77% se posicionam a favor do fim da escala 6&#215;1, enquanto entre os homens o percentual \u00e9 de 64%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa mostra aumento do respaldo popular \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da jornada semanal de trabalho e indica que maioria acredita em melhora na qualidade de vida A maioria dos brasileiros \u00e9 favor\u00e1vel ao fim da escala de trabalho 6&#215;1. 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